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Dates for 2010 meeting

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O EI apresenta um papel determinante na ““transformação” dos princípios teóricos, veiculados a nível geral, para o contexto específico onde desenvolve a prática pedagógica” (Ludovico, 2007, p.41).

Após o término do período destinado à minha intervenção pedagógica, é importante destacar que a mesma foi fundamental para compreender os contextos no jardim-de- infância. Esta vivência envolveu uma reflexão constante quer no planeamento, quer na observação participativa das atividades, as notas de campo e o diálogo contínuo com a educadora cooperante, entre outros intervenientes educativos, que contribuíram para uma prática consciencializada e focada numa perspetiva centrada no educando.

No decorrer deste processo foram levados em consideração os interesses e necessidades do grupo de crianças, adaptando o processo educativo de forma a prevalecer o bem-estar de cada uma, procurando sempre incluir o maior número de áreas de competências, interligando-as de modo a enriquecer as aprendizagem e a não segmentar os saberes.

“A apreensão holística da complexa realidade educativa exige uma articulação coerente entre a teoria e a prática” (Mesquita-Pires, 2007, p.95). Considerando esse pressuposto, a metodologia selecionada teve por base os vários modelos curriculares estudados ao longo do percurso académico, que despertaram o desejo em aplicá-los na prática, permitindo assim um aprofundamento do conhecimento.

Deste modo, destacam-se alguns princípios da aprendizagem pela ação (proporcionar ambientes estimulantes à aprendizagem, onde estejam organizados os materiais com os quais o aluno possa interagir) e da pedagogia de projeto (desencadear um trabalho em torno de uma problemática sugerida pelas crianças, cujas ações prendem- se em investigar a solução da questão por elas formulada).

Contudo, as planificações nem sempre foram elaboradas de acordo com os interesses manifestados pelas crianças, que desejam constantemente compreender o que as rodeia, uma vez que o período de estágio abarcou muitos dias temáticos e um projeto da Unidade da Didática das Expressões que ocuparam a maioria do tempo disponível. Assim, apesar das crianças manifestarem curiosidade por certas questões, apenas foi possível implementar um projeto em parceria com as mesmas nos últimos dias, ficando a avaliação por concluir. Porém é de salientar que esteve sempre presente o desejo em proporcionar atividades que fossem ao encontro ao interesse do grupo de acordo com as questões formuladas.

Relativamente à gestão das atividades e cumprimento do planeado, ressalto que nem sempre foram cumpridas todas as propostas dado que estas foram sujeitas a alterações, tendo sempre em conta os interesses das crianças. Um dos exemplos, dessas alterações, foi a não realização dos desenhos sobre os acontecimentos ocorridos durante a experiência “Como se forma o arco-íris?”, visto que todas as crianças demonstraram enorme vontade em participar naquela atividade de criação do arco-íris, foi-lhes possibilitada individualmente a oportunidade de recriar o fenómeno, descurando o tempo necessário. Mesmo assim, as alterações foram benéficas para as crianças, pois ao participarem na dita experiência, interagindo com os diferentes materiais e situações, adquiriram conhecimentos de uma forma mais consistente e integrada como era pretendido.

De um modo geral as atividades desenvolvidas à tarde não ocorriam como pretendido em virtude de, no decurso das mesmas, os educandos regressarem a casa com os progenitores. Todavia, no turno da manhã, surgiram algumas atividades que não se desenvolveram como planeado, tal como a coreografia, que tinha sido planeada pelo grupo antes de serem definidos os núcleos de estágio, não foi executada na perfeição, uma vez que as crianças, ainda com dificuldades a nível motor não conseguiam distinguir as laterais (esquerda e direita) e requeriam algum tempo para formarem rodas ou outros passos, não coincidindo com os tempos estabelecidos Atendendo às complicações expressas pelo grupo, foram sugeridas alternativas para que ultrapassassem as barreiras existentes.

A opinião, relativa aos materiais selecionados/construídos, é que estes foram fundamentais na medida em que permitiram a interação e auxiliaram as atividades concretizadas. As crianças sentem a necessidade de contatar com objetos, pois estão em constante exploração e isso permite-lhes entender melhor o que as rodeia. Para

Formosinho e Oliveira-Formosinho (2013) os recursos pedagógicos são essenciais no processo de aprendizagem que considere o bem-estar da criança e as implicações do uso dos sentidos cognitivos e sensoriais.

Entre os mais relevantes está a caixa de histórias, cujo enredo se desenvolvia a partir da participação das crianças, permitindo uma maior envolvência na história, no que concerne às personagens e elementos cénicos, visto que tudo se encaixava ao longo da narração participativa das crianças. As caixinhas de Maria Montessori revelaram-se um material importante para o desenvolvimento da acuidade auditiva, uma vez que desencadearam grande interesse em compreendê-las e em conhecer a forma como eram emitidos os sons. O jogo eletrónico de correspondência entre cores primárias e secundárias (resultantes) possibilitou uma melhor compreensão dos conhecimentos anteriormente adquiridos.

Quanto à minha prestação, acredito que desenvolvi um trabalho com muita dedicação e empenho. Devo admitir que senti dificuldades em momentos de conflito, nomeadamente quando as crianças insultavam-se ou até mesmo agrediam-se. Já no tempo destinado às atividades planeadas, tendo em conta os inúmeros dias festivos ao longo do período de estágio, as crianças encontravam-se enérgicas e em alvoroço, o que dificultava a obtenção da atenção desejada. Nestas alturas contei com o apoio da educadora que me ajudou a compreender como agir nos momentos iniciais, facilitando a minha posterior atuação.

Gostaria de destacar que as trocas de ideias com esta profissional experiente da área proporcionaram um considerável avanço no meu desenvolvimento pessoal/profissional enquanto futura educadora.

Saliento ainda, que continuei com o trabalho desenvolvido pela aluna estagiária, Telma, denominado por caixinhas “fixes” e “disparates”. No entanto os comportamentos observados não ocorriam com frequência e na minha opinião eram maioritariamente típicos da infância e como tal, após debater sobre esta questão com a educadora cooperante, decidi que seria mais proveitoso desenvolver uma problemática em torno dos aspetos positivos do trabalho de projeto e da sua influência no crescimento dos mais novos, já que a estratégia da aluna mencionada surtia resultados positivos.

Para terminar, no que concerne aos projetos desenvolvidos com a comunidade, desde logo tentei integrar-me com todos os elementos, desde o pessoal docente ao não docente daquela instituição, bem como com os respetivos familiares das crianças,

procurando estabelecer relações positivas e uma cooperação facilitadoras de um bom desempenho.

Importa referir também que o apoio sempre presente da minha colega Cláudia foi fulcral para dinamizar as diferentes atividades. A primeira com o grupo “Dançando com a Diferença”, onde convidamos as crianças de todas as salas do infantário. Uma outra foi a festa da família, organizada pela instituição, na qual decidimos participar, convidando artistas para efetuar caricaturas a todos elementos da comunidade educativa, incluindo os familiares das crianças e, ainda, contou com a nossa ajuda na realização de pinturas faciais para todos os interessados. Já no dia da criança, optamos por organizar ao ar livre vários jogos de caráter de expressão físico motora e plástica, contanto com a presença de todas as crianças das diversas salas da valência de jardim-de-infância.

CAPÍTULO VI– Prática Pedagógica em Contexto de 1.º Ciclo do

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