6.2 Routing optimization with MRC
6.3.2 Results and discussion
Sob a perspectiva acadêmica, observou-se que esta pesquisa contribuiu para o desenvolvimento do campo de estudos do marketing social, na medida em que se elaborou um modelo que pode subsidiar a elaboração ações de marketing para a doação de sangue no Brasil, ao mesmo tempo em que possibilitou compreender com maior profundidade os fatores motivacionais que influenciam as pessoas a adotarem um comportamento de doador de sangue.
Neste sentido, a pesquisa em questão complementa os estudos da doação de sangue já desenvolvidos internacionalmente com semelhantes finalidades, a partir do momento em que conseguiu aliar diversos aspectos, que antes foram estudados separadamente, como a personalidade pró-social (STEELE et al; 2008), a interação entre o modelo transteórico de mudança comportamental e os diferentes grupos de doadores de sangue (FERGUSON; CHANDLER, 2005), aspectos próprios da teoria do comportamento planejado (LEMMENS et al; 2009), e, ainda os fatores de influência direta na doação (BEERLI-PALACIO; MARTÍN-SANTANA,2009), no intuito de tornar as ações de marketing social mais eficazes, ao considerar os aspectos relevantes de cada um dos estudos abordados.
Além destes, outros estudos investigaram os fatores motivacionais e as barreiras que influenciam o comportamento de doação sangue dos indivíduos, quais sejam: Glynn et al. (2002) Misje et al. (2005), Reid e Wood (2008), Sojka e Sjoka (2008), Shaz et al. (2009) e Beerli-Palacio e Martín-Santana (2009), no entanto este trabalho favorece o contexto geral da doação de sangue no Brasil, na medida em que explica, através da aplicação da técnica de modelagem de equações estruturais, os aspectos que interferem na tomada de decisão dos não doadores e dos doadores de sangue ocasionais, o que constitui referência para as próximas pesquisas que abordem a relação entre o marketing social e a doação de sangue, e, fundamentalmente, nas relações aqui comprovadas. Isto se torna relevante, ao passo que os estudos de marketing social na área da saúde desenvolvem um caráter prático que deve estar alinhado ao conhecimento gerado pela pesquisa, ou seja, os profissionais da saúde devem prezar pela minimização do medo e pelo aumento da influência dos familiares e amigos na opinião dos sujeitos da pesquisa.
Adicionalmente, os resultados obtidos nesta pesquisa vão de encontro à literatura vigente no campo de estudos, haja vista que as hipóteses referentes à análise da personalidade pró-social, à atitude e à indisponibilidade de tempo foram rejeitadas, o que não foi observado em outros estudos (STEELE et al, 2008; LEMMENS et al, 2009; HUPFER et al, 2005),
reforçando assim a necessidade de investigações mais minuciosas que expliquem como a intenção em doar sangue pode ser influenciada.
5.3 Limitações e comentários
Com base na realização dos objetivos desta pesquisa, na abordagem teórica e nas análises desenvolvidas acerca da temática do marketing social e a doação de sangue, torna-se necessário o levantamento de algumas limitações para este estudo, além das possíveis recomendações para estudos futuros.
Uma das limitações deste estudo trata do tamanho do universo da pesquisa que não foi determinado, tendo em vista que qualquer indivíduo não doador de sangue ou os doadores ocasionais poderia responder os questionários da pesquisa. Assim, pelo fato da amostra ser não probabilística e acessada por conveniência da pesquisadora, já que havia restrições de tempo, o que compromete as generalizações dos resultados encontrados. Desse modo, recomendam-se estudos que prezem pelo emprego de amostras mais significativas e rigorosas, tanto em termos quantitativos como qualitativos, o que ressalta a necessidade da realização de pesquisas em contextos mais amplo, tendo em vista que o processo de amostragem buscou a heterogeneidade dos respondentes, tornando necessário a realização de estudos que contemplem as diferenças entre os grupos sociais.
Em termos teóricos, entende-se que a seleção dos modelos de doação de sangue priorizou aspectos relativos às motivações comportamentais para doar sangue dos indivíduos, o que representa uma limitação, já que outros aspectos devem ser considerados, como o contexto cultural, os fatores demográficos, sociais e psicológicos que influenciam os doadores regulares, para que se compreendam os aspectos que os caracterizam.
No âmbito das escalas adotadas nesta pesquisa, é notório que alguns construtos obtiveram resultados insatisfatórios, isto ocorreu, principalmente, para a responsabilidade social, devido aos itens empregados não retratarem com clareza o conteúdo do construto, o que desfavoreceu os resultados da operacionalização estatística. Assim, como para o construto da indisponibilidade de tempo, que não obteve resultados representativos de influência na predisposição em doar sangue dos indivíduos.
Ademais, os resultados obtidos nas análises desta pesquisa orientam para as especificidades do público-alvo brasileiro, uma vez que aspectos relevantes no contexto internacional não se confirmaram como determinantes comportamentais do ato de doar sangue, como a informação sobre o processo de doação, e, a atitude afetiva e cognitiva.
Diante disso, sugere-se a criação de um conjunto de escalas que mensure os fatores motivacionais da doação de sangue adaptado a realidade brasileira, considerando os aspectos referentes à personalidade pró-social (altruísmo, empatia e responsabilidade social) e as barreiras que impedem os indivíduos de doar sangue, além da inclusão dos aspectos identificados nesta pesquisa, como o medo e a influência da família e dos amigos na decisão de doar sangue.
Sendo assim, torna-se interessante o aprofundamento das análises estatísticas, de modo que sejam comprovadas as evidências dos fatores influentes da doação de sangue encontradas nesta pesquisa, no intuito de direcionar as instituições de saúde para a criação de programas de marketing social que estimulem uma mudança comportamental favorável à doação de sangue, essencialmente, nos não doadores e nos doadores ocasionais. Para isto, sugere-se um maior entrosamento entre as instituições que operacionalizam as práticas de marketing social para doação de sangue e as entidades de pesquisa.
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APÊNDICE A – INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DE ADEQUAÇÃO DO QUESTIONÁRIO
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO - PPGA MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO
AVALIAÇÃO DE ADEQUAÇÃO Aluna: Stephanie Ingrid Souza Barboza
Orientador: Francisco José da Costa Prezados,
Estou desenvolvendo um estudo sobre os fatores comportamentais que influenciam os indivíduos a doar sangue, sob a perspectiva do Marketing Social, que faz parte do meu trabalho de dissertação no Programa de Pós-Graduação em Administração da UFPB.
Dito isso, pretende-se aplicar uma escala que estime a predisposição para a doação de sangue, a partir dos construtos que foram identificados na etapa exploratória: informação acerca do processo de doação de sangue, comportamento pró-social (altruísmo, empatia, responsabilidade social), as experiências do grupo de referência, atitude, medo, e indisponibilidade de tempo.
Desse modo, conto com a vossa experiência acadêmica para realizar a avaliação de adequação dos itens da escala.
Os comentários dos itens deverão ser efetuados de acordo com os critérios abaixo: - Adequação do item com o construto;
- Compreensão do item, em termos linguagem e conteúdo.
Agradeço a colaboração!
Stephanie Ingrid Souza Barboza Mestranda – PPGA/UFPB
sobre a doação de sangue Comentários Eu sei se posso ou não ser doador de sangue (pois, conheço os requisitos para ser
um doador)
Conheço bem onde é possível doar sangue.
Eu conheço bem os benefícios que receberia se eu fosse doador de sangue regular
Sei bem qual é destino do sangue que é doado
Sei bem quais as doenças que restringem a doação de sangue Sei bem porque alguém deve doar sangue
ALTRUÍSMO: refere-se à possibilidade do indivíduo exercer um
comportamento altruísta Comentários
Eu daria instruções a um estranho (ex. atravessar a rua) Eu doaria dinheiro para caridade
Eu doaria algum bem material meu para pessoas carentes Eu ajudaria a levar os pertences de um estranho
Eu compraria algum objeto (ex. cartões) por saber que é para uma boa causa
EMPATIA: trata a preocupação empática dos indivíduos em relação a
outras pessoas Comentários
Quando eu vejo alguém tirar proveito de outra pessoa, eu sinto-me quase obrigado(a) a proteger a pessoa prejudicada
Problemas de outras pessoas costumam me comover
Quando eu vejo uma pessoa sendo tratada injustamente, eu sinto como se fosse comigo
Sinto-me tocado(a) por alguns acontecimentos que presencio
Tenho facilidade de entender o ponto de vista de outra pessoa, mesmo quando ela me critica
Antes de pedir a uma pessoa para mudar um comportamento que me incomoda, procuro me colocar no lugar dela para entender o que a leva a ter tal atitude
RESPONSABILIDADE SOCIAL: trata da percepção de obrigação social do
indivíduo Comentários