4. Kritikk av Krauss og Bois, og alternative forståelser av Bataille …
4.3 Van Goghs øre og Batailles latter
A estimação de custos é uma aproximação do custo total provável de um produto, programa ou projecto, calculado com base na informação disponível. Para tal são elaborados modelos de estimação de custos, que são algoritmos matemáticos ou equações paramétricas usadas para estimar os custos. Funcionam normalmente através da introdução de parâmetros que descrevem os atributos do produto ou projecto (e respectivos preços). Depois o modelo prevê o custo, antes do seu desenvolvimento. Existem essencialmente quatro tipos comuns de previsão ou estimação de custos (BusinessDictionary.com, n.d.):
Planning Estimate: aproximação grosseira do custo dentro de um razoável intervalo de valores, preparado apenas para fins informativos. Também chamado de “ball park estimation”. Estas estimativas de custos desenvolvem-se com base nas informações disponíveis e, na ausência de um estudo tarifário, recorrendo a fórmulas matemáticas baseadas na experiência e na relação entre as diferentes actividades e/ou quantidades de recursos necessários;
Budget estimate (Estimativa orçamental): aproximação baseada em dados de custos bem definidos (embora preliminares) e em regras claras e bem definidas (established ground rules);
Firm estimate: com base em dados de custos suficientemente sólidos para celebrar um contrato vinculativo;
Not-to-exceed /Not-less-than estimate : montante máximo ou mínimo exigido para realizar uma determinada tarefa, com base no custos estimados na celebração de um contrato vinculativo.
Nos métodos para estimação dos custos em Saúde há uma distinção clara entre os métodos mais comuns na estimação dos custos directos e os métodos mais comuns na estimação dos custos indirectos.
Métodos para estimar os custos directos
Os custos directos podem ser estimados utilizando uma de três abordagens: Top-Down, Bottom-up, ou uma abordagem econométrica. Segel (2006) faz uma breve explicação de cada um destes diferentes métodos:
Abordagem Top-Down
A Abordagem Top-Down também conhecida como epidemiológica ou do risco atribuível, mede a proporção de uma doença que se deve à exposição à doença ou ao factor risco. Esta abordagem utiliza dados recolhidos junto de uma amostra da população portadora da doença para calcular os custos imputáveis.
Abordagem Bottom-up
A abordagem Bottom-up estima os custos calculando o custo médio do tratamento da doença e multiplicando-o pela prevalência da doença. Porque a média do custo de tratamento de uma doença raramente se encontra disponível, esta abordagem calcula o custo médio do tratamento somando os diversos custos envolvidos nas diversas etapas do tratamento. Para obter uma estimativa do custo médio do tratamento multiplica o custo unitário de um tratamento especial pela média da frequência de realização desse
tratamento. Esta abordagem exige dados de múltiplas fontes, quer para os custo unitários, quer para as taxas de utilização dos diferentes tipos de cuidados.
Abordagem Econométrica
Na abordagem Econométrica estimam-se as diferenças de custos entre uma amostra da população com a doença e uma amostra da população sem a doença. As duas amostras são comparadas, geralmente através da análise de regressão, por diferentes características demográficas (sexo, idade, raça, localização geográfica) e presença de outras doenças crónicas
Métodos para estimar os custos indirectos
A estimação dos custos indirectos envolve, frequentemente, maiores graus de incerteza do que a estimação dos custos directos. Existem essencialmente três métodos para estimar os custos indirectos em saúde (Segel, 2006): O método do capital humano, o método do atrito de custos (Friction Cost Method) e o método da disponibilidade para pagar (Willingness to Pay Method).
Método do capital humano
O capital humano refere-se ao conjunto de competências e conhecimentos do indivíduo que lhe conferem a capacidade de executar trabalho e de produzir valor económico. O método do capital humano contabiliza a produção potencialmente perdida, valorizando o tempo de ausência ao trabalho através dos salários médios dos trabalhadores afectados por episódio de doença ou de incapacidade (Pereira & Mateus, 2003). Mede as perdas de produção em termos de rendimentos perdidos, seja do doente seja do cuidador informal - tempo perdido para prestar apoio a familiares doentes (Hodgson & Meiners, 1982; Pereira & Mateus, 2003; Rice, 1967; Segel, 2006). Podem também considerar o tempo de lazer sacrificado pelos familiares e amigos para visitarem ou acompanharem os doentes (Pereira & Mateus, 2003).
descontados assumindo-se, frequentemente, uma taxa igual a um por cento da taxa anual de crescimento real nos salários (Rice, 1999; Segel, 2006).
Tipicamente os estudos sobre os custos da doença recorrem ao método de capital humano para estimar os custos indirectos (Pereira & Mateus, 2003). Pela sua praticabilidade é um método geralmente recomendado. Contudo, uma crítica frequente a esta abordagem é que a certos grupos são atribuídos valores superiores ao de outros grupos, pois este método utiliza as taxas de emprego e de salários (muitas vezes por idade, sexo ou raça), e determinados grupos ganham menos (Segel, 2006).
Método do Atrito de Custos (Friction Cost Method)
O método do atrito de custos (Friction Cost Method) mede as perdas de produção apenas durante o tempo necessário para substituir um trabalhador (Hutubessy, van Tulder, Vondeling & Bouter,1999; Koopmanschap, Rutten, van Ineveld & van Roijen, 1995; Segel, 2006). Esta abordagem pressupõe que a curto prazo as perdas de produção podem ser colmatadas por um outro empregado, e que a perda de um empregado só resulta em custos no período de atrito (friction period) ou seja, no tempo que demora até contratar e treinar um novo empregado.
Os defensores deste método criticam o método do capital humano alegando que as perdas de produtividade são muitas vezes eliminadas após um novo trabalhador estar treinado e poder substituir o ex-empregado. No entanto este método raramente é utilizado porque exige uma extensa base de dados para tentar estimar as perdas somente no período de atrito (Segel, 2006).
Método da Disponibilidade para Pagar (Willingness to Pay Method)
O método da disponibilidade para pagar (Willingness to Pay Method) mede o montante que um indivíduo está disposto a pagar para reduzir a probabilidade da ocorrência da doença ou mortalidade (Hodgson & Meiners, 1982; Segel, 2006). Existem vários métodos para determinar este montante. Entre eles incluem-se os inquéritos, a análise dos salários adicionais nos empregos com elevados riscos, a análise da procura de produtos relacionados com a segurança ou saúde, entre outros (Hirth, Chernew, Miller, Fendrick & Weissert, 2000).
Este é um método difícil de aplicar, pois são necessárias extensas investigações das preferências das pessoas e os resultados destas investigações dependem fortemente das suas respostas as questões, mais hipotéticas do que concretas, sobre a sua vontade de evitar certas doenças (Segel, 2006).