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Del IV Sentrale menneskerettigheter

23. Rettferdig rettergang og

Hoje em dia, a mobilidade dos nós que compõem as redes coloca inúmeros novos desafios que tornam os protocolos existentes ultrapassados. A sua maioria suporta mal a mobilidade, não foram concebidos para responder a esse desafio. Por entre os novos desafios que surgem neste tipo de redes encontra-se a própria mobilidade dos nós, atrasos elevados e o facto de poderem não existir ligações entre determinados nós. Para responder a estes desafios, surgiram novas arquiteturas, novos protocolos e novos algoritmos capazes de lidar com a maioria destes problemas de uma forma bastante eficiente. Contudo, surgem novos problemas e é necessário o aprimoramento destas novas arquiteturas. Nomeadamente, desafios relacionados com segurança, estratégias de encaminhamento ou gestão de buffers.

Com o objetivo de melhorar as soluções até então descobertas e responder a estes desafios, foi criado um novo algoritmo de disseminação de dados denominado de CEDO (Content-Centric

Dissemination Algorithm for Delay-Tolerant Networks, [39]). Por forma a lidar com os problemas

de gestão de buffers e de agenda, isto é, determinar qual o pacote que deve ser encaminhado primeiro, é atribuído a cada um dos pacotes um rating de utilidade. Desta forma, os mais populares são encaminhados primeiro e os menos populares são descartados, caso o buffer se encontre cheio e seja necessário guardar um novo pacote.

Por forma a calcular esse nível de popularidade de um determinado conteúdo é necessário determinar a taxa de entrega desse mesmo conteúdo. Ou seja, é necessário determinar quantos dos interesses em determinado conteúdo são satisfeitos. Para tal é utilizada a fórmula:

𝐷𝑅(𝑖)= 𝑝(𝑖) . 𝑞(𝑖) (1)

Onde, p(i) indica a probabilidade de um nó receber uma cópia do conteúdo i; q(i) indica a taxa

de pedidos do conteúdo i, ou seja, o quão determinado conteúdo é requisitado. Sendo assim, quanto maior for a taxa de entrega de determinado conteúdo, maior será a sua popularidade. Isto porque, uma maior taxa de entrega significa um maior interesse nesse conteúdo.

O grande objetivo deste algoritmo é aumentar a taxa de entrega de todos os conteúdos. Para otimizar esta solução por forma a atingir este objetivo, é fundamental que o número total

69 de cópias (de todos os conteúdos) não ultrapasse a quantidade de armazenamento de todos os nós, que não existam cópias duplicadas no mesmo nó e que exista pelo menos uma cópia de determinado conteúdo a circular na rede [39]. Apesar destas premissas terem que ser cumpridas, esta abordagem favorecerá os conteúdos mais populares, podendo mesmo extinguir os mais impopulares. É então necessário arranjar um equilíbrio para que tal não aconteça e a distribuição do armazenamento seja mais equilibrada.

Contudo, nas DTNs não é possível aceder a todos os buffers de todos os nós em simultâneo. Sendo assim, a cada novo contacto os nós terão de localmente decidir quais os pacotes que devem encaminhar primeiro e quais os que devem descartar se o outro nó tiver novos conteúdos e o seu buffer estiver cheio. Por forma a resolver este problema, é determinada a utilidade de cada um dos conteúdos. Tendo em conta a taxa de entrega de cada conteúdo abordada anteriormente, é calculada a utilidade desse determinado conteúdo recorrendo a uma fórmula matemática. Através dessa fórmula é possível verificar que com o aumento do número de cópias na rede, cada uma delas tende a ser menos útil. Isto é, quando o número de cópias de determinado conteúdo tende para infinito, a sua utilidade tende para zero. Este facto permite que mesmo os pacotes mais populares sejam descartados a determinado momento, uma vez que são menos uteis e são estes os primeiros a serem descartados. Desta forma, é garantido então um equilíbrio, garantindo-se assim que mesmo os conteúdos menos populares têm onde ser armazenados. É então criado como que um ciclo: quando dois nós se encontram, são replicados os conteúdos mais populares e são descartados dos seus buffers os conteúdos menos populares. Ao serem replicados, a utilidade desse conteúdo baixa, como já vimos anteriormente e serão eliminados dos buffers num momento seguinte. Ao serem eliminados dos buffers, a sua utilidade aumenta pois existem menos cópias a circular na rede. E assim sucessivamente, garantindo que, eventualmente, todos os conteúdos serão replicados numa fase, e descartados noutra.

Esta nova descoberta levou a uma nova abordagem: a utilidade de determinado conteúdo é proporcional à taxa de falhas de entrega. Essa taxa pode ser determinada pela seguinte equação:

𝑀𝑅(𝑖)= 𝑞(𝑖)− 𝐷𝑅(𝑖) (2)

Isto significa que quanto maior for a taxa de falha de entrega de determinado conteúdo, maior será a utilidade desse conteúdo. Ao aumentar a sua utilidade, serão replicados mais pacotes e a taxa de entrega irá aumentar, fazendo com que hajam menos falhas de entrega.

70 Menos taxa de falhas de entrega significa que um conteúdo não é tão útil e sendo assim, serão replicados menos pacotes. Cria-se assim um ciclo.

Apesar de existir agora um equilíbrio, os dados utilizados para calcular quão útil é um conteúdo são dados globais: taxa de requisição e taxa de entrega. Contudo, como dito anteriormente, nem sempre é possível aceder a todos os nós ao mesmo tempo e ter conhecimento destes valores. Posto isto, é necessário proceder à estimação desses mesmos valores. É necessário estimar quão útil é um conteúdo.

Para fazer essa estimativa, cada nó guarda o tempo a que determinado conteúdo foi requerido e o tempo em que essa requisição foi respondida. É assim feita uma primeira estimativa. Se o conteúdo chegar rapidamente, significa que existem vários pacotes com esse conteúdo a circular na rede. Para refinar essa estimativa, o nó tem em conta os tempos guardados pelos seus vizinhos e os tempos guardados por si mesmo.

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