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Del IV Sentrale menneskerettigheter

21. Forbud mot slaveri og

Tal como já dito anteriormente, a Internet é o meio de comunicação e de distribuição de informação mais utilizado. Com o aumento de equipamentos capazes de aceder a esta rede, a informação contida na Internet aumentou exponencialmente. Por outro lado, também as propriedades dos equipamentos que a ela acedem foram-se alterando ao longo dos anos desde que a Internet foi criada. Hoje em dia, a capacidade de armazenamento, por exemplo, é enorme quando comparado com os primeiros equipamentos a aceder à rede. Outra característica é a mobilidade desses mesmos equipamentos, sendo que, hoje em dia, a maioria dos equipamentos que acedem à rede são equipamentos moveis (smartphones, tablets, computadores portáteis, etc…). Um outro fator que se vem alterando nos últimos anos é a própria utilização da Internet. Isto é, com o aumento do e-commerce9, das redes sociais e das aplicações para smartphones a

Internet tem sido cada vez mais vista como sendo um meio de distribuição de conteúdos do que propriamente um meio de comunicação entre duas máquinas [5].

Também como referido anteriormente, a arquitetura da Internet é baseada no protocolo TCP/IP. Este protocolo é baseado nos nós, ou seja, toda a rede opera em torno dos nós, das ligações existentes entre eles e da sua posição. Sendo assim, este protocolo foi desenvolvido para criar uma rede de comunicação (fim-a-fim), e tem dificuldades em operar como uma rede de distribuição de informação [5]. Para uma rede desenvolvida para conversas fim-a-fim é bastante complicado tornar-se numa rede de distribuição, tal como as necessidades de hoje em dia requerem. Por exemplo, uma rede telefónica, desenhada para conversas ponto-a-ponto seria um péssimo veículo para uma transmissão broadcast como televisão ou rádio [6]. O facto de se utilizar uma rede de comunicação como uma rede de distribuição é bastante complexo e não muito eficiente. Convém não esquecer que a Internet foi criada tendo como base a rede telefónica.

34 Vejamos um simples exemplo: um estafeta que distribui jornais. Com a abordagem utilizada nos dias de hoje (TCP/IP) o estafeta parte da redação com um jornal e leva a casa do leitor. Entretanto, um outro leitor, vizinho do primeiro, manifesta o seu interesse em ler o jornal. Sendo assim, o estafeta volta para a redação onde pega noutro jornal e leva a casa deste outro leitor. Facilmente se verifica que existe um enorme desperdício de recursos. Já se for utilizada uma outra abordagem, o estafeta leva várias cópias do jornal logo da primeira vez e entrega-os nas casas dos respetivos leitores. Desta forma, existe uma grande poupança de recursos quando comparada com a primeira abordagem. Na arquitetura da Internet atual passa-se praticamente o mesmo, excetuando o facto de não se levarem vários pacotes de uma vez (fazem-se sim várias cópias do mesmo pacote assim que existirem interesses iguais vindos de nós distintos). Uma informação chega a um nó destino, contudo, se o seu nó vizinho estiver interessado nessa mesma informação, terá de fazer um novo pedido e esperar que a informação chegue, desperdiçando deste modo recursos em largura de banda.

Posto isto, tem surgido nos últimos anos uma nova abordagem: Redes de Dados Nomeados (Named Data Network, NDN). Esta rede propõem uma abordagem diferente na forma como os pacotes que contêm a informação são tratados. É sugerido então que se transite de um conceito de “entregar este pacote a um determinado destino” para um conceito de “receber informação com determinado nome”. Esta nova abordagem sugere que a forma como os pacotes são reencaminhados ao longo da rede deve ter em conta a informação que está contida em cada um dos pacotes e não nas posições do nó de origem e destino. Esta nova abordagem possibilita várias oportunidades [6]:

 Atualmente as aplicações são projetadas tendo em conta qual a informação que querem e não onde esta se encontra. Por esse facto é utilizado um middleware para converter a abordagem das aplicações na abordagem da Internet, baseada na localização e no endereço dos hosts onde se encontra a informação. Com as NDNs o modelo implementado pelas aplicações pode ser diretamente aplicado à rede, sem que seja necessário qualquer tipo de middleware.

 Uma vez que as conversações entre dois nós podem ser acerca de qualquer assunto, a abordagem de segurança utilizada hoje em dia para blindar um canal (de que se funciona bem para um, funciona bem para todos) pode não ser suficiente para preencher as necessidades de segurança fim-a-fim na comunicação entre um produtor e um consumidor. Nas NDNs toda a informação está segura fim-a-fim e o nome fornece ainda mais segurança. Com as NDNs é

35 possível saber se toda a informação que está a ser vista pelo consumidor foi produzida e assinada por um produtor legítimo.

 Sendo que todos os pacotes de dados podem ser nomeados unicamente, ou seja, apenas um determinado pacote tem aquele nome, pode prevenir-se situações de looping utilizando a memória dos encaminhadores.

É aplicado neste tipo de redes o conceito de publica/subescreve. Ou seja, existem nós que produzem determinado tipo de informação e anunciam à rede que são produtores dessa informação. Existem também nós que estão interessados num determinado tipo de informação e, sendo assim, subescrevem essa informação. Desta forma, é possível que dois nós recebam a mesma informação, proveniente do mesmo produtor, sem que este tenha que enviar a informação para cada um dos nós separadamente. Fica assim satisfeita a necessidade proveniente da Internet ser um meio de distribuição de informação.

As NDNs são uma das arquiteturas propostas existentes para a Futura Internet, designadas genericamente como Redes Centradas na Informação (ICN - Information Centric Network). Existem ainda outras propostas, como por exemplo: DONA (Data-Oriented Network

Architecture, [21]), XIA (eXpressive Internet Architecture, [22]), PURSUIT (Publish-Subscribe Internet Technologies, [23]), entre outras.

Existem vários exemplos onde a utilização de um conceito deste tipo seria o mais adequado. A rede social Facebook é um bom exemplo. Devido às nossas relações pessoais e aos gostos parecidos que temos com os nossos amigos, seguimos mais ou menos as mesmas celebridades, temos um círculo de amigos bastante semelhante, acabamos por ver os mesmos conteúdos. Ou seja, é normal dois amigos fisicamente perto um do outro verem o mesmo conteúdo (fotos, posts, vídeos, etc…) em dispositivos diferentes. Desta feita, uma vez que dois equipamentos estão interessados no mesmo conteúdo, não haveria necessidade de fazer dois pedidos iguais ao produtor da informação. Bastava um deles fazer esse pedido e a informação era replicada.

Outro exemplo são os vídeos. Hoje em dia, existe o conceito de “vídeos virais” em que o mesmo vídeo é visto por milhões de pessoas em todo o mundo. Ou seja, é cada vez mais normal as pessoas verem os mesmos conteúdos. Este é mais um exemplo que na atualidade a Internet é vista como um meio de distribuição de conteúdos, em que é enviada informação para a rede e várias pessoas acedem à mesma.

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