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Samarbeid på flere arenaer i Sør- Sør-Trøndelag

3.3 ”Daglig samarbeid” mellom Nav og DPS

6 Samarbeid på flere arenaer i Sør- Sør-Trøndelag

mbora sem a pretensão de desenvolver uma investigação de fôlego, depois da experiência de estágio e do enquadramento da atividade de Relações Públicas feito no capítulo 2, entendeu-se útil compreender como outros municípios para além de Braga beneficiam ou não da atuação de profissionais de comunicação. Este último capítulo dá, então, conta de um retrato panorâmico do distrito, explorando a existência de gabinetes especializados e averiguando as funções adstritas a estes departamentos.

Questões de partida e método

Durante o período de estágio na Câmara Municipal de Braga, surgiram algumas questões que se tornaram pertinentes e que merecem ser respondidas, de maneira a compreender mais amplamente a relevância atribuída aos gabinetes de comunicação em contexto autárquico. Essas questões, já referidas no início deste trabalho, são as seguintes: Existem mesmo gabinetes de comunicação na prática ou a designação de gabinete como lugar de trabalho coletivo é excessiva no contexto das pequenas autarquias do país? Serão os profissionais que desempenham essas funções especializados na área? Que lugar ocupa o protocolo nas tarefas dos gabinetes de comunicação? Que importância/centralidade deve ser reconhecida à gestão do protocolo no quadro das relações interinstitucionais de uma autarquia?

Neste processo de investigação exploratória, para que seja possível obtermos as respostas às perguntas acima colocadas, foi necessário desenvolver um percurso em etapas. Ou seja, depois de questionada a realidade, especificamente em termos da estrutura que é o Gabinete de

E

Comunicação, definiu-se um método considerado adequado para reunir algumas respostas que ajudassem a traçar o retrato das Câmaras Municipais em matéria de atividades de comunicação. Dentro da metodologia científica em Ciências Sociais, podemos distinguir a quantitativa e a qualitativa. Tal como as próprias palavras já indicam, se optarmos pela primeira forma, vamos restringir-nos a resultados numéricos, enquanto que, pela segunda hipótese, conseguimos obter informação com mais conteúdo e mais aprofundada. Neste caso, optou-se por utilizar ambas.

Como forma de obter uma impressão ampla acerca dos Gabinetes de Comunicação, utilizou-se um método quantitativo, na medida em que se procurou resumir quantitativamente um conjunto de informações recolhidas através de um formulário eletrónico. Este método permite reunir informação objetiva, embora não torne possível um aprofundado conhecimento da realidade. Ainda assim, em alguns casos os dados quantificáveis podem ser vantajosos, na medida em que ajudam a averiguar regularidades. Por essa razão, à semelhança de um inquérito, o formulário de informação2 deve ser objetivo, sequencial, de leitura fácil e de rápida resposta.

Na sequência deste trabalho, definiu-se como amostra o conjunto das Câmaras Municipais do distrito de Braga, já que, devido ao estágio no Município de Braga e à tarefa da construção da base de dados, onde foi possível reunir todos os contactos de interesse para esta amostra, seria mais fácil, rápido e possível aplicar o formulário e ficar assim com uma noção de como funciona a estrutura no distrito. Aproveitou-se também para escapar à tentação de estudar os grandes centros urbanos, Porto e Lisboa, e para realizar um estudo que permitisse conhecer uma realidade sobre a qual não haverá tanta informação ou estudos prévios já realizados neste domínio.

O formulário de informação foi realizado no site www.surveymonkey.com3, uma plataforma

online que permite uma fácil e gratuita execução de inquéritos. Este sistema tem a particular vantagem de gerar de imediato um link que permite o envio instantâneo para a amostra definida e de realizar, também de modo automático, uma análise estatística básica dos resultados. O formulário enviado neste contexto a todos Municípios do distrito de Braga teve como objetivo identificar a existência, ou não, de Gabinetes de Comunicação nas estruturas já definidas, assim como de profissionais especializados na área e, ainda, analisar a importância que estas

2 Designa-se aqui o instrumento utilizado de formulário de informação e não de inquérito, por se ter

dirigido este formulário a instituições e não a indivíduos particulares. Ou seja, o trabalho realizado não tratou de inquirir pessoas, mas simplesmente de reunir informações na forma prática de um formulário.

3 Ver link do formulário de informação/inquérito por questionário aqui:

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organizações atribuem às ações de comunicação. Sendo assim, o formulário de informação (ver anexo 1) foi constituído pelas seguintes questões:

1. Identificação do Município 2. Existe Gabinete de Comunicação?

3. Se a resposta anterior foi “Sim”, quantas pessoas trabalham nele?

4. Qual é a formação que os profissionais têm? (inclui as opções “Ensino Secundário”, “Licenciatura” e “Mestrado”)

5. No caso de ter respondido “Licenciatura” ou “Mestrado” especifique qual/quais (ex. Licenciatura em Ciências da Comunicação).

6. Que funções são desempenhadas pelo Gabinete de Comunicação? (podendo-se assinalar mais do que uma resposta de um conjunto fornecido no formulário) 7. A Câmara Municipal contrata serviços de comunicação a outras empresas? 8. Se respondeu “Sim”, indique que tipo de serviços são, habitualmente,

executados por outras empresas.

9. O Gabinete de Comunicação tem rotinas de contacto frequentes com os jornalistas da imprensa local?

10. Se respondeu “Sim”, explicite por favor o tipo de rotinas.

Todas as questões se definem por resposta fechada, onde, no geral, as opções variam entre o “Sim” e “Não” e respostas já definidas e apresentadas a título opcional, para facilitar a escolha e o assinalamento. Procurou-se assim alguma eficácia na aplicação do formulário, por se saber que instrumentos de investigação longos, que tomem muito tempo aos respondentes tendem a não ser respondidos.

Para além desta ferramenta, que visou coletar dados relevantes à compreensão do papel dos Gabinetes de Comunicação ligados às autarquias, foi também utilizada uma metodologia qualitativa: a entrevista. Como, neste caso, o interesse era compreender em detalhe, junto do diretor do Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Gomes, o funcionamento do gabinete atido à autarquia de Braga, a entrevista em profundidade seria o método ideal a aplicar, já que, apesar de ser preparada com perguntas padrão e semi- estruturadas, a conversa presencial permite abordar outros temas que surjam e até registar pormenores importantes que essa interação torna mais evidentes. Sendo assim, é óbvio que a

entrevista enquanto instrumento de investigação permite recolher informação muito mais rica, ainda que também dependa sempre do à vontade do entrevistado e das suas próprias competências comunicativas. Um fator a ter em conta com este método é a gravação da entrevista. É essencial para que nenhuma informação se perca e haja a garantia de que fica tudo registado.

Confirmada a entrevista com Ricardo Gomes, agendada para meados de setembro no salão nobre da Câmara de Braga, criou-se então um guião que viria a servir para conduzir a conversa. Guião esse, constituído pelas seguintes perguntas orientadoras:

 Como é ser diretor do Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal daquela que é considerada a terceira maior cidade do país?

 Que papel estratégico tem, do seu ponto de vista, o Gabinete de Comunicação para a promoção da autarquia?

 Quando é, realmente, importante a intervenção do Gabinete de Comunicação, neste contexto de autarquia?

 Qual é a sensibilidade do Presidente da Câmara e do Executivo Municipal como um todo para estas questões de comunicação?

 Numa Câmara desta dimensão, a promoção deve passar muitas vezes de local a nacional. De que maneira trabalham isso?

 Abordando a questão da relação da Câmara Municipal com os públicos e as freguesias, como é que essa relação é trabalhada?

 Relativamente a questões protocolares, do protocolo autárquico, a nível da organização de eventos, dos cuidados a ter, etc., é o gabinete de comunicação que fica responsável por essas formalidades?

Com estas questões, previamente, estruturadas, conhecimento sobre o tema, e uma posterior conversa fluente, reúnem-se as condições para que a entrevista seja um sucesso e a qualidade da informação recolhida no final permita responder às variadas questões e permita, ainda, retirar boas conclusões sobre o tema.

Nos pontos seguintes, apresentam-se os resultados encontrados a partir do formulário e faz-se uma leitura da entrevista realizada.

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Auscultação às Câmaras Municipais do distrito de Braga

O formulário de informação foi aplicado, através dos e-mails recolhidos para a realização da base de dados no período de estágio, às 14 Câmaras Municipais do distrito de Braga, sendo elas: Amares, Barcelos, Braga, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Esposende, Fafe, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão, Vila Verde e Vizela. Ao contrário do que se esperava – porque se imaginava encontrar mais dificuldades neste processo –, 13 dos 14 Municípios responderam apenas com o envio de um e-mail com o link do inquérito, enviado no máximo por duas vezes, num período de cerca de duas semanas. Ainda assim, após esse mesmo envio e, posterior contacto telefónico, não se conseguiu obter resposta do Município de Guimarães, por falta de tempo, justificaram, ainda que o preenchimento demorasse cerca de um minuto. Posto isto, a análise dos resultados centrar-se-á em 13 Municípios, ao invés dos 14 que fazem parte do distrito de Braga.

Sintetizando então os resultados encontrados e pondo de parte a primeira pergunta que, simplesmente pedia a identificação do Município, constata-se, no âmbito da segunda questão que tratava de identificar a existência ou não de Gabinete de Comunicação, que 12 Municípios afirmam ter um Gabinete de Comunicação integrado na estrutura organizativa da Câmara Municipal (Gráfico 1).

Gráfico 1- Número de Câmaras Municipais do distrito de Braga com existência, ou não, de Gabinete de

Gomunicação

Fonte: Elaboração própria Sim- 12

Portanto apenas um não tem, que é o de Cabeceiras de Basto. E realça-se o facto de Fafe ter criado um gabinete apenas durante o atual mandato executivo, o que corrobora a ideia de que a comunicação tem, cada vez mais, um papel importante e imprescindível para as autarquias. Dado que a maioria das questões é direcionada para a Câmaras Municipais que declaram ter Gabinete, a pergunta em causa condicionou necessariamente o restante formulário. Assim, até à questão número seis, os resultados cingem-se apenas a 12 Câmaras Municipais.

Na terceira questão, o interesse foi saber qual o número de pessoas que trabalham nos gabinetes (Gráfico 2).

Gráfico 2- Número de colaboradores nos gabinetes de comunicação nas Câmras Municipais do distrito de Braga Fonte: Elaboração própria

Aqui as respostas variaram entre o número um, dois, três, cinco e seis, sendo que o mais usual são duas pessoas no gabinete, já que quatro em 12 Câmaras Municipais (Fafe, Póvoa de Lanhoso, Vila Verde e Vizela) responderam esse número. Menos frequente foi cinco e seis pessoas, sendo casos exclusivos os dos Municípios de Barcelos e Vila Nova de Famalicão, respetivamente. Com um (Amares, Celorico de Basto e Vieira do Minho) e três (Braga, Esposende e Terras de Bouro) funcionários, as respostas empataram em três municípios.

Relativamente à sua formação (quarta questão), as 12 Câmaras assumiram que os profissionais são licenciados, ainda que o Município de Famalicão tenha também funcionários com

0 1 2 3 4 5 6 7 Número de colaboradores

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o ensino secundário no gabinete. Já com o Mestrado, não existe nenhum. Na quarta questão, ainda sobre os profissionais do gabinete, pretendeu saber-se que licenciatura têm os profissionais que integram os gabinetes (referimo-nos apenas ao grau de licenciado por se ter constatado não haver ninguém nesta amostra com o grau de mestre). Sendo assim, vejamos o Gráfico 3:

Gráfico 3- Licenciatura dos profissionais que trabalham nos gabinetes de comunicação das Câmaras Municipais do

distrito de Braga

Fonte: Elaboração própria

Pela análise do gráfico conseguimos perceber, de imediato, que a Licenciatura em Ciências da Comunicação é a predominante, com sete respostas. Esta seria a resposta mais esperada, pois quando pensamos num gabinete de comunicação, associamos que as pessoas que lá trabalham são formadas nessa área. A esta licenciatura, pode ainda juntar-se a Licenciatura em Comunicação Social, que obteve duas respostas, já que se trata em ambas da mesma matéria. O que acontece é que o nome do curso foi alterado, em muitos casos, para Ciências da Comunicação, no âmbito do processo de Bolonha, portanto pode também intuir-se mediante este facto que estas duas pessoas teriam terminado o curso já há algum tempo, relativamente aos outros sete. A par de Comunicação Social, estão também a licenciatura em Jornalismo, Relações Públicas, Relações Internacionais e Design Gráfico com duas respostas também. De suscitar alguma curiosidade são as licenciaturas em Filosofia, Geografia e Estudos Portugueses e Espanhóis, ainda que indicadas apenas pela Câmara de Vila Nova de Famalicão, as duas

0 1 2 3 4 5 6 7 8

Licenciatura dos profissionais dos Gabinetes de Comunicação

primeiras, e pela Câmara de Terras de Bouro, a última. Estas não seriam especialidades que se esperaria encontrar na ocupação de cargos num gabinete de comunicação. Pensar-se-ia, e seria sempre mais lógico, em alguém do Jornalismo, das Relações Públicas, basicamente, da comunicação em geral.

Relativamente à sexta questão, procurou-se identificar as funções do gabinete de comunicação, dando algumas hipóteses, ainda que com a possibilidade de se acrescentarem outras. Analisemos o Gráfico 4:

Gráfico 4: Funções dos Gabinetes de Comunicação

Fonte: Realização própria

Antes de analisarmos este gráfico, importa referir que o Município de Terras de Bouro selecionou apenas a opção “Outros”, onde especificou que realizavam todas as funções descritas, portanto esta posterior análise incluirá mais um número relativamente aos representados no gráfico. Das 12 Câmaras, 12 assumiram então que a redação de press releases, o clipping e a gestão do site/portal/notícias são funções dos seus gabinetes de comunicação. Abaixo encontra- se a organização de eventos, selecionada por nove Municípios e o protocolo selecionado por oito. Ainda assim, cinco Câmaras optaram também pela opção “Outros” e especificaram que também realizam a ponte com o designer para materiais gráficos, assessoria de imprensa, gestão das redes sociais, auditoria e criação gráfica. Nesta possibilidade de acrescentarem outras funções, é notória

0 2 4 6 8 10 12

Funções dos Gabinetes de Comunicação

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a referência às redes sociais, sendo um sinal de que é um meio já utilizado pela grande parte dos Municípios para fazerem a ponte de comunicação entre o Município e os cidadãos.

Na sétima questão, voltamos a ter em conta os 13 Municípios do distrito de Braga, já que esta é direcionada para a Câmara Municipal e não para o gabinete de comunicação. Aqui quisemos saber se a Câmara Municipal contrata serviços de comunicação a outras empresas. Das 13 autarquias respondentes, oito confirmaram essa contratação e cinco responderam que não. Avançando para a questão seguinte, que se dirige aos oito Municípios anteriores, os que contratam serviços externos de comunicação, importa saber que serviços contratam. Vejamos o Gráfico 5:

Gráfico 5: Serviços de comunicação que a Câmara Municipal contrata a outras empresas

Fonte: Realização própria

Dos oito Municípios que assumiram contratar serviços a empresas externas, todos referem a produção de cartazes. Lado a lado está o clipping e a gestão do site/portal/notícias com 3 seleções. E, por fim, com duas escolhas encontra-se a redação de press releases.

Na penúltima questão, a número nove, voltamos a considerar apenas 12 Câmaras Municipais, pois volta a ser sobre os gabinetes de comunicação. Nesta pergunta foi questionado o facto de o gabinete de comunicação ter, ou não, rotinas de contacto frequentes com os jornalistas da imprensa local, onde os 12 municípios assumiram que sim. E, por fim, na décima questão, ficámos a saber que tipo de rotinas são essas. Vejamos (Gráfico 6):

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Serviços de comunicação contratados a outras empresas

Gráfico 6: Tipo de rotinas estabelecidas frequentemente, pelos gabinetes de comunicação, com os jornalistas da

imprensa local

Fonte: Elaboração própria

Nesta análise voltamos a ter a situação da seleção da opção “Outra”, por parte do Município de Terras de Bouro, onde a sua intenção é afirmar que praticam todas as rotinas de contacto, sendo assim, além dos valores do gráfico, será acrescentado mais um número nesta análise. Portanto, no comunicação com o exterior, ou seja com a imprensa local, o contacto feito pelos gabinetes de comunicação rege-se, maioritariamente pelo envio de comunicados e pelos contactos telefónicos, já que, em 12 Câmaras Municipais, 12 e 11 selecionaram essas opções, respetivamente. Com um número de seleções bem inferior, estão os encontros pessoais para transmissão de informações, com três seleções e, por fim a opção de que “só há contacto quando os jornalistas procuram alguma informação ou reacção”, com duas seleções.

Esta recolha de dados permite-nos ter já uma noção sobre os gabinetes de comunicação na amostra definida. Sobre a sua existência, ou não, sobre quem são os profissionais que os ocupam e ainda sobre as suas tarefas.

Entrevista ao diretor do gabinete de comunicação da Câmara Municipal de Braga

Com uma visão mais generalista sobre os gabinetes de comunicação, conseguida através dos formulários de informação, agora é tempo de aprofundar o funcionamento desta estrutura que

0 2 4 6 8 10 12 Envio de Comunicados Encontros pessoais para transmissão de informações Contactos telefónicos Só há contacto quando os jornalistas procuram alguma informação ou reação Outra

Tipo de rotinas estabelecidas com os jornalistas da imprensa local

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já é parte integrante dos Municípios, como vimos, não todos, mas de quase todos. Do conjunto dos municípios do distrito de Braga volta-se de novo ao Município de Braga propriamente dito, aqui tomado como exemplo por aí ter sido realizado o estágio de que este relatório é objeto.

Para falar em detalhe das especificidades do trabalho realizado num Gabinete de Comunicação, entendeu-se que seria adequado ouvir o chefe do gabinete de comunicação da Câmara Municipal de Braga, que é também a terceira maior cidade do país. Realizou-se assim uma entrevista com Ricardo Gomes, com o objetivo de conhecer melhor a estrutura que dirige. A entrevista em causa realizou-se presencialmente no emblemático Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga. Foi uma conversa de cerca de 23 minutos, gravada, em que foi possível abordar questões como o papel do gabinete na promoção da autarquia, a construção da relação com os públicos, a visão do Presidente da Câmara relativamente à comunicação, a questão do protocolo, entre outros aspetos.

Desta entrevista (ver anexo 2) são vários os pontos a ressaltar, já que o seu conteúdo é bastante rico no que diz respeito ao funcionamento do gabinete de comunicação da Câmara Municipal de Braga. Neste caso, estaremos sempre a referirmo-nos a este Município, mas será, certamente, o espelho de muitos outros. No fundo, Braga, apesar das suas idiossincrasias, pode ser tomada como exemplo para retratar as funções e o papel que esta estrutura ocupa nas autarquias em geral.

Como já vimos sabendo da teoria, estas estruturas trabalham a informação para o público- alvo mas, obviamente, não a trabalham da mesma forma que outras organizações, nomeadamente de âmbito comercial, pois os públicos-alvo são diferentes. O tipo de informação que interessa a uns não irá interessar a outros, por isso mesmo, este diretor de comunicação assume que toda a informação no Município tem de ser trabalhada de forma muito cuidada e bastante direcionada, sendo esta uma ginástica diária e bastante exigente que tem a seu cargo. Além disso, o caráter dinâmico da informação, que varia de dia para dia em função da atividade própria do Município, dificulta toda a gestão. Para ajudar todo este processo, Ricardo Gomes assume que as plataformas e os canais existentes hoje em dia são uma mais-valia para chegarem às pessoas. Afirma que a maior parte do trabalho é feito através das redes sociais, ainda assim não se descuram os meios mais tradicionais (jornais, rádio, televisão, etc.).

A informação dos cidadãos é um dos pontos-chave da autarquia, já que, para o diretor do gabinete de comunicação, mais do que promover a autarquia, a obrigação é informar os munícipes sobre os produtos e projetos que têm à sua disposição, chegando mesmo a compará-los a clientes.

Em todo o caso, não só do público externo se faz a autarquia, por isso inclui também o público interno nesta rede de informação, já que, no caso do Município de Braga são mais de mil