5. Kvalitative intervju
5.5. Sammenligning
Neste capítulo, tentaremos descrever as características das principais escalas utilizadas na colheita de dados sob a perspectiva da psicometría, começando pela
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119 competência emocional especificando depois cada uma das capacidades que a compõem e por fim efectuaremos o mesmo procedimento em relação à satisfação profissional.
5.2.1 - COMPETÊNCIA EMOCIONAL
Nos dados obtidos com a Escala Veiga Branco das Capacidades da Inteligência Emocional, realizámos análise factorial, com extracção de factores pelo método das componentes principais, seguida de uma rotação Varimax. De acordo com a regra do
“eigenvalue” superior a 1, a variável em estudo é explicada por 22 factores, tendo-se obtido um Kaiser-Meyer-Olkin Measure of Sampling Adequacy (KMO) and Bartlett's
Test de 0,685 com um p = 0,001.
No global, os 22 factores explicam 78,07 % de variância total. Nesta amostra, observou-se um alfa de Cronbach de 0,942 que evidencia uma forte consistência interna uma vez que na perspectiva de Polit e Hunger (1995) “um coeficiente acima de 0,70 é
considerado satisfatório” (p.204).
Veiga Branco (2004) obtivera 18 factores. Relativamente a agregação dos mesmos, manteremos a estrutura da escala defendida pela autora para mais facilmente podermos fazer comparações, alterando apenas a forma de análise em determinados aspectos quando considerarmos pertinente.
5.2.1.1 - Auto-Consciência
Nas análises estatísticas que efectuámos, a Auto-Consciência apresenta um alfa de Cronbach de 0,841, que se considera como representativo de coerência interna enquanto capacidade e obtivemos um KMO com and Bartlett's Test de 0,740 com um p = 0,001, o que sugere uma boa estrutura factorial (Pestana e Gageiro, 2003, p.505). No nosso estudo
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120 foram extraídos 5 factores que no seu conjunto explicam 65,59% da variância total (variância explicada) dos comportamentos e das atitudes dos respondentes ao questionário – segundo a sua percepção – nesta habilidade emocional, em que o primeiro explica 20,78% e os restantes, por ordem decrescente: 12,45%, 11,83%, 10,97% e 9,56%.
A autora da escala (Veiga Branco, 2005) obteve 4 factores que no seu conjunto explicam 56,3% dos comportamentos e atitudes dos respondentes, (p. 240) com um alfa de Cronbach de 0,696.
5.2.1.2 - Gestão das Emoções
No tratamento estatístico efectuado verifica-se que a Gestão das Emoções apresenta um alfa de Cronbach de 0,706, que se considera como representativo de coerência interna enquanto capacidade e obtivemos um KMO com and Bartlett's Test de 0,739 com um
p=0,001. No nosso estudo foram extraídos 5 factores que no seu conjunto explicam 63,26% da variância total (variância explicada) dos comportamentos e das atitudes dos respondentes ao questionário – segundo a sua percepção – nesta habilidade emocional, em que o primeiro explica 16,17% e os restantes, por ordem decrescente: 13,89%, 11,74%, 11,08% e 10,38%.
A autora da escala (Branco 2005) obteve 4 factores que no seu conjunto explicam 54,4% dos comportamentos e atitudes dos respondentes, (p. 241) com um alfa de Cronbach de 0,80.
5.2.1.3 - Auto-Motivação
A Auto-Motivação apresenta um alfa de Cronbach de 0,779, que se considera como representativo de coerência interna enquanto capacidade e obtivemos um KMO com and
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Bartlett's Test de 0,722 com um p = 0,001. No nosso estudo foram extraídos 5 factores que no seu conjunto explicam 64,24% da variância total (variância explicada) dos comportamentos e das atitudes dos respondentes ao questionário – segundo a sua percepção – nesta habilidade emocional, em que o primeiro explica 16,99% e os restantes, por ordem decrescente: 15,24%, 15,16%, 9,10% e 7,75%.
A autora da escala (Branco 2005) obteve 4 factores que no seu conjunto explicam 57,8% dos comportamentos e atitudes dos respondentes, (p. 242) com um alfa de Cronbach de 0,777.
5.2.1.4 - Empatia
A Empatia apresenta um alfa de Cronbach de 0,837, que se considera como representativo de coerência interna enquanto capacidade e obtivemos um KMO com and
Bartlett's Test de 0,768 com um p = 0,001. No nosso estudo foram extraídos 4 factores que no seu conjunto explicam 68,66% da variância total (variância explicada) dos comportamentos e das atitudes dos respondentes ao questionário – segundo a sua percepção – nesta habilidade emocional, em que o primeiro explica 20,49% e os restantes, por ordem decrescente: 19,52%, 15,02%,e 13,63%.
A autora da escala (Branco 2005) obteve 3 factores que no seu conjunto explicam 63,7% dos comportamentos e atitudes dos respondentes, (p. 243) com um alfa de Cronbach de 0,861.
5.2.1.5 - Gestão das Emoções em Grupos
A Gestão das Emoções em Grupos apresenta um alfa de Cronbach de 0,902, que se considera como representativo de coerência interna enquanto capacidade e obtivemos um
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122 KMO com and Bartlett's Test de 0,887 com um p = 0,001. No nosso estudo foram extraídos 3 factores que no seu conjunto explicam 64,19% da variância total (variância explicada) dos comportamentos e das atitudes dos respondentes ao questionário – segundo a sua percepção – nesta habilidade emocional, em que o primeiro explica 34,52% e os restantes, por ordem decrescente: 18,87% e 10,81 %.
Também a autora da escala (Branco 2005, p.243) obteve 3 factores que no seu conjunto explicam 67,0% dos comportamentos e atitudes dos respondentes, com um alfa de Cronbach de 0,873.
Tabela 10: Número de factores extraídos, variância explicada, e alfa de Cronbach, obtidos nos estudos de Veiga Branco (2005) e no presente estudo para a escala de Competência Emocional e por cada uma das capacidades que a integram.
CAPACIDADES
Estudo de Veiga Branco Presente Estudo Nº de
factores extraídos
Variância
Explicada Cronbach Alfa de
Nº de factores extraídos
Variância
Explicada Cronbach Alfa de Auto – Consciência 4 56,3% 0,696 5 65,59% 0,841 Gestão de Emoções 4 54,4% 0,80 5 63,26% 0,706 Auto - Motivação 4 57,8% 0,777 5 64,24% 0,779 Empatia 3 63,7% 0,84 4 68,66% 0,837 Gestão das Emoções em Grupos 3 67,0% 0,873 3 64,19% 0,902 Competência Emocional 18 - - 22 78,07% 0,942 5.2.2 - SATISFAÇÃO PROFISSIONAL
Na escala de satisfação profissional, realizámos análise factorial, com extracção de factores pelo método das componentes principais, seguida de uma rotação Varimax. De acordo com a regra do “eigenvalue” superior a 1, a variável em estudo é explicada por três factores (ver tabela 11), onde se registam a negrito, os itens com pesos factoriais superiores a 0.4 em valor absoluto.
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123 Com um Kaiser-Meyer-Olkin Measure of Sampling Adequacy (KMO) and
Bartlett's Test de 0,668 com um p = 0,001, o primeiro factor (F1) evidencia pesos factoriais elevados da satisfação relacionada com a organização e funcionamento do departamento, competência e funcionamento do superior imediato e colaboração e clima de relação com os colegas.
O segundo factor, (F2), apresenta pesos factoriais elevados para a satisfação relacionada com o “trabalho que realiza” e a “colaboração e clima de relação com
colegas”, enquanto o terceiro factor (F3) apresenta pesos factoriais elevados para as
“perspectivas de promoção”, satisfação com “a remuneração que recebe” e a
generalidade dos “aspectos do trabalho”.
No global, os três factores explicam 67,40% de variância total. Verifica-se que o item “Colaboração e clima de relação com colegas” saturam F1 e F2. Também o item
“Considerando todos os aspectos do trabalho” satura F2 e F3.
Tabela 11: Pesos ou saturações factoriais de cada item nos três factores retidos, os seus “eigenvalues”, Valor Próprio e a percentagem de Variância Explicada por cada factor.
Item Factores
F1 F2 F3
Perspectivas de promoção 0,170 -0,114 0,823
Organização e funcionamento do Departamento 0,815 - 0,142 Colaboração e clima de relação com colegas 0,576 0,450 -
Remuneração que recebe -0,260 - 0,782
Competência e funcionamento do superior imediato 0,774 0,122 -0,126
Trabalho que realiza - 0,800 -
Competência e funcionamento de colegas 0,328 0,764 -0,231 Considerando todos os aspectos do trabalho 0,244 0,608 0,558
Valor Próprio 2,643 1,703 1,047
% de Variância Explicada 33,03% 21,29% 13,08%
Apesar da análise factorial efectuada (com carácter essencialmente exploratório), consideramos neste estudo a satisfação profissional na sua globalidade constituída pelos 8 itens.
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124 A consistência interna desta escala é moderada, apresentando um alfa de Cronbach de 0,664 como se vê na tabela 12.
Tabela 12: Coeficiente alfa de Cronbach obtido para escala de satisfação profissional
MEDIDA AMOSTRA TOTAL
(n=116)
Escala da Satisfação profissional Alfa = 0,664
Este valor (α = 0,664) pode considerar-se satisfatório pois Ribeiro (1998) considera
“aceitáveis valores acima de 0,60. Estes valores justificam-se quando as escalas têm um número de itens muito baixo” (p. 113) como acontece neste caso.