4 An abductive approach to categorisation in street-level bureaucracies
5.3 Research design
5.3.1 Sample and data
Este estudo foi conduzido nos polos de ensino a distância da Universidade Federal De Santa Catarina localizados no estado de Santa Catarina e que tenham participado do Projeto Piloto 1 e 2 do curso de Administração a Distância. Os polos estão localizados nas cidades catarinenses: Chapecó, Joinville, Canoinhas, Florianópolis, Palhoça, Tubarão, Laguna, Criciúma, Araranguá e Lages.
3.1.2.3.2 Atores
Os participantes desse estudo foram os tutores presenciais do curso de Administração a distância do Projeto Piloto 1 e 2; os coordenadores de polo; alunos do curso de Administração a Distância da UFSC; tutores a distância e supervisor de tutoria. A escolha dos informantes deu-se de forma intencional. Com relação aos
coordenadores de polo, tutores presenciais e a distância e supervisor de tutoria, foram convidadas a participar da pesquisa, as pessoas que ocupavam esses cargos na época da realização da pesquisa. Com relação aos alunos, no momento do agendamento da entrevista, solicitou-se ao coordenador do polo e ao tutor presencial que indicassem uma ou mais alunos que, ao longo do curso, tivessem frequentado o polo de apoio presencial. É importante assinalar que os coordenadores de polo e tutores presenciais são funcionários da prefeitura onde cada polo está sediado que são indicados para ocuparem essa função.
Em tempo, é importante apontar que os alunos participantes dessa pesquisa estavam no final do curso, alguns no último e outros no penúltimo semestre. O tutor a distância trabalha há aproximadamente 5 anos na função. Com relação aos coordenadores, predominantemente eles ocupam esse cargo desde a fundação do polo. A respeito dos tutores presenciais, havia duas situações, em uma o tutor presencial estava desde o início do curso acompanhando a turma e em uma situação menos comum, o tutor havia assumido a turma a menos de dois semestres. O responsável técnico ocupa o cargo há aproximadamente 5 anos e o supervisor de tutoria há 18 meses sendo que antes de ser supervisor ocupou a função de tutor.
Assim, teve-se a colaboração de 29 participantes distribuídos em 6 funções diferentes: tutor presencial, tutor a distância, coordenador de polo, responsável técnico; supervisor de tutoria e aluno. O supervisor de tutoria, o tutor a distância e o responsável técnico foram entrevistados em seus locais de trabalho, na sede do curso, no centro socioeconômico na UFSC (Florianópolis). O quadro a seguir sistematiza quantas pessoas participaram em cada polo presencial e a função que exercem.
Quadro 8: Participantes por polos
Polo Participantes
Chapecó 1 tutor presencial; 1 coordenador de polo; 1 aluno.
Joinville 1 tutor presencial; 1 coordenador de polo; 1 aluno.
Canoinhas 1 tutor presencial; 1 coordenador de polo; Florianópolis 1 tutor presencial;
1 tutor a distância; 1 supervisor de tutoria;
1 técnico.
Palhoça 1 coordenador de polo; Tubarão 1 coordenador de polo;
1 aluno.
Laguna 1 tutor presencial; 1 coordenador de polo; 1 aluno.
Criciúma 1 coordenador de polo; 1 tutor presencial 2 alunos. Araranguá 1 tutor presencial;
1 coordenador de polo; 2 alunos.
Lages 1 tutor presencial; 1 coordenador de polo; 1 aluno.
Fonte: elaborado pela autora
Os nomes dos participantes são confidenciais, para a divulgação da análise da pesquisa adotou-se uma codificação, como por exemplo, aluno 1, aluno 2, pólo 1, pólo 2, etc. O quadro a seguir apresenta o total de entrevistados por função e a codificação adotada.
Quadro 9: Total de participantes e codificação
Função Número de
entrevistados
Codificação
Tutor presencial 8 Tutor presencial 1.Tutor
presencial n
Tutor a distância 1 Tutor a distância 1
Coordenador de
polo 9 Coordenador de polo 1... coordenador de polo n
Responsável técnico
1 Responsável técnico 1
Supervisor de
tutoria 1 Supervisor de tutoria 1
Aluno 9 Aluno 1, ... Aluno n
Total 29 participantes
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Fonte: Elaborado pela autora
3.1.2.3.3 Limitações
Essa pesquisa possui algumas limitações. Os resultados encontrados são referentes a um curso de graduação a distância, não
sendo generalizáveis para todos os cursos na modalidade EaD (especialização, pós graduação, capacitação, etc.). Além disso é importante salientar que neste trabalho não foram ouvidos todos os alunos do curso tampouco aqueles que desistiram do curso antes de conclui-lo. Outra limitação dessa pesquisa é acerca da não participação de professores do curso, dessa forma, não há o registro das impressões dos mesmos acerca do problema de pesquisa.
3.1.2.4Considerações éticas
No intuito de respeitar e proteger os direitos dos participantes da pesquisa se fez uso do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, das seguintes medidas: a) os objetivos e procedimentos de coleta de dados foram informados verbalmente e por escrito para os participantes; b) os participantes declararam por escrito aceitarem contribuir para a pesquisa; c) o anonimato dos participantes é assegurado; d) os dados coletados serão utilizados apenas para fins desta pesquisa; e) os informantes podem solicitar a retirada de seu consentimento a qualquer momento. O modelo do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido entregue aos participantes está em anexo. As vias assinadas e preenchidas estão sob a guarda da pesquisadora e cada participante tem uma via do termo.
3.1.2.5 Estratégia de coleta de dados
Os procedimentos para coleta de dados foram entrevistas e documentos. Sobre entrevistas, Cruz Neto (2002) e Vergara (1997), defendem que a entrevista é a técnica mais usual do trabalho em campo, onde o pesquisador faz perguntas a alguém que, oralmente, responde. Desta forma o pesquisador tem a possibilidade de obter dados objetivos e subjetivos
Triviños (2006) chama de entrevista semiestruturada como aquela que parte de certos questionamentos básicos, apoiados em teorias e hipóteses, que interessam a pesquisa, e que, em seguida oferecem amplo campo de interrogativas. O autor ainda complementa afirmando que o entrevistado pode seguir espontaneamente a sua linha de pensamento e de suas experiências e assim participar da elaboração da pesquisa.
As entrevistas foram realizadas no período entre maio a outubro de 2012. As entrevistas foram realizadas pela pesquisadora em conjunto com dois colegas do grupo NEOGAP, uma vez que esta pesquisa é
complementar a outra e o objeto de estudo é o mesmo, então julgou-se pertinente ter os mesmos informantes e fazer as entrevistas conjuntamente. O roteiro utilizado para nortear as entrevistas encontra- se em anexo, ressalva-se que a entrevistas com o responsável técnico não seguiu o roteiro em virtude das características das atividades desenvolvidas pelo mesmo. Por fim, as entrevistas foram gravadas, transcritas literalmente e inseridas no software de análise qualitativa Atlas Ti.
A coleta de dados por meio de documentos é classificado, segundo Mattar (1999, p. 134) em primários e secundários,
Os dados primários são aqueles que não foram antes coletados, estando em posso dos pesquisados, e questão coletados com o propósito de atender as necessidades da pesquisa em andamento [...] dados secundários são aqueles que já foram coletados, tabulados, ordenados e às vezes, até analisados, com o propósito de atender a pesquisa em andamento.
Vergara (1997) cita como exemplo de obras que podem ser usadas como fonte para esse tipo de pesquisa documentos conservados em órgão públicos ou privados, ofícios, memorandos, balanços, cartas, etc.
Para o presente trabalho foi realizado um pesquisa em dados secundários, dados já existentes, como bibliografias sobre o assunto e documentos oficiais, como a normas técnicas, guia geral do curso, guia do tutor e o projeto pedagógico. Os dados primários foram obtidos através das entrevistas.
3.1.2.6 Procedimentos para análise de dados
Para a análise dos dados da pesquisa adotou-se o modelo interpretativo. A análise interpretativa, segundo Triviños (2006) deve apoiar-se em três aspectos fundamentais: a. nos resultados alcançados no estudo; b. na fundamentação teórica (conceitos-chave das teorias); e c. na experiência pessoal do investigador.
No processo de análise de dados, utilizou-se o software de análise de dados qualitativos chamado Atlas.ti. De acordo com Bandeira-de-Mello e Cunha (2003) o ATLAS.ti permite uma possível auditoria afim de garantir a confiabilidade dos resultados, considerando que o software permite a geração de relatórios com as seguintes
características: unidade hermenêutica, documentos primários; citações; códigos; notas de análise; esquemas e comentários.
Nesta pesquisa, o software Atlas.ti contribuiu para a organização, preparação, leitura e codificação dos dados, por este último entende-se o processo de organizar materiais em grupos antes de dar algum sentido a eles conforme afirmou Creswell (2007). Assim, a análise se deu com a codificação dos dados coletados nas entrevistas selecionando os códigos, as citações e realizando comentários e anotações quando oportuno. A partir dos códigos gerados, foi realizada a seleção e categorização, associando as categorias às suas subcategorias. A partir disso, elaborou-se o relato dos resultados em forma de texto narrativo.
Em tempo, esclarece-se que os depoimentos dos participantes foi mantido na integra, com eventuais erros de concordância gramatical, no intuito de evitar que o sentido da fala fosse alterado.
3.1.2.7 Verificação
A fim de garantir a credibilidade da pesquisa, adotou-se como estratégia para confirmação dos resultados o exame dos pares, sendo solicitado à 1 doutor e 1 doutorando do programa de Pós Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento a leitura do documento com a análise e interpretação dos dados. Os examinadores corroboraram com os resultados alcançados.