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Satt i arbeid – mot hva? …

3. Georges Bataille og ideen om det formløse

3.4 Satt i arbeid – mot hva? …

Neste ponto descrevemos sumariamente as etapas que percorremos para reunir as evidências observáveis e empíricas a que aludimos no ponto anterior.

Assim, abordaremos a revisão da literatura e os seus principais contributos, os materiais construídos e validados e os métodos adoptados nos estudos empíricos desenvolvidos.

Iniciámos este trabalho com uma revisão da literatura no sentido de enquadrar o impacto das profundas e rápidas evoluções científicas e tecnológicas na área da Saúde, na necessidade de formação profissional contínua dos profissionais de saúde. Reunimos contributos que reforçam a convicção de que a formação profissional contínua é uma condiçãosine qua non para a manutenção das performances elevadas.

Analisámos também a relação entre a “não formação” e os custos na Saúde e reunimos contributos que reforçam a consciencialização da enorme carga económica que os erros e más práticas imputam nos custos.

Acerca do papel das TIC na ALV reunimos contributos que enfatizam o efeito catalizador que estas tecnologias podem desempenhar na formação contínua dos profissionais de saúde.

Nesta fase teórica fundamentámos também a escolha dos pressupostos do modelo de estimação de custos mais adequado aos objectivos deste estudo e identificámos as variáveis mais importantes a incluir no modelo. Optámos assim por uma aproximação à análise dos custos das doenças, numa prespectiva da sociedade, num método de análise custo-efectividade e identificámos as variáveis determinantes nos custos clínicos e não clínicos directos (abordagem Botton-up) e custos indirectos (método do Capital Humano).

1.5.2. Os materiais

Com os contributos da fase de trabalho teórico começámos por reunir os materiais necessários à prossecução das experiências e seguimos com o desenvolvimento dos métodos.

Em relação aos materiais destacamos o desenvolvimento de uma ferramenta informática baseada na Internet a que chamámos e-fer.

baseados em experiências reais, que integram a informação relevante para as decisões clínicas (diagnosticas e terapêuticas).

Os casos clínicos virtuais foram revistos e validados por peritos (double blind peer review) permitindo assim reunir casos clínicos fidedignos e incluir a informação sobre as melhores práticas, nomeadamente as decisões diagnosticas e as decisões terapêuticas consideradas óptimas para cada caso.

Desenvolvemos depois um modelo matemático ajustável e parametrizável, que integra as variáveis determinantes nos custos do tratamento de feridas crónicas, numa perspectiva da sociedade e, portanto, integrando fórmulas de cálculo dos custos clínicos directos, custos não clínicos directos e custos indirectos.

Este modelo foi baseado numa árvore de decisão que integrou os passos fundamentais no tratamento de feridas crónicas e a lista dos possíveis desfechos da decisão clínica. Os quatro passos considerados foram a “limpeza da ferida”, a “selecçção do penso primário”, a “selecção do penso secundário” e “as medidas complementares aos tratamento”.

A validade e fiabilidade do modelo foram averiguadas através de uma análise comparativa entre os dados da aplicação do modelo aos casos clínicos virtuais e os dados (meta-análise) de estudos publicados, onde foram comparados os resultados nas variáveis que encerram maior grau de incerteza, nomeadamente a duração expectável do tratamento e a proporção dos custos parciais (directos e indirectos) nos custos totais. Efectuou-se também uma análise de sensibilidade para determinar o grau de variação dos resultados face a alterações nas variáveis mais relevantes para a determinação dos custos, e observou-se a resistência dos resultados do modelo a variações de +/- 20% nas suas variáveis.

A aplicação do modelo de estimação de custos aos casos clínicos virtuais de pessoas com feridas crónicas permitiu determinar o Custo Óptimo, ou seja os custos resultantes

Internet, a que chamámos e-fer Simulator por permitir a simulação da tomada de decisão clínica sobre os casos clínicos virtuais.

Este simulador prevê a execução dos passos e percursos definidos na árvore de decisão e permitiu determinar os Custos da Acção, ou seja os custos resultantes das opções de tratamento registadas no simulador.

O desenvolvimento deste conjunto de materiais viabilizou, na procura de evidência empírica para as hipóteses formuladas, a utilização dos métodos que descrevemos em seguida.

1.5.3. Os métodos

Para testar empiricamente o modelo de estimação de custos da não formação desenhamos duas experiências que foram desenvolvidas usando os materiais descritos no ponto anterior.

Num primeiro estudo quantitativo, transversal e correlacional investigámos numa amostra não aleatória de 78 enfermeiros com diferentes níveis de formação e experiência, a natureza das relações ou associações entre os Custos da Acção e o tempo de serviço, a formação acreditada e a experiência profissional.

Num segundo estudo mais controlado, quase experimental do tipo pré-teste/pós-teste com grupo de controlo não equivalente, examinámos numa amostra de 53 profissionais de saúde (25 no grupo experimental que frequentou 40 horas de formação presencial acreditada no âmbito do diagnóstico e tratamento de feridas crónicas, e 28 no grupo de controlo) as relações de causa e efeito entre a formação e os Custos da Acção, e estimámos os custos da “não formação”.

Estas experiências permitiram reunir evidência empírica de que os Custos da Acção decrescem à medida que aumenta a formação e a experiência dos profissionais de saúde e permitiu também estimar os custos da não formação analisando o efeito, nos Custos da Acção, da frequência de programa de formação acreditada.