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Russell “Stringer” Bell

In document Code-switching in The Wire (sider 66-76)

4 RESULTS AND DISCUSSION

4.1 Results

4.1.3 Russell “Stringer” Bell

Em todo empreendimento mineiro, a fase de projeto é a que mais tem impacto na rentabilidade do mesmo, pois é nesta fase que as decisões mestras são tomadas, tais como: definição de método de lavra, seleção de equipamentos, escolha de locais para instalações e facilidades, definições de processo, etc.

Adotou-se nessa dissertação o uso de um procedimento que avalie a possibilidade ou não do

uso dos MCS’s em um empreendimento mineiro. O procedimento engloba principalmente as

questões geométricas e de flexibilidade operacional que devem ser consideradas como premissas básicas do projeto. Tais premissas serão, posteriormente, adotadas em um estudo de

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caso para análise da viabilidade técnica e econômica do uso de um minerador contínuo, comparado com a prática tradicional de lavra de minério de ferro no Brasil, que engloba equipamentos de perfuração, escavação, carregamento e transporte.

4.1 Procedimento de avaliação

O planejamento de uma mina a céu aberto requer a consideração de muitas variáveis com complexas inter-relações. Após a coleta das informações gerais do depósito e as relacionadas ao projeto, o plano de desenvolvimento da lavra é então concebido. Após a determinação dos parâmetros técnicos e econômicos uma análise é realizada para verificar a viabilidade do projeto. Cumpre observar que as etapas de desenvolvimento da lavra e da análise econômica são repetidas até que uma solução ótima seja encontrada. Estas simulações podem incluir a consideração de várias combinações; método de lavra, equipamentos, escala de produção, desenho da cava, etc. O correto planejamento da mina resultará em um plano operacional viável sendo o que apresentar o melhor o retorno econômico mesmo sujeito a inúmeras restrições contratuais, ambientais, legais, e outras específicas do projeto.

Os depósitos cujas geometrias dos corpos de minério sejam horizontais ou sub-horizontais, com extensas dimensões e com baixo ângulo de mergulho, são os que mais se adequam para serem lavrados pelo método de lavra por tiras, com o uso de mineradores contínuos de superfície. Trata-se de uma restrição técnica importante, pois implica em depósitos que tenham dimensões geométricas com camadas horizontais ou sub-horizontais suficientemente grandes para permitir um desempenho eficaz do equipamento.

Como recurso metodológico para esse estudo considerou-se as questões inerentes às restrições geométricas e às simulações de planos operacionais decorrentes da escolha do uso de mineradores contínuos de superfície.

Para desenvolvimento desse estudo, partiu-se de um modelo de blocos existente, considerando-se para tal todas as definições assumidas durante a fase de construção desse modelo. Dessa forma, não houve considerações sobre o dimensionamento dos blocos tecnológicos (erros de estimação), tipo de modelo (regular ou sub-blocado), métodos de avaliação de teores geoestatísticos ou não, etc. Mesmo porque um modelo de blocos é

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construído inicialmente sem a correta previsão do método de lavra que será utilizado. Portanto, utilizou-se as informações existentes sem alterar seu conteúdo, com uso de softwares de planejamento, que permitem as operações necessárias, como a sub blocagem, preservando ao máximo seu conteúdo original.

O processo teve início a partir do modelo original, que pode ser um modelo rotacionado e sub-blocado, portando um modelo genérico. A partir deste modelo foram criados o modelo pixel e o modelo projeto. A figura 32 exemplifica esse modelo, cujos eixos principais X e Y estão rotacionados de um ângulo alfa em relação aos eixos geográficos N e E.

Figura 32 - Modelo de blocos original

Fonte: Geopit (2013)

A partir do modelo original, um modelo sub-blocado em blocos de menor tamanho que os blocos do modelo original, foi criado para a avaliação do projeto em questão. Esses novos blocos menores receberam seus atributos (litologia, densidade, teores, etc) dos blocos do modelo original. Deu-se o nome de modelo pixel a esse novo modelo criado a partir da simples sub-blocagem do modelo original. Ao dimensionar o tamanho desses blocos considerou-se que, apesar de ser desejável um bloco com dimensões menores, isso acarreta um maior número de blocos no modelo, o que tem implicações sobre o tamanho do arquivo criado, bem como o tempo de processamento requerido. Ressalta-se a importância do correto dimensionamento dos blocos do modelo pixel. Com blocos muito maiores perde-se em precisão. Quando muito menores, torna-se inviável, seja pelo tamanho dos arquivos, seja pelo tempo de processamento.

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A figura 33 mostra um exemplo do modelo pixel (em azul) sobreposto ao modelo original (em verde).

Figura 33 - Modelo pixel sobreposto ao modelo de blocos original

Fonte: Geopit (2013)

A etapa seguinte implicou na criação do modelo projeto, cujas dimensões de blocos e direções das linhas/colunas devem ser compatíveis com as tiras de lavra previstas na mina.

Um modelo projeto genérico (Figura 34), com rotação diferente da rotação do modelo original e do modelo pixel foi, posteriormente, construído, visto que o modelo pixel é apenas uma sub- blocagem do modelo original, onde os atributos dos blocos são exatamente os mesmos do modelo original. Ao se mudar o ângulo de rotação e/ou as dimensões dos blocos, devido às caraterísticas das tiras de lavra, cria-se um novo modelo, onde cada bloco será composto pelos centroides correspondentes do modelo pixel.

Neste novo modelo, um determinado bloco pode ter em seu interior centroides provenientes de blocos diferentes do modelo pixel (cores diferentes na figura 34). Isso significa que os sub- blocos (pixel) que irão contribuir para a formação do novo bloco terão atributos diferentes. Assim cada bloco é composto pelos somatórios separados para estéril e minério, sendo os novos teores iguais às médias ponderadas dos sub-blocos em questão. Este processo nada mais é que uma importação de modelo, processo existente no software Geopit, que atende a

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esta necessidade de se pré-definir o ponderador de cada variável pela massa (teores), pelo volume (densidades) ou pelo espaço dominante (litologias).

Figura 34 - Modelo projeto

Fonte: Geopit (2013)

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