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7 ORGANISERING, STYRING OG LEDELSE

7.3 Fylkesledelsens perspektiv

Além da avaliação realizada com 12 juízes de conteúdo, o vídeo educativo foi avaliado por 12 juízes considerados experts na área de comunicação. Assim, a mesma versão que havia sido enviada para validação pelos juízes de conteúdo, também foi avaliada simultaneamente pelos juízes técnicos.

Buscou-se contatar juízes de diferentes regiões brasileiras, sendo amostra de juízes representativa do sudeste, nordeste e centroeste brasileiro. A média de idade dos juízes técnicos participantes deste estudo foi de 34 anos, com desvio-padrão de ±8,6 anos, mediana de 30 anos, variando de 23 a 50 anos. Todos os juízes eram do sexo masculino. Atuavam nas áreas de Cinema, Comunicação Social, Jornalismo e audiovisual com especializações em Cinema e roteiro. O tempo de formação foi em média 9,4 anos, com desvio-padrão de ±3,3 anos. A mediana foi de 8,5 anos, variando de 6 a 19 anos. Abaixo seguem os dados de caracterização dos juízes técnicos participantes do estudo (Tabela 6).

Tabela 6 - Caracterização dos juízes técnicos participantes do estudo. Fortaleza, 2016.

REQUISITO N %

Possuir habilidade/ conhecimento adquirido(s) pela experiência. 12 100

Possuir habilidade/ conhecimento especializado(s) que tornam o profissional uma autoridade no assunto.

8 66,6

Possuir habilidade especial em determinado tipo de estudo. 5 41,6

Possuir classificação alta atribuída por uma autoridade. 10 83,3

Fonte: Bezerra (2016)

A avaliação dos referidos juízes acerca dos aspectos relacionados ao conteúdo do roteiro do vídeo pode ser verificada por meio das Tabelas 7 e 8.

Tabela 7 - Distribuição da concordância entre juízes de avaliação da técnica do roteiro do vídeo educativo. Fortaleza, 2016.

Aspectos Avaliados Proporção Valor p* IVC**

Título do vídeo educativo N %

Título desperta interesse para assistir ao vídeo 1 0,02 1

Conceito da ideia

Conteúdo adequado ao objetivo do vídeo 1 0,02 1

A ideia auxilia a aprendizagem 1 0,02 1

A ideia é acessível 1 0,02 1

O roteiro é útil 1 0,02 1

O roteiro é atrativo 1 0,02 1

Construção dramática

O ponto de partida do roteiro tem impacto 1 0,02 1

Com o desenvolvimento do roteiro o interesse cresce 1 0,02 1

Número de cenas suficientes 1 0,02 1

Tempo de duração suficiente 1 0,02 1

Apresentação do roteiro é agradável 1 0,02 1

Ritmo

Existe uma atenção crescente, com curva dramática

O ritmo é cansativo 0,95 0,035 0,95

Há dinamismo dos ambientes 1 0,02 1

As formas de apresentação das cenas são adequadas 1 0,02 1

Personagens

O perfil das personagens é original 1 0,02 1

Os valores das personagens têm consistência 1 0,02 1

Potencial dramático

É desenvolvida uma expectativa 1 0,02 1

Diálogos (Tempo dramático)

No diálogo cada intervenção motiva outra 1 0,02 1

Há aceleração da ação até o ponto culminante do clímax da

história 1 0,02 1

Estilo visual (Estética)

Existem muitas repetições de cenário/ambiente 1 0,02 1

As imagens são adequadas 1 0,02 1

A estrutura geral é criativa 1 0,02 1

Público referente

O conteúdo de interesse tem relação direta com o público alvo 1 0,02 1

Funcionalidade

O vídeo propõe-se a elevar a confiança da mulher em usar o

pessário 1 0,02 1

O vídeo é capaz de gerar resultados positivos 1 0,02 1

Usabilidade

É fácil de aprender os conceitos utilizados e suas aplicações 1 0,02 1

Fornece ajuda de forma clara 1 0,02 1

Fornece ajuda de forma completa 1 0,02 1

Fornece ajuda sem ser cansativo 1 0,02 1

Eficiência

O tempo proposto é adequado para que a usuária aprenda o conteúdo

1 0,02 1

O tempo proposto é adequado para que a usuária possa se

sentir mais confiante em usar o pessário 1 0,02 1

O número de cenas está coerente com o tempo proposto para o vídeo

1 0,02 1

O número e a caracterização dos personagens atendem ao

objetivo proposto 1 0,02 1

O discurso entre os personagens é usado de forma eficiente e compreensível à clientela

1 0,02 1

Fonte: Bezerra (2016). Legenda: *Teste binomial.

** Índice de Validade de Conteúdo (IVC).

Pode-se observar a concordância excelente por todos os juízes em quase todos os aspectos avaliados.

No que diz respeito à avaliação geral dos juízes técnicos acerca do roteiro do vídeo educativo os dados estão apresentados na Tabela 8. Todas as avaliações julgaram os itens excelente e muito bom.

Tabela 8 - Avaliação dos aspectos técnicos do vídeo educativo. Fortaleza, 2016.

VARIÁVEIS Excelente Muito bom IVC* Valor p**

N % N % Ideia 11 91,7 1 8,3 1 0,005 Construção dramática 10 83,3 2 16,7 1 0,005 Ritmo 12 100 - - 1 0,005 Personagens 12 100 - - 1 0,005 Potencial dramático 12 100 - - 1 0,005 Diálogos 10 83,3 2 16,7 1 0,005 Estilo visual 11 91,7 1 8,3 1 0,005 Público referente 12 100 - - 1 0,005 Estimativa de produção 11 91,7 1 8,3 1 0,005 Fonte: Bezerra (2016). Legenda: *Teste binomial.

** Índice de Validade de Conteúdo (IVC).

Acerca da avaliação geral do vídeo, a maioria dos juízes técnicos considerou o vídeo aprovado (N=10; 83,3%) e os outros o julgaram aprovado com modificações (N=2;16,7%).

Entre as sugestões dos juízes técnicos destacam-se as que se seguem:

Inseridos na recente experiência audiovisual contemporânea, nota-se que a duração dos vídeos no contexto de internet e televisão (excluindo a experiência da sala escura do cinema) é cada vez mais rápida. O roteiro do vídeo proposto têm 15 minutos e poucas sequências para trabalhar esse tempo. Acredito que esse tempo possa ser bastante reduzido ou então trabalhar com mais situações que rendam melhores cenas. T1

Acredito que uma boa ideia seja a de trabalhar mais com a animação e menos com situações reais de personagens. T2

Ressalta-se que as sugestões supracitadas dos juízes técnicos foram analisadas pelas autoras do vídeo na revisão do roteiro para que se chegasse à segunda versão (versão final). Contudo, a sugestão do juiz T2, trabalhar mais com animação, não foi acatada, tendo em vista que a enquete realizada com o público demonstrou que os mesmos preferem pessoas reais.

Nessa versão, alguns diálogos foram acrescentados e algumas falas reduzidas, o roteiro foi revisto de modo a que as cenas (imagens) correspondessem às

suas respectivas falas. Após o processo de validação do roteiro do vídeo por meio dos juízes de conteúdo e técnicos e pelo público alvo, chegou-se à segunda e última versão do roteiro, sendo esta utilizada para a produção do vídeo educativo.

Esse processo de adaptação do material educativo às sugestões dos juízes é uma etapa essencial para tornar a tecnologia ainda mais completa, de maior rigor científico e eficaz durante a atividade de educação em saúde. É um passo bastante laborioso reunir todas as sugestões, analisar, verificar a aplicabilidade da implementação da sugestão e reestruturar o material educativo elaborado a fim de satisfazer as propostas, porém, ao final, percebe-se o grande avanço alcançado e esse ganho será revertido diretamente para o público-alvo (LIMA, 2014).

Essa etapa é referida também por outros estudos como de grande relevância para aperfeiçoamento do material a ser validado, nos quais, da mesma forma, foram sugeridas a reformulação e a exclusão de informações, substituição de termos, além da reformulação das ilustrações (REBERTE; HOGA; GOMES, 2012;COSTA et al., 2013).