4. Generelle vurderinger vedrørende rettsstudiets innhold og behovene for
4.2 Rettsstudiets profil
A última sessão, decorrida três dias depois da construção dos gráficos, foi dedicada à escrita do texto no qual foram registadas as conclusões retiradas da pesquisa efetuada. Desta vez, o processo de escrita foi realizado de forma diferente: foi realizado, na íntegra, em grande grupo. Desta forma, adotando uma estratégia diferente da seguida na atividade anterior, pude acompanhar todas as crianças de forma mais aprofundada, construindo os andaimes para a mobilização e aplicação das aprendizagens sobre o processo de escrita realizado na atividade anterior.
Assim, como a textualização foi feita três dias depois da realização dos gráficos, começámos por revê-los e lembrar todo o trabalho realizado. De seguida, de forma a mobilizar conhecimentos construídos anteriormente quanto às funções da escrita, lembrámos o texto
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sobre as oito profissões, e o motivo que nos levou a escrevê-lo: ficarmos com o registo do trabalho efetuado e das informações que conseguimos obter. Estava então na altura de escrevermos um novo texto, pois tínhamos descoberto novos conhecimentos e era necessário registá-los. Orientei um diálogo sobre o que deveríamos escrever primeiro e relembrei o conceito de introdução, “primeiro temos que explicar porque estamos a escrever este texto e sobre o que vamos falar”, ao que a Al15, recordando a introdução que tínhamos escrito no texto anterior, sugeriu escrever “Neste texto vamos falar sobre as profissões mais comuns dos nossos pais e avós.”, que estava correto mas incompleto, pois ainda faltava dizer que “Também vamos falar das profissões que queremos ter quando formos grandes.”, sugerido por outro aluno.
Registada a introdução, combinámos sobre como iríamos organizar o nosso texto: “temos que falar sobre o quê?” - “profissões mais comuns entre os nossos pais”, “profissões mais comuns entre os nossos avós” e “as profissões que os meninos da sala querem ter”, disseram as crianças. Todas estas respostas foram registadas no quadro e, a partir delas, tínhamos que decidir a ordem de apresentação das mesmas, que foi decidida por unanimidade, a partir da sugestão do Al7: “falamos primeiro dos avós, que são os mais antigos, depois dos pais e depois das nossas profissões”. Desta forma, realizámos a planificação do texto de forma oral, recordando os elementos macro-textuais de introdução, desenvolvimento e conclusão, decidindo colaborativamente como organizar a informação.
O texto foi sendo construído a partir das sugestões das crianças, registado por mim no computador (projetado no quadro interativo), e pelas crianças, nos cadernos. À medida que a textualização ia decorrendo, as crianças iam fazendo algumas correções às sugestões umas das outras, por exemplo, “já usámos muitas vezes a palavra profissões” (Al14) ou “temos que usar outra palavra para 'comum'” (Al7), dando também a solução para encontrarmos sinónimos: “vemos sinónimos no computador se clicarmos no botão direito do rato” (Al15), indo ao encontro do que nos diz Pereira (2010), no âmbito do PNEP, quando refere que a textualização implica “a redação do texto segundo o plano previamente elaborado, selecionando vocabulário, organizando as frases, períodos e parágrafos, para formar um texto” (p.89).
Depois de termos escrito tudo o que tínhamos descoberto com as pesquisas e elaboração de gráficos, faltava escrever a conclusão, em que “temos que explicar como fizemos e o que achámos deste trabalho”, explicou o Al14. Finalizámos o texto já com as crianças a perguntarem se “falta muito?” ou a afirmarem “este texto é mesmo grande, a minha mãe nem vai acreditar que fomos nós que o escrevemos!”, cansadas mas orgulhosas por terem escrito
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um texto tão completo no seu caderno. Algo de que nunca se esquecem é o registo do autor (turma 22) no final do texto e a escolha do título mais votado, como disse o Al12, “podemos votar no que mais gostarmos, como da outra vez?”. As crianças que quiseram fizeram as suas propostas e, desta vez, a escolha do título – “Passado, presente e futuro”, sugerido pela Al15 por eu ter falado, aquando da textualização, nestes conceitos -, foi muito fácil, com 14 de 16 votos possíveis.
Por fim, ainda no mesmo dia mas após o intervalo da manhã, lemos o texto em voz alta de modo a fazer uma breve revisão e corrigir palavras repetidas ou frases mal organizadas. A revisão deste texto (ver anexo C) foi bastante diferente da efetuada no texto sobre as oito profissões, visto já não ter erros ortográficos, por ter sido escrito com o meu apoio, e terem sido efetuadas correções das palavras repetidas ou frases mal organizadas aquando a textualização, pelas crianças, como já referi acima. Por outro lado, a revisão do texto permitiu recomeçar o trabalho de confrontação dos conhecimentos construídos com os que as crianças detinham, antes do início da atividade. O registo desses conhecimentos prévios foi projetado no quadro interativo, e as crianças constataram os seus 'erros', na medida em que algumas das profissões presentes nos gráficos não foram sequer mencionadas pelas crianças, ou seja, concluíram que com esta pesquisa aprenderam muitas coisas que não sabiam e esta confrontação lhes permitiu aperceber-se/tomar consciência disso.
Este momento possibilitou-nos também levar as crianças a pensarem nas diferenças existentes entre as profissões do passado, do presente e do futuro, e nas poucas semelhanças que existem entre elas, assim como as diferenças entre as profissões das mulheres (mães e avós) e as dos homens (pais e ‘avôs’), apesar de não ter sido efetuado um profundo debate sobre estes temas nem isso ter ficado registado no texto.
Depois da realização da autoavaliação, terminámos a segunda atividade no dia 15 de janeiro de 2013, após três sessões onde continuámos um trabalho de construção de conhecimento usando a leitura e a escrita como ferramentas de aprendizagem.