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The retina, the ganglion cell layer, the retinal nerve fiber layer and the

Chapter 1 Introduction

1.1 The anterior visual pathways

1.1.2 The retina, the ganglion cell layer, the retinal nerve fiber layer and the

Tal como acontece com a maioria das economias, Portugal está sujeito, a nível mundial, a uma concorrência cada vez mais intensa e alargada a diversos países, quer seja ao nível da investigação, da produção, da distribuição, ou de outras fases do ciclo produtivo. Neste contexto, ganha cada vez maior importância a aposta em novos factores competitivos, como a qualidade, a marca, a inovação relativamente às actividades comerciais, o design, a política de I&D, o desenvolvimento dos recursos humanos, entre outros.

De uma maneira geral, a competitividade da economia portuguesa ainda está muito baseada na contenção dos custos do factor trabalho e em actividades de intensidade tecnológica média ou baixa. Além do mais, a produtividade tem crescido a ritmo inferior ao dos salários, o que tem contribuído fortemente para a perda de competitividade da economia portuguesa, sobretudo relativamente aos Novos Países Industrializados, que apresentam custos de produção muito abaixo dos verificados em Portugal. Mais ainda, as indústrias exportadoras portuguesas continuam a concentrar-se maioritariamente nos sectores tradicionais, de baixo conteúdo tecnológico, justamente aqueles para os quais a procura global cresce menos ou está mesmo estagnada. A agravar esta situação, encontra-se a excessiva dependência das nossas exportações de um único mercado externo - a União Europeia – que, ainda por cima, apresenta uma

49 Este ponto foi elaborado tendo por base as opiniões dos especialistas consultados no Painel de Peritos

por nós constituído. No Anexo 6 apresentamos as Matrizes 10, 11 e 12, que contêm as principais informações recolhidas sobre estes aspectos junto daquele Painel.

procura muito pouco dinâmica. Não obstante todas estas questões, existem sectores, ramos e empresas portuguesas que já são competitivos à escala global.

Nestas debilidades da economia portuguesa em termos de comércio internacional muito pesam algumas características da sua estrutura produtiva. Em primeiro lugar, podemos referir a tendência recorrente para a reprodução da especialização produtiva pré-existente. Para tal, têm contribuído diversos aspectos, como os próprios critérios de atribuição dos fundos estruturais, a insuficiência de espírito empresarial, um processo de criação de empresas demasiado burocrático, moroso e complicado ou ainda a falta de mecanismos de capital de risco. É importante também referir a cada vez menor capacidade de atracção de novos projectos de Investimento Directo Estrangeiro estruturantes, fundamentais para o lançamento de novas actividades e, por vezes, de novas formas de competir50.

Por outro lado, o ambiente pouco saudável em que as empresas coexistem (em termos, por exemplo, de concorrência desleal por não cumprimento das obrigações legais), a falta de visão estratégica da maioria dos empresários portugueses, muito focalizada nas actividades de produção, no factor custo e no curto prazo, assim como a existência de um elevadíssimo número de pequenas e médias empresas pouco articuladas entre si, aliam-se à falta de uma cultura técnica no tecido empresarial que fomente a apetência para um maior investimento empresarial em matérias de inovação e de investigação e desenvolvimento, e funcionam como fonte de bloqueio à valorização e desenvolvimento de factores de diferenciação. Na verdade, e em particular no que respeita a questões ligadas à investigação e desenvolvimento, estas muitas vezes resultam mais de projectos ou iniciativas do Estado, como, por exemplo, através de parques e pólos de ciência e tecnologia, associados às universidades. No entanto, devido à falta de articulação entre este tipo de instituições e as empresas, uma boa parte da investigação feita não é, posteriormente, incorporada no processo produtivo. Além do

mais, verificam-se também, tendencialmente, fortes insuficiências e grande desinformação e desconhecimento em matéria de qualidade, do cumprimento das normas existentes e consequente certificação por parte das empresas portuguesas. No entanto, pressionadas pelos seus clientes (normalmente multinacionais), muitas delas cumprem já, pelo menos, os requisitos por estes impostas.

O nível cultural e de instrução médio dos empresários portugueses é muito baixo, o que tende a resultar na falta de profissionalização da gestão (nos casos em que os proprietários assumem tais funções) e a funcionar como potencial força de bloqueio de processos de inovação a diferentes níveis, como o da organização, dos processos produtivos, dos modelos de produção ou das políticas de recursos humanos. Desta forma, o recurso a formas de organização do trabalho mais flexíveis ou o recurso mais frequente à formação tendem a ser consideravelmente limitados, não permitindo ultrapassar o constrangimento inicial do baixo nível de escolaridade média da mão-de- obra portuguesa, em parte também como resultado do elevado abandono escolar que se verifica em Portugal. No entanto, há que referir que estes baixos níveis de escolaridade não correspondem necessariamente a baixos níveis de competências, uma vez que tradicionalmente, e sobretudo em determinados sectores, a aquisição das competências profissionais se faz muito pela via não formal (por exemplo, pela experiência profissional).

Esta questão das competências e das qualificações torna-se absolutamente central, uma vez que funciona como uma potencial fonte de bloqueio ao desenvolvimento dos restantes aspectos relacionados com a competitividade e capacidade concorrencial das empresas portuguesas, nos contextos europeu e mundial.

No entanto, o comportamento dos sectores é muito heterogéneo nos diversos aspectos que contribuem para o aumento da competitividade. Alguns deles conseguiram já encetar processos de desenvolvimento e de modernização mais adequados às tendências verificadas nos países mais desenvolvidos; em outros sectores, os desafios a

superar são ainda de grande monta. De uns e de outros procurámos dar conta no ponto seguinte.