6. SAMMENLIGNING AV DEN LOVFESTEDE FIREÅRSREGELEN OG ULOVFESTEDE STATFJORDLÆREN
6.3 K RAV OM TILSTREKKELIG TILKNYTNING TIL BEDRIFTEN
6.3.4 Avbrudd i tjenestetiden
6.3.4.3 Sammenligning av hvilke avbrudd som tolereres
A segunda área relevante não incluída no perímetro de tombamento é parte do entorno da Estação Ferroviária, que abrange as moradias dos funcionários da própria ferrovia – mais uma vila operária - e a quadra onde está o Grupo Escolar Guido Marlière que, além deste Grupo de 1928 (FIG. 18) abriga várias edificações que têm relação com a estação ferroviária. O curioso é que Antônio Andrade ao caracterizar esta área da cidade como uma das quatro em que se acreditava “ser os setores principais da cidade” a descreve da seguinte forma:
A segunda compreende a primeira área de expansão urbana, determinada pelo traçado da ferrovia, região onde se acham a estação ferroviária, depósitos e armazéns, as instalações pioneiras das Indústrias Irmãos Peixoto, vilas operárias, o Hotel Villas, etc.115
Porém, muitas edificações que têm relação direta com a ferrovia não foram incluídas como, por exemplo, as ilustradas nas FIG. 48 a 53.
De certa forma, alguns bens dessa área, mesmo não incluídos no perímetro, estão protegidos porque são limítrofes à linha perimetral, pois o tombamento considera que “os imóveis limítrofes cujas testadas estejam voltadas para os eixos de Ruas e
Avenidas, deverão ser considerados parte integrante deste perímetro”.116Neste caso,
incluem-se a vila operária da ferrovia e outros bens. (FIG. 48 a 51)
No entanto, não se conseguiu apurar se essa era uma condição que visava manter a ambiência de entorno do perímetro tombado ou se de fato a intenção seria proteção dos bens limítrofes à linha da poligonal. Mas mesmo dessa forma, o fato de esses bens limítrofes, a exemplo dos citados nas figuras acima, não terem sido incluídos no interior da poligonal de tombamento expõe o grau de importância, ou representatividade que lhes foram dados no processo de tombamento: se fosse dado o mesmo grau de importância, como os que estão dentro do perímetro, eles estariam dentro da poligonal.
FIGURA 48 – Vila da Estação Ferroviária não incluída no perímetro de tombamento.
Fonte: acervo do autor, 2009
FIGURA 49 – Edificação na Rua Cleto da Rocha, de 1929, vizinha à Estação Ferroviária, não incluída no perímetro de tombamento. Fonte: acervo do autor, 2009.
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FIGURA 50 – Edificação na Avenida Visconde do Rio Branco, não incluída no perímetro de tombamento.
Fonte: acervo do autor, 2009
FIGURA 51 – Edificação na Avenida Visconde do Rio Branco vizinha à Estação Ferroviária não incluída no perímetro de tombamento.
Fonte: acervo do autor, 2009
FIGURA 52 – Edificação da antiga rede ferroviária não incluída no perímetro de tombamento. pertence à mesma quadra das figuras 50, 51 e 53 e do grupo Escolar Guido Marlière.
Fonte: acervo do autor, 2009
FIGURA 53 – Edificação da antiga rede ferroviária não incluída no perímetro de tombamento: pertence à mesma quadra das figuras 50, 51 e 52 e do grupo Escolar Guido Marlière.
Fonte: acervo do autor, 2009
Por outro lado, se Bairro Jardim e parte da área da Estação Ferroviária não foram incluídas no perímetro, chama atenção o fato de o cemitério ter sido incluído.
2.3.3 Cemitério
O cemitério não está no “miolo” da área central, pelo contrário está à margem, a sudoeste da cidade, correspondendo um apêndice da área central. Caso estivesse no “miolo” poder-se-ia entender sua inclusão no perímetro devido à sua posição em relação ao centro – uma condicionante não proposital. (FIG. 46)
Mas, pelo contrário, a inclusão do cemitério no perímetro foi uma atitude deliberada. Andrade ao descrever a quarta zona, uma das que espelharia o processo de desenvolvimento urbano da cidade cita, especificamente, o cemitério:
A última está situada na margem direita do Rio Pomba e envolve as novas instalações da Companhia Industrial Cataguases, a vila operária, o hospital maternidade e o cemitério.117
117
Conforme se observou, há no dossiê alusão, através da coletânea de fotografias, a três túmulos: um do escritor do movimento Verde, Ascânio Lopes (FIG. 34), falecido prematuramente em 1929; e outros dois túmulos intitulados de modernistas, um dos quais é de Levy Simões da Costa (FIG. 35), que escreveu em 1977 o livro
Cataguases Centenária, importante publicação de referência na história da cidade e,
no outro túmulo não há lápide de identificação (FIG. 36). Observa-se que nestes dois últimos, pelo título dado às imagens no dossiê, o destaque é dado ao estilo – túmulo modernista - e não à personagem, como feito no de Ascânio Lopes. Não se descobriu se a intenção, com a inclusão do cemitério, foi reconhecer a importância da memória de algumas personagens da cidade ou dizer que ali há obras de valor representativo – os túmulos modernistas - ou os dois juntos. Presume-se que, se a intenção fosse valorizar a memória, seriam mencionadas ou incluídas outras imagens de túmulos de mais personalidades importantes, não apenas de Ascânio Lopes.
Um fato curioso, em nenhum momento citado no dossiê, é que há no cemitério um túmulo, da década de 1930, da família Peixoto cujo projeto é atribuído a Paulo Werneck, que segundo Magalhães marcaria o início do surto da arquitetura modernista em Cataguases.118 (FIG. 54)
a b
FIGURA 54 – Túmulo de Deuclaciana Peixoto Ramos de 1929, cujo projeto é atribuído a Paulo Werneck.
Fonte: acervo do autor, 2009
Tendo em vista que essa informação não consta do dossiê, não nos parece que o tombamento a levou em consideração. Caso a tivesse considerado poderia ser uma das justificativas para inclusão do cemitério no perímetro tombado.
Aqui, não se questiona se o cemitério deveria ou não ser tombado. O que chama a atenção é o fato de o cemitério ter sido incluído no perímetro e outras áreas, que também espelham “o processo de formação e desenvolvimento urbano,” não terem sido incluídas.