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1 Innledning

2.2 Historier og stemmer i The Blazing World

2.2.4 Rune

Inicialmente foi feita uma análise descritiva das variáveis em estudo. Para as variáveis quantitativas consideradas as médias e os desvios-padrão e para as variáveis qualitativas são apresentadas as frequências absolutas e relativas (%).

Seguidamente utilizaram-se alguns métodos de inferência estatística, nomeadamente o Teste- t para amostras independentes, para comparar a %MG entre dois grupos, e a ANOVA para realizar a comparação em mais do que dois grupos independentes (sempre que os pressupostos para a realização dos mesmos se verificaram). Quando algum dos pressupostos para a utilização da ANOVA não se verificou, recorreu-se ao teste de Kruskal-Wallis. O pressuposto da normalidade dos dados foi verificado através da realização do teste de K-S (quando n≥30) ou através do teste de Shapiro-Wilk (se n<30), e a homogeneidade das variâncias através do teste de Levene (ver Anexo 1, Tabela A.1).

O Teste exato de Fisher foi usado para verificar a existência de relação entre duas variáveis qualitativas uma vez que os pressupostos para a utilização do Teste do qui-quadrado não foram verificados (mais de 20% das células apresentavam uma frequência esperada < 5). Recorreu-se ainda ao coeficiente V de Cramer por forma a quantificar o grau de associação entre as variáveis. O critério usado para classificar essa associação foi o seguinte (Cohen, 1988):

• V < 0.1: associação muito fraca; • 0.1 ≤ V < 0.3: associação fraca; • 0.3 ≤ V < 0.5: associação moderada; • V ≥ 0.5: associação forte

Toda a análise estatística foi realizada com recurso ao Software estatístico SPSS, versão 24, sendo considerada uma significância de 5%.

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3. Resultados

Na Tabela 2 e 3, encontram-se descritas as variáveis quantitativas e qualitativas em estudo. Na Tabela 2, variáveis quantitativas, é apresentado o valor máximo e mínimo e a média e o desvio- padrão da %MG e idade. Na Tabela 3 é apresentada a frequência absoluta e a percentagem para cada uma das categorias das variáveis qualitativas.

Tabela 2 – Análise Descritiva – Variáveis Quantitativas.

Média ± Desvio-padrão Mínimo Máximo

%MG 21.69 ± 8.30 7.90 37.50

Idade 15.97 ± 0.90 15.00 18.00

Tabela 3 – Análise Descritiva – Variáveis Qualitativas.

n (%)

Género Feminino 35 (71.4%)

Masculino 14 (28.6%)

Pratica Desporto Escolar

Sim 5 (10.2%) Não 44 (89.8%) Pratica Desporto Federado Sim 12 (24.5%) Não 37 (75.5%)

Bebo pelo menos 1,5L de água por dia

Nunca ou Raramente 20 (40.8%) Algumas Vezes 16 (32.7%) Muitas Vezes ou Sempre 13 (26.5%)

Consumo alimentos pré- cozinhados e enlatados

Nunca ou Raramente 30 (61.2%) Algumas Vezes 14 (28.6%) Muitas Vezes ou Sempre 5 (10.2%)

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Faço uma refeição de peixe e de carne

alternadamente

Nunca ou Raramente 15 (30.6%) Algumas Vezes 13 (26.5%) Muitas Vezes ou Sempre 21 (42.9%)

Como Sopa

Nunca ou Raramente 7 (14.3%)

Algumas Vezes 6 (12.2%)

Muitas Vezes ou Sempre 36 (73.5%)

Faço 5 ou 6 refeições por dia.

Nunca ou raras vezes 14 (28.6%) Algumas vezes 11 (22.4%) Muitas vezes ou sempre 24 (49.0%)

No que respeita à prática de desporto e consumo de água, conforme Tabela 4, pode-se conclui que não existe uma relação entre a prática de DE ou federado e o consumo de 1,5L de água por dia (p-value>0.05).

Tabela 4 - Relação entre a prática de desporto com o consumo de água.

Bebo pelo menos 1,5L de água por dia.

Nunca ou raramente Algumas vezes Muitas vezes ou sempre p-value V de Cramer Pratica desporto escolar Sim 2 (40%) 1 (20%) 2 (40%) 0.845#1 0.116 Não 18 (40.9%) 15 (34.1%) 11 (25%) Pratica desporto federado Sim 3 (25%) 5 (41.7%) 4 (33.3%) 0.527#1 0.183 Não 17(45.9%) 11 (29.7%) 9 (24.3%)

#1Teste exato de Fisher

Destes resultados salientamos ainda que grande parte dos alunos, independentemente se praticam ou não desporto, não ingerem 1,5l de água. Ainda assim, através da análise da tabela, verificamos que existe uma maior percentagem de alunos que bebe um litro e meio de água por dia dentro do grupo dos que praticam desporto (quer escolar, quer federado).

Podemos concluir ainda através do coeficiente de associação V de Cramer que o grau de associação entre ingerir pelo menos 1,5l de água por dia e estas duas variáveis é fraco, uma vez que 0.1 ≤ V < 0.3 (V=0.116 e V=0.183).

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De acordo com a Tabela 5, pode-se observar que não existe relação entre a %MG e o consumo de alimentos pré-cozinhados e enlatados para uma significância de 5% (p-value > 0.05). No entanto parece haver uma tendência para a existência de relação entre as variáveis já que p-

value=0.069<0.1, sendo que são os alunos que nunca ou raramente consomem este tipo de

alimentos que apresentam maior %MG.

Tabela 5 - Relação entre a %MG e alimentação.

%MG Média ± Desvio padrão p-value

Consumo alimentos pré- cozinhados e enlatados. Nunca ou raramente 23.6400± 8.1683 0.069#3,** Algumas vezes 18.5920± 6.5441 Muitas vezes ou sempre 18.6600± 11.4107 Faço uma refeição de peixe e de carne alternadamente. Nunca ou raramente 19.4000± 1.9320 0.205#2 Algumas vezes 20.4462± 9.4404 Muitas vezes ou sempre 24.0952± 7.8522

Como sopa.

Nunca ou raramente 16.5000± 7.2599

0.203#2

Algumas vezes 22.0500± 7.7304 Muitas vezes ou sempre 22.6389± 8.4006

Faço 5 ou 6 refeições por dia.

Nunca ou raramente 22.2857± 8.5516

0.851#2

Algumas vezes 22.4545± 7.6838 Muitas vezes ou sempre 20.6898± 8.7042

#2 ANOVA; #3 Teste de Kruskal-Wallis; ** p-value<0.1

Relativamente à relação entre a %MG e a realização de uma refeição de peixe e de carne alternadamente, pode-se observar que o facto de um aluno fazer este tipo de refeições não altera significativamente a sua %MG (p-value > 0.05). No entanto é de referir que são os alunos que muitas vezes ou sempre fazem este tipo de refeições que apresentam maior %MG.

Na relação entre a %MG e o consumo de sopa ou a realização de 5 a 6 refeições diárias, pode- se observar que não existe diferença significativas entre os diferentes grupos (p-value > 0.05).

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Tabela 6 - Relação entre a %MG e a prática desportiva.

%MG Média ± Desvio padrão P-Value

Pratica desporto escolar. Sim 25.4600± 7.5963 0.288#4 Não 21.2614± 8.3482 Pratica desporto federado. Sim 17.0417± 8.6171 0.024#4,* Não 21.1973± 7.7219

#4 Test-t para amostras independentes; * p-value < 0,05

Relativamente à relação entre a %MG e a prática de DE (Tabela 6), pode-se observar que a prática deste tipo de desporto não influencia significativamente a %MG dos alunos (p-value > 0.05). De qualquer forma, podemos notar que os alunos que praticam este tipo de desporto são os que apresentam maior %MG.

Na relação entre a %MG e a prática de desporto federado, constatamos que a prática deste tipo de desporto influencia significativamente a %MG dos alunos (p-value < 0.05), sendo que aos alunos que praticam desporto federado está associada uma menor %MG.

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4. Discussão

De acordo com os resultados obtidos pode-se verificar que a prática desportiva estimula o consumo de água, Brito e Marins (2008) observaram que mais de 50% dos atletas que estudaram consomem regularmente água. Mesmo a nossa amostra sendo muito reduzida podemos observar que o mesmo acontece com estes.

Os resultados que obtivemos na relação entre a %MG e a alimentação não vão de encontro com

a literatura,

uma vez que segundo Hofmann et al. (2016)

, uma boa alimentação leva à

diminuição da percentagem da massa gorda, sendo importante referir que esta será sempre inferior se estiver aliada à atividade física. Alguns dos fatores que podem ter levado a estes resultados, é o facto da amostra ser num número muito reduzido e por sua vez muito semelhante em termos de idade e região.

Ventura e Worobey (2013) referem que as preferências alimentares são formadas no início da vida, sendo que é importante incutir uma boa alimentação deste cedo nas crianças. Miccoli et al. (2018), referem que o facto de os jovens não realizarem várias refeições ao dia, e as refeições que estes realizam serem de elevado teor calórico e com elevados níveis de açúcar leva a uma maior %MG.

Relativamente à prática desportiva podemos verificar que a amostra que pratica desporto federado apresenta uma %MG mais reduzida que os restantes, o que vai de encontro com a diretrizes da OMS (2018) e Ebbeling, Pawlak, e Ludwig (2002), que apontam para a uma relação direta entre o aumento de atividade física e a redução da %MG.

Segundo Eime, Young, Harvey, Charity, e Payne (2013) jovens ativos beneficiam de altos níveis de AF que estão relacionados a saúde. A participação dos jovens no desporto organizado leva que estes estejam mais predispostos a continuarem a praticar desporto durante a sua vida, ou seja, serem fisicamente ativos, o que por sua vez leva a um %MG mais reduzida (Vella, Gardner, Kemp, & Swann, 2018).

No que respeita à relação entre a prática do DE e a %MG podemos verificar que os resultados não vão de encontro aos autores referidos em cima, uma vez que a amostra foi orientada por nós, é do nosso conhecimento que embora está afirme que pratique DE , não é assídua aos treinos.

Este estudo apresenta diversas limitações, tais como, apresentar-se com uma amostra muito reduzida, restringindo-se a apenas alguns alunos do 10º e 11º ano de escolaridade de uma escola secundária, sendo que os mesmos vivem numa pequena área territorial do interior de Portugal, o que leva inevitavelmente a que os mesmos estejam inseridos dentro do mesmo grupo sociocultural. Idealmente, este estudo deveria ter incluído, alunos dos vários ciclos de ensino,

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bem como das mais diversas áreas do território Português, sendo que em cada área deveriam estar presentes alunos de diversas escolas.

Sendo a escola o local onde os alunos passam maioritariamente o seu dia a dia, e onde realizam a maioria das suas refeições, a promoção de uma boa alimentação era essencial, através da elaboração de ementas sob a orientação de nutricionistas. Desta forma, a escola deveria proporcionar ações de formação aos alunos, e a toda a comunidade escolar, ações de formação sobre os riscos que corremos ao consumir em excesso certos alimentos, e como cada alimento deve ser confecionado aproveitando assim a maioria dos nutrientes de cada um. Para além da promoção deste tipo de ações de formação, seria importante as escolas terem à disposição dos alunos uma nutricionista, onde os alunos com excesso de peso eram encaminhados para a mesma, tentando reverter a situação dos mesmos, deixando que os restantes alunos tenham auto iniciativa para frequentarem este serviço. A escola poderia alargar este tipo de serviço para a comunidade por um preço simbólico, sendo que cada escalão da ação social seria atribuído um valor, para todos tenham acesso a este tipo de serviço, levando a uma sociedade mais saudável e mais conscientes dos riscos que corre ao realizar uma má alimentação.

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5. Conclusão

A obesidade e o sedentarismo na escola, são um problema comum na juventude, com graves repercussões no futuro. Promover bons hábitos alimentares e a prática de exercício físico, será certamente um meio para termos futuros adultos saudáveis.

É de extrema importância reformular o pensamento dos jovens para a prática regular de exercício físico e da realização de uma boa alimentação, mesmo estes tendo acesso as aulas de EF e a várias atividades extracurriculares, tais como, o DE. Não se observa, que os hábitos de vida saudável dos jovens estejam a ser os mais corretos.

Visto que a escola é local onde estes passam maioritariamente o seu tempo, e os professores os principais responsáveis pela transmissão do conhecimento sobre os hábitos de vida saudável, o GEF de cada escola deveria criar novas estratégias de prevenção de hábitos de vida saudável, introduzido igualmente a restante comunidade escolar neste processo.

Uma vez que metade dos jovens analisados não realiza nem DE nem desporto federado, mas apresenta uma alimentação equilibrada, sendo que, estes últimos apresentam uma maior percentagem de massa gorda, é fulcral estarmos atentos ao nível de atividade física dos jovens. Serão necessários mais estudos nesta área de modo a verificar se a percentagem de massa gorda, está diretamente relacionada com inatividade física nos jovens, e se os mesmos têm bons hábitos alimentares. Abrangendo um maior número de alunos das mais diversas escolas espalhadas por todos os distritos de Portugal.

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6. Bibliografia

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Anexos