6.5 The pleasantness of the environment along walks to
6.5.1 Results of the statistical data analysis
DIÁRIO DE APRENDIZAGEM
A Intervenção em Grupo
Segundo Townsend (2011, p.169) existem várias condições físicas que influenciam a dinâmica de grupos como o posicionamento em sala, o tamanho, associação (grupo aberto ou fechado).
Posicionamento em sala
No que diz respeito ao posicionamento em sala, neste deverá ser facilitada a disposição em círculo. Também de acordo com Manes (2011, p.12), a disposição dos participantes deverá ser feita em círculo, de modo a que “todos possam ver e ser vistos por todos.”
Segundo Manes (2011, p.11) “o local dos encontros deve ser tranquilo e reservado.” A sala deve oferecer características como: ser acolhedora, suficientemente grande, sem oferecer condições para a dispersão. (Manes, 2011, p.12)
A Composição do Grupo
Manes (2011), sugere que a composição do grupo deve ser equilibrada e representativa, sugerindo um equilíbrio entre a homogeneidade e a heterogeneidade das características dos sujeitos, tendo em conta factores como: o sexo, a idade, o quociente intelectual, e as características da personalidade de cada sujeito.
Quanto ao número de participantes Manes (2011, p. 10), sugere que o grupo seja formado “por oito a dez pessoas, no máximo quinze, divididas, possivelmente de maneira igual, entre homens e mulheres. A este número de participantes juntam-se o animador e um eventual observador.”
Não obstante, o autor refere uma exceção, no que diz respeito ao trabalho de grupo no âmbito hospitalar, nas comunidades terapêuticas ou outros, “já que são grupos que nascem em situações particulares e que, portanto, devem dar resposta a exigências específicas.” (Manes, 2011, p. 10).
Townsend (2011, p.169) refere que “estudos demonstram que uma composição de 7 a 8 membros cria um clima favorável para a interação e desenvolvimento de relações ideais entre o grupo.” Esta autora refere ainda que “quanto maior for o grupo, menos tempo fica disponível para cada membro” (Townsend, 2011, p.169). No entanto,
também evidencia que “os grupos maiores dão mais oportunidades aos indivíduos de aprender com os outros membros do grupo.” (Townsend, 2011, p.169).
Associação (grupo aberto ou fechado)
“O facto do grupo ser aberto ou fechado é outra condição que influencia a dinâmica do processo de grupo.” (Townsend, 2011, p.169).
Os grupos abertos, pela entrada e saída contínua de membros pode favorecer desconforto. Os grupos fechados têm normalmente um período de tempo fixo pré- determinado. Segundo Townsend (2011, p.170), “os grupos fechados são frequentemente compostos por indivíduos com questões em comum ou com problemas que desejam abordar.”
Frequência, duração e local dos encontros
De uma maneira geral para Manes (2011, p.11), “para os grupos que não possuem características de trabalho intensivo, um encontro por semana pode considerar- se suficiente.”
A duração da sessão segundo Manes (2011), pode variar entre uma hora e meia e duas horas.
A Função do Animador
Segundo Townsend (2011, p.173), “liderar grupos terapêuticos está dentro do domínio da prática de enfermagem.”
Segundo Manes (2011,p.10), a tarefa do animador será “a de facilitar os processos individuais e os processos de grupo de modo a favorecer a sua harmonização”. Para tal, nas dinâmicas de grupo é importante ter presente as exigências do indivíduo e as exigências do grupo, pois sendo, o indivíduo e o grupo duas entidades autónomas, o tempo de evolução e amadurecimento do grupo, não coincide necessariamente com o ritmo de mudança das pessoas que o compõem.
De acordo com Wiertsema (2006), a função do animador passa pela seleção dos jogos, a forma de apresentação e condução dos mesmos e a sua explicação no seio do grupo. Para tal, o animador deverá capacitar-se das seguintes qualidades: entusiasmo,
“ao animador do grupo cabe esclarecer as situações, levar as pessoas a interiozar seus problemas, provocar uma sincera reflexão, despertar a solidariedade grupal e ainda criar um ambiente de compreensão e de aceitação mútua, de autêntica fraternidade e de acolhida, para que cada qual, sustentado psicologicamente, encontre resposta positiva às suas inclinações naturais de segurança, de reconhecimento, de aceitação e de valorização pessoal”.
Segundo Manes (2011, p.8) “é necessário avaliar atentamente o momento adequado para propor um determinado jogo: há jogos que são adequados para a fase inicial e outros mais indicados para a fase conclusiva do trabalho de grupo.”
Segundo Lima (2005, p.49), “aliada à formação, era necessário o animador possuir uma boa compreensão de si mesmo (motivações, mecanismos de defesa, para não interferirem com os problemas interpessoais dos membros do grupo”.
O animador deve promover uma “atmosfera de confiança, que suscite uma diminuição da ansiedade, uma interdependência cada vez maior nos seus membros e uma progressiva abertura aos demais.” (Lima, 2005, p. 50). “Para promover a confiança mútua, ele deve actuar de forma espontânea e não defensiva, sem ter medo de revelar os seus sentimentos”, tornando-se um verdadeiro modelo de autenticidade (Lima, 2005, p.50)
A utilização adequada de técnicas de dinamização grupal:
“Para se utilizarem alguns exercícios de dinâmica de grupos, é necessário que o líder, além de ter conhecimentos sobre o funcionamento do grupo, já tenha ele mesmo vivenciado exercícios semelhantes e tenha consciência das dificuldades que a técnica possa criar.” (Lima, 2005, p. 51).
“As técnicas têm de ser usadas com cuidado, sendo o seu único objectivo melhorar o desempenho dos membros do grupo, podendo ser caracterizadas como não instrumentalizados, por usarem apenas o próprio corpo ou a palavra, ou instrumentalizadas, quando recorrem a artefactos tais como imagens, fantoches, etc.” (Lima, 2005, p. 52)
A terapia de grupo tem sido utilizada em variados settings, como enfermarias de hospitais psiquiátricos, na comunidade, em ambulatório e em consultórios privados (Bloch & Aveline, 1999).
A intervenção com grupos e os seus benefícios são de longa data reconhecidos, nomeadamente na prática religiosa. Joseph Pratt (1974) é considerado o pai da terapia de grupo, ao ter trabalhado com pacientes em grupo com tuberculose.
Segundo Bloch & Aveline (1999, p. 103) “as indicações para terapia de grupo dependem em grande medida do tipo de tratamento oferecido”. Segundo os autores os problemas que podem ser alvo de trabalho em intervenção de grupo podem ser de ordem interpessoal (como dificuldades em iniciar e manter relacionamentos), emocional (falta de consciência dos sentimentos em si e nos outros ou incapacidade de expressar sentimentos), ao nível do autoconceito (identidade difusa, baixa autoestima, falta de objetivos ou direção).
Segundo Bloch & Aveline (1999, p. 107), antes da intervenção de grupo, o terapeuta deve realizar um acordo informal com o paciente, de preferência de forma escrita, que irá integrar do grupo, inteirando-o dos seus objetivos, e processo, a importância da confidencialidade, assiduidade e pontualidade.