7 ORGANISERING, STYRING OG LEDELSE
8.6 Samordning av to finansieringsmodeller
No processo de elaboração da cartilha, o primeiro passo foi o levantamento bibliográfico que ocorreu mediante à realização de uma revisão integrativa da literatura para definição do conteúdo (ver item “3.3 Tecnologias educativas na educação em saúde do paciente com AVC”). Em seguida, efetuou-se a organização cronológica dos assuntos.
A partir disso, foram definidos os nove domínios da cartilha:
1. Apresentação da cartilha: contextualiza sua temática, apresentando a importância de
saber mais sobre o AVC e dos meios para evitá-lo.
2. Definição de AVC: domínio intitulado “O que é um AVC?”, trouxe o significado da sigla
AVC, o local acometido e as definições de seus tipos. Fez-se associação dos subtipos de AVC com os nomes popularmente conhecidos, trombose e derrame, respectivamente.
3. Sinais e sintomas de AVC: esse domínio foi divido em duas seções: “Como reconhecer os
sintomas de um AVC?” e “Como identificar um AVC”. A primeira seção expôs sobre os sinais e sintomas mais prevalentes no AVC: perda de força, dormência ou formigamento unilateral; dificuldade para falar ou compreender o que se fala; tontura, desequilíbrio, dificuldade para caminhar; e dificuldade para enxergar com um ou dois olhos. A segunda seção apresentou o rápido reconhecimento do AVC por meio do teste SAMU (S: sorriso; A: abraço; M: mensagem; U: urgente).
4. Ações emergenciais diante de um AVC: foram formuladas duas seções: “O que fazer
diante de um AVC?” e “O que fazer se os sintomas desaparecerem?”. A primeira seção enfatizou que o AVC é uma situação clínica emergencial, para a qual não se deve perder tempo. Na suspeita de AVC, é mandatório o acionamento imediato do SAMU 192. Na ausência deste, deve-se procurar o hospital mais próximo. Orientou-se também a evitar a ingestão de medicamentos, líquidos e/ou alimentos. A segunda seção abordou o Ataque Isquêmico Transitório (AIT), popularmente conhecido como “começo de AVC”, e procurou-
se destacar a importância de buscar atendimento médico imediato, mesmo se os sintomas desaparecerem.
5. Tratamento para AVC: utilizou-se o título de “Existe tratamento para AVC?” para este
domínio. Foi retratado o tratamento para o AVC isquêmico e hemorrágico.
6. Fatores de risco para AVC: O domínio foi nomeado como “O AVC pode ser evitado?”,
no qual foram destacados os principais fatores de risco para AVC: hipertensão arterial, tabagismo, alimentação inadequada hipercalórica e hiperssódica, etilismo, diabetes, estresse, doenças cardíacas (fibrilação atrial), obesidade, sedentarismo e idade avançada.
7. Medidas preventivas para o AVC: Este domínio recebeu o título de “O que fazer para
evitar um AVC?”. Nele, foram apresentados os principais cuidados que o paciente deve ter para se prevenir de um AVC: ter uma alimentação saudável, com consumo diário de frutas, verduras e legumes; controlar a pressão arterial; parar de fumar; controlar a glicemia capilar; suspender o uso de bebidas alcoólicas; diminuir o consumo de sal e de alimentos gordurosos; usar regularmente as medicações prescritas pelo médico; realizar exercícios físicos e fazer acompanhamento de saúde frequente na unidade básica de saúde mais próxima da residência do paciente e/ou em ambulatórios especializados.
8. Recorrência de AVC: Por solicitação dos juízes, este domínio foi acrescentado à cartilha,
para dar ênfase à prevenção de novos eventos cerebrovasculares em pacientes já acometidos por AVC. Sob o título “Quem teve AVC, pode sofrer um novo AVC?”, destacou-se que a recorrência de AVC pode levar à sobreposição de sequelas, aumentando as complicações e podendo levar à morte. Nesse contexto, foi reforçada a importância dos cuidados citados no domínio anterior para se evitar um novo AVC.
9. Fechamento da cartilha: conclui-se a cartilha relembrando os objetivos, que eram
conhecer sobre o AVC e os meios para evitá-lo. Além disso, fez-se o convite ao leitor para divulgar as informações apreendidas.
Uma vez definidos os domínios, procedeu-se à elaboração dos textos da cartilha. A fim de atender as recomendações de Echer (2005), procurou-se adaptar as informações técnicas disponíveis na literatura para uma linguagem acessível a todas as camadas da sociedade. Foram selecionadas as informações mais relevantes sobre AVC, visando não sobrecarregar a cartilha com textos e deixá-la muito extensa, já que isso desencoraja a leitura do material até o final.
A cartilha foi impressa em frente e verso, com tinta colorida, em papel ofício tamanho A5, com dimensões de 148x210 mm, encadernada com espiral de PVC preto de 9 mm, num total de 24 páginas. Após as correções, os textos foram escritos na fonte Times New
Roman, no tamanho 20 para os subtítulos e 18 para o texto. Na capa, foi usada a fonte no tamanho 36 para o título. A cor da fonte foi preta. As partes do texto para que se desejava chamar atenção do leitor foram destacadas em negrito.
O título definitivo adotado após a validação com os especialistas foi “Cartilha do AVC (acidente vascular cerebral): o que é, o que fazer e como prevenir”. Na contracapa, explica-se a procedência do material, o nome das autoras e a instituição de ensino às quais pertencem; além de dados técnicos (ilustração e diagramação), edição e ano. No final da cartilha, reservou-se uma página para anotações e outra destinada ao acompanhamento de rotina do paciente, com espaço para o registro da data da consulta, do nome do profissional de saúde que o atendeu, do valor da pressão arterial e da glicemia capilar e dos medicamentos em uso. Esta última parte foi acrescida por sugestão dos juízes.
Tendo em vista que o enfermeiro é o integrante da equipe multidisciplinar com competências para desempenhar ações voltadas à promoção da saúde, notadamente a educação em saúde, idealizou-se a Cartilha do AVC norteada por questionamentos simples, para os quais são apresentados respostas no decorrer da página.
Para a confecção das ilustrações, contratou-se um especialista em desenho. Inicialmente, reuniu-se com este para apresentar o texto e os passos idealizados pela pesquisadora para elaboração da cartilha. A partir disso, foram feitos esboços das ilustrações e do layout. Para facilitar o processo de criação dos desenhos, fez-se o levantamento de fotos e imagens do site Google (internet), para que o desenhista se apropriasse do maior número de informações possíveis sobre AVC. Os primeiros rabiscos foram desenhados a lápis (figura 3). Posteriormente, utilizou-se o Corel Draw para a edição das figuras e o Abobe Indesign para a fase de diagramação.
Figura 3 - Ilustração representativa dos rabiscos iniciais da cartilha feitos pelo desenhista.
Fonte: Elaborado pela autora.
Ocorreram quatro encontros com o desenhista, além de inúmeros contatos por meio eletrônico (email e WhatsApp), até se finalizar a primeira versão da cartilha, a qual foi analisada cuidadosamente pela pesquisadora. Após pequenos ajustes, a cartilha foi impressa (versão 1), e entregue aos especialistas para validação de conteúdo (Figura 4).
Figura 4 - Ilustração representativa da versão 1 da cartilha apresentada aos especialistas.
Fonte: Elaborado pela autora.