9. CONCLUSIONS
9.2. A S CRIPT FOR P EACEBUILDING
As tipologias de uso/ocupação (Figura 2) da terra relacionam-se aos modelos de exploração dos recursos naturais e aos ativos ambientais em razão do seu valor econômico-social e das atividades exercidas em determinadas áreas como a agricultura, desenvolvimento urbano, turístico e industrial, e implementação de estrutura de base e sofisticada (Nascimento, 2006; Santos, 2011).
Com as análises empíricas realizadas no campo percebe-se que o grande vetor de impacto na sub-bacia está voltado para o agroextrativismo, pecuária e a agricultura irrigada nas áreas rurais, além de impactos visualizados nas áreas urbanas.
Essas atividades em conjunto causam danos principalmente à cobertura vegetal e aos solos da região. O desmatamento e a consequente retirada da lenha é outro fator observado e que acaba degradando extensas áreas da bacia.
No baixo curso, além da lenha para o consumo de muitas famílias, a produção de carvão foi observada na região, assim como as queimadas para o plantio, o que ainda revela uma grande influência nos antigos modos rudimentares no preparo da terra (Costa, 2014). Outro problema observado é o condicionamento do lixo, que muitas vezes, ou é lançado nas áreas adjacentes ou queimado, prática muito comum em muitas comunidades visitadas.
Para o estabelecimento das tipologias de uso e ocupação/vegetação, foram realizadas adaptações que evidenciassem as características, além do uso e ocupação da bacia, as condições da cobertura vegetal. Com base nessas observações foi elaborada o quadro 1, que apresenta a descrição das diferentes tipologias de uso da bacia, bem como seu percentual de ocupação (km²).
Para essa classificação levou-se em consideração para a vegetação, o grau de alteração por parte das alterações antrópicas, levando-se em consideração os trabalhos de campo, e a análise de imagens de satélite.
Quadro 1: Uso e ocupação/vegetação da bacia hidrográfica do rio Banabuiú
Fonte: Adaptado de Ross, 1992 e do Zoneamento ecológico-econômico das áreas susceptíveis à desertificação no Estado do Ceará, 2015.
Gráfico 1: distribuição das classes de uso e ocupação
Fonte: Costa, 2017.
Figura 2 - Uso e o ocupação da bacia hidrográfica do rio Banabuiú
(Fonte: Organizado por Costa, L. R. F, 2016)
A abordagem geoambiental aplicada a bacia hidrográfica do rio Banabuiú proporcionou visualizar não apenas a condição física da sub-bacia, mas principalmente perceber como as componentes ambientais e as atividades socioeconômicas e culturais interagem na estrutura e funcionamento dos sistemas ambientais.
As tipologias de uso e ocupação da área expressam a importância da utilização de ferramentas de geoprocessamento aliadas aos trabalhos de campo, favorecendo a identificação dos ambientes com maior nível de degradação ambiental.
Dessa forma, as atividades de degradação ambiental da bacia passam por atividades que variam desde a descaracterização da vegetação natural em detrimento da agropecuária nas áreas dos sertões, até a poluição dos recursos hídricos superficiais nas planícies fluviais.
5. AGRADECIMENTOS
Os autores agradem o apoio da Universidade Federal do Ceará (UFC), do Departamento de Geografia, do Laboratório de Pedologia, Análise Ambiental e Desertificação (LAPED), e do financiamento da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP).
6. REFERÊNCIAS
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