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6. VARIABLENES SAMSPILL

6.1 S AMMENHENG MELLOM VARIABLENE

Os resultados do estudo apontam que o processo cirúrgico é desconhecido para os acompanhantes, fazendo despertar sentimentos como medo, angústia, nervosismo, apreensão, ansiedade, entre outros. As falas são repletas de incertezas e desinformação. As evidências apontam que as informações que os participantes têm conhecimento estão relacionadas à cirurgia e são repassadas pelo médico. Estas informações se detêm somente ao ato cirúrgico, não contextualizando todo o processo que a criança é submetida desde o pré, trans e pós operatório. Somente um participante referiu outro profissional. O fonoaudiólogo foi citado como um esclarecedor de dúvidas referentes aos cuidados pós-operatórios. A enfermagem não foi citada em nenhum momento pelos acompanhantes.

O processo anestésico foi citado como um dos principais temores dos acompanhantes, pois teriam que deixar a criança aos cuidados de pessoas estranhas nunca vistas antes. Eles se referem que se sentiriam mais tranquilos se pudessem acompanhar as crianças até a sala de cirurgia e permanecer durante a indução anestésica na tentativa de estarem mais próximos, transmitindo confiança tanto para a criança quanto para eles próprios.

Outro dado encontrado foi a dificuldade enfrentada pelos acompanhantes em deixar as crianças sem se alimentarem, pois parte-se do pressuposto que a alimentação é uma necessidade fisiológica do ser humano e eles não podem, naquele momento, satisfazer esta necessidade, uma vez que eles são os únicos a quem podem recorrer. Em contrapartida, percebeu-se que os acompanhantes têm a clareza de que é necessária esta etapa em decorrência das complicações que a alimentação naquele momento pode implicar no ato cirúrgico.

Da maioria dos participantes no estudo, doze estavam vivenciando pela primeira vez a experiência de ter o filho submetido a um procedimento cirúrgico. Os outros seis já haviam experimentado outras vezes. A primeira experiência dos acompanhantes com cirurgia deixa-os mais expostos às emoções desencadeadas com o desconhecido, mas que em ambos os casos nada se compara ao que estão vivendo com seus filhos. E que, mesmo com a experiência anterior, eles são invadidos de diversas inquietações. Verificou-se também que os acompanhantes se remetem a algo que os traga força para encarar a situação que estão vivenciando, entregando

seus filhos aos cuidados de alguém - um “Ser” superior, que creem embasados na fé que os move.

Relacionado ao local onde permanecem aguardando o início e o término do procedimento cirúrgico, bem como as contribuições para melhoria acerca do processo cirúrgico, os participantes remetem à falta de um espaço mais acolhedor e exclusivo para as crianças. Os acompanhantes sugerem espaço lúdico voltado ao público infantil dentro do CC, onde pudessem aguardar com as crianças.

Os resultados encontrados no presente estudo nos permitiram considerar que a falta de esclarecimento sobre o processo cirúrgico dos acompanhantes é uma realidade no local do estudo.

E, diante disso, espera-se que este estudo contribua para melhoria do atendimento prestado aos acompanhantes, sobretudo fazendo com que as instituições de saúde revejam seus processos de trabalho na tentativa de implantar protocolos humanizados de acolhimento às crianças e seus acompanhantes na unidade do CC, bem como melhorar seus espaços físicos para realização desta acolhida e a implantação de educação permanente para os profissionais que atuam nestes espaços. Acredita-se que a construção da cartilha educativa ilustrada acerca do ambiente e procedimento cirúrgico seja um importante instrumento de orientação e esclarecimento para os acompanhantes que terão crianças submetidas a procedimentos cirúrgicos.

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APÊNDICE A – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE ESCLARECIDO PARA ACOMPANHANTES

APÊNDICE B – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE ESCLARECIDO PARA PARTICIPANTES DOS PROFISSIONAIS DE ATENDIMENTO

APÊNDICE C - TERMO DE CIÊNCIA DA REALIZAÇÃO DE PESQUISA NA INSTITUIÇÃO CENÁRIO DO ESTUDO

APENDICE D – QUESTÕES NORTEADORAS DA ENTREVISTA

Data da entrevista: ____/____/____ ID:_____________ Sexo:

[1] Masculino [2] Feminino Idade:

________ anos.

Relação com o paciente:

[1] Pai [2] Mãe [3] Avô/Avó [4] Irmã/Irmão [5] Cuidador [6] Outro: ______________________

Grau de instrução:

[1] Ensino Médio completo.

[2] Educação Superior incompleta. [3] Educação Superior completa. [4] Mestrado completo.

[5] Doutorado completo. Roteiro de entrevista:

[1] Qual a sua principal dúvida em relação ao procedimento cirúrgico que seu filho será submetido.

[2] Como você vê a passagem de seu filho pelo CC.

[3] Você tem conhecimento do que acontecerá com seu filho dentro do CC. Como é o ambiente, o procedimento e a recuperação dele.

[4] Tem alguma experiência anterior semelhante a esta.

[5] Qual sua sugestão para contribuir com as dúvidas a acerca do processo que seu s filho está sendo submetido.

APÊNDICE E - PROJETO DE AÇÃO EDUCATIVA COM OS PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS NO ACOLHIMENTO DAS CRIANÇAS E SEUS

ACOMPANHANTES NO CC

PROJETO DA AÇÃO EDUCATIVA

Introdução:

A realidade do Centro Cirúrgico (CC) remete a uma difícil interação entre aspectos físicos, psicológicos, sociais e ambientais da espécie humana, na qual se lida com vida e morte a todo tempo, o que torna o ambiente extremamente estressante e pesado. (BONFIM, 2013). Quando o assunto hospitalização envolve cirurgia, a criança e a família se sentem extremamente vulneráveis aos riscos, desde o ambiente desconhecido até a incompreensão que envolve o processo cirúrgico. (BROERING; CREPALDI, 2011).

Diante disso, o olhar humanizado dentro de uma unidade crítica como o CC onde os funcionários são cercados por tecnologias se torna uma tarefa difícil, pois interligar cabeça e coração onde a tecnologia esta inteiramente presente exige uma mudança não só no espaço físico, porém em ações que reflitam em mudanças de comportamento dos profissionais frente pacientes e familiares. (BEDIN; RIBEIRO; BARRETO, 2004).

Objetivo:

• Realizar ação educativa com os profissionais envolvidos no acolhimento das crianças e seus acompanhantes no CC.

Método:

Reunir em uma sala dentro do CC, durante o turno de trabalho grupos de no mínimo 4 e máximo 10 pessoas na forma de círculo os profissionais envolvidos no acolhimento das crianças e seus acompanhantes no CC. Está ação educativa consiste de um encontro com duração aproximada de 30-40minutos. Esta ação educativa consiste em: - apresentação dos integrantes - realização de uma dinâmica; - apresentação de slides disparadores; - discussão e reflexão referente ao tema. Os recursos utilizados serão: data show, papel e lápis coloridos.

Procedimento:

• Distribuir papel e lápis para cada participante do grupo, que estará posicionado em círculo.

• Orientar que cada pessoa deverá fazer um desenho – qualquer desenho – que represente algo de si e nomeá-lo. Não importa que não se saiba desenhar; deve ser bastante espontâneo;

• Marcar um tempo de dez minutos para cada um confeccionar o seu desenho;

• Uma vez concluídos os desenhos, casa pessoa deve passar o seu desenho para o colega da direita e pegar o desenho do colega da esquerda, de uma forma que ninguém permaneça com o seu desenho;

• Solicitar para que cada um amasse e após rasgue o desenho que recebeu do colega.

Discussão:

Terminado está dinâmica, inicia-se a discussão sobre o cuidado humanizado dentro do CC, enfocando a atividade desenvolvida com os participantes, com questionamentos sobre o que sentiram ao verem o seu desenho ser amassado e rasgado, reportando isso às atividades diárias que realizam no CC com as crianças e os acompanhantes no momento do acolhimento destes.

Para nortear e continuar a reflexão será apresentado alguns slides com tópicos disparadores de discussão.

Resultado esperado:

Participantes sensibilizados, repensando suas práticas no cotidiano do trabalho e exercendo o cuidado de forma singular e humanizada.

Propor a implementação desta ação educativa no plano de educação permanente da instituição.

APÊNDICE G – CARTILHA EDUCATIVA ILUSTRADA