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3) MATERIAL OG METODE

3.1 P RODUKSJON AV FILTERMATERIALET

3.1.3 S ORBENT

O Programa de Ensino da Física (1ª Cadeira) (ANEXO Q), que vigorou até a metade da década de 60, apresentou algumas diferenças em relação ao de 1954, anteriormente visto. A primeira parte continuava enfatizando a questão de medidas e manipulação de aparelhos. A parte referente à Ótica Geométrica agora seria estudada na segunda cadeira. A Mecânica foi mantida tal como no programa anterior. Há o retorno do tema relacionado ao Calor, ênfase nas aplicações de sua transmissão e as noções básicas da Termodinâmica. Percebe-se a ausência da Óptica.

Como vimos, a estrutura do ensino superior no Brasil foi, mais uma vez, modificada, por uma Reforma de Ensino: A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Essa Lei estabeleceu que as instituições de ensino superior no Brasil deveriam adotar o Currículo Mínimo para seus cursos de graduação100.

100

O primeiro currículo mínimo para os Cursos de Engenharia Civil foi regulamentado pelo Conselho Federal de Educação pela aprovação do Parecer nº 280, em 19.10.1962.

Para adequar o seu curso de engenharia civil ao novo currículo mínimo estabelecido pelo Conselho Federal de Educação uma comissão de professores da Escola foi formada, visando adaptar as disciplinas fixadas no currículo a uma nova seriação, como se observa na Grade Curricular para o Curso de Engenharia Civil da Escola de Engenharia do Pará, obedecendo às diretrizes estabelecidas pela nova Lei (ANEXO R)

O novo formato que surgiu a partir da imposição da nova Lei não significou apenas uma mudança de nomenclatura nas disciplinas. Física (1ª e 2ª cadeiras) passaram a ser denominadas, respectivamente, de Física I e Física II. Tanto para uma como a outra, seus conteúdos permaneceram inalterados durante toda a década de 60.

O Programa de Ensino da Física I, que começou a vigorar em 1965, cresceu em extensão e em profundidade. Os temas que figuraram no seu Programa de Ensino foram Medidas, Mecânica, Acústica e Termodinâmica.

Na parte de Medidas a ênfase recaiu sobre os Sistema de Unidades. A Mecânica continuou com as mesmas ênfases do programa anterior, ou seja, os fundamentos mecânicos visando o aprofundamento nas disciplinas do ciclo profissional.

A Acústica enfatizava os fenômenos ondulatórios, como a interferência e a ressonância associadas às ondas sonoras. O tema Calor era abordado desde o estudo da medida da temperatura até os Princípios da Termodinâmica.

Após essas considerações, mesmo com as dificuldades referidas em relação às documentações, o QUADRO 01 nos fornece uma visão geral de todos os conteúdos abordados nos Programas de Ensino da Física, tanto Física (1ª Cadeira) como da Física I, no período proposto por este trabalho de pesquisa, ou seja, 1931- 1970. Optamos por disponibilizar o referido quadro no próprio corpo do texto para nos auxiliar na análise sobre as mudanças ocorridas ao longo dessas quatro décadas.

1931 1954-1959 1960-1964 1965-1970

Erros e Medidas Erros e Medidas Erros e Medidas Sistemas de Unidades

Mecânica Mecânica Mecânica Mecânica

Acústica Acústica

Calor Calor Termodinâmica

Ótica Geométrica

Quadro 01: Síntese dos conteúdos de Física (1ª Cadeira) (Física I) da EEPA Fonte: Programas de Ensino e Livro de Registro de Professores da EEPA101

Algumas considerações podem ser feitas em relação ao quadro acima. Os conteúdos programáticos da Física (1ª cadeira) presentes nos Programas de Ensino,

no período desta pesquisa, eram exclusivamente de Física Clássica, com abordagem básica visando fortalecer conceitos necessários para as aplicações nas disciplinas específicas do curso de engenharia.

A parte envolvendo medidas e erros permaneceu ao longo do tempo. Isso sugere que não se perdia de vista que a disciplina tinha um caráter experimental.

A parte de Mecânica foi preservada ao longo de todo o período, isso se justifica pela presença de disciplinas na parte profissional do curso que se sustentam com os conceitos mecânicos, tais como Mecânica dos Fluidos, Resistência dos Materiais, entre outras.

O estudo do Calor foi ao longo do período assumindo proporções progressivas de seus conteúdos, começando com conceitos mais elementares relacionados aos efeitos produzidos pela variação de temperatura até atingir os princípios básicos da Termodinâmica, tão necessários também para o entendimento de disciplinas técnicas do curso, tais como Motores Térmicos. A Acústica e a Óptica não apresentaram a mesma regularidade como os demais temas. Oscilaram entre as duas cadeiras.

Do mesmo modo como tratamos a Física (1ª Cadeira) e Física I, assim faremos para analisar os conteúdos da Física (2ª Cadeira) e Física II nos anos 60.

Esta disciplina, neste período, adotou dois Programas de Ensino nos anos de 1962 e 1965 (ANEXO S). Em ambos, continuaram a divisão de Física Clássica e

101 Preferimos construir o Quadro nº X evidenciando os anos referentes aos Programas de Ensino encontrados e não às décadas como nos sub-itens. Esta observação vale também para o quadro referente a Física(2ª Cadeira) (Física II).

Física Moderna. Em 1962, houve redução tanto na parte da Física Clássica como na Física Moderna. Na primeira os conteúdos de Eletricidade, Magnetismo e Eletromagnetismo permanecem inalterados. A Ótica, tanto a Geométrica como a Física, que estava presente desde a criação da Escola desapareceu do programa. Na segunda, manteve-se a Física Nuclear e a Radioatividade, mas desaparecem a Teoria da Relatividade de Einstein e a Teoria Quântica de Planck. Aquele tópico sobre Satélites Artificiais presente em 1959, também desapareceu.

Em 1965, já guiando-se pela Reforma 4024/61, a grade curricular da Escola sofreu significativa transformação, muito mais nas disciplinas que faziam parte do bloco chamado profissional, do que na parte das disciplinas básicas. O programa de ensino vigente sofreu significativa redução de temas.

Se nos anos anteriores vinha contemplando a Física Clássica e a Física Moderna, agora focalizava apenas a parte Clássica, e os conteúdos a serem abordados eram Eletricidade, Magnetismo, Eletromagnetismo e a Ótica que retorna depois de ter sido excluída no programa de 1959.

Se foi certo que houve redução de temas, foi certo também, que os temas abordados apresentaram maior aprofundamento. Do mesmo modo como fizemos com a cadeira anterior, apresentaremos no QUADRO 02 os conteúdos dos Programas de Ensino da Física (2ª Cadeira).

1931 1947 1959 1962 1965-1970 Eletricidade Eletricidade Eletricidade Eletricidade Eletricidade Magnetismo Magnetismo Magnetismo Magnetismo Magnetismo

Eletromagnetis mo Eletromagnetis mo Eletromagnetis mo

Ótica Ótica Ótica Ótica

Teorias Modernas da

Física

Física Nuclear Física Nuclear Física Nuclear

Radioatividade Radioatividade Radioatividade Relatividade Relatividade

Quântica

Satélites

Artificiais

QUADRO 02: Síntese dos conteúdos de Física(2ª Cadeira)(Física II) da EEPA Fonte: Programas de Ensino e Livro de Registro dos Professores

Analisando-se o quadro acima se percebe que ao longo do período estudado os conteúdos de Física (2ª cadeira) sofreram significativas mudanças. A parte da Física Clássica, que envolvia Eletricidade, Magnetismo e Ótica praticamente não sofreu grandes alterações. O que chama mais atenção, porém, foi a presença dos temas ligados à Física Moderna. A presença da Física Nuclear foi reveladora das influências exercidas nos currículos das instituições de ensino no chamado período Pós-Guerra, as abordagens explícitas de assuntos ligados às bombas foi uma comprovação desse fato.

A ausência desse assunto no programa de ensino na segunda metade da década 60, para nós, não significa que o assunto deixou de ser importante, mas que o assunto passou a ser mais compatível para a comunidade dos físicos do que para a dos engenheiros. Isso se evidenciou pela nova formatação do curso de engenharia civil determinada pela Lei 4024/61, estabelecendo o currículo mínimo sem a presença dos temas inerentes à Física Moderna.

Essas considerações também são válidas para os outros assuntos, Radioatividade, Teoria da Relatividade e Teoria Quântica. O início da corrida

espacial, no final da década de 50, entre as duas grandes potências da época, Estados Unidos e União soviética, foi a justificativa para a presença dos conteúdos referentes aos Satélites Artificiais.

1.4.4 Os conteúdos formais das disciplinas e os depoimentos dos antigos