5. FURTHER DISCUSSION
5.1 S AMPLE O BSERVATIONS
5.1.3 Rising burden of Social Expenditures: Saving for health, education and pensions
Estas drogas utilizadas para o bloqueio meiótico dos oócitos podem causar danos ultraestruturais aos oócitos (FAERGE et al., 2001; LONERGAN et al., 2003), porém doses reduzidas destes fármacos podem evitar estas alterações.
Assim, a análise do impacto de tais tratamentos sobre as estruturas celulares é de fundamental importância, como as proteínas do citoesqueleto (BRUNET e MARO, 2005; SOL e SCHATTEN, 2006) e a distribuição de organelas (STOJKOVIC et al., 2001; BREVINI et al. 2007).
Kim et al. (2000) demonstraram estreita relação entre a maturação nuclear e a dinâmica do citoesqueleto em oócitos suínos e bovinos. A dinâmica do citoesqueleto também está relacionada com desenvolvimento de oócitos e com sua competência (BREVINI al., 2007). O correto posicionamento das organelas também é importante, visto que oócitos bovinos de qualidade inferior apresentam falha no deslocamento das mitocôndrias da periferia do citoplasma para o centro (STOJKOVIC et al., 2001).
A organização do citoesqueleto e migração de organelas, como grânulos corticais e mitocôndrias tem sido relacionados à competência do oócito (HYTTEL et al., 1997). Adona et al. (2008) observaram coloração positiva dos microtúbulos em oócitos durante a MIV, tratados com diferentes concentrações de BL-I independentemente do tratamento. Estes autores não observaram alterações no fuso meiótico nos oócitos tratados. Assim, estes resultados obtidos por Adona et al. (2008) são semelhantes aos reportados por Kim et al. (2000) para oócitos bovinos maturados in
vitro com BL-I, sugerindo que não ocorre alteração na dinâmica de microtúbulos
durante a MIV, como observado com oócitos suínos (WU et al., 2002).
Ju et al. (2003), no entanto, observaram alterações no citoesqueleto de oócitos suínos, porém somente em concentrações maiores de BL-I, como fez Albrarrac'ın et al.
(2005) em oócitos de novilhas. No entanto, as maiores alterações são observadas nas cromatinas, quando são utilizadas elevadas concentrações de BL-I (JU et al., 2003).
Observações nos microtúbulos e microfilamentos sugerem que o bloqueio meiótico em condições adequadas não afeta a organização dessas estruturas. Isso é importante, pois com a utilização destes fármacos, há uma interação entre citoesqueleto, a cromatina e os movimentos de organelas, importantes para a maturação de oócitos (KIM et al., 2000; BRUNET e MARO, 2005). Além disso, o citoesqueleto está envolvido na localização de determinadas proteínas, incluindo aquelas que controlam o ciclo celular (NAKAMURA et al., 2005).
Brevini et al. (2007) demonstraram que as condições de cultivo sub ótimo podem influenciar a organização dos microtúbulos e, consequentemente, alterar a localização de proteínas específicas e mensageiras dentro do oócito, influenciando na competência oocitária.
Os grânulos corticais (GC) em oócitos imaturos são distribuídos por todo o citoplasma e conforme a maturação progride estes grânulos migram para o córtex (VELILLA et al., 2004). Não foi observada a migração dos GC em oócitos bloqueados por 24 horas com BL-I, em diferentes concentrações, assim manteve-se a distribuição observada em oócitos imaturos do grupo controle (ADONA et al., 2008).
No entanto, Barretto et al. (2007) observaram migração parcial em oócitos maturados in vitro por 24 horas com ROS. Quase 40% dos oócitosexibiram um “citoplasma maduro”, porém a maturação nuclear foi parcialmente bloqueada (67 % dos oócitos em MI e 24 % em MII), sugerindo que a migração ocorreu devido ao ineficientebloqueio meiótico.
A BL-I, pela ação do MPF é capaz de inibir a migração dos grânulos corticais. Wessel et al. (2002) sugeriram que a ROS, pela sua ação no bloqueio da meiose em ouriço-do-mar, inibiu a migração dos GCs. Após bloqueio meiótico com BL-I, a migração dos GCs foi semelhante à observada em oócitos controle, sugerindo que o bloqueio da migração de GCs também é reversível. Coy et al. (2005a) observaram também a migração normal dos GCs após a MIV de oócitos já bloqueados com ROS.
Do mesmo modo, as mitocôndrias têm um papel fundamental na geração de ATP para a maturação, fertilização e desenvolvimento dos embriões (WILDING et al., 2001). Durante o estágio de VG, estas organelas estão, na sua maioria, concentradas na periferia do oócito, enquanto em oócitos maduros (MII), estas estruturas migram em direção ao centro (STOJKOVIC et al., 2001).
Adona et al. (2008) verificaram diferença na distribuição das mitocôndrias em oócitos imaturos e do grupo controle (100 % com mitocôndrias na periferia) e oócitos tratados (82-87 % de oócitos com esta distribuição). Entre 13-18 % dos oócitos tratados tiveram migração mitocôndrias semelhantes aos oócitos maturados, apesar dos oócitos permanecerem no estágio de VG com BL-I. Estes dados demonstram que a migração mitocôndrias não é completamente bloqueada pela inibição do MPF e/ou pela MAPK, a qual é indiretamente inibida por este fármaco (KUBELKA et al., 2000).
Wu et al. (2002) também observaram a migração de mitocôndrias em oócitos suínos bloqueados com BL-I. Vigneron et al. (2004) relataram que durante bloqueio da meiose, os mesmos acumulam algumas proteínas envolvidas no controle do ciclo celular sugerindo que a maturação citoplasmática não está completamente bloqueada e que outros fatores, além MPF podem participar deste controle.
A falta de atividade MPF também pode causar efeitos sobre as proteínas motoras, responsáveis pela circulação das organelas citoplasmáticas. Quando a proteína motora dineína é fosforilada pelo MPF, o movimento organela é inibido (ADDINALL et al., 2001). No entanto, pouco se sabe sobre a atividade das proteínas motoras e sua relação com as proteínas do ciclo celular durante a maturação de oócitos de mamíferos. Ademais, o MPF e/ou MAPK também podem interferir no controle do movimento das organelas, pois 80 % dos oócitos ainda apresentam migração de mitocôndrias, em oócitos bloqueados pela BL-I (ADONA et al., 2008).
Apesar de diversos trabalhos considerarem que a competência final do oócito seja o ponto final dos estudos, outros experimentos mostram que a correlação entre a quantidade e a distribuição das organelas é de difícil justificativa para a função do citoesqueleto, assim como para a ocorrência de eventos moleculares e aquisição de competência do oócito.
Novos estudos, com adequada metodologia são necessários para compreender melhor esta associação. Como por exemplo, as controvérsias sobre a função das organelas citoplasmáticas durante o processo de maturação citoplasmática. Há uma falta de coerência nas informações durante a maturação de oócitos bovinos sobre o envolvimento do ribossomo, retículo endoplasmático e do complexo de Golgi. Existem algumas evidências que indicam um papel importante das mitocôndrias na aquisição de competência oocitária para o desenvolvimento. No entanto, no que se diz respeito ao conteúdo de ATP do oócito, vários relatos não encontraram uma correlação entre a capacidade de desenvolvimento e o conteúdo ATP. Além disso, é interessante uma
abordagem sobre a compreensão dos mecanismos intra e extracelulares envolvidos na aquisição de competência (ADONA et al., 2008).