Funksjonell gruppe: Fordøyelsesfremmende stoffer
EC 3.1.3.8 (ROVABIO PHY
Traçar um projecto para um espaço como este implica, no nosso ponto de vista, um
conhecimento real, não só do local, mas também da população que o vai acolher e que, à partida, se tornará um público-alvo preferencial, quer pela proximidade, quer por alguma espécie de identificação, que poderá vir a encontrar naquele lugar. Temos consciência porém, que na maioria das vezes, a população que acolhe estes espaços é a que menos os usufrui, especialmente quando estes espaços não são dotados de valências que os aproximem da população; existe portanto, a necessidade actual, de ponderar para este tipo de locais, com as características espaciais de que é dotado, algo que atraia a população, quer de uma forma directa quer indirecta.
Quer a freguesia, quer o concelho, têm vindo a crescer bastante na última década; o aparecimento de novas urbanizações como a que virá a nascer nos terrenos do quartel, têm trazido um grande número de novos habitantes, que muitas vezes, mais do que habitar os espaços, vivenciando os locais onde habitam, apenas os utilizam como dormitórios… No grupo dos “novos habitantes” das urbanizações, encontramos os que vêm de fora e aqueles que já habitando na freguesia anteriormente, se deslocaram para a zona nova, e que na maior parte das vezes continuam a ter uma relação mais forte com a freguesia. Em ambos os casos, encontramos várias gerações e estratos sociais, coincidentes com os “velhos habitantes” da freguesia, que acabam por ser aqueles que maior relação têm com o passado desta… É evidente contudo, por parte de algumas gerações mais novas, especialmente aqueles que são filhos de pessoas oriundas de outras zonas do país, uma menor identificação com a região, com a sua história, um “divórcio” cultural e social. Existe porém, por parte daqueles que há mais tempo habitam em Sacavém, uma crescente preocupação em preservar aquilo que resta do passado, o seu património.
Existem assim dois grandes grupos de habitantes: os indiferentes, ou por desconhecimento ou por total desinteresse, e os sensibilizados, que ou conscientes ou minimamente motivados, demonstram algum interesse por estas questões, não sendo os últimos, obrigatoriamente, um dos públicos mais fáceis de cativar… O Museu da Cerâmica, com tudo o que representa para muitos, é um bom exemplo disso, apesar de termos que reconhecer, que o diálogo entre o Museu e o público, praticamente não tem existido, estando quase de costas voltadas para a população de Sacavém; um maior
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contacto, nomeadamente através de uma maior publicidade cultural, no interior da freguesia (painéis, etc.) e do concelho, traria certamente mais visitantes, já para não falar na promoção que deveria ser realizada pelo menos a nível distrital, e que a existir, mostra-se incipiente, reflectindo-se num baixo número de visitantes.
Iniciativas mais “populares” como a Feira Medieval, que têm publicidade e alguns dos atractivos indispensáveis neste tipo de eventos, acabam por ter muito sucesso, indicativo que, reunidas algumas condições, existe viabilidade para uma série de outros eventos; de facto, através da introdução deste tipo de eventos, que contam com uma mais fácil adesão, em outro tipo de coisas, pode haver uma crescente e gradual sensibilização da comunidade…
A adopção de uma perspectiva de gestão patrimonial integrada, em que as comunidades têm um papel central, é cada vez mais fundamental.
De um modo geral, podemos dizer, que muitas vezes a preservação passa pela identificação – não só a identificação do património, mas a identificação das pessoas com esse mesmo património.
2.4. Reflexões
Os pontos, que focámos anteriormente, pareceram-nos fundamentais para justificar todo um processo que defendemos.
Depois de já termos uma ideia sobre o espaço, a sua importância, e de alguma forma, termos indicado certos objectivos que devem ser atingidos, resta-nos concretizar mais especificamente as ideias que achamos positivas para ele, permitindo um mais claro entendimento daquilo que pensamos ser o mais adequado para o seu futuro, um conjunto de soluções que possam permitir, eventualmente, a sua criação e manutenção na comunidade enquanto espaço cultural.
Como já referimos anteriormente, todo o espaço do antigo convento/quartel encontra-se degradado; a sua reutilização enquanto quartel foi algo ambígua, com obras muito questionáveis, até do ponto de vista funcional, com adaptações forçadas, que para além de desvirtuarem aspectos iniciais, revelam-se não aproveitáveis no futuro. De facto, todo o edifício carece de uma reflexão profunda do ponto de vista arquitectónico, com vista a uma criteriosa “escolha” que permita a conservação de aspectos que foram marcando ao longo dos séculos a sua arquitectura (marcas importantes a preservar) e, simultaneamente, que permita a “limpeza” das “zonas estranhas” sem qualquer valor
191 arquitectónico e/ou patrimonial. Tal deverá permitir por um lado uma mais correcta leitura do antigo cariz conventual e dos seus vestígios (não esquecendo o cariz militar que deve igualmente ser preservado) e por outro a abertura de novos espaços para acolher novas valências.
Um projecto arquitectónico para aquele espaço deverá então, ser realizado em coordenação com o projecto cultural/patrimonial/social existente, pois só de uma forma coordenada se obterá resposta às solicitações pedidas; deve haver adaptações das novas funções ao espaço mas, sempre que possível, este deve adaptar-se às novas funções que lhe são atribuídas. É assim importante neste processo que exista uma gestão concreta, que tenha em conta toda uma série de detalhes, que podem ter influência concreta numa correcta e plena utilização de um espaço que será posto à disposição da comunidade. Devem pois ser, à partida, tomados em consideração, os seguintes aspectos básicos:
• o projecto de arquitectura deve ter em consideração directrizes contidas num eventual programa museológico;
• deve haver sempre que possível uma adaptação dos espaços pré-existentes às novas funções tendo em consideração uma correcta integração;
• levar a cabo, sempre que se justifique, a recuperação de elementos;
As directrizes fundamentais, devem assim, passar pelo estabelecimento de um compromisso entre a museologia e a arquitectura e, simultaneamente, por um equilíbrio entre a manutenção das referências históricas presentes, a percepção dos seus elementos construtivos, dos seus espaços e, quem sabe, a necessidade de introdução de novos conceitos arquitectónicos.
Simultaneamente, deve ser tido em consideração o aspecto, já referido anteriormente, da identificação; a identificação assume diversos sentidos, todos eles importantes para a correcta apreensão e desenvolvimento do trabalho de gestão patrimonial que, obrigatoriamente, ocorre nestas situações. Essa “identificação” passa pela justificação; de facto, a conservação de um edifício como este deve, no nosso entender, pressupor uma justificação real do espaço conservado, isto porque, só deste modo pode existir um real conhecimento do valor que encerra e, com isso, justificar a sua existência no presente. Manter o espaço sem o justificar através, nomeadamente, de uma exposição permanente, intrinsecamente ligada à história do lugar, pode levar a que, para além de se desperdiçar património e cultura, esse próprio espaço perca, num futuro, essa justificação para existir, para ser mantido e continuar na comunidade. A sua justificação e consequente aproximação à comunidade pode projectar a sua existência para o
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presente e, simultaneamente, de uma forma útil ajudar a uma melhor integração na comunidade, nomeadamente, através de uma cooperação activa entre o agente museu e o agente escola.
Com uma orgânica espacial que se divide, essencialmente, em dois pisos, que se focam em torno do claustro, todo a organização deve ter em consideração esse aspecto, e uma interligação, que se deve querer manter entre os dois pisos, não só com vista a uma dinâmica maior, mas também para uma maior visibilidade e percepção real daquele espaço; nesta perspectiva, duas hipóteses podem ser colocadas - ou o espaço “mais aberto ao público” se mantém, essencialmente, no piso inferior, ou é dividido entre os dois pisos; ambas as hipóteses apresentam vantagens e desvantagens. Com uma dimensão ainda bastante considerável, são várias as valências que pode (e deve) albergar, coadjuvando os espaços previamente existentes e cuja estrutura irá ser mantida, com outros reformulados ou novos.
A “Academia dos Saberes”, Universidade Sénior, ideia que chegou a ser levantada pela Câmara Municipal, podia ter sido uma das “instituições” ali instaladas. Garantindo um uso activo / dinâmico do imóvel, e de certa forma podendo ajudar a justificar a sua manutenção, poderia em conjunto com outras valências, ter aspectos positivos. Existia contudo o “perigo” lactente de conotar o espaço exclusivamente com os “séniors”, acabando por se tornarem “proprietários” do espaço. Esse aspecto podia, sem dúvida, vir a pôr em causa, no nosso entender, todo um trabalho que pode vir a ser ali realizado e que pode ter uma amplitude muito maior. A ser alguma vez ali instalada (algo que achamos pouco plausível, uma vez que recentemente encontrou instalações), a “Universidade” deveria contribuir para a dinamização do espaço mas, limites deveriam, obrigatoriamente, ser impostos e as restantes “dinâmicas” deveriam ser postas em evidência; devia ser apenas um “ocupante” secundário que contribuindo para o geral, não gerisse o espaço à medida das suas conveniências.
A construção de um auditório viria dar resposta às necessidades da cidade (que apenas dispõe do “pequeno” auditório do Museu da Cerâmica) e, simultaneamente, às próprias necessidades do “novo Convento”. Iniciativas relacionadas com a “Academia dos Saberes”, entretanto instalada na urbanização Quinta do Património, com a freguesia e, sobretudo, com a parte cultural / museológica do espaço, como conferências, workshops, palestras, debates e seminários, poderiam encontrar ali assento privilegiado, ajudando também elas, a dinamizar a parte cultural daquele espaço e da cidade.
193 Transformar a zona nobre do edifício num museu / espaço cultural é um dever. Como já referimos anteriormente, para além das interessantes zonas comuns, onde se encontram a maioria dos azulejos, deve ser instalada uma exposição permanente “justificadora” da conservação / existência do antigo Convento / Quartel. Mais do que abordar o tema, afinal a História da Cidade é bastante rica, pouco divulgada e valorizada, e o convento enquadra-se nela. As origens da localidade, o seu passado, o seu património, podem encontrar lugar privilegiado de encontro, gerando uma dinâmica histórica até agora inexistente. Simultaneamente, através de um bom diálogo com a igreja, certos elementos “esquecidos” ou “desprezados”, como as pedras tumulares que se encontram na horta, ou outros elementos relacionados com o culto em Sacavém, podiam ser enquadrados e valorizados, numa relação positiva para ambas as partes; mais difícil talvez seria a valorização dos azulejos oitocentistas, hoje no “salão nobre” do anexo da igreja, antigos azulejos da igreja conventual… Os painéis, incompletos, actualmente encontram-se numa pequena sala, sem qualquer visibilidade. Representando a vida de São José do Egipto, são de óptima qualidade, certamente mereciam tratamento e maior destaque.
A par com uma exposição permanente, um espaço para exposições temporárias seria positivo; de temática diversa, sempre do interesse da freguesia e do concelho, exposições teriam ali um local privilegiado e colmatariam outra das lacunas da freguesia, que excepto o Museu da Cerâmica (com exposições muito temáticas), a Quinta de São José (sem grande visibilidade) ou o Pavilhão Multiusos (antiga GNR, pouco vocacionado para esse tipo de eventos), não dispõe de qualquer outro lugar para fazer exposições.
Para além de exposições temporárias, temos de levar em consideração a existência de certos espólios particulares, que a existir um espaço cultural como este, com este tipo de receptividade, podem encontrar ali depósito. De facto, personalidades como o fotógrafo Eduardo Gageiro, um dos sacavenenses mais ilustres, conhecido mundialmente, podiam, ou deviam ali encontrar um espaço de exposição permanente, quem sabe rotativa, que baseadas ou não em possíveis espólios que legassem, veriam ali o seu trabalho reconhecido.
Certos locais mais preservados, como a antiga Sala do Capítulo ou mesmo o claustro, merecem lugar de destaque e o seu destino deve ser cuidadosamente avaliado. No caso da Sala do Capítulo pode vir a acolher exposições temporárias ou mesmo a(s)
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permanente(s); o facto de ser um dos mais palpáveis testemunhos do passado conventual, talvez leve a que esse espaço, a ser aproveitado para exposições, o seja para aquelas que, directamente, tenham a ver com o seu passado.
A riqueza e quantidade de azulejos que o antigo convento alberga, feridas em alguma percentagem pelo furto de que foi alvo, levam a que esse seja um dos seus principais patrimónios e que mereça um destaque particular, património que deve ser preservado e pode servir de temática principal para um projecto museológico. De facto, porque não utilizar o tema azulejo como ponto de partida, por exemplo, para workshops e outros eventos culturais, que a terem ali lugar, até podiam, eventualmente, ter apoio do Museu da Cerâmica? A realização de ateliers e oficinas pedagógicas, em coordenação com as escolas locais (desde os mais novos até ao 12º ano) seria, certamente, bem recebida. A temática da pintura em azulejo podia ser explorada de uma forma global, podendo uma produção mais continuada obter escoamento numa loja a ser instalada neste espaço, e a poder inclusive fornecer outras lojas de museu do concelho… A reprodução de alguns dos seus azulejos, quer em azulejo, quer em outros objectos para diferentes fins, pode encontrar justificação. Uma boa coordenação com o Museu da Cerâmica poderia vir a produzir bons resultados.
Num concelho que tenta cada vez mais apostar no turismo, é importante saber vender uma imagem, que passa também por estes pormenores, que acabam por ser a imagem de marca desta região e que, bem coordenados, conjuntamente com uma política de ordenamento territorial conveniente, preservação do património, sensibilização da população, podem dar uma imagem diferente desta zona às portas de Lisboa. De facto, faltam “produtos” que ajudem a fazer o marketing da região. O vinho de Bucelas não é o suficiente, o Pão de Ló de Loures parece ter acabado e as reproduções da Fábrica da Louça parecem não ter grande adesão. Olhar para o passado, para os seus testemunhos, e tentar criar mais para oferecer aos visitantes, é algo cada vez mais obrigatório.
Uma biblioteca é outras das valências que este espaço pode vir a albergar; apesar de, durante bastante tempo, ter estado prevista uma biblioteca para o antigo Palácio Braancamp (quase no outro extremo de Sacavém, e que vai acabar por ser demolido…), e recentemente ter sido indicado o espaço do antigo do quartel dos Bombeiros como o local que vai acolher uma biblioteca municipal, não seria demais a existência de mais uma, embora de menor dimensão, que servisse de apoio/ âncora.
A par com os ateliers e oficinas atrás mencionados, a realização de cursos abertos à população em geral, que podem passar pela cerâmica, pintura, fotografia, música ou
195 mesmo dança, entre outros, poderiam ajudar a dinamizar o espaço; o estabelecimento de protocolos com algumas instituições ligadas à cultura, poderia ajudar a desenvolver, fixar e promover a existência deste tipo de iniciativas nesse espaço. O pólo do Conservatório de Música, actualmente a funcionar na Cooperativa Sacavenense, seria uma das valências relevantes, que a não estar já instalada, seria uma alternativa interessante. Existem, no entanto, outro tipo de alternativas a considerar.
Nas zonas “francas” do edifício poderiam ser englobadas as hoje indispensáveis lojas, nomeadamente uma cafetaria e, a possível e sempre conveniente, loja de museu; a própria cafetaria poderia vir a ter uma utilização temática, através da venda quer de doces regionais, quer de doces conventuais (preferencialmente ligados às Clarissas); tal “especialização” traria certamente múltiplas vantagens para todas as partes…
Não referimos aqui, mas subentendem-se as necessárias, “zonas técnicas”, como as reservas, entre outras.
Em todo este processo tem de haver o cuidado de existir uma particular articulação de espaços que permitam um eficaz funcionamento do edifício e de todas as suas valências. Como já referimos anteriormente, a divisão entre os pisos deve ser cuidadosamente analisada, tendo sempre em conta a facilidade de acesso que existe para o piso térreo. De facto, neste piso, que acaba por ser o piso nobre, onde se concentram as zonas mais preservadas, como a entrada, onde o claustro é revestido com azulejos, e onde se encontra a antiga Sala do Capítulo, encontramos o espaço privilegiado para a instalação das salas de exposições e, quem sabe, da biblioteca.
Esquematicamente, podemos então constatar que no espaço do antigo Convento / Quartel podem ser englobadas:
• salas de exposições (permanentes e temporárias) • pequeno auditório
• salas para ateliers, etc. • biblioteca
• loja • cafetaria
• possível espaço para a “Universidade Sénior”
Com uma área relativamente grande (actualmente difícil de percepcionar devido ao labirinto interno…), que pode ser alargada por um projecto de arquitectura que adapte
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ou crie novos espaços, depende desse mesmo projecto, aquilo que se vai conseguir albergar naquele espaço. Depende também, de outros projectos, desconhecidos para nós, que estejam previstos para Sacavém, e que de algum modo possam já ir ao encontro de algumas das ideias aqui expostas.
A preservação de uma pequena zona verde junto ao edifício, será essencial… seria óptimo conseguir abstrair, dentro do possível, aquele local da nova urbanização que ali vai nascer, e simultaneamente tentar deixar algum vestígio (se ainda existir) da “cerca de dentro”. Essa zona verde seria útil como espaço de convívio ou mesmo com outras finalidades, que podiam passar por esplanada ou mesmo como zona aproveitável para exposições ao ar livre (exposições de escultura, por exemplo…) ou outros eventos / iniciativas culturais (concertos, etc.) que ali poderiam ter lugar.
A ser devidamente aproveitado / requalificado existem, portanto, condições para este espaço do antigo Convento / Quartel se tornar o Museu de Sacavém; não seria de todo descabido ou demasiado, a história de Sacavém demonstra o contrário, muitas vezes surpreendendo quem a descobre. Numa cidade em desenvolvimento este museu poderá apresentar-se como uma “âncora cultural” importante. De facto, o museu de região dos nossos dias é sempre um meio cultural pronto a encontrar soluções que têm como objectivo o desenvolvimento das populações visto que, através das realidades culturais e históricas, é possível descobrir e desenvolver características que gerem qualidade de vida e riqueza.446
As esperadas obras de requalificação da Praça da República, onde está localizado este imóvel, inseridas no projecto da nova urbanização que ali irá nascer, vão propiciar, conjuntamente com a reutilização deste imóvel, uma nova zona, uma nova imagem, e uma melhor integração deste espaço na requalificada zona ribeirinha Tejo-Trancão. O crescente avançar das novas urbanizações em direcção ao Parque Tejo-Trancão, inserido actualmente no Parque das Nações, vem aproximar toda esta zona; a Utilizar este espaço como pólo aglutinador de cultura para esta zona norte do concelho, às portas de Lisboa, junto a uma zona nova e dinâmica como é o Parque das Nações (a 2 minutos de distância) é algo que se torna necessário; atrair públicos vizinhos, recebendo-os e integrando-os. É um projecto que tem de ser levado a cabo com vista a um desenvolvimento não só cultural, mas também social, hoje um objectivo cada vez mais importante a concretizar.
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197 proximidade a Sacavém (freguesia a que estas novas urbanizações pertencem) aumenta, e a Praça da República, a igreja e o antigo convento / quartel são o primeiro cartão-de- visita. Propiciar aos novos fregueses um espaço agradável, que junte a cultura ao lazer e onde possam descobrir a história da cidade que os acolhe, é algo que pode e deve ser concretizado.
Uma das formas de cativar, passa por integrar. A par com qualquer tipo de requalificação / reutilização deste imóvel, deve estar sempre implícita uma boa comunicação com os públicos alvo. De facto, uma abertura à sociedade, passando por uma visão empresarial, em que factores como o marketing não devem ser esquecidos, revela-se nos dias de hoje, obrigatória. Como já referimos anteriormente, iniciativas, que atraiam o público e sejam publicitadas, acabam, inevitavelmente, por ser mais bem sucedidas.
Uma publicidade apelativa às iniciativas ali realizadas pode ajudar a “vender”. Simultaneamente, a realização de actividades “atractivas”, que directa ou indirectamente estejam relacionadas com o “novo convento”, como sejam concursos de fotografia /maratonas fotográficas, peddy papers pela freguesia, rally papers (a nível do concelho), realização de jogos (de descoberta, tradicionais e de época), podem, aliados aos ateliers que já referimos, contribuir para um gradual cativar do público, que numa