2. Teorigrunnlag: Kultur, Sosialisering og Identitet
2.5 Sammendrag av teori
Os metamodelos ontológicos, por revelarem a estrutura lógica e semântica dos modelos, oferecem uma orientação segura para a customização ou adaptação dos frameworks de melhores práticas de TI. As adaptações podem ocorrer para a inclusão, alteração e exclusão de novos componentes ou instâncias dos componentes existentes na estrutura dos framework. Esta é uma aplicação útil para a criação de versões personalizadas do framework dentro das organizações.
Por exemplo, se uma organização deseja modificar ou incluir um novo processo dentro do framework CobiT 4.1, o metamodelo da metodologia MetaFrame informará qual a estrutura lógica e semântica que deve ser respeitada. Em outras palavras, quais os componentes (tipos entidade, atributos, tipos relacionamento) associados ao tipo entidade que se quer adaptar (Processo de TI) devem ser levados em consideração na implantação do novo processo dentro do CobiT 4.1, O metamodelo vai funcionar como um mapa que guiará a adaptação do framework. O objetivo com esta orientação do metamodelo é a de garantir que o novo processo tenha os mesmos comportamentos ou funções de um processo original do
framework CobiT 4.1.
O quadro 28 apresenta algumas propostas de adaptação dos frameworks de melhores práticas de TI, com o suporte oferecido pelos metamodelos da metodologia MetaFrame, tanto da sua estrutura lógica e semântica, quanto na implementação de novas instâncias dos seus componentes (processos, práticas, atividades, recursos etc.).
Quadro 28: Adaptação dos frameworks a partir do metamodelo.
Metamodelo Adaptação
Estrutura Lógica e Semântica
AD1. Modificações na estrutura do framework.
O metamodelo é o instrumento que guiará de forma segura as modificações nas estruturas lógica e semântica do framework, de modo semelhante ao que faz a planta da estrutura de uma edificação.
A orientação que o metamodelo oferece proporciona a análise do impacto das modificações nos componentes, de modo que os objetivos e as características essenciais da estrutura do framework possam ser respeitadas.
Metamodelo Adaptação
Estrutura Lógica e Semântica
A partir do metamodelo original poderão ser alterados e criados novos tipos entidade, tipos relacionamento, tipos construtor e atributos que aperfeiçoem a implementação do framework na organização.
1. Quais os componentes (tipos entidade, tipos relacionamento, tipos construtor e atributos) que serão adaptados (incluídos, alterados, excluídos etc.)? Qual é o propósito das adaptações?
2. Quais os impactos positivos e negativos advindos das adaptações na estrutura do framework? As
características essenciais da estrutura serão mantidas? 3. Qual o novo metamodelo após as adaptações no
framework?
Instâncias dos Componentes
AD2. Implementação de novas instâncias dos
componentes do framework.
O metamodelo e o dicionário de dados da metodologia MetaFrame orientam a implementação de novas instâncias dos componentes (tipos entidade, tipos relacionamento, tipos construtor, atributos). Por exemplo, a inclusão de um novo recurso no tipo entidade Recurso, Deste modo, a organização poderá implementar uma nova instância ou elemento de um componente de acordo com a estrutura lógica e semântica apresentadas pelo dicionário de dados e metamodelo do framework.
1.Quais as novas instâncias que serão acrescentadas e em quais componentes do framework?
2. A nova instância foi planejada e criada de acordo com a estrutura lógica e semântica do seu componente no metamodelo?Possui todos os atributos característicos do componente? Requer algum atributo novo? Quais os componentes relacionados com o componente da nova instância? O relacionamento é apropriado com todos estes componentes associados?
A figura 47 apresenta um exemplo de adaptação do framework eSCM. Neste exemplo, uma organização quer melhorar o controle de qualidade das práticas do
framework. Então usa o metamodelo do eSCM para incluir um novo componente, o
O novo componente representa as metas que devem ser alcançadas, definidas para uma determinada Prática do framework. A organização deseja com isto criar um modo de controlar o que será realizado pela Prática, além de possibilitar um mecanismo de avaliar a qualidade da sua implantação. O mesmo conceito, o tipo entidade Meta, é usado pelo framework CobiT 4.1 com um propósito semelhante. Trata-se de uma adaptação do framework do tipo AD1 que inclui a criação de um outro tipo entidade (Meta) e de um novo tipo relacionamento (“define/é definida por”) com o tipo entidade Prática.
No exemplo da figura 47 a adaptação não prejudica a estrutura lógica ou semântica essencial do framework, apenas acrescenta um melhoramento para atender a uma necessidade da organização, sem comprometer os objetivos ou funcionamento do framework.
Figura 47: Adaptação do framework eSCM a partir do metamodelo
O tipo de adaptação AD2 pode ser exemplificado para o caso em que uma organização quer incluir uma nova prática de gestão de pessoas no framework
eSCM, por exemplo “ppl12 - Qualidade de vida”. A nova prática será uma nova instância de um componente já existente no framework, o tipo entidade Prática.
Neste tipo de adaptação a estrutura do framework não foi alterada. O metamodelo do eSCM vai orientar a implementação desta nova prática informando as definições e atributos que devem ser respeitados, assim como todos os tipos relacionamento que devem estar associados à nova prática. A nova prática deve seguir as mesmos definições e possuir os mesmos atributos das outras práticas do
framework eSCM, de acordo com o dicionário de dados da metodologia MetaFrame.
Caso seja necessária a inclusão de um novo atributo para a implementação da nova instância, este não deverá impactar negativamente nas instâncias existentes.
Neste exemplo de AD2, a nova instância deve estar relacionada com os seguintes tipos entidade: Atividade, Atividade Requerida, Produto de Trabalho,
Recurso, Parte Interessada, Papel, Nível de Capacidade, Ciclo de Vida, Área de Capacidade e com um auto-relacionamento com a própria entidade Prática. Como
esta é uma atividade complexa, a implantação de uma nova prática no modelo eSCM é favorecida pelo mapeamento e direção fornecidos pelo metamodelo da metodologia MetaFrame.