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3. Analyse av utvalgte typesituasjoner

3.3 Hesteridning

3.3.2 Ridedom II (HR-2018-403-A)

O objetivo desta fase depende da intenção teórica do estudo. Tendo em conta que este se trata de um estudo de desenvolvimento (Nieveen, McKenney & Van den Akker, 2006) só uma análise retrospetiva permanente acerca do design e da sua imple- mentação na prática, permite ajustamentos e refinamentos constantes do quadro teórico e da experiência de ensino através de um processo iterativo de análise de dados. Para

garantir a credibilidade da análise dos dados todo este processo, desde a preparação à experimentação, deve estar devidamente documentado (Cobb & Gravemeijer, 2006), o se irá refletir em diversos capítulos. Assim, a análise retrospetiva ao estar presente em todo o processo de DR, da conceção à realização, não irá concentrar-se num único capí- tulo uma vez que esta foi realizada ao longo do estudo, em vários momentos e com diversos propósitos. Esta reflete-se no capítulo 5 - preparação, através da análise e reflexão do estudo preliminar e das dinâmicas inerentes, que permitiu construir a expe- riência de ensino; no capítulo 6 – experimentação, através da constante análise e refle- xão, em conjunto com as professoras, acerca da experiência de ensino e da prestação dos alunos (em reuniões de preparação e reflexão pós-aula) que produziram contributos importantes para o refinamento da experiência; nos capítulos 7 e 8 onde analiso as estra- tégias e erros dos alunos, respetivamente com o intuito de responder às questões do estudo; e no capítulo 9 através da avaliação da experiência de ensino no que se refere ao

design e sua realização. O quadro 5 ilustra, de certo modo, esta análise transversal que

foi realizada ao longo do estudo e relaciona os instrumentos de recolha de dados com o objetivo da análise de dados.

A análise de dados requer por parte do investigador uma grande capacidade de organização, sistematização e classificação de materiais (transcrições de episódios de aula, notas de campo, artigos de jornal, dados oficiais, memorandos escritos pelos parti- cipantes, etc.) de acordo com o potencial de informação que contém (Bogdan & Biklen, 1994) e face aos objetivos do estudo. No caso específico do DR, Collins et al. (2004) alertam para os desafios que esta abordagem acarreta, nomeadamente, ao nível da quan- tidade de dados produzidos, que requerem uma análise cuidada, e a necessidade de comparação entre experiências realizadas no mesmo âmbito.

Tendo em conta a quantidade de dados recolhidos (26 vídeos de sala de aula, 37 áudios de reuniões de preparação/reflexão pós-aula e 32 entrevistas) aspetos relaciona- dos com organização, sistematização de ideias, categorização entre outros, foram sendo acautelados ao longo do estudo através do visionamento dos vídeos e transcrição de alguns vídeos e áudios, à medida que estes foram sendo realizados. Estes visionamentos e transcrições apoiaram-me na análise preliminar de dados e na reflexão acerca de aspe- tos mais concetuais fazendo emergir a necessidade de uma permanente revisão de litera- tura.

Quadro 5. Relação entre os instrumentos de recolha de dados e objetivo da análi- se de dados.

Fase Instrumento de recolha de dados Objetivo da análise

P re pa ra çã o Estudo preliminar: Observação direta Vídeo das aulas Registos dos alunos

Notas de Campo da professora/investigadora Entrevistas aos alunos

Ciclos de experimentação I e II:

Recolha documental (sobre alunos e planifica- ções)

Compreender e descrever as estratégias e erros de cálculo mental dos alunos; Compreender as dinâmicas de sala de aula inerentes à discussão de tarefas de cálculo mental

Planificar a experiência de ensino

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Ciclos de experimentação I e II:

Observação direta (aulas e reuniões de trabalho) Registos dos alunos

Notas de campo da investigadora Vídeos de aula

Áudios de reuniões (preparação e reflexão pós- aula)

Entrevistas (alunos e professoras)

Refletir acerca da realização da experiên- cia de ensino aula a aula;

Analisar previamente as variáveis depen- dentes e independentes;

Analisar previamente estratégias e erros dos alunos.

Avaliar a experiência de ensino (design e realização);

Interpretar a influência das variáveis dependentes e independentes; Responder às questões do estudo; Avaliação formativa do ponto de vista da relevância, consistência, praticabilidade e efetividade;

Apresentar a proposta final de experiência de ensino; Aná li se r etr os pe ti va f inal

Nesta fase do estudo, concluí a transcrição na íntegra dos vídeos de sala de aula, algumas das entrevistas aos alunos e apenas o essencial das sessões de preparação e reflexão pós-aula e entrevistas às professoras, para posteriormente avaliar a experiência de ensino e dar resposta às questões do estudo:

 Que estratégias usam os alunos quando calculam mental- mente com números racionais positivos, em questões que envolvem as quatro operações aritméticas básicas?

 Que erros evidenciam no cálculo mental com números racionais positivos nas operações referidas?

 Como evoluem as estratégias de cálculo mental dos alunos ao longo da experiência de ensino?

Uma reflexão acerca da relevância, consistência, praticabilidade e efetividade do estudo e uma proposta final de experiência de ensino será igualmente contemplada no capítulo referente a conclusões e considerações finais.

A análise de conteúdo foi a técnica usada para analisar todo o material empírico tendo-a realizado em três fases (Bardin, 2004): pré análise, exploração do material e tratamento dos resultados, inferência e interpretação. A pré análise foi realizada à medi- da que ia transcrevendo todo o material áudio e vídeo bem como a escrita de artigos e comunicações em encontros nacionais e internacionais. Saliento o papel que teve a escrita de artigos e comunicações para encontros nacionais e internacionais na evolução das categorias de análise, por me permitir apresentar e discutir o meu trabalho na comu- nidade científica, recolhendo dai contributos essenciais para a minha reflexão e aperfei- çoamento da experiência. Esta fase de pré análise foi importante para o processo de construção e refinamento das categorias de análise (Anexos H e I) que previamente tinha elaborado a partir da revisão de literatura, mas que evoluíram durante a análise dos dados e me apoiaram na identificação das estratégias e erros dos alunos. Na perspetiva de Merriam (1998) a elaboração de categorias de análise é em grande parte um processo intuitivo, mas também sistemático, e tem por base as finalidades do estudo, as orienta- ções do investigador e o conhecimento sentido e explicitado pelos participantes. Indica ainda que as categorias de análise devem refletir o propósito do estudo, ser exaustivas e mutuamente exclusivas (ou seja, uma determinada unidade dos dados deve corresponder a uma e uma só categoria), ser sensíveis aos dados recolhidos para que qualquer pessoa fora do estudo possa perceber a sua natureza, e ser conceptualmente congruentes para que um mesmo nível de abstração possa caracterizar todas as categorias desse nível. A criação de categorias de análise é uma parte fundamental na análise de dados pois facili- ta a sistematização e análise de informação recolhida em função dos objetivos do estu- do.

Na fase de exploração do material, codifiquei as estratégias e erros dos alunos com o apoio do software NVivo 10 para poder concretizar a terceira fase desta análise de conteúdo, ou seja, tratar e interpretar os resultados obtidos. Nesta fase final da análise

de conteúdo foi realizada a triangulação dos dados, através do uso das múltiplas fontes de recolha usadas (observação participante, recolha documental, entrevistas, vídeos de aula, áudios de reuniões) para confirmar as conclusões emergentes cruzando informação proveniente das várias fontes (Merriam, 1998).