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2. Teorigrunnlag: Kultur, Sosialisering og Identitet

2.2 Kultur

Algumas questões surgiram durante o processo de criação do metamodelo dos frameworks eSCM-SP e eSCM-CL e foram tratadas pelos participantes nos encontros de discussão e revisão da etapa de coleta de dados e durante a análise e definição dos componentes.

Uma das questões levantadas foi a da compreensão por parte dos usuários do metamodelo sobre o significado das cardinalidades dos relacionamentos. O resumo explicativo do metamodelo tenta mostrar de forma clara cada uma das cardinalidades dos relacionamentos. Uma das confusões que podem surgir é em relação ao significado da cardinalidade máxima. Ela não significa o número máximo de representantes da entidade e sim o número máximo de relacionamentos entre as entidades. Por exemplo, uma prática do eSCM-SP compõe apenas uma das dez áreas de capacidade, então a cardinalidade máxima deste relacionamento é 1 e não 10. Para evitar esta confusão o resumo explicativo deixou claro o número máximo de relações entre os tipos entidade.

Outra questão apontada pela metodologia MetaFrame mas que pode gerar dúvidas em relação a cardinalidade máxima é o número máximo indeterminado de relacionamentos entre as entidades. Quando é difícil definir o número máximo de relacionamentos geralmente usa-se o “*” na notação da metodologia E/R estendida. Mas pela metodologia MetaFrame usamos o “*” apenas quando o número máximo for realmente indeterminado ou ilimitado. No lugar de usar o “*” usa-se o número máximo teórico de relacionamentos, de acordo com os guias oficiais, mesmo que na prática o número relacionamentos seja sempre menor. Desta forma informamos ao usuários o número máximo de ocorrências da entidade, agregando mais informação ao metamodelo. Por exemplo, uma área de capacidade pode, teoricamente, reunir as 84 práticas no modelo eSCM-SP, mas na realidade a área de capacidade com maior número de práticas é menor que este valor. Mas informando que uma área de capacidade reúne no mínimo 1 e no máximo 84 práticas informa ao usuário que o número máximo de elementos da entidade. Colocando-se o “*” no lugar do 84 o

usuário não terá uma idéia do número máximo de práticas. Então, sempre que possível, ao invés do “*” foi usado um valor teórico, fornecido pelos guias oficiais, para delimitar a cardinalidade máxima.

Com relação a riqueza semântica do metamodelo, surgiu a questão da escolha do melhor nome para os tipos relacionamento. Segundo a metodologia MetaFrame os relacionamentos devem ser possuir riqueza semântica, ou seja, devem expressar de forma clara e significativa a interação entre as entidades. Então existem casos em que, para expressar a realidade do relacionamento entre as entidades, usou-se mais de um verbo ou substantivo para expressar o relacionamento. Por exemplo, no caso do relacionamento entre os tipos entidade

Atividade Principal e Prática nomeou-se o relacionamento de “suporta,

documenta” e implementa”. Uma atividade do framework eSCM é responsável pela realização destas três funções: do suporte, da documentação e da implementação das práticas. Usar apenas um dos verbos empobreceria o relacionamento por não expressar toda a realidade apresentada pelos guias oficiais do framework.

Algumas questões foram levantadas, para discussão entre os participantes, em relação a criação dos tipos entidade.. Surgiu a questão do nível de detalhamento de um tipo entidade. Por exemplo, ao invés da seleção dos tipos entidade Atividade

Requerida e Atividade Recomendada poder-se-ia criar apenas um tipo entidade

chamado Sub-Atividade. O próprio tipo entidade Sub-Atividade poderia estar representado pelo tipo entidade Atividade. A razão de ter-se escolhido a representação detalhada das atividades foi a sua relevância para a compreensão do modelo eSCM e para a riqueza semântica do metamodelo. Sem o detalhamento muitos relacionamentos relevantes não ficariam claros ou até seriam omitidos. Existe, por exemplo, um importante relacionamento entre uma Prática e uma

Atividade Requerida que ficaria omitido caso o tipo entidade Atividade Requerida

não fosse representado. Estas são importantes questões a serem debatidas entre os participantes que desenvolverão o metamodelo e é a razão pela qual a metodologia MetaFrame requer profissionais experientes para a sua realização. Todos os conceitos expostos pelos tipos entidade escolhidos estão definidos nos guias oficiais do framework.

Outra questão que foi discutida trata do caso da escolha do melhor tipo entidade para pertencer a um relacionamento. Por exemplo, o tipo entidade

Principal. Por ser uma prática composta de atividades escolheu-se relacionar os

recursos com o tipo entidade Prática, pois foi usado o raciocínio de que sejam necessários recursos que não foram demandados exclusivamente pelas atividades. A mesma questão ocorreu com os tipos entidade Produto de Trabalho e Parte

Interessada.

A inclusão de alguns tipos entidade no metamodelo também gerou questionamentos. Por exemplo, o tipo entidade Organização foi escolhido para participar do metamodelo em razão da importância da representação do processo de determinação do nível de capacidade de uma organização para o modelo eSCM. Os guias oficiais do eSCM possuem um capítulo dedicado exclusivamente a este processo. Por conseguinte os participantes decidiram representar que uma

Organização é certificada pelo eSCM com um determinado Nível de Capacidade,

através de uma avaliação feita por um Método de Determinação de Capacidade. Resolveu-se não criar o tipo entidade Tipo Prática, pois não acrescenta informação relevante ao metamodelo. Em seu lugar, os tipos de prática aparecem como o atributo tipo (plano, programa, política, procedimento, orientação, outra) do tipo entidade Prática.

Pode-se observar, por estes questionamentos, que a qualidade do metamodelo criado também vai depender da experiência dos participantes em tratar com as questões de modelagem conceitual (analistas de sistemas etc.) e com questões ligadas aos frameworks de melhores práticas de TI (gestores de TI etc.).