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Muitas vezes, espe ialmente no ontexto de mídia ontínua, um nó origem quer enviar os

mesmosdadosparadiversosnósdestino. Issopodeserfeito,naturalmente,atravésda riação

deumuxoaté adanódestino,partindodonódeorigem. Porsimpli ação,podemosassumir

que adauxoper orreum aminhoxoatéseunódestino. O onjuntodos aminhosaté ada

umdosnósdestinopodeservisto omoumaárvore, uja raizéo nóorigem. Adesvantagem

dessaabordageméo desperdí iodebanda derede, jáquehaverá

n

uxosidênti ospassando

por adalink quesirvaaumasubárvorede

n

lientes. Seosuxossãoidênti os,seriapossível

enviar apenas uma ópia delesatravésde tal link, e oroteador naoutra ponta re riariaas

n

uxo enviado por umnó origem heguea diversos nósdestino. Isso é feitoatravésda bifur-

ação de umuxoque hega adado nó nointeriordarede, naqual essenó envia ópias dos

dados re ebidos para dois ou mais outros nós adja entes. A esses esquemas de roteamento

mais e onmi os hamamos roteamento om ompartilhamento de uxosde rede (ou

multi ast). Já o esquema menos e onmi o, no qual ada liente possui um uxo de rede

totalmente dedi ado desdea origem, é hamado uni ast.

No ontexto de mídia ontínua, pode-se utilizar roteamento om ompartilhamento de

uxosquandoumservidorenviaummesmoobjetodemídia ontínua(porexemplo,umvídeo)

a diversos lientes espalhados pelarede. Estendendo essa idéia,podehaver vários servidores

espalhados pelarede, adaumservindoa ertogrupode lientes, onforme veremosaseguir.

2.2.1 Floresta de distribuição

Uma orestade distribuição onsiste emum onjunto xode

m

servidores,um onjunto xo

desites lientes(ousimplesmente lientes) omdemandasxaseum onjuntotambémxode

aminhos sobre aredeIP, ada aminho ligando umservidoraum liente. Cada lienteestá

ligadoaexatamenteumservidor. Porsimpli idade,assume-sequeumaoresta orrespondea

um úni oobjeto(p.ex. determinado vídeo)sendorequisitado pelos lientes e forne ido pelos

servidores. Assume-se também quetalobjetoestá ompletamente repli adoem ada umdos

servidores, razãopelaqual hamaremos osservidores tambémde répli as.

A demanda

N

i

de um site liente

i

é o agregado dasdemandas dos usuários dessa rede.

Essa demanda é dada em termos de número de requisições efetuadas por aquele site liente

emumaunidadedetempoigualaotamanho(tempodeexibição)doobjetosendorequisitado.

Por exemplo, supondo que o objetoem questãoseja um vídeo de 90 minutos, seosusuários

do site liente

i

requisitarem aumataxa de 10requisiçõespor minuto,entãoserão feitasem

média 900 requisições durante o período de 90 minutos (que é o tamanho do objeto sendo

requisitado). Assim,neste aso,temos

N

i

= 900

.

2.2.2 Cál ulo do usto

Apesar de o ál ulo da banda média de rede 1

ser trivial para uma oresta de distribuição

que use uni ast, para ompartilhamento de uxos o ál ulo não é tão óbvio. Nesta seção

mostramos omoserealiza esse ál ulo.

Parao ál ulodo ustoderede,assumimos,queo ustodetransmissãoatravésdequalquer

link é igual a 1. Isso é apenas uma simpli ação, a análise poderia fa ilmente serestendida

para a situação emque os ustos doslinks sãoheterogêneos. Assim,o usto de rede é igual

à banda médiade rede, dadapelasomadasbandasmédias em adaumdoslinks da oresta

de distribuição. Abanda médiaemumlink édada,no ontextodesse trabalho,pelonúmero

médio de uxos derede passandopor tallink.

1

Banda onsumida, não banda disponível. Nesta dissertação, toda vez que nos referirmos à banda

Para uni ast, a banda de servidorvaria linearmente om a demanda total da oresta, já

quenãohá ompartilhamento deuxos. Pelomesmomotivo,abandamédia deredeem ada

link também varia linearmente om a demanda da subárvore servida por tal link. Nota-se,

portanto, que, omousode uni ast, abanda de redetotal daoresta varia linearmente om

ademanda etambém oma distân iadosservidores atéseus lientes.

Como usode ompartilhamento a variação nãoélinear omademanda. Eageretal[20 ℄

derivaram umlimite inferiorteóri oparaabandamédia no asoemqueseusaumproto olo

ótimo para ompartilhamento de uxos om entrega imediata. A banda média para um

servidor[20℄ouparaumlink [70℄quesirvaaumademandatotal deN,usandoesseproto olo

ótimo,é dada por:

ln(N + 1)

Assim, em orestas que usam ompartilhamento de uxos, a banda média de rede total

varialogaritmi amente omademandaelinearmente omadistân ia dosservidores atéseus

lientes. A banda deservidorvaria logaritmi amente oma demanda.

Foimostrado,tambémem[20 ℄,queousodoproto oloBandwidthSkimming(aserdenido

no apítulo 3), om banda de liente limitada a 2 vezes a taxa de bits usada na exibição

onsegue atingir umdesempenho muito próximo do limite inferior teóri o. Por esse motivo,

semprequenosreferirmosao ustoderoteamentopara ompartilhamentodeuxos,estaremos

assumindoo limite inferiorteóri o a ima.

Note queessa diferençaentre os ustos de roteamento usando uni ast e usando ompar-

tilhamento de uxos faz om queo roteamento ótimopara uni ast não sejane essariamente

ótimoparauxos ompartilhados. Por exemplo,emuni ast,não há diferença,em termosde

banda média de rede, se há

1

link ligando o servidor até um liente de demanda

2N

ou se

2

links ligando umservidoratéum liente dedemanda

N

. Já para ompartilhamento de

uxos,o usto émenor no primeiro aso, pois

ln(2N + 1) < 2 × ln(N + 1)

.

2.2.3 Florestas mais e onmi as e a diversidade de aminhos

Umaformasimplesdese riar umaoresta de distribuição, dadosumarede, um onjuntode

répli as e um onjunto de sites lientes om suas respe tivas demandas, é ligar ada liente

atéarépli a maispróxima atravésdo aminho mais urto. Com o usode ompartilhamento

de uxos de rede, no entanto, esse esquema pode não ser ótimo. Almeida [2 ℄ mostra que

pode existir uma penalidade (em termos de banda de rede média ne essária) asso iada à

utilizaçãode umesquematãosimples,dependendodas ara terísti as daredeexistenteentre

as répli as e os lientes. Mostra ainda que outros proto olos ligeiramente mais sosti ados

permitem obter um roteamento, em muitas situações, próximo do ótimo. Assim, um dos

problemas na área de roteamento de mídia ontínua, fo o deste trabalho, é determinar qual

é omelhor proto olo para se onstruirem orestas de distribuição na Internet atual. Alguns

A possibilidade de riação de orestas de distribuição alternativas à do aminho mais

urto depende, naturalmente, da topologia de rede existente entre os sites parti ipantes.

Quando se diz topologia de rede, está-se referindo aos nós de uma rede e quais nós estão

ligadosaquaisoutrosnós. Assim,seexistemvários aminhospossíveisentreosparesdesites

lientesou répli asqueparti iparãodedadaoresta dedistribuição, então háváriasorestas

de distribuição diferentes quepodem ser riadas, abrindo possibilidadespara a existên ia de

orestas de menor usto que a dos aminhos mais urtos. Onúmero de aminhosexistentes

entre ospares de sites são uma ara terísti a topológi a quedenominamos diversidade de

aminhos. O apítulo5 estuda essa ara terísti a emtopologiasreaisda Internet.

Assim, para estudar roteamento de mídia ontínua na Internet atual, é ne essário usar

mapastopológi os orrespondentesàInternetreal,tantoparamediradiversidadede aminhos

presentenessastopologiasquantoparasimulara riaçãodeorestasdedistribuiçãoutilizando

proto olos alternativosao aminho mais urto.