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Roads  to  federalism

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O título de um texto, segundo Serafini (2004), explicita-se pela seguinte tipologia: a) título-frase-de-efeito: é aquele que suscita a admiração do leitor e, comumente apresenta um apelo ao princípio da autoridade, isto é, corresponde a citações consideradas como verdadeiras, sem atribuição de escolha do foco que se quer abordar;

b) título-roteiro: é aquele que se configura por propor um tema e, consigo, pontos de vistas diferenciados a respeito do tema proposto, o que faculta ao leitor escolher o ponto de vista, segundo o qual deseja desenvolver o texto;

c) título-estímulo-aberto: Aquele que é expresso por uma designação genérica, de modo a exigir uma focalização, um ponto de vista particular para ser desenvolvido.

Nessa acepção, a forma vocabular composta “Cidades Mortas” foi considerada pelo pesquisador-leitor como um título-roteiro, na medida em que por esse modelo de composição lexical, o produtor-autor levou-o não só à leitura da totalidade de sua obra, mas também, a descobrir que, por ela, o que se registra é o tema da “estagnação”, da “decadência” de uma região agrícola brasileira no final dos anos que antecedem o século XX. Contudo, essa proposta temática arrasta consigo pontos de vista diferenciados em cada conto lido, de sorte que o leitor busque seus conhecimentos de mundo sobre as causas de tal decadência. Para tanto, fez-se necessário recorrer aos textos da área de História para resgatar e melhor configurar o modelo de contexto sócio-político-cultural e, assim procedendo, por um movimento qualificado pelo princípio da intertextualidade, qualificou o homem sobrevivente desse estado de decadência nacional.

Trata-se, portanto, de um título que faculta ao leitor desenvolver o ponto de vista, segundo o qual se pode atribuir sentidos ao texto(s) lido (s), o que faz com que esse tipo de texto seja bastante polêmico. Contudo, pode-se considerar que ele exige do leitor conhecimentos sobre o seu discurso fundador: aquele que, segundo Orlandi (2004), faculta a outrem que se conte a história de muitos que não têm voz, porque a eles falta espaço social para dizer como representam o mundo. Lobato o faz pela maior parte do povo brasileiro, sempre distante do poder.

Esse esforço de compreensão do título da obra possibilita considerar que o modelo de contexto situacional, no/pelo qual o texto “A Folhinha” deve estender os significados nele condensados ou representados em língua, é o da “decadência”.

A folhinha

( M. Lobato, - Cidades Mortas, p. 34) A folhinha inventou-a algum boticário do interior para uso de sua cidade- aldeia, onde correm os dias tão iguais e parecidos que só por meio dela podemos distinguir uma segunda duma terça ou quarta-feira.

Um só dia tem feição própria; o domingo. Assinala-o a roupa limpa, a roupa nova, a roupa preta que surge pelas ruas a tomar o sol no corpo de toda gente. Redobram de movimento as praças. Caras novas de gente extramuros dão ares de sua graça. Há mercado cedo, missa até às onze; depois, caboclos e negros encachaçados, aglomerados pelas vendas. Vendem elas mais pinga nesse dia do que durante a semana inteira. Todos voltam para casa mais ou menos chumbeados. Os “de cair” dormem na cidade. Os de pinga exaltada, no xadrez. E assim transcorre o belo domingo sem necessidade de irmos à folhinha para sabermos que dia é.

A) A folhinha: um artefato e um sociofato

Observa-se que a expressão lingüística ”A Folhinha” – uma lexia simples – é uma construção que faz remissão à combinação, à justaposição e ao imbricamento de um conjunto bastante vasto de informações codificadas no corpo da obra “Cidades Mortas”. Essas informações, condensadas por tal designação, tomada de forma isolada, num primeiro momento – antes da leitura do corpo do texto e cancelado o modelo de contexto já constituído – remete o leitor-pesquisador a três campos conceptuais, conforme explicitado no quadro abaixo.

A FOLHINHA

Expansão de significados segundo o dicionário (HOUAISS, 2001) • Folha pequena de qualquer arbusto ou

• Folha pequena de papel; caderneta; agenda pequena ou de bolso;

Obs: A caderneta era usada por donos de armazéns ou farmacêuticos (=boticários) para registrar o valor de produtos comprados, mas não pagos a não ser no final do mês (fiado). No caso de agenda esta: pode ser a de bolso, para registrar, por exemplo, números de telefones, endereços.

Campo conceptual dos manufaturados: produto que funciona no espaço social para registrar informações: (o que é).

Há um certo grau de significação de referente a tempo: aquela data de pagamento (para que serve: sociofato).

• Calendário impresso em uma única folha ou em folhas destacáveis correspondentes a cada dia do ano e que, às vezes, dá outras informações como os dias Santos, feriados, datas notáveis, fases da lua.

Campo conceptual: medida de tempo.

Função social (sociofato) determinar as unidades de tempo medidas em dias, meses, ano; localização do homem no tempo.

Segundo as análises acima, o título pode criar três modelos de representação das “coisas no mundo”, visto que as lexias ou signos lexicais a que essa forma vocabular faz referência remetem-se a três campos do saber enciclopédico humano. O fato de as lexias estarem armazenadas na memória de longo prazo do produtor-leitor, integrando-se ao seu léxico ativo ou passivo comprova que as palavras não vão vazias para o texto, mas arrastam consigo a carga semântica de experiências socialmente partilhadas. Nessa acepção, o título funciona para favorecer a construção de hipóteses de leituras sobre possíveis temas a serem desenvolvidos pelo produtor-leitor. Contudo, ao iniciar a leitura o leitor, acompanhando o movimento de produção do autor, cancela duas dessas possibilidades, à medida que descobre ser o campo referente a calendário, aquele focalizado pelo produtor-autor.

O fato de o produtor-leitor saber que os calendários modernos não mais são designados por “folhinha” e haver vários tipos ou modelos de calendário, deslocou-o, mais uma vez, para a busca de informações. Desta vez, recorreu-se ao www. Pyp.br.com/milênio/calendar:asp, e ali se encontraram vários textos referentes à origem e tipos de calendário dos quais foram selecionadas as informações abaixo, condensadas sob a forma de um quadro:

Histórico do calendário

a) todos eles têm os movimentos aparentes do Sol e da Lua, observados e apreendidos da perspectiva de quem se encontra na Terra;

b) esses movimentos determinam as medidas do tempo em ano, mês e dia.

• Concepção de dia – construída pelo contraste do grau de luminosidade da luz solar sobre parte da terra: maior grau = dia; menor grau = noite; maior e menor grau = tarde ou manhã. Essa concepção é a mais antiga de todas as medidas de tempo, além de ser fundamental para toda e qualquer noção humana de temporalidade.

• Concepção de mês – construída pela observação da periodicidade das fases da lua, qual seja: crescente, cheia, minguante e nova.

• Concepção de ano – construída pela observação da periodicidade das estações do ano, consoante o clima de cada região da Terra. Em relação à medida de tempo em anos, faz-se necessário observar: a) a medida em anos só foi estabelecida quando o homem se fez agricultor e passou a dividir o tempo em função da necessidade do plantio e das colheitas das culturas agrícolas; b) o ano corresponde ao tempo em que a Terra faz o seu giro em torno do Sol: 365 dias e seis horas; c) esse número fracionário de horas exige até hoje que se intercale, a cada quatro anos, um ano de 366 dias – o chamado “ano bissexto”, em que o mês de fevereiro tem 29 e não 28 dias – de modo que os calendários coincidam com as estações do ano.

Tipos de ano: campo da astronomia

1. ano trópico: também chamado ano solar ou das estações, é aquele que tem 365 dias, cinco horas e quarenta e oito minutos. É uma medida do tempo mais curta do que aquela do ano sideral e tem por parâmetro o tempo em que o Sol cruza a linha do Equador em direção à região Norte da Terra; 2. ano sideral – é aquele que tem 365 dias, seis horas, 9 minutos e 10 segundos: tempo que o Sol leva

para voltar ao mesmo ponto da linha do Equador e iniciar o ano trópico;

3. ano anomalístico – é aquele que tem 365 dias, seis horas, 23 minutos e 53 segundos e se refere ao tempo entre as duas passagens do Sol sobre a Terra. Esta medida tem como ponto de referência o periélio: ponto da órbita terrestre mais próxima do Sol.

Tipos de calendários

1) Calendário lunar: surgiu entre os povos de vida nômade e/ou pastoril, em razão da fácil observação das fases lunares que foram associadas aos cultos religiosos. Os babilônios foram os primeiros a utilizar esse modelo de calendário. Também os hebreus e os romanos dele fizeram uso; mas, hoje, tal uso está restrito aos muçulmanos;

2) Calendário solar: o povo egípcio foi o primeiro a usar esse calendário que, posteriormente, foi adotado pelos romanos e predomina ainda entre populações agrícolas. Trata-se de uma medida de tempo que toma por precisão, o ano solar com o ano civil, de modo que as estações do ano recaiam sempre nos mesmos meses e datas;

3) Calendário maia e/ou asteca: esses povos faziam uso de dois calendários: um religioso = 260 dias e 13 meses de 20 dias cada um e do solar = 365 dias,18 meses de 20 dias e mais cinco. Esses cinco dias eram concebidos como dias de mau agouro. A cada 52 anos solares os dois calendários coincidiam e a cada dois ciclos do ano religioso e do solar tinha-se o “ano sagrado” (584 dias do ano solar mais um ano sagrado), quando esse povo comemorava o tempo por meio de festas religiosas; 4) Calendário muçulmano – aquele ao qual já se designou por calendário lunar; contudo, os

muçulmanos têm como marco para dividir o tempo a fuga de Maomé da cidade de Meca para a de Medina – data que coincide com o dia 16 de julho do ano 622 da era cristã. (cf. calendário gregoriano). Observa-se que nesse tipo de calendário o ano sempre se divide em 12 meses de 29

ou 30 dias; contudo, como o mês lunar tem 29,5306 dias e não 29,5, são feitas correções para adaptar o calendário às fases da lua, de modo a coincidir com a data da fuga de Maomé. Assim, acrescenta-se 11 dias a cada 30 anos na medida de tempo do calendário que tem 354 dias;

5) Calendário judaico – os judeus adotam o calendário Juliano e não o gregoriano para que a sua Páscoa não coincida com a Páscoa cristã. O calendário Juliano tem 353, 354 0u 355 dias e seus meses (=12) são de 29 ou 30 dias, havendo um ano intercalado de 383, 384 e 385 dias. Esse calendário introduz a semana de 7 dias, adotada até hoje, visto que a semana corresponde, aproximadamente, à quarta parte do mês lunar. O tempo histórico nesse calendário tem por marco o “dia da criação”, segundo concepção judaica;

6) Calendário Juliano e gregoriano – o Juliano remonta ao antigo Egito e tem por parâmetro o ano solar. A diferença entre o egípcio e o Juliano é o fato de o primeiro introduzir o ano bissexto de 366 dias a cada quatro anos. O Juliano altera o esquema dos meses para homenagear o imperador Augusto, introduzindo o nome “agosto” que teria o mesmo número de dias do mês de julho. Esse calendário foi adotado pelos romanos no ano 708 da fundação de Roma. O calendário Juliano, caso fosse mantido, acarretaria um adiantamento de seis meses no início das estações, a cada período de 20.200 anos e, por isso ele foi reformulado pelo papa Gregório XIII que tomou como medida do tempo histórico a data do nascimento de Cristo. Esse calendário, elaborado pelo Vaticano, demorou a ser aceito, principalmente por povos não católicos, de modo que a Alemanha só passou a fazer uso dele no século XVII; a Prússia em 1775, a Suíça no século XVIII; na Inglaterra e suas colônias, em 1752; na União Soviética em 1918; nos países ortodoxos balcânicos, (Bulgária, Romênia e Iugoslávia) após 1914; na Grécia, em 1919; na Turquia, em 1927; na China em 1912; no Egito e no Japão em 1873. A Espanha faz dele uso desde 1582 e, como nesta data Portugal estava sob domínio espanhol, ele foi introduzido no Brasil e, desde então, é usado.

Nesta pesquisa referente ao calendário, cabe ressaltar que:

• a semana de sete dias equivale a sete manhãs e esta é uma concepção dos babilônios; introduzida no calendário judeu;

• os romanos, ao adotarem essa mesma divisão do tempo em semanas, substituíram os nomes orientais pelos nomes latinos dos seus deuses;

• os povos germânicos, influenciados pelos romanos, adotaram essa mesma divisão do tempo, também substituindo os nomes das divindades latinas pelas suas, valendo-se da relação de similaridade entre elas, com exceção de Saturno que se limitaram a adaptar;

• com o advento e sedimentação do Cristianismo, o nome do dia designado por Sol, passou a Solis Dies a Dominica = Dia do Senhor, Dominus e o designado por Saturno passou a ser designado por Saturni dies e, posteriormente, por Sabbatum = dia de descanso, santificado.

• o latim litúrgico, no calendário gregoriano, conservou o nome de dia do Sol para o domingo e o dia de Saturno como aquele da véspera do domingo e,

para os similares germânicos de “Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus eram respectivamente, Ziu ou Tiwaz ou Tyr, Wodan ou Odin, Thor ou Donar, Frija ou Frigg ou Freya, mantiveram a designação dos numerais ordinais: 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª-feira.

Nessa acepção, o “dia de domingo” simboliza o Sol: astro que ilumina a Terra e traz para ela luz e calor, no campo da cultura pagã; mas no campo da cultura cristã, simboliza o dia de descanso que se sucede àqueles voltados para o trabalho: tempo da produção, da criação, do plantio e da colheita que alimenta o homem na Terra.

Observa-se que o calendário institucionaliza diferentes modos, por meio dos quais diferentes povos de diferentes culturas medem o tempo, de forma que, mesmo após a invenção do calendário e a sua adoção por vários povos do mundo, cada um faz dele leituras diferenciadas. Assim, por exemplo, o ano 2001 da Era Cristã iniciada em 1º de janeiro DC, não só é interpretada como o primeiro ano do século XXI, com 365 dias, mas também como:

• O ano 7503 da Era Alexandrina, iniciada a 29 de agosto de 5502 AC; • O ano 6714 do período Juliano, iniciado em 1º de janeiro de 4713 AC; • 5761 da era mundana Judaica, iniciada em 1º de outubro de 3761 AC; • O ano 2777 da Era das Olimpíadas, iniciada em 1º de julho de 776 AC; • O ano 2754 da Era Romana, iniciada em 21 de abril de 753 AC;

• O ano 419 da introdução do calendário gregoriano, adotado em 15 de outubro de 1582 DC, na Espanha e no Brasil, 40 anos da 1ª viagem ao cosmo, 509 anos do Descobrimento do Brasil, 179 anos da Independência e 112 anos da Proclamação da República brasileira.

Essa variação depende do fato histórico relevante: aquele tomado como ponto de referência para medir o tempo vivido, por um povo ou nação. Este ponto varia em

função dos marcos de conhecimento por meio dos quais cada povo organiza seus conhecimentos sociais de mundo. Nessa acepção, quando se focaliza o calendário, no tempo histórico da sua criação, concebendo-o como um invento a várias mãos, ele é um artefato; mas quando se focaliza a sua função social, ele é um sociofato.

B) A folhinha: um modelo de representação do calendário cristão

Designa-se por “folhinha” um modelo de calendário que, ainda no século XIX e XX, tem por função divulgar a cultura cristã no Brasil e, assim sendo, esse modelo de calendário, ainda hoje, é vendido em livrarias católicas de pequenas cidades brasileiras do interior.

A sua representação é feita em uma folha de papelão, cuja forma retangular, medindo aproximadamente 30cm x 20cm, traz na sua parte superior a reprodução de um quadro da flora ou da fauna, ou ainda imagem de uma cena bíblica ou de pessoas. Na parte inferior do retângulo é anexado por meio de cola, um conjunto de 365 ou 366 folhinhas, também retangulares (cf. abaixo), referentes a cada dia de cada uma das semanas dos meses do ano. Os domingos, feriados religiosos ou cívicos têm o(s) dia(s) do mês registrado(s) em vermelho; os demais, em preto. Observa-se, ainda, que na parte superior do retângulo, havia uma pequena abertura em círculo para que ela fosse pendurada na parede, fixada por um prego.

“Folhinha”

No verso de cada uma dessas folhinhas, referentes a cada dia da semana, registrava-se o Santo do dia, a sua história de vida qualificada pela bondade, sacrifício e sentimento cristão, bem como uma oração. Por meio de tais orações o Santo era evocado – chamado para tornar-se presente pelo exercício da memória – e invocado, isto é, chamado para proteger o homem na Terra, naquele seu Santo Dia. Nesse sentido, para a cultura cristã, todos os dias são santos e precisam ser comemorados em oração. Em se tratando do domingo, ele é o dia da luz (Sol) e, por ela, é possível compreender os feitos do Senhor Deus: o mundo criado por Ele para pôr ordem no caos – um trabalho realizado em seis dias, sendo o sétimo aquele em que Ele descansou. Nesse sentido, é o dia de descanso do homem que trabalha, na Terra, a própria Terra. Apresenta-se abaixo, um exemplo, da relação entre os dias do mês e os

seus respectivos Santos. Selecionou-se o mês de fevereiro, a título de exemplificação, por ser o menor de todos eles:

Dia Santo do dia

1 São Severo

2 Apresentação do Senhor

3 São Brás

4 São José de Leonissa

5 Santa Águeda

6 São Paulo Miki e Companheiros

7 Santa Eugênia

8 São Jerônimo Emiliano

9 Santo Alexandre de Roma

10 Santa Escolástica

11 Nossa Senhora de Lourdes

12 Santo Antonio de Constantinopla

13 São Benigno 14 São Valentin 15 Santa Jovita 16 São Jeremias 17 São Rômulo 18 São Cláudio

19 São Conrado de Placença

20 São Eleutério

21 São Pedro Damião

22 São Maximiano 23 São Policarpo 24 São Sérgio 25 São Vitor 26 São Nestor 27 São Valdomiro 28 Quarta-feira de Cinzas Início da Quaresma São Romão

Conforme postulado, no verso da folhinha, cada dia da semana era consagrado a um Santo e trazia a sua história de vida, nesse sentido, o dia 03 de fevereiro, por exemplo, consagrado a São Brás, relataria que esse Santo ficou conhecido depois de ter retirado um espinho da garganta de uma criança sem usar qualquer instrumento. Por isso, é o padroeiro das doenças de garganta. Na igreja, esse Santo é representado com velas nas mãos e em frente a ele uma mãe carregando uma criança com a mão na garganta, como pedindo para curá-la. Ainda hoje, na Espanha e no interior do Brasil, as mães costumam levar os filhos para benzer a garganta e quando elas se engasgam

chamam por São Brás dizendo “ São Brás, São Brás, pra dentro vai.” São Brás chegou a ser bispo de Sebaste, na Armênia, e durante as perseguições do imperador Licinius Lacinianus (308-324), ele foi descoberto por caçadores que o levaram preso para o governador da Capadócia, Agricolaus na Baixa Armênia. (www.marciapeltier.com.br/Santos.asp).

É preciso ressaltar que mesmo o calendário cristão não se dissocia do calendário lunar, conforme exemplo abaixo:

Fevereiro Fases da Lua

Dias Fases Hora

1 Crescente 11h03

8 Cheia 04h13

15 Minguante 00h25

23 Nova 05h22

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