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Søkningen til videregående opplæring blant gutter og jenter

4 Søkningen til første år av videregående opplæring før og etter innføringen av

4.4 Søkningen til videregående opplæring blant gutter og jenter

A racionalidade da ciência moderna problematiza o sentido da existência do homem como objeto de si mesmo, quebrando aquela visão de fé absoluta da Idade Média da obra divina “dogmatizada”, porém, com a ruptura o homem desenvolveu

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Para Habermas (2009, p. 52) “a evolução técnica ajusta-se ao modelo interpretativo, segundo o qual o gênero humano teria projetado, uma a uma, ao nível dos meios técnicos, aos componentes elementares do círculo funcional da ação racional teleológica, que inicialmente radica o organismo humano, e assim ele seria dispensado das funções correspondentes”.

seus próprios meios de sobrevivência na prática do cotidiano, pois ele constitui um sentido profundo sobre sua existência, oferecendo um sentido pleno a sua complexidade de “ser”, já que a ciência moderna tornou-se impiedosa ao questionar as circunstancialidades da vida humana que não estavam mais atadas a uma visão aleatória que determinava os fatores existenciais, ou seja, a ciência moderna trouxe uma racionalização objetivada.

A sociedade moderna “obedece” às leis da reconstrução do mundo por meio das ciências naturais e sociais que se transformaram em técnicas; a calcificação e autonormatividade da civilização científica e científico-industrial moderna suspendem a possibilidade de produção de um efeito por parte da personalidade dirigida por ideias, assim como a sociedade de se compreender historicamente na ação e na intervenção política e social (HABERMAS, 2009, p. 34-35).

A ciência moderna traz essa disposição técnica, principalmente pela própria racionalização do homem nas formas de produtividade no trabalho e convívio. Para Habermas (2009, p.53), “a disposição da técnica existente, o projeto de uma natureza como interlocutor, em vez de objeto, refere-se a uma estrutura alternativa da ação racional teleológica”. Com efeito, a natureza não é objeto a ser destruído, no entanto, deve haver essa relação de respeito entre o homem e a natureza.

As culturas superiores encontram-se estabelecidas sobre a base de uma técnica relativamente desenvolvida e de uma organização do processo de produção social, mediante a divisão do trabalho, que torna possíveis produtos adicionais, por conseguinte, uma excedente de bens para além da satisfação das necessidades imediatas e elementares. Devem precisamente a sua existência à solução do problema que só surge com a produção de um excedente, isto é, o problema de distribuir de modo desigual e, no entanto, legítimo, a riqueza e o trabalho segundo outros critérios diversos dos que um sistema de parentesco tem a sua disposição (HABERMAS, 2009, p. 61).

Desse modo, a técnica aparecerá como instrumento a ser desenvolvido de maneira que possibilite dar mais “poder” ao próprio homem. Segundo Habermas (2001, p.55), “se a técnica se transforma na forma englobante da produção material, define então uma cultura inteira; projeta uma totalidade histórica, um mundo”. De

todo modo, essa repercussão do progresso técnico-científico47 engloba todo um sistema de sociedade, as estruturas e os comportamentos racionais.

O dilema da razão se encaixa nessas discussões do homem como interlocutor desse novo modo de conviver, ou seja, as da racionalidade que legitimam uma relação de produção ou um retorno à inocência do próprio técnico-científico. Nesse sentido, esse avanço de modernização dos meios sociais traz estratégias e regras técnicas bem determinadas gerando um saber pela sua própria forma, ou seja, sua intencionalidade.

Nessas discussões, adentramos no universo do pragmatismo para entendermos os aspectos da formação pragmática na Arquivologia. Para Habermas (1987, p. 90), “à medida, porém, que o positivismo dogmatizava a fé das ciências nelas mesmas, ele assume a função proibitiva de blindar a pesquisa contra uma autorreflexão em termos de teoria do conhecimento”. Para o autor positivismo violava a estrutura do saber e todo o seu processo evolutivo, porque era necessário que houvesse um caráter reflexivo e autofundamentado, ao qual ele denominou de teoria crítica. Essa teoria crítica era auferida e contextualizada pela hermenêutica.

Diante disso, o pragmatismo48 assumiu os formatos do empirismo tradicionalista americano. Esse mesmo empirismo tradicional estava hermeticamente direcionado à experiência progressiva das formas de observações passadas ou presentes. O pragmatismo percebia que essa mesma experiência tinha que ser posta ou pensada a longo prazo, logo, para o futuro:

O pragmatismo é o princípio que diz que todo juízo teórico, possível de ser expresso numa proposição indicativa, é uma forma confusa de um pensamento cujo único sentido – cabe aqui se possa falar em

47 A racionalidade peculiar da ciência e da técnica que, por outro lado, caracteriza um

crescente potencial de forças produtivas excedentes, o qual constitui uma ameaça permanente para o enquadramento institucional e que, por outro lado, proporciona também o critério de legitimação das próprias relações de produção, a cisão de tal racionalidade não pode representar-se adequadamente nem por uma historicização do conceito, nem por um retorno à concepção ortodoxa, nem ainda a partir do modelo do pecado original ou da inocência do progresso técnico-científico (HABERMAS, 2001, p. 54, grifo nosso).

48 Como exposto anteriormente, termo que apareceu no século XIX, liderados por Charles

Peirce e William James, esse modelo de Filosofia tem grande aproximação com o positivismo e influenciou os princípios de organização dos documentos na realidade dos arquivos.

sentido – está em sua tendência de assegurar validade a uma máxima prática correspondente, a qual deve ser formulada como enunciado condicional e cuja apódese está posta em forma indicativa (PEIRCE apud HABERMAS, 1987, p. 137).

Nesse sentido, essa vertente que tentava se firmar ganhará várias definições e atribuições, principalmente quando relacionada como um método. O pragmatismo é um esforço que age no âmbito das organizações concebíveis e alcançáveis a partir dos artifícios metódicos:

O pragmatismo é método para alcançar a clareza das ideias que temos dos objetos. E esse método nos impõe considerar quais efeitos práticos concebíveis essa ideia pode implicar, quais sensações podemos esperar e quais reações podemos esperar e quais reações devemos preparar. Nossa concepção desses efeitos, tanto imediata como remota, é então toda a concepção que temos do objeto, enquanto ela tiver significado positivo. (REALE, 2005, p. 85, grifo nosso).

Rendilhando sobre a maneira de se organizar e direcionar os arquivos, o pragmatismo traz uma ideia de um método de organização imediato, prático. Então, sem anacronismo parece-nos que esse pragmatismo se entrelaça às ideologias progressivas e práticas do positivismo do século XIX. Essa máxima pragmática tem um sentido expressivo sob uma ótica científico-experimental, ou seja, as funções do

agir funcional instrumental (técnica), “se este método é a única garantia para se

adquirir enunciados verdadeiros, tais regras possuem, enquanto determinação de um método, funções correspondentes às condições transcendentais” (HABERMAS, 1987, p. 135).

O pragmatismo que teve seu advento e contextualização mais enfática nos Estados Unidos é diferente da filosofia hermenêutica de Habermas, que problematiza a essência das interpretações em cadeias bem mais filosóficas e exegéticas, conceituais e reflexivas. O pragmatismo exerceu uma profunda influência nos preceitos da Arquivologia historicamente falando:

A filosofia pragmatista e a filosofia hermenêutica situam, de fato, a dúvida quanto às pretensões de fundamentação e autofundamentação do pensamento filosófico a nível mais profundo do que os críticos que se colocam na linhagem de Kant e Hegel. Pois elas abandonam o horizonte no qual se move a filosofia da consciência com seu modelo do conhecimento baseado na

percepção e a representação dos objetos. No lugar do sujeito solitário, que se volta para objetos e que, a reflexão, se torna a si mesmo por objeto, entra não somente a idéia de um conhecimento linguisticamente mediatizado e relacionado com o agir, mas também o nexo da prática e da comunicação cotidiana, no qual estão inseridas as operações cognitivas que têm desde a origem um caráter intersubjetivo e ao mesmo tempo cooperativo. Quer esse nexo seja tematizado como forma de vida ou mundo da vida, quer como prática ou como interação linguisticamente mediatizada, quer como jogo de linguagem ou de diálogo, quer como pano de fundo cultural, tradição ou história dos efeitos, o decisivo é que esses conceitos ocupam agora uma tradição que até aqui estava reservada aos conceitos básicos epistemológicos, sem que devam, todavia funcionar da mesma maneira como antes (HABERMAS, 1989, p. 24- 25).

Esse pragmatismo anglo-americano propunha tirar o empirismo tradicional do descrédito enquanto modelo de investigação, a intenção era dar veste comprobatória através do progresso científico.

Rousseau e Couture (1998) afirmam que a Revolução Francesa49 teve um grande impacto nos arquivos. No que diz respeito aos locais de armazenamento, a principal inovação foi, sobretudo, de ordem ideológica e exprime-se pelo desejo de centralização dos documentos. Logo, essa centralização estava diretamente relacionada com as instituições e com as ações funcionais administrativas.

Com isso alguns arquivistas da época perceberam que poderiam colocar a Arquivologia como um “campo científico” respaldado pelo progresso científico do pragmatismo, o saber-fazer:

A quando da Revolução Francesa, a primeira assembléia elegeu Armand Gaston Camus, deputado de Paris, arquivista dos Archives nationales de France com a responsabilidade de conservar os arquivos da assembléia. A revolução reconhecia assim, de maneira oficial, que a conservação e o testemunho dos seus actos e a sua acessibilidade constituíam uma parte importante da missão de um

49 A Revolução Francesa não foi feita ou liderada por um partido ou movimento organizado,

no sentido moderno, nem por homens que estivessem tentando levar a cabo um programa estruturado. Nem mesmo chegou a ter “líderes” como as revoluções do século XX, até o surgimento da figura pós-revolucionária de Napoleão. Não obstante, um surpreendente consenso de ideias gerais entre um grupo social bastante coerente deu ao movimento revolucionário uma unidade efetiva. O grupo era a “burguesia”; suas ideias eram as do liberalismo clássico, conforme formuladas pelos “filósofos” e “economistas” e difundidas pela maçonaria e associações informais” (HOBSBAWM, 2010, p. 105).

governo, e confiava essa responsabilidade a um dos deputados. Alguns anos mais tarde, um funcionário ocupará este cargo. Contudo, o impulso foi dado e, doravante, a França terá sempre o seu arquivista nacional (ROSSEAU; COUTURE, 1998, p. 44).

A expansão dos ideais da Revolução Francesa como delineados anteriormente tiveram reflexo nos preceitos da Arquivologia e nos seus princípios norteadores como o da proveniência e o da ordem interna ou original.

As classificações adotadas para organização dos arquivos, em consequências das concentrações em massa e de concepções teóricas racionalistas (sistema que passou a vigorar em variados países, por influência francesa), na prática, não contribuíram para qualquer aperfeiçoamento arquivístico; pelo contrário, levaram à adulteração dos arquivos, pois não respeitaram a organicidade original, que espelhava uma prática administrativa com as suas características próprias. (SILVA et al, 2009, p. 104, grifo nosso).

Esse pragmatismo assolou a prática do saber-fazer na Arquivologia e, assim, pensar a configuração do campo científico arquivístico a partir dessa corrente se torna problemático, uma vez que a Arquivologia está coadunada aos modelos do progresso técnico-científico do pragmatismo50, ou seja, às instrumentalizações e operacionalizações nas organizações internas dos documentos nos arquivos.

Essas ações são expressamente práticas, isto é, os fundamentos de organização, os princípios da proveniência, de respeito aos fundos e o da ordem interna ou original configuram um teor pragmático/funcional administrativo.

Rosseau e Couture apontam (1998, p. 52):

Há em arquivística três princípios que constituem o fundamento da disciplina. Trata-se do principio da territorialidade, do princípio do respeito pelos fundos ou princípios da proveniência e da abordagem

50 Com o pragmatismo, é possível integrar pontos fundamentais da obra de Peirce,

considerados no âmbito da organização da informação e do conhecimento, desconexos e dificilmente aplicáveis. Somente com essa perspectiva é que se poderá, com maior segurança, efetivar futuras contribuições de Peirce para organização da informação e do conhecimento no que tange ao estudo da linguagem e da Terminologia especializadas. Por pragmatismo subentende-se uma defesa do realismo e a crença de que os gerais são também reais. Portanto, a terceiridade é a categoria fenomenológica de vital importância para a compreensão do pragmatismo de Perice. Relações entre os individuais são consideradas universais e têm uma existência positiva no universo” (ALMEIDA, 2009, p. 340, grifo nosso).

das três idades. Utilizados desde o final do século XIX e, sobretudo no século XX, constituem a própria base da arquivística moderna.

Esses princípios influenciaram também a Arquivologia principalmente no que se refere aos processos instrumentais da Gestão de Documentos51 e na relação interna dos arquivos, ou seja, a prática de organização dos documentos que estava associada ao empirismo, o saber-fazer. Sendo assim, a abordagem das três idades veio em larga escala confirmar o modelo prático e técnico nos arquivos:

A distinção criada entre várias fases da vida dos documentos, fazendo corresponder tipos diferentes de arquivos a cada uma delas, alertou para a existência de um processo contínuo, mas não trouxe qualquer contributo metodológico ou teórico para o desenvolvimento da Arquivística. Os arquivos intermédios ou pré- arquivos começaram a ser depósitos centrais das administrações, mas vieram a tornar-se arquivos mistos (intermédios e históricos), pois o envelhecimento da documentação e os limites da política concentracionista bloquearam necessariamente o modelo previsto. Os arquivos intermédios acabaram por constituir instrumentos de desarticulação da cadeia documental na sua natura evolução (SILVA et al, 2009, p.136, grifo nosso).

Partindo das afirmações dos autores entendemos que as etapas de vida documental, os instrumentos de pesquisa e os modelos de organização interna dos arquivos caracterizam um processo operacionalizador de guarda dos documentos. Ainda a partir dessa ideia apresentada percebemos através do processo de interpretação (hermenêutica) que a Arquivologia relaciona-se com a administração/institucional, tanto na produção como na guarda dos documentos.

Segundo Rosseau e Couture (1998, p. 53):

Os princípios arquivísticos são, pois, muito recentes. Eles mostram o desenvolvimento inequívoco da disciplina que tinha necessidade de assentar as suas práticas em bases mais teóricas. Por sua vez, estes princípios serviram para alimentar o refinamento dos métodos e favoreceram a estruturação deles.

51 A gestão documental vem identificar os tipos documentais produzidos, recebidos e

acumulados, definindo os prazos de eliminação ou de preservação ao arquivo permanente.

Essa afirmação veio confirmar, em certa medida, que os meios funcionalistas e tecnicistas adentraram em alguns modelos organizacionais da Arquivologia como o das três idades do arquivo, por exemplo.

Com o agravar da situação, após a Segunda Guerra Mundial, generalizou-se o apodítico princípio das três idades do arquivo, que pode ter tido origem em Itália, no início do século XX, por meras razões práticas de instalação dos documentos. Se é certo que esta pretensa teoria parece apontar para uma cadeia relativamente ininterrupta no ciclo de vida dos documentos, a verdade é que gerou um efeito perverso, ao levar à criação de serviços e de depósitos, a maior parte das vezes desarticuladas entre si, provocando, assim, distorções contranaturam em unidades sistêmicas que, desde há milênios, possuíam uma sólida coerência interna (SILVA et al, 2009, p. 207, grifo nosso).

Essa forma pragmatista de organização documental e os procedimentos funcionais administrativos em larga escala provocaram um grande efeito no que concerne à Arquivologia, já que as três idades52 dos arquivos vêm de forma

hermética apresentar um ciclo que se torna perigoso, pois os arquivos correntes, os arquivos intermediários e os arquivos permanentes colocam a Arquivologia condicionada a aspectos descritivos e extremamente práticos na realidade funcional, através de princípios arquivísticos53 que são apontados como pilares epistemológicos.

52 Para Bellotto (2002, p. 26) “a teoria das três idades é a sistematização do circulo vital dos

documentos de arquivo. Este ciclo compreende três idades que desde o ponto de vista da administração, seriam a dos documentos ativos, semi-ativos e a dos inativos. Mas a denominação mais funda é a que corresponde aos usos desses documentos: correntes, ou de gestão, ou setoriais, intermediários ou semicorrentes; e permanentes ou históricos (ou idade histórica). Alguns teóricos vêem, no entanto, uma idade a mais: a dos arquivos centrais, onde se juntariam, ainda em idade corrente, os documentos originados dos setoriais”.

53 “Princípio da proveniência: Fixa a identidade do documento, relativamente a seu

produtor. Por este princípio, os arquivos devem ser organizados em obediência à competência e às atividades da instituição ou de uma pessoa devem manter a respectiva individualidade, dentro de seu contexto orgânico de produção, não devendo ser mesclados a outros de ordem distinta. Princípio de organicidade: as relações administrativas orgânicas se refletem nos conjuntos documentais. A organicidade é a qualidade segundo a qual os arquivos espelham a estrutura, funções e atividades da entidade produtora (acumuladora em suas relações internas e externas). Princípio da Unicidade: Não obstante forma, gênero, tipo ou suporte, os documentos de arquivos conservam seu caráter único, em função do contexto em que foram produzidos. Princípio da Indivisibilidade ou integridade arquivística: os fundos de arquivo devem

Esses princípios em sua maioria aparecem na literatura arquivística como bases teórico-metodológicas do saber arquivístico, porém, eles sofreram a influência da racionalização da funcional do agir instrumental (técnica) na realidade pragmática da formação:

No campo instrumental do agir controlado pelo êxito são organizadas experiências que motivam evidentemente as interpretações linguísticas e podem alterar padrões de interpretação legados pela tradição sob uma coerção operacional (HABERMAS, 2009, p. 265).

Na citação o autor esclarece a distinção entre o campo de produção científica, ele faz severas críticas ao positivismo e sua herança empírico-analítica, ou seja, a primazia do processo de instrumentalização (técnica), que configurou em diversos setores do cotidiano, na Arquivologia atrelou-se ao operacionalismo prático do

saber-fazer pragmático a partir de seus princípios, “o pragmatismo sempre concebeu

regras metodológicas como normas da práxis de pesquisa” (HABERMAS, 2009, p. 145).

Desse modo, notamos que a funcional da racionalidade instrumental adentrou nos princípios e preceitos arquivísticos, onde a racionalização tecnicista aparece como uma unidade pragmática, herança do manto das ciências empírico-analíticas que condicionou de forma concisa o avanço teórico do saber arquivístico, que ficou coadunado a esse víeis da razão instrumental em suas entrelinhas da produção do saber:

No estado atual das forças produtivas, as relações entre o progresso técnico e o mundo da vida social não podem mais encontrar um ser preservados sem dispersão, mutilação, alienação, destruição não autorizada ou adição indevida. Este princípio é derivado do princípio da proveniência. Princípio da Cumulatividade: o arquivo é uma formação (a sedimentação, de Lodolini) progressiva, natural e orgânica. Princípio de Imparcialidade: (em sua criação): derivada do fato de que não foram criados para “dar contas” à posterioridade. Os documentos administrativos são meios de ação e relativos a determinadas funções, caso contrário, os procedimentos aos quais os documentos se referem não funcionarão, não terão validade. Autenticidade: (nos procedimentos): ligada ao continiuum da criação, tramitação uso e guarda. Os documentos são criados dentro dos procedimentos regulares estabelecidos pelo direito administrativo; se assim não fosse, não seriam adequadamente cumpridos as razões que lhes deram origem. Naturalidade: (na acumulação): os documentos não são colecionados e sim acumulados, naturalmente, no curso das ações, de maneira continua e progressiva”. (BELLOTTO, 2002, p. 20-25).

equilíbrio natural como tinha acontecido até aqui. Cada novo avanço do saber-fazer técnico que irrompe de maneira descontrolada em antigas formas da práxis vital acirra o conflito entre resultados de uma racionalidade intensiva e tradições levadas de roldão pelo progresso: é possível que este estado de coisas se mostre uma liberação civilização técnico-científica em relação à história em geral (HABERMAS, 2009, p. 36, grifo nosso).

Nesse sentido, o saber-fazer instrumental se racionalizou no processo de transformação da Arquivologia, ou seja, os princípios arquivísticos foram estruturados em uma atividade funcional que se traduz em uma consciência prática operacional inserida nas condições dos meios técnicos e que teria se autonomizado na própria clarificação ideológica da área.

Para Habermas (2009), um saber tecnicamente utilizável deste tipo repousa sobre o conhecimento de uniformidades empíricas (experiência experimental); esse conhecimento é a base para explicações causais que possibilitam, sob a forma de prognósticos condicionados, a disponibilidade instrumentalizadora e que na Arquivologia foi auferida na praticidade de seus próprios princípios, onde, esses fundamentos adentraram na realidade da Arquivística em diferentes lugares como o