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DEL 2: SENTRALE TEMAER

5.3 S AMMENSETNING OG VALGORDNING

O agregado familiar da criança em estudo é constituído pelos pais, é o único filho do casal. Para além dos elementos referidos, também faz parte do agregado familiar a avó materna, que se encontra viúva e é a dona da casa.

Quadro 4 - Caracterização da Família

Nome da criança Será designado por “LP” Data de Nascimento 20/11/2002

Idade do Início do acompanhamento 10/09/2005

Encaminhamento Educadora de Infância do regular aquando da inscrição da criança na educação pré-escolar. Pai Data de Nascimento: 03/10/1976

Habilitações: 4º ano.

Profissão tractorista numa empresa de construção civil.

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Mãe Data de Nascimento: 24/01/1976 Habilitações: 4º ano.

Profissão sócia gerente de uma empresa têxtil. Nível sócio-cultural Desfavorecido

Enquadramento Habitacional Zona habitacional numa aldeia Critérios de Elegibilidade da família para a

inclusão no programa de IP

Risco Estabelecido – Criança com grave atraso de desenvolimento global.

1.1. História compreensiva: familiar, desenvolvimental, médica

e educacional

Os dados recolhidos para o levantamento da História Compreensiva, nomeadamente no que concerne à História Familiar, Desenvolvimental/Clínica e Educacional foram obtidos ao longo do processo de sinalização. A recolha de dados e informações realizaram-se através de contactos formais e informais com a educadora do regular e a educadora especializada, a psicóloga, a família (mãe e avó materna), os médicos e outros profissionais envolvidos, em contexto Hospitalar, Médico e em Jardim de infância. Todos os dados considerados relevantes e que surgiram após esta fase encontram-se acrescentados no PAFI de cada ano lectivo.

História Familiar

A família do LP no início da intervenção era constituída pelo pai, pela mãe e pela avó materna, de 55 anos e que dá bastante apoio à família.

É uma mãe presente e activa no processo de intervenção, não quer deixar a criança entregue a ninguém limitando as suas saídas ao exterior, excepto com a avó.

Revela-se pouco colaborante nas actividades realizadas no jardim de infância, no entanto gosta de assistir com o marido aos eventos que lá são realizados, tais como seminários, reuniões e festas.

Demonstrou pouco disponibilidade, porém tem-se articulado com os técnicos que apoiam a família: a psicóloga, terapeuta da fala e educadoras, que seguem a criança. A mãe e a avó de LP são quem o acompanham a todas as consultas e tratamentos, mas o pai apesar de estar a trabalhar num local distante está bem informado

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de todo o processo clínico e desenvolvimental, revelando interesse e boa comunicação entre a família.

Situação Profissional e Condições Socioeconómicas

O pai tem um emprego estável e a mãe é responsável por uma empresa têxtil. A mãe tem as atenções voltadas para a empresa que parece encontrar-se numa situação difícil. No momento da sinalização da criança a mãe aguarda a Consulta de Pediatria do Desenvolvimento do Hospital Padre Américo, para ser encaminhada para os respectivos serviços.

O casal sobrevive com o ordenado do pai e da mãe e com a ajuda da avó materna da criança, que é viúva e não tem mais filhos.

Têm transporte particular sendo uma família autónoma.

É uma família bastante reservada e pouco sociável, entre os vários membros solucionam os seus problemas. Segundo relatos da mãe da criança apenas mantém contacto com os tios-avós maternos, irmãos do falecido avô da criança, que são ambos solteiros e únicos familiares com quem a família se relaciona. Estes tios parecem ser o apoio desta família. A família da avó materna mantém uma relação pouco empática, apesar de viverem na mesma freguesia.

O pai da criança foi criado por uma família de acolhimento. Os pais adoptivos encontram-se com bastante idade e parecem necessitar da ajuda do jovem casal.

Não estabelecem relações com os vizinhos, excepto com um casal que tem uma criança da mesma idade do seu filho. Participam muito pouco nas vivências da comunidade local, apenas frequentam o café local e as festas populares.

Enquadramento Habitacional e Condições de Habitabilidade

Este agregado familiar reside numa freguesia do Concelho de Paredes. É um local rural com poucos fogos nas proximidades.

É uma casa nova, grande e com boas condições de habitabilidade. O LP tem um quarto só para ele, no entanto dorme no quarto da avó.

A casa tem água canalizada, luz eléctrica e saneamento básico. Tem bastante espaço exterior.

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História Desenvolvimental/ Clínica:

O LP nasceu após uma gravidez desejada e saudável, até ao final da gestação a mãe: não teve infecções, não fumou e não bebeu bebidas alcoólicas. Foi seguida durante a gravidez no Centro de Saúde de Paredes, pelo médico de família e pela ginecologista. Tomou os medicamentos recomendados pelo médico, segundo a mãe “vitaminas e ácido fólico”. Fez análises ao sangue e estava tudo bem. Não há consanguinidade nem incompatibilidade sanguínea. A mãe manteve uma alimentação saudável e de uma forma geral a gravidez decorreu de forma tranquila.

Segundo informações retiradas do Boletim Individual de Saúde da criança o parto ocorreu no Hospital Padre Américo, às 42 semanas, através de uma cesariana.

Informações retiradas da Ficha de Anamnese revelam que à nascença, a criança pesava 4, 510 gramas., media 54 cm, PC 33 cm, Apgar 7/9.

Amamentou a criança até aos 15 dias, introduzindo de seguida o biberão. É de referir que não apresentou dificuldades alimentares.

Em termos desenvolvimentais, podemos dizer que o LP fez aquisições tardiamente, no que respeita ao desenvolvimento motor e da linguagem. Segurou a cabeça a 90º deitado de bruços aos 7 meses, sentou-se sem apoio entre os 10 e os 11 meses, a mãe não sabe precisar. Começou por pôr-se de pé agarrado aos 14 meses, a gatinhar aos 15 meses, a andar agarrado aos 17 meses e a andar sem ajuda aos 19 meses. Emite alguns sons pouco inteligíveis e parece não saber expressar as suas emoções. Razão pela qual foi encaminhado pela médica de família, do Centro de Saúde, para o serviço de Pediatria do Desenvolvimento, do Hospital Padre Américo, aconselhando ainda a inscrever a criança no jardim de infância.

Aos 34 meses, quando é encaminhado para a educação especial, denota-se um grande atraso de desenvolvimento face ao padrão normal de desenvolvimento de uma criança desta idade. Chama “mã”(para mamã) e “pá” (para papá), apresentando dificuldade na articulação correcta da palavra.

Ainda não controla os esfíncteres e usa fralda, de noite e de dia.

Ao longo dos 2 primeiros anos lectivos a criança foi seguida pela consulta de desenvolvimento do serviço de Pediatria do Desenvolvimento e de Pedopsiquiatria, no Hospital Padre Américo.

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Foram realizados vários tipos de avaliações e exames complementares, no entanto ainda não existe diagnóstico quanto à etiologia que deu origem ao “atraso

global de desenvolvimento, com afectação da linguagem, da aprendizagem e da socialização”, segundo relatório da pedopsiquiatra.

História Educacional

Até ser inscrita no jardim de infância, por aconselhamento médico, a criança nunca frequentou qualquer estabelecimento de educação (creche) ou ama, estava em casa com os pais e com a avó.

Aos 3 anos é inscrita no jardim de infância e permanece até entrar no 1º ciclo. A criança faz parte de um grupo heterogéneo (dos 3 aos 5/6 anos) de 20 crianças, ao longo dos 3 anos lectivos.

A educadora de infância e a educadora especializada em educação especial pertencem ao Quadro de Agrupamento, seguindo portanto o grupo de crianças.

O pessoal auxiliar (a cozinheira e as assistentes operacionais) da componente de Apoio à Família, continuam as mesmas não sofrendo alterações.

No processo de intervenção a mãe parece estar atenta aos cuidados do filho e pede conselhos aos profissionais envolvidos, embora há alguns momentos que parece ficar aborrecida com as sugestões ou conselhos dados por estes.