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6.2 ”Samarbeid på tvers” og Nav-los for unge voksne på Tiller DPS

m jeito de conclusão do presente relatório será feita uma breve abordagem de tudo aquilo que foi realizado, desde o lançamento para o estágio até às reflexões dele resultantes, como forma de consolidação. É com estas considerações que se encerra o percurso do Mestrado em Ciências da Comunicação, na vertente de Publicidade e Relações Públicas.

Para a elaboração deste relatório, todo o processo de estudo académico, tanto da licenciatura como do mestrado, foi fundamental para consolidar conhecimentos e estar apta a enfrentar as etapas que viriam a seguir. Este trabalho representa, mais do que o final de mais uma etapa, o final de um ciclo: o 2º ciclo académico. É a concretização de um objetivo pessoal em caminho para o profissional.

O presente documento, além de uma abordagem teórica sobre as Relações Públicas, que retoma o estudo das Ciências da Comunicação desde a licenciatura, vem no seguimento da realização do estágio curricular trimestral na Câmara Municipal de Braga que serviu de mote para todo o conteúdo aqui presente e, ainda, como uma preparação para o mercado de trabalho, dando- nos a hipótese de contactar diretamente com esta área de atuação profissional. A definição do tema, que viria a ser estudado e aprofundado, e o estudo empírico exploratório advêm de toda a matéria adquirida e observada durante os três meses, tornando-os assim únicos. Será certo que a temática não se reveste de total originalidade, uma vez que a questão dos gabinetes de comunicação.

Do tema deste relatório, “Poder local, comunicação e protocolo”, tornou-se essencial, num enquadramento teórico, abordar os conceitos de “poder local”, “protocolo”, “comunicação autárquica” e ainda aprofundar conhecimentos sobre o profissional e a profissão das Relações Públicas, aspetos que viriam a preparar para o estudo empírico de caráter exploratório realizado

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na última parte. Estudo esse que serviu para dar respostas às questões que surgiram durante o período de estágio, relativas aos gabinetes de comunicação (local de estágio), desde a sua existência ao funcionamento, aos profissionais que lá trabalham e ainda questões referentes ao protocolo. Estas questões surgiram no âmbito das tarefas desempenhadas e ainda, pelo ponto fulcral desta aprendizagem, que foi a observação diária. O facto de verificar que nem tudo o que se aprende na teoria se passava realmente no gabinete e na autarquia em si despertou para as questões que viriam a dar origem à investigação. O estágio na Câmara Municipal de Braga e o estudo feito para a conclusão deste relatório mostraram que da teoria à prática vai um grande passo, ou seja, na realidade do dia-a-dia não é tudo tão linear como sugerem os manuais da profissão. É nesta constatação que se funda a preocupação enunciada neste trabalho de conhecer as verdadeiras funções do gabinete de comunicação e quem são afinal as pessoas que lá trabalham ou como são vistas as questões protocolares, questões que deram o mote para uma abordagem que visou realizar um retrato panorâmico original do distrito de Braga.

O processo de investigação empírica, ao contrário do que se esperava inicialmente, correu muito bem. Houve uma colaboração bastante boa e rápida por parte quer dos responsáveis que forneceram as informações através do formulário quer do entrevistado, o que permitiu cumprir os prazos e recolher bom conteúdo para a análise final, com o auxílio das considerações teóricas feitas no início. Sendo Câmaras Municipais, e conhecendo minimamente a realidade dessas organizações, seria esperado que fosse necessária uma grande insistência para conseguir obter respostas. Portanto este aspeto acabou por surpreender bastante pela positiva.

Enquanto estudante da área, foi muito interessante e cativante realizar todo um estudo de raiz e conseguir fazer uma análise original e singular, apesar de modesta, e obter as posteriores conclusões. É cativante ver que a comunicação ocupa um lugar importantíssimo nas organizações. Ou mais do que importante, realmente imprescindível. E que essa imprescindibilidade e a evolução constante a que está sujeita está a levar à criação real de estruturas próprias para que seja trabalhada: os gabinetes de comunicação. Ter a noção de que num distrito já de tamanho considerável e ainda com meios mais rurais, o distrito de Braga, só um Município ainda não terá gabinete é de facto surpreendente.

A entrevista ao diretor do gabinete de comunicação da Câmara Municipal de Braga foi também um instrumento relevante para conseguirmos ter uma noção da realidade dos Municípios, de como é trabalhada a imagem e a comunicação, quer da figura central, o Presidente, quer da

marca “Braga”, como referiu. No fundo, deu para entender uma boa parte do papel do gabinete de comunicação em contexto de autarquia.

Relativamente ao protocolo, questão que se levantou devido às tarefas que foram analisadas e à dinâmica observada, as conclusões são as já esperadas. O protocolo tem ainda uma importância reduzida nos Municípios, apesar de a sua necessidade e mais valia ser reconhecida. Mas é, ainda, uma questão a ser trabalhada. Bastante trabalhada.

O caminho até este último parágrafo foi moroso e, como em tudo, teve as suas adversidades. Mas, findo o trabalho, a sensação é a de que, realmente valeu a pena. Desde o desenvolvimento da capacidade de sintetização na abordagem a um tema, ao conhecimento que me proporcionou e ainda à capacidade de ter desenvolvido de raiz uma investigação empírica que, poderá constituir um ponto de partida para futuras investigações sobre a área e até mesmo sobre o Município de Braga, neste relatório se cristaliza um processo de crescimento profissional, correspondendo ao objetivo da vertente profissionalizante do curso em que se inscreve.

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