6. Gjennomstrømning og fullføring
6.2. SBI for gjennomstrømning, etter utdanningsprogram og kohort og kohort
O presente trabalho pretende obter informação relevante sobre o desempenho de argamassas no que diz respeito ao humedecimento e secagem, pelo que se torna importante a análise de aspectos de durabilidade. Neste âmbito, faz sentido abordar os mecanismos de degradação mais frequentes e importantes, relacionados com a porosidade, que afectam as argamassas e abordar também de que forma um melhor
conhecimento das características de humedecimento e secagem pode contribuir para melhorar a durabilidade. É unanimemente aceite, e um tema bem desenvolvido, que a porosidade tem relação directa com as resistências mecânicas das argamassas. Mais precisamente, as resistências mecânicas variam na razão inversa da porosidade. Pode apontar-se como excepção a esta regra as argamassas de cal aérea, cuja porosidade aumenta com o aumento da quantidade de cal, e as suas resistências mecânicas aumentam também. Mas até neste caso esta situação tem um limite, como foi abordado por J. Lanas e J.I. Alvarez [34] num dos seus trabalhos de investigação.
Contudo, a degradação das argamassas vai para além das simples solicitações em que somente intervêm as resistências mecânicas das argamassas. As argamassas estão também sujeitas a outro tipo de agressões que originam a sua degradação, das quais as mais importantes são: ciclos de gelo/degelo, ciclos de cristalização/dissolução de sais, ataque por sulfatos, entre outras.
2.9.4.1. Degradação por ciclos de gelo/degelo
As degradações devidas a ciclos de gelo/degelo foram já abordadas no ponto 2.6.. Ainda assim não é demais referir que este tipo de degradação tem origem na água absorvida pelas argamassas, que a baixas temperaturas corre o risco de solidificar, sendo que esse fenómeno tem associado um aumento de volume que causa um aumento de tensões na estrutura das argamassas, levando à rotura do material. Este tipo de acção é mais importante nas argamassas com maiores coeficientes de saturação e nos poros de pequenas dimensões, pois são estes os primeiros a ficarem saturados com água [39]. O humedecimento e a secagem das argamassas desempenham um papel relevante no aumento da durabilidade relativamente a estas agressões. Assim, uma limitação no efeito de capilaridade das argamassas pode contribuir para diminuir o seu coeficiente de saturação, bem como na velocidade de absorção de água, sendo que para este efeito a utilização de um introdutor de ar pode revelar-se importante. Relativamente à secagem, as argamassas com melhor permeabilidade deverão secar mais rapidamente e desta forma diminuem a sua saturação, baixando consequentemente as tensões que eventualmente se desenvolvam no seu interior. Relativamente a este aspecto, as argamassas de cal aérea são as que exibem um melhor comportamento.
2.9.4.2. Degradação por ciclos de cristalização/dissolução
A degradação devido a ciclos de cristalização/dissolução de sais actua de forma semelhante à dos ciclos gelo/degelo, ou seja, por expansão de material que cria tensões na estrutura das argamassas. Acontece que neste caso a expansão não é controlada simplesmente pela acção da temperatura, mas está associada à acção da humidade relativa. A presença de sais nas argamassas pode ter diversas origens, desde sais presentes na água de amassadura, materiais da argamassa com sais na sua composição, proximidade de ambiente marítimo, absorção de água do terreno com sais dissolvidos, entre outras. Os sais vão chegar ao interior das argamassas dissolvidos em soluções líquidas. A cristalização é controlada pela humidade relativa como já referido, ou seja, existe uma determinada gama de valores de humidade relativa que marca a fronteira entre a dissolução e a cristalização dos sais. Com uma humidade relativa superior a essa gama os sais vão ser dissolvidos e circular pela estrutura porosa das argamassas e para valores inferiores a essa gama os sais vão cristalizar e consequentemente aumentar o seu volume. São justamente estes ciclos de cristalização/dissolução, e os ciclos de tensão por pressão interna associados, os responsáveis pela degradação das argamassas.
As argamassas com menores valores de porosidade e absorção de água limitam o acesso de sais ao seu interior. As argamassas de cimento enquadram-se neste perfil, no entanto, como os seus poros são em geral de pequenas dimensões e estas argamassas são pouco permeáveis, os sais vão permanecer mais tempo no seu interior e desenvolver tensões mais elevadas na estrutura, o que pode provocar importantes degradações [39]. No
entanto, S. Pavia e E. Tracy [41] mostraram no seu trabalho que as argamassas de
cimento apresentam um bom comportamento a este tipo de agressão muito por causa das suas elevadas resistências mecânicas. Para além disso, os mesmos autores mostraram também que as argamassas de cal aérea se revelaram mais resistentes que as de cal hidráulica, pensa-se que devido ao facto de possuírem poros de maiores dimensões que vão diminuir as tensões geradas pelos sais cristalizados revelando-se por isso mais duráveis.
2.9.4.3. Degradação por ataque de sulfatos
Outro tipo de degradação relacionado com a estrutura porosa das argamassas é o ataque de sulfatos. Estes sais podem ter várias origens: gases, partículas sólidas, dissolução em água e podem estar também presentes na própria argamassa. Quando estes sulfatos estão
em contacto com as argamassas podem reagir com alguns dos seus constituintes e dar origem à formação de sais e outros produtos que são facilmente dissolvidos e outros que provocam fenómenos expansivos. As argamassas mais sujeitas a este tipo de degradação são as de cimento, devido a alguns componentes que integram o ligante, no entanto, as argamassas de cal também estão sujeitas a estas degradações, ainda que em menor escala [39]. Trabalhos de investigação mostram que o grau de degradação por sulfatos depende do índice água/ligante, sendo maior quando aumenta este índice, depende também da porosidade e da permeabilidade das argamassas [39].