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RUTINE FOR VARSLING OM KRITIKKVERDIGEFORHOLD

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YRKESSKADEFORSIKRINGEN I STATENS PENSJONSKASSE

6.7 RUTINE FOR VARSLING OM KRITIKKVERDIGEFORHOLD

Alfredo de Sousa pertence ao grupo dos estrangeirados, pela inegável influência intelectual francesa que trouxe de Paris. A sua viragem natural para o inglês foi uma sabática em 1982-1983 em Stanford, e decorreu da grande afirmação da ciência económica nas universidades americanas.20

O crescimento económico poderia beneficiar da intervenção de polí- ticas económicas governamentais acertadas e eficientes, sobre as econo- mias nacionais a desenvolver. Tais políticas, necessariamente baseadas num conhecimento científico das características estruturais das econo- mias nacionais e das sociedades, usariam o instrumental analítico que a ciência económica tinha desenvolvido para o efeito. A estimação de fun- ções de produção e funções de consumo na formulação de modelos ma- temáticos para o crescimento económico seriam instrumentos funda- mentais no aconselhamento técnico a políticos e aos seus programas governamentais.

Alfredo de Sousa estava também muito próximo dos contributos de François Perroux, André Marchal e Raymond Barre no que respeita ao uso dos contributos das ciências sociais para a economia: A Sociologia e a História são ciências sociais instrumentais para a ciência económica. Ao ensinar cursos de Teoria e Política de Desenvolvimento Económico (TPDE) e de Economia Portuguesa, esta vertente era notória em Alfredo de Sousa. E ao fundar a Faculdade de Economia, incluiu no plano de estudos da licenciatura cursos de Introdução às Ciências Sociais e Histó- ria Económica. Nos planos de estudo de mestrado e doutoramento em Economia, a História Económica também estava presente como meto- dologia a ser considerada no entendimento dos processos que punham em marcha o crescimento e o desenvolvimento económico.21

As suas preocupações analíticas com o crescimento e o desenvolvi- mento económico ligavam-se de tal modo com as explicações prove- nientes de raízes históricas, que é possível falar também de Alfredo de Sousa como historiador económico e social. Com efeito, para além do Desenvolvimento Económico, no ISCTE nascido da reforma do ensino, de Veiga Simão, também ensinou História Económica, agora como pro- fessor catedrático. A reforma buscava uma diversificação dos saberes e das especializações científicas. A História Económica já se ensinava no

Anexo 3

20Ver [32] e [39]. Também anexo 3.4.1. 21Ver [22] e [41].

ISCEF, com Joel Serrão, de quem fui aluna. Como explica Joaquim Ro- mero de Magalhães na sua lição de jubilação «Últimas Palavras?», tal não acontecia no Porto nem em Coimbra.

Alfredo de Sousa usava o seu trabalho História Económica I e II [22], [23] e também ensinou História Económica na Universidade Católica, reconhecida em 1971 pela reforma de Veiga Simão [27]. O programa era longo por se tratar de cadeira anual (em dois semestres, I e II), como, aliás, se adotou na Faculdade de Economia. Revelando grande erudição historiográfica e capacidade de síntese com qualidade pedagógica, ilus- trava as aulas com quadros estatísticos (relativos ao comércio internacio- nal, rentabilidade dos capitais públicos e privados, e ajuda externa) e re- feria bibliografia muito actual para a época.

Transmitia uma mensagem final de encorajamento otimista para o de- sempenho pessoal futuro dos seus alunos: «A característica principal de todas as sociedades nacionais de qualquer regime e na sociedade inter- nacional vai ser a aceleração até ao final do século das mutações em todos os aspectos: tecnológicos, económicos, sociais, culturais, éticos, etc. Se- remos constrangidos a andar cada vez mais depressa, o que não deixará de provocar tensões psíquicas nos indivíduos. O mesmo se passará ao nível das Nações. No campo técnico-económico, pelo menos, todas que- rerão andar depressa: umas para alcançar as mais adiantadas, outras para manterem a sua posição de superioridade. Daqui também emergirão ten- sões mais fortes do que as de hoje. Mas pode ser que a capacidade de diálogo entre todos também tenha aumentado, entretanto.»

As instalações do ISCTE, já estreitas para as necessidades de uma es- cola que também ensinava Sociologia e Gestão de Empresas, onde Al- fredo de Sousa ensinava, eram no Campo Grande 185. Vindo o ISCTE a construir um edifício de raiz ao cimo da Avenida das Forças Armadas, e sendo Alfredo de Sousa vogal da Comissão Instaladora da UNL, com funcionamento na Avenida da República e no Seminário dos Olivais, conseguiu que, em 1 de Março de 1978, a Faculdade de Economia her- dasse as instalações do Campo Grande.

Nesse verão fui contratada, com Jaime Reis e Jorge Custódio, para a Faculdade de Economia. Depois de ser sua aluna na TPDE, eu lecionava História Económica no ISCEF desde 1975-1976 e preparava o meu dou- toramento sob a orientação de Vitorino Magalhães Godinho regressado da Universidade de Clermont-Ferrand.

A estrutura orgânica foi logo transcrita no Guia da Faculdade de 1978- -1979, e repetida no Quadro de Professores da Secção de Economia quando se cria a Secção de Gestão, como se lê no Guia da Faculdade de

1983-1984. A área de Desenvolvimento Económico inclui «Desenvolvi-

mento Económico, Doutrinas e Sistemas Comparados, Economia dos Recursos Humanos, e História Económica e Social».22Sob estas linhas

institucionais, com Alfredo de Sousa presente no júri, fiz a minha agre- gação em 1990.

Às primeiras instalações no Campo Grande, acrescentou-se em 1982 o Palácio Henrique Mendonça na Rua Marquês de Fronteira, 20. Con- forme resulta dos Anuários entre 1982 e 1989, a transferência do Campo Grande para Campolide, com a transformação do velho colégio dos Je- suítas (então regimento militar de Caçadores 5), permitiu dar à sua escola de economia uma nova dimensão a partir daquele ano. O Palacete Hen- rique Mendonça viria a tornar-se propriedade da Faculdade em 1992, graças aos esforços do diretor Fernando Brito Soares e do reitor Manuel Pinto Barbosa sendo ministro das Finanças Jorge Braga de Macedo e pri- meiro-ministro Aníbal Cavaco Silva, ambos da casa. Foi nesse contexto firmado um acordo entre o Ministério das Finanças e a Reitoria para criar um centro de investigação interdisciplinar na Faculdade de Economia dedicado à comparação das reformas estruturais, que veio no início de 2008 a mudar de nome para Centro de Globalização e Governação.23

Constam do anexo 1 as várias escolas de Lisboa em que Alfredo de Sousa ensinou e outros contributos como a criação do primeiro MBA por- tuguês. Ele prezava o progresso tecnológico, o seu entusiasmo pela inova- ção e a boa gestão das empresas era patente, e debatia a temática empresa- rial desde os tempos do Gabinete de Estudos Corporativos.24No campo

da consultoria fundou em 1988 a Companhia Portuguesa de Rating.

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