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3. Bakgrunnskunnskap

3.4 Samfunnsøkonomisk analyse

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29– Somente os pecados de Jeroboão filho de Nebat, o qual fez pecar Israel não desviou Iehu depois de eles bezerros de o ouro o qual Beith-el e o qual em Dã;

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30 – E disse YHWH para Iehu: Por causa de o qual fez bem para executar o direito em meus olhos, conforme todo o qual em meu coração tem feito para a casa de Ahab, filho de quartos se assentarão para ti sobre o trono de Israel;

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31 – E Iehu não vigiou para andar em lei de YHWH Deus de Israel, em todo seu coração não se desviou de sobre pecados de Jeroboão, o qual fez pecar Israel;

Do ponto de vista redacional, essa parte da história se inicia a partir de um advérbio restritivo (Somente), que leva diretamente o texto para a avaliação do escritor, sobre o reinado de Jeú V.29-31.

Para o resumo conclusivo contido nos versos 34-35, o narrador acrescentou uma explicação sobre a duração do reinado. Normalmente uma declaração típica do material que introduz um governante pela primeira vez, assim como no caso de Davi, em 1 Reis 2,11 e Jeroboão, em 1 Reis 14,20.

O relato sobre a descendência de Jeú assentar-se ao trono até a quarta geração (v.30), faz coro ao verso 28. Essa constatação demonstra que ambos os textos são de um mesmo autor, provavelmente o deuteronomista, que tece elogios a Jeú, e seria recompensado com a continuidade de seu reinado, pois ele havia feito àquilo que era bom aos olhos de Javé.

Após a morte de Jeú, seu filho Joacaz (814-798 a.C.) assume o trono em Israel. Este foi um período difícil, já que ele teve uma redução considerável em seu exército, de acordo com 2 Reis 13,7 - além do fato de que foi nesta época que provavelmente Israel perdeu a Galiléia - ficando reduzida apenas à região da Samaria (FERNANDES, 1998, p.68). No entanto, o deuteronomista parece considerar de bom alvitre o reinado de Joacaz, de acordo

com 2 Reis 13,3-5 - embora a grande responsável pela libertação de Israel do domínio arameu tenha sido a Assíria (KAEFER, 2015 p.84).

Joás (798-782 a.C.) deu continuidade à dinastia de Jeú. Fernandes (1998, p.71) nos diz que, em termos políticos e econômicos o reinado de Joás constitui uma antecipação daquilo que ele chama de “glória jeroboânica”, haja vista ter sido Joás sucedido por Jeroboão II. Também neste período, de acordo com 2 Reis 13,20 - morre o profeta Eliseu.

Jeroboão II (793-753 a.C.) teve o reinado mais longo da história de Israel, de acordo com 2 Reis 14,25-38. Durante o seu reinado Israel retoma as fronteiras do tempo de Omri e Acab (2 Reis 14,25), além do fato de que cidades como Betsaida, Hazor e até mesmo Dã - passam a ser administradas por Israel norte - que retomou o caminho do desenvolvimento (KAEFER, 2015, p.84).

Por fim, o último rei da dinastia de Jeú foi Zacarias (753 a.C.). Este teve um curto período de reinado, apenas seis meses, sendo posteriormente assassinado por Salum, de acordo com o relato de 2 Reis 15,8-12 - fato este que pôs um fim abrupto a esse governo.

Os estudiosos, no entanto, preocupados com a reconstrução de uma história de redação - naturalmente - encontram razões para detectar os vestígios de vários editores dentro desta unidade. Por exemplo, Gray (1970, p.562) coloca ao menos dois redatores, um para os versos 28 e 29 e outro para 30 a 32 pelo contraponto das opiniões que hora convergem em elogiar o reinado de Jeú, e hora divergem sobre este mesmo assunto.

Wurthwein (1977, p.343) atribui aos versos 28 a 31 a uma redação mais tardia - à deuteronomista - que envolve uma série de glosas secundárias; posições estas encontradas também em Dietrich (1972, p.34) e em Barré (1988, p.22-23) que entendem o V.29 como estando sozinho, sendo uma expansão em uma composição do redator.

Outra possibilidade que merece destaque é o fato de que os versos 29-31 podem ser pós-exílicos. Isto se dá pelo fato da existência de algumas peculiaridades no escopo do texto. A expressão “pecado” ( ) aparece duas vezes, além do fato de haver uma menção clara a lei de Javé (

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), que também revela uma tendência pós-exílica, uma vez que a lei e o pentateuco, apenas foram concluídos em 400 a.C..

Como de costume, as divergências entre os estudiosos indicam os motivos problemáticos para tais hipóteses. Em qualquer caso, a forma de quiasmo presente entre os versos 29-31 é um ponto importante à integridade autoral, coloca em questão o fato de como a desunião argumentativa pode ser feita, pois se tem uma avaliação teológica nos versículos 29

e 31 que repetem a questão dos "pecados de Jeroboão" e ordenadamente um enquadramento de discurso centrado em Javé.

Sobre a questão dos pecados dos quais não se desviou Jeú, e que o texto faz menção a história de Jeroboão I, a quem são atribuídos estes pecados em primeira instancia, faz compreender a que temática se refere o autor.

Jeroboão I (927-907 a.C.), não tinha residência fixa quando iniciou o seu reinado em Israel, chegando a habitar em diferentes localidades, tais como: Siquém (Tell Balata) - as montanhas de Samaria e Penuel (Tilal edh-Dhahab) cf. 1 Reis 12:25 - bem como em Tirza (Tell el-Far’a) sob o impacto da campanha de Shoshenk I (943-922 a.C.) na Palestina (DONNER, 2000, p.281). Ele fortaleceu a influência religiosa dos santuários de Betel e Dã, onde introduziu bezerros de ouro na adoração. Harrison (2010, p.213) diz que há uma boa probabilidade de que Jeroboão tenha sido influenciado pelo antigo culto ao touro Mênfis, no Egito, onde esteve por um tempo.

Além disso, mantinha bosques para o culto da fertilidade em Samaria. Nestes locais eram prestados cultos as divindades cananeias agrícolas, além dos deuses Quemos, Milcom e Astarote (HARRISON, 2010, p.214).

Fica difícil optar seguramente por qualquer uma das argumentações apresentadas, haja vista, que há de se considerar as intenções e convicções de Jeroboão I e seus conselheiros de um lado; as opiniões de seus contemporâneos, e ainda de seus pósteros, que nem sempre são contempladas pela argumentação contida no texto.

No entanto, uma coisa fica clara: provavelmente os adoradores residentes em Israel, prenderam-se à adoração daquilo que viam: o bezerro de ouro que representava o deus estatal Javé, mas que também podia ser considerado símbolo de um dos deuses cananeus da tempestade; dos quais inicialmente Javé não se diferenciava muito (DONNER, 2000, p.283).

O relator ao escrever sobre o reinado de Jeú, retoma indiretamente o contexto de um henoteísmo32 ascendente no período de Jeroboão I, que a luz do signo do Deuteronômio, traduz como sendo pecado de idolatria à adoração das imagens de touro.

Além do mais a circunstância descrita em 1 Reis 12,28 - que alude a este contexto - acaba quase que por retornar ao texto de Êxodo 32,4 - evidenciando que a saga do bezerro de ouro é uma etiologia polêmica; com a qual a imagem do touro, interpretada como ídolo, foi reprojetada para o período mosaico.

32 Forma de religião onde se cultua uma única divindade, considerada suprema, mas sem negar a existência de