11 Loss of tension force
17.4 Measured and calculated strains in the pipeline
17.4.3 The sagbend when the seabed was uneven
Na análise de FTIR, cuja finalidade foi determinar os grupos funcionais constituintes da amostra, pode-se constatar uma mudança na composição química do material quando comparadas as diferentes condições de tratamentos térmicos dados à fibra de macambira. No gráfico 4, observou-se que a fibra in natura apresentou curva na região do comprimento de onda entre 3000 a 4000cm-¹. Para as fibras aquecida e carbonizada, respectivamente, notou-se um decréscimo desta curva, na qual a absorção nesta região está associada às vibrações de deformação axial nos átomos de hidrogênio ligados a oxigênio (-OH-). Verificou-se também um surgimento de picos acentuados na região do comprimento de onda entre 1500 a 2000cm-¹ à medida que a fibra foi sofrendo tratamentos térmicos. A absorção nesta região está associada às vibrações de deformação axial de duplas ligações entre carbono e oxigênio (C=O) (REOCITIES, 2012).
Gráfico 4: FTIR da fibra de macambira.
4000 3000 2000 1000 0 0 20 40 60 80 T ra n smi tâ n ci a (% ) Comprimento de Onda (cm-¹) Aquecida Carbonizada Natural
5. CONCLUSÕES
As folhas da macambira apresentaram comprimentos entre 1,84 e 3,45 metros. As fibras por sua vez, teriam um comprimento aproximado aos das folhas, quando submetidas à extração, mas por razões técnicas, as folhas foram divididas ao meio para facilitar seu processamento, evitando o emaranhamento dentro da máquina, o que poderia acarretar na perda de fibras e danos à desfibradeira.
O estudo sobre o percentual de perda de material dá-se como base para um cálculo mais preciso da quantidade de fibras, ou seja, é possível calcular a quantidade folhas necessárias para se obter uma determinada quantidade de fibras.
Para esta fibra, sua superfície rugosa e dotada de microfibrilas em sua composição demonstra grande possibilidade para seu uso como reforço em compósitos, uma vez que estas imperfeições proporcionam interação eficaz entre fibra-matriz, justamente por não apresentar superfície perfeitamente lisa, o que não é viável quando o objetivo principal dos materiais compósitos é aumentar a interação entre reforço e matriz.
Outro fator importante observado no estudo da fibra de macambira foi que sua seção transversal não é perfeitamente circular e ao longo de todo o seu comprimento, este diâmetro é variável. Tal característica afetou de forma direta a sua resistência à tração.
Na análise termogravimétrica detectou-se que a temperatura de degradação da fibra de macambira in natura foi 280 ºC.
Na análise de FTIR, verificou-se a possibilidade dos tratamentos térmicos ocasionarem mudanças nas características da fibra, tornando-a seca e áspera. Percebeu-se também que houve alterações quanto aos grupos funcionais, uma vez que a temperatura pode ter rompido as ligações intermoleculares da fibra.
Na análise química, a fibra de macambira apresentou resultados coerentes com a literatura, onde são referenciados valores equivalentes quanto aos teores dos principais constituintes das fibras vegetais.
Por fim, pode-se concluir que a fibra de macambira destaca-se como mais uma alternativa dentre os materiais de fontes renováveis, cabendo o seu uso de diversas maneiras e podendo atingir resultados satisfatórios dependendo da sua aplicabilidade e finalidade, além de proporcionar o desenvolvimento social e econômico de forma sustentável das regiões que possuem este tipo de planta.
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