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Konklusjon og forslag til videre arbeid

5. Læringsmål, undervisnings- og vurderingsformer

5.5 Bruk av IKT i undervisningen

5.5.6 Konklusjon og forslag til videre arbeid

Fazer o balanço de um trabalho não é fácil, pois implica uma autoavaliação e um distanciamento relativamente ao trabalho realizado. Mas, convencidos que se pode contribuir de alguma forma para a reflexão sobre temáticas referentes às práticas de mediação em contexto escolar, especificamente no contexto de uma turma PIEF, estudou-se em pormenor a conduta dos alunos desta turma, bem como a sua relação com os “outros”. Desta forma, e durante o período de estágio, com o objetivo de desenvolver práticas de mediação na turma, procurou-se conhecer o melhor possível o contexto de intervenção, de forma a possibilitar uma proposta ajustada à realidade. Os problemas de indisciplina em sala de aula têm importunado os professores, os quais se referem a este problema como um aspeto difícil para quem leciona. As alterações que a escola tem sofrido ao longo dos anos têm contribuído para que as situações de conflito se tenham vindo a agravar. Foi neste contexto que surgiu uma turma PIEF, criada com o objetivo de facultar uma última oportunidade a alunos com problemas de vária ordem incluindo várias retenções. Perante este cenário, juntam-se num mesmo espaço alunos muito diferentes. Apesar de se lhes dar a oportunidade de certificação escolar e profissional, também se lhes deveria dar a oportunidade de aprenderem a conviver de modo salutar com os seus pares. Os alunos desta turma, na sua maioria, são jovens oriundos de famílias disfuncionais com várias carências, não só económicas como também emocionais. A maioria dos professores, ao se confrontarem com a turma, sentiram necessidade de romper com a rotina do ensino regular. Tiveram de aprender novas estratégias de ensino, para enfrentar as novas condições, alterando e adequando os procedimentos aos alunos, fato revelado pelos próprios professores. Apesar disso, nem sempre se conseguiu obter a atenção dos alunos na sala de aula, pois o desinteresse pelas aulas era tanto que se instalava a confusão.

Perante o contexto, e tendo em conta os problemas identificados e o interesse do agrupamento em resolver problemas e conflitos verificados na turma, o projeto de mediação, implementado na turma tinha como objetivo a promoção de uma cultura de paz entre os alunos da turma.

Centrado no tema mediação, recaindo numa turma PIEF e tendo em conta os problemas identificados a intervenção teria que se desenvolver de acordo com os interesses dos alunos. Desta forma, colocou-se uma questão: “Será que a mediação na turma PIEF promove uma cultura de paz no domínio educativo, contribuindo para uma melhoria do ambiente escolar, aumentando a motivação pela escola, reduzindo o abandono e o insucesso escolar, reduzindo os conflitos entre os alunos e

potenciando a sua resolução?”. Com base nesta questão formularam-se algumas hipóteses, que não chegaram a ser aferidas, pela modificação do objeto de estudo. Por sugestão da Técnica de Intervenção Local passou-se duma proposta de intervenção com os alunos da turma, para uma proposta de intervenção com alguns alunos, no gabinete de apoio ao aluno. A proposta inicial já contemplava a criação de um espaço neste gabinete. Desta forma, como objetivo geral propusemos: Implementar um plano de mediação socioeducativa que passasse pela realização de sessões de sensibilização junto dos alunos da turma PIEF e pela criação de um espaço de mediação no gabinete de apoio ao aluno.

Ultrapassado o constrangimento relativamente ao trabalho com todos os alunos, o objetivo geral foi conseguido, assim como os objetivos específicos que passavam pela: Sensibilização dos alunos para a importância da mediação, pois esta permite encarar os conflitos como naturais estimulando valores como a solidariedade, a tolerância, a igualdade, promovendo o diálogo em oposição ao silêncio, em que normalmente estão envolvidas as situações de conflito.

Com as sessões realizadas no gabinete de apoio ao aluno, dirigidas para a resolução de conflitos (conflito 1 e 2), verificou-se que esses foram solucionados, embora um deles, (conflito 2) só em relação à postura dentro da sala de aula. Durante o período de permanência na escola no âmbito do projeto, verificou-se que houve uma mudança no comportamento dos alunos, tal como referido, pela Técnica de Intervenção Local e pela Coordenadora do projeto (capítulo V, ponto 5.3).

Com a manifestação do conflito1 percebeu-se que nas relações entre os alunos existia uma grande instabilidade emocional, falta de comunicação e mesmo egocentrismo. Também se percebeu que nos casos dos conflitos estudados, as causas não eram internas à turma, mas sim externas, levadas de fora da escola.

Os conflitos presentes na turma provocam diariamente, mal-estar quer entre os alunos, quer entre estes e os professores.

No sentido de alterar estes comportamentos, apostou-se na formação em mediação, desenvolvida num espaço criado para o efeito no gabinete de apoio ao aluno. Pretendeu-se e conseguiu-se levar os alunos a uma mudança de atitude (nomeadamente ter atitudes mais assertivas nas relações com os outros), sensibilizá-los para a importância do grupo e responsabilizá-los perante os outros. Verificámos através das conversas informais quer com a Técnica de Intervenção Local, quer com a Coordenadora da turma (capítulo V, ponto 5.3), que “os alunos que frequentaram a formação a assumiram como forma de terem um papel mais importante e foi uma forma de aumentar a autoestima”. Assim como também passaram a ter um tipo de linguagem diferente e os conflitos

passaram a ser menos frequentes. Esta nova postura vem ao encontro do objetivo: “Conduzir os alunos para uma cultura de mediação e paz”.

Todos os efeitos sentidos devem-se ao trabalho desenvolvido, no espaço de mediação no gabinete de apoio ao aluno e que conduziu ao aumento da motivação e do interesse pela escola e pela aprendizagem. Tudo isto graças à resolução dos conflitos e à sua prevenção através da formação em mediação de pares.