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3: ARBEIDSPROSESSER OG SOSIALE SYSTEMER – NÅR STOKKER BLIR 7 METER

3.4 S TOKKENES DIMENSJONER SOM SYMBOLSK MEDIUM

Em 2007, Lagarto (p. 7), afirmava que “A escola dos nossos dias,..., está a atravessar um momento de mudança profunda, que se vai acentuar nos próximos anos” e isto acontece porque temos ao nosso dispor computadores com ligação à internet que transformaram por completo o modo como acedemos, produzimos ou tratamos a informação. O professor, os livros e a sala de aula, há muito tempo que deixaram de ser as únicas fontes de informação para os alunos. As escolas foram apetrechadas, através de “...diversos projetos e iniciativas do Ministério da Educação, onde se destacam o Projecto Minerva, o Projecto Uarte, o Projecto Nónio séc. XXI e mais recentemente o Plano Tecnológico da Educação” (A. C. M. Ferreira, 2010, p. 4) com quadros interativos, projetores e computadores em todas as salas de aula, salas TIC, Bibliotecas Escolares com área de informática, computadores na sala de alunos e para cada um dos assistentes administrativos, programa informático para gestão de alunos, internet sem fios e plataforma de gestão de aprendizagem, como o “Moodle”. Contudo, o facto de professores, alunos e EE terem um acesso facilitado à informação, por estarem inseridos na sociedade de informação, não significa que esta informação seja transformada em conhecimento. Para que tal aconteça torna-se necessário uma mudança de atitude que permita, a cada pessoa, usar, no seu dia a dia e em diferentes situações a informação que adquiriu. Assim, o processo de aprendizagem deverá assentar em 4 pilares6:

1º Aprender a conhecer que é estimulado pelo contacto continuo com a informação. 2º Aprender a fazer, que associa a aprendizagem à prática, ou seja, o aprendente coloca

em prática a informação que adquiriu.

3º Aprender a viver que faz com que a aprendizagem adquirida tenha consequências a nível social. Os nossos atos, resultado do que aprendemos a fazer, irão suscitar reações de cooperação ou competição (Tomé, s. d.) nos que nos rodeiam.

4º Aprender a ser, que corresponde ao nível do conhecimento, pois o aprendente                                                                                                                

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Os conceitos associados aos 4 pilares da educação surgem descritos no relatório para a UNESCO, da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors.

25 transforma-se através dos 3 tipos diferentes aprendizagens, atrás mencionadas.

Pablos (2006, p. 73) refere que “As novas tecnologias digitais aplicadas à comunicação podem desempenhar um papel fundamental na inovação das funções docentes (e também na criação das novas formas de pesquisa)” mas, igualmente, possuem uma “capacidade para intervir como mediadoras,..., modificar a interatividade gerada, de tal maneira que, no campo educativo, a qualidade vinculada ao uso das tecnologias, na realidade, une-se à qualidade da interatividade, como fator-chave nos processos de ensino aprendizagem” (Sancho et al., 2006, p. 74). Esta ideia é expressa também por Ramos (2007). No artigo que publica em Costa (2007, p. 165), defende que “O desenvolvimento de uma mentalidade tecnológica,..., deveria preparar as crianças e os jovens para uma utilização correcta e autónoma dos dispositivos electrónicos que usa, não só dos ponto de vista técnico, como do ponto de vista social, cultural, ético e moral.” Desta forma, “ As tecnologias podem facilitar a “personalização” dos processos de acesso ao conhecimento” (Sancho et al., 2006, p. 73), uma vez que possibilitam flexibilizar o espaço e o tempo de aprendizagem, criar novas formas de estruturar a informação e otimizar novas possibilidades comunicativas e formativas. Assim, é importante ter-se em consideração que a utilização das TIC nas escolas deve contemplar diferentes áreas de aplicação:

• a técnica, que permite a utilização da informação através de diferentes suportes, e de forma imediata, criando abordagens diferenciadas ao mesmo conteúdo;

• a de pesquisa, que permite o acesso a outras fontes de informação, usando a internet de forma segura e onde o professor surge com um papel menos ativo de orientador, passando para o aluno uma atitude mais ativa na construção do seu próprio conhecimento;

• a de construção de materiais com diferentes formatos a partir de fontes de informação diversificadas;

• a de interação com o professor (com um papel de mediador e /ou tutor) e com os pares, incentivando atitudes de partilha de informação, de cooperação e de colaboração. Deste modo e de acordo com o artigo que Lopes (2007) publica em Lagarto (2007, p. 97)“...os alunos aprendem uns com os outros, entre si e mutuamente no âmbito das ações desenvolvidas dentro e fora da sala de aula, através de esforços e iniciativas de comunicação, interacção e cooperação”.

Estudos recentes, como o realizado por Bragado and Silva (2013) mostram que os professores têm uma confiança elevada quando usam o e-mail, fazem processamento de texto,

organizam ficheiros, ou criam apresentações; mas um grau de confiança muito fraco ou fraco na criação e manutenção de blogues e websites, na realização de formações/aulas em modalidade e e-Learning ou b-Learning, na criação de apresentações com clips de vídeo e audio, na participação em fóruns de discussão na internet ou em redes sociais. A wiki como ferramenta de trabalho colaborativo foi usada por Álvares and Coutinho (2013, p. 760) num trabalho de investigação que visa o estudo daquela ferramenta da web 2.0 no âmbito da disciplina de TIC no ensino básico. As autoras referem que não encontram “registo de estudos anteriores subordinados a esta temática”, esperando que “possa funcionar como um instrumento para a reflexão crítica de professores que pretendem inovar as suas práticas letivas” .

Atendendo ao apetrechamento das escolas, às diferentes vertentes de utilização das TIC, e à necessidade de criar novos ambientes de aprendizagem através do uso da web 2.0, com recurso a ferramentas de trabalho colaborativo, torna-se cada vez mais importante repensar as formas de atuação dos professores, não só nas salas de aula, mas também nos modos de comunicação instituídos, dentro da escola e com a comunidade envolvente. O DT assume um papel privilegiado no estabelecimento desta comunicação, nomeadamente na que se desenvolve entre a escola, direção e docentes, com os alunos e respetivos EEs. Torna-se por isso pertinente conhecer os DTs e a forma como usam as TIC no seu quotidiano.