• No results found

Salg og andre lønnsomhetsmål – selskap uten yngelsalg

G. Summary in English

E.8.5. Salg og andre lønnsomhetsmål – selskap uten yngelsalg

A fissão foi descoberta em 1939, no bombeamento de urânio com nêutrons de baixa energia para produzir um núcleo mais pesado, quando foi encontrado o bário, que é um elemento mais leve que o urânio. Notou-se que urânio havia se dividido, essa divisão do urânio (235U) resultou em dois elementos mais leves: o bário e o criptônio.

A reação de fissão do 235U, que dura certa de dez elevado a menos sete segundos, emite em média três nêutrons que causam a fissão de outros átomos de urânio liberando mais energia, deflagrando a chamada reação em cadeia, primeiramente identificada para o urânio.

A primeira reação em cadeia auto-sustentada foi produzida em 1942, em um pequeno reator construído na Universidade de Chicago.201 A partir de 1940, foram desenvolvidas pesquisas para produzir quantidades suficientes de material físsil para a construção da bomba atômica.

O reator da Universidade de Chicago serviu como protótipo para o desenvolvimento de geradores para a produção de energia elétrica. Em 1951, foi gerada, pela primeira vez, eletricidade no reator “Experimenta Breeder Reactor”, próximo a Detroit. Em 1953, foi construído o submarino Nautillus, movido a energia nuclear e, em 1957, o primeiro reator a produzir eletricidade comercialmente foi completado em Shippingport, Pensilvânia, Estados Unidos.202

A partir de então, acreditou-se que a energia nuclear substituiria os combustíveis fósseis, cujo exaurimento das reservas vinha sendo anunciado havia algum tempo. Em 1979, o acidente em Three Mile Island, na Pensilvânia, apesar de não ter deixado vítimas, gerou uma incerteza quanto à segurança nuclear.

Em 1986, o acidente de Chernobyl, na ex-URSS, abalou a confiança na energia nuclear. A unidade quatro de Chernobyl empregava um projeto de reator tipo RMBK, significativamente diferente dos reatores em qualquer outra parte do mundo. O reator gerava mil mW e foi completado em 1983. Os elementos combustíveis do RMBK localizam-se em tubos de pressão separados, colocados em um bloco moderador de grafite. A água passava através dos tubos e seguia para os geradores de vapor; embora o reator incorporasse uma série de barreiras entre a radioatividade e o ambiente, não havia um vaso de contenção adequado para suportar uma explosão no núcleo provocada pela formação de uma bolha de hidrogênio, gerada pelo ataque da água ao metal superaquecido das varetas dos elementos combustíveis.

201HINRICHS, R. A; KLEINBACH, M. op. cit. 202Id. Ibid.

Fonte: Agência Reuters – 26/04/1998. Foto 07 - Desastre Nuclear de Chernobyl.

A explosão no reator do tipo RMBK causou a evasão de cem mil pessoas no raio de trinta quilômetros de ação da nuvem radioativa. A explosão foi causada pelo desligamento do sistema de emergência para a realização de testes no gerador elétrico. Quando se abaixa a potência deste tipo de reator ele se torna instável. Repentinamente a potência aumentou cem vezes o valor máximo. A temperatura subiu rapidamente, ocasionando o derretimento dos elementos combustíveis, aumentando a quantidade de gases e explodindo o topo do gerador

(o vaso de contenção desse reator não era adequando para suportar uma explosão).203

A explosão no reator gerou, aproximadamente, cem milhões de Curries204. A nuvem radioativa foi levada na direção noroeste e localidades na Suécia registraram níveis cem vezes maiores do que a radiação de fundo. O acidente de Chernobyl provocou trinta e uma mortes humanas e foi considerado de pequenas proporções quando comparado a outras catástrofes provocadas pelo homem. Por exemplo, no acidente com uma fábrica de pesticidas, ocorrido no ano de 1984, em Bhopal, Índia, morreram quinze mil pessoas; na China, em 1975, o rompimento de uma represa matou duzentas e trinta pessoas205.

Os habitantes do hemisfério norte, durante o primeiro ano após o acidente de Chernobyl, receberam uma dose média de radiação de 0,045mSv, isso significa menos que dois por cento da média anual de dose natural (2,4 mSv/ano). Nos próximos setenta anos eles serão expostos a uma dose total, resultante do acidente nuclear, de aproximadamente 0,14 mSv.206

O cientista Carly Martins, professor adjunto do Departamento de Física Nuclear e Altas Energias da Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ, em entrevista concedida a Estudos Avançados207, defende que o acidente de Chernobyl, na Rússia, em 1986, fora causado pelo desligamento de dispositivos específicos de segurança para o estudo de um perfil de acidente. Os operadores não souberam identificar o tempo próprio de intervenção no sistema e, após uma seqüência de erros, perderam o controle do reator. Continua o cientista: “Cabe ressaltar que a unidade do complexo nuclear de Chernobyl, responsável pelo acidente, era um reator de tecnologia totalmente ultrapassada, que já não deveria estar em funcionamento naquela época”.

Hoje, o reator está coberto por uma massa de trezentas mil toneladas de concreto, com uma altura equivalente à de um edifício de dez andares. O material radioativo ainda está decaindo, o solo não está impermeabilizado, podendo haver contaminação dos lençóis d’água.

203HINRICHS, R. A; KLEINBACH, M. op. cit.

204Dez vezes mais radiação que a bomba de Hiroshima.

205JAWOROWSKI, Z. Chernobyl, the fear of the unknown. Int. J. Low Radiation, v. 3, n. 4, 2006. 206Id. Ibid.

207MARTINS, Carly. Entrevista. Controle e segurança dos reatores nucleares. Estudos Avançados,

Portanto, se levarmos em conta os mais de quatrocentos reatores nucleares em funcionamento no mundo e o reduzido número de acidentes significativos ocorridos ao longo dos anos, podemos concluir que a história da geração de energia pela fissão do núcleo atômico é muito satisfatória, tendo os especialistas da área um aprofundado conhecimento técnico e científico dessa tecnologia.