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Rheological  Effects  of  the  Nano-­‐Enhanced  Fluids

6   Result  Summary  and  Discussion

6.1   Rheological  Effects  of  the  Nano-­‐Enhanced  Fluids

Os fabricantes de calçados têm se empenhado para tornar seus produtos cada vez mais diferenciados, buscando novos materiais, investindo no design e qualidade, criando novos estilos, etc. Desta forma, contribuem para que a principal característica dos produtos do setor calçadista, a heterogeneidade, seja intensificada. Estas diversidades são em amplos aspectos: sazonalidade, exigindo que os lançamentos sejam realizados de acordo com a coleção primavera/verão e outono/inverno; tendência da moda; confecção em diversas matérias-primas; distintas funcionalidades; e, atendimento a mercados distintos: feminino, masculino e infantil (Costa, 2002).

Os calçados classificando-se em:

Calçado casual (casual shoe): São assim denominados por serem os calçados de

uso diário. São os calçados utilizados no trabalho, nas pequenas caminhadas, isto é, nas atividades que identificam o dia-a-dia das pessoas; exemplo: são os calçados abertos ou fechados e sandálias.

Calçados esportivos (sports shoe): São convencionalmente chamados de tênis.

Estes tipos de calçados foram os que tiveram o maior avanço tecnológico no que se refere aos sistemas de fabricação e quanto ao desenvolvimento de materiais.

Tênis (tênis): Tipo de calçado fechado que se caracteriza principalmente por

conciliar conforto, resistência e flexibilidade, permitindo desta forma uma boa movimentação do pé. Diferencia-se do calçado esportivo, pois apesar de poder ser usado diariamente, é um calçado específico para a prática de esportes.

Calçados para caminhadas (tracking shoe): Os calçados para caminhadas são um

tipo de calçados de criação recente e reflete o apelo da moda para a saúde das caminhadas longas e caminhadas como um fator de qualidade de vida. Caracteriza-se pela combinação de couro com materiais sintéticos, tendo os solados grossos destacando-se no visual do calçado.

Calçado social (dressing shoe): Como identifica sua denominação, são calçados

para ocasiões em que seu usuário deve se apresentar vestido com distinção. Seu estilo e linhas normalmente são clássicos, mudando pouco ao longo do tempo. Os materiais utilizados na sua fabricação são de qualidade superior, todos naturais como pelica e couro de porco.

Além dos vários tipos de calçados, existem distintas matérias-primas que podem ser utilizadas na sua fabricação, tanto no cabedal como na sola. Por muitos anos, os sapatos foram tradicionalmente feitos de couro, com sola também de couro ou de borracha natural. Com o desenvolvimento da petroquímica e o surgimento de materiais sintéticos, várias opções se abriram e os fabricantes de calçados começaram a utilizar matérias-primas alternativas. Na tabela 3-2 apresentamos os materiais disponíveis em cada década.

Tabela 3-2 Materiais disponíveis para fabricação de calçados – 1930/2000

1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000

Couro Couro Couro Couro Couro Couro Couro Couro Borracha não vulcanizada Borracha não vulcanizada e borracha vulcanizada Borracha não vulcanizada e borracha vulcanizada Borracha não vulcanizada e borracha vulcanizada Borracha não vulcanizada e borracha vulcanizada Borracha não vulcanizada e borracha vulcanizada Borracha não vulcanizada e borracha vulcanizada Borracha não vulcanizada e borracha vulcanizada PVC PVC PVC PVC PVC PU PU PU PU Borracha Termoplástica Borracha Termoplástica Borracha Termoplástica Borracha Termoplástica Poliuretano Termoplástico Poliuretano Termoplástico Poliuretano Termoplástico Poliuretano Termoplástico

EVA EVA EVA EVA

Fonte: Assintecal (2001).

Apesar de trazerem novas possibilidades, tanto em termos de estética quanto em conforto, os novos materiais também trouxeram problemas como qualquer outro material desconhecido no mercado. Pois, para a utilização dos mesmos de forma que não acarretassem problemas à saúde do pé, novos equipamentos tiveram que ser adquiridos pelos fabricantes e os operadores necessitaram de novos conhecimentos.

De maneira geral quem ganhou foi o consumidor, pois a fabricação de calçados diversificou-se e ganhou novos designs. Atualmente há uma variedade enorme de materiais disponíveis para a confecção dos calçados. A seguir, baseando-se em Guerrero (2004) e Ruppenthal (2001), apresentam-se alguns destes materiais:

Couro – É considerado um material nobre, pode ser utilizado praticamente em

todas as partes do calçado, mas normalmente sua utilização é aconselhável no cabedal, no forro e em, alguns modelos, na sola. As principais vantagens são a alta capacidade de

amoldar-se a uma forma, boa resistência ao atrito, maior vida útil, permite a transpiração e ainda aceita quase todos os tipos de acabamento. O couro de boi, devido sua maior oferta, é o mais empregado (cerca de 70% do total).

Materiais têxteis – Tanto os tecidos naturais como os sintéticos são usados no

cabedal e forros, além de possuírem preço mais atrativo, possuem características como leveza e flexibilidade. São empregados principalmente em calçados infanto-juvenis e em tênis.

Laminados sintéticos – São materiais construídos normalmente de um suporte

(tecido, malha ou não-tecido12) sobre a qual é aplicada uma camada de material plástico (geralmente PVC ou poliuretano). São chamados erroneamente “de couro sintético". Um dos mais utilizados pela indústria calçadista brasileira é o chamado ”cover line”.

Materiais injetados – são utilizados na injeção de solados e saltos.

O PVC (policloreto de vinila) é um material de fácil processamento, com custo relativamente baixo e com boas propriedades de adesão e de resistência à abrasão. Hoje é utilizado até em solados de tênis e chuteiras. Suas desvantagens são a baixa aderência ao solo e a tendência a quebrar a baixas temperaturas.

O Poliuretano (PU) – É um material versátil e disponível sob várias formas sendo

empregado em solas e entressolas. É durável, flexível e leve. A sua desvantagem está no alto custo dos equipamentos necessários à sua produção e também necessita de cuidados especiais durante a estocagem e processamento.

O Poliestireno – É utilizado na produção de saltos. Tem baixo custo e alta

resistência ao impacto.

O ABS (Acrylonitrile Butadiene Styrene) – Também é utilizado especificamente

para fabricação de saltos. Apesar de ter uma ótima resistência ao impacto e à quebra, hoje, a sua utilização é basicamente voltada a saltos muito altos, devido ao seu elevado custo.

TR (borracha termoplástica de estireno/butadieno) – É utilizado na produção de

solas e saltos baixos. Apresenta boa aderência ao solo, mas é pouco resistente às intempéries e aos produtos químicos, como solventes.

12 Conhecidos mundialmente como “nonwovens” é um material de estrutura plana, porosa, flexível,

constituída de véu ou manta de fibras ou filamentos (longas ou curtas) orientados direcionalmente, consolidados por processo mecânico (fricção), químico (adesão) e térmico (coesão), hidrodinâmico ou por combinação.

Materiais vulcanizados – Um desses materiais é a borracha natural possui

excelente resistência ao desgaste, adere bem ao solo, é leve e flexível, o que a torna muito confortável. Foi o primeiro material a ser usado na fabricação de solas em substituição ao couro. Todavia seu elevado custo e pouca resistência a altas temperaturas inviabilizam a sua utilização. Atualmente são usadas principalmente em calçados infantis. De maneira geral, a borracha sintética apresenta boa propriedade de flexão e elasticidade, resistência ao desgaste e ao rasgamento, adere bem ao solo e o seu custo é acessível.

EVA (Etileno e acetato de vinila) – É um dos materiais mais utilizados no Brasil

em diversas partes do calçado, sobretudo no solado. É o material mais leve e macio para fabricação de solas. Possui boa resistência ao desgaste, pode ser produzido em diversas cores.

Além dos materiais citados se tem ainda os metais, os materiais celulósicos e a madeira, muito em evidência atualmente na confecção de solados para calçados femininos.