• No results found

Resultats de les entrevistes i de les observacions 2

□ A a fa s ia t r a n s c o r t ic a l m o to r a

A afasia transcortical m otora (ou afasia frontal dinâm ica, segundo Lurin) caracteriza-se pelo contraste entre um a redução intensa da linguagem cs pontânea (que pode chegar num m utism o) e a preservação da capacidade de repetição, que pode ser até ecolálica. A com preensão auditiva-verbal r norm al ou bastante preservada, bem com o a leitura em voz alta e a com pre ensão da linguagem escrita. A denom inação m ostra uma falta da palavra de intensidade variada, espontaneam ente m elhorada pelo esboço oral. lissn afasia, caracterizada por um déficit da iniciação elocutiva, está ligada .1

lesões situadas à frente ou acim a da área da Broca, que pode estar parcial m ente envolvida: tam bém pode se tratar de lesões da área m otora suple m entar na face interna do hem isfério esquerdo, em particular por ocasiíui de um infarto da artéria cerebral anterior: 0 m utism o, total inicialm enle m elhora secundariam ente ou coexiste com um a restauração da repctiçíio U m a agrafia não apráxica está, em geral, associada. Enfim , parece que .1

lesões da substância branca do lobo frontal, situadas acim a e fora do corno frontal, tam bém causam um a afasia transcortical m otora, cujo denom ina dor com um poderia ser representado por um dano da própria área inoloin suplem entar e da área de Broca. A área m otora suplem entar é, efetivnineii te, a estrutura m ais alta de um todo funcional (Fig. 2.11) responsável peln iniciação elocutiva e que, além disso, com porta, de cim a a baixo, o giro ilii cíngulo, o núcleo reticular do tálam o e a substância branca periaqucducliil as lesões de qualquer dessas estruturas provocam um m utism o, sendo qur 11

seu estím ulo provoca um a vocalização. Esse sistem a está ligado pelo nim do cíngulo a inúm eras estruturas lím bicas, cujas influências se reúnem 1111

nivel da área m otora suplem entar, ela própria conectada à area de Brocn /\ afasia transcortical m otora tam bém é sinal de supressão das influêiicliih lím bicas, nas áreas cerebrais responsáveis pela expressão da linguagem

□ A fa s ia tr a n s c o r t ic a l m is ta

A afasia transcortical m ista (com suspensão da linguagem e incapaeklinli da com preensão) apresenta 0 quadro de um a afasia global com presei viiviln

A s a la s ia s 49 flubítâncla limnra (lontnl Aiw i de Broca (7) Outras estruturas Giro do cíngulo (3) i--- do sistema

límbico (5) Núcleo reticular do tálamo (2)

Área motora suplementar (4)

Substância cinzenta periaqueductal (1)

M g . 2.11. O s is te m a d e c o n tr o le d a in ic ia ç ã o e lo c u tiv a (1, 2 , 3 , 4 ) e a lo c a ii- z n ç ã o d a le s ã o r e s p o n s á v e l p e la a fa s ia tr a n s c o r tic a l m o to r a (4, 6 ).

da repetição. Tam bém denom inada de síndrom e de isolm ento da área da lin­ guagem , ela está ligada a grandes lesões da coroa perissilviana (consultar Fig. 2.10) e pôde ser observada nas intoxicações pelo óxido de carbono, nos infartos juncionais depois de oclusão carotídea e nos grandes infartos fronto- parietais internos do território da artéria cerebral anterior. Se a capacidade de repetição persistir depois de um a lesão sim ultânea do feixe arqueado, é pos­ sível que reflita um a atividade do hem isfério direito.

1 1 A fa s ia s s u b c o r tic a is

As afasias subcorticais podem estar ligadas aos seguintes danos: - da substância branca periventricular e subcortical,

- do tálamo,

- da região cápsulo-estriada.

• A f a s ia s p o r le s ã o d a s u b s tâ n c ia b r a n c a p e r i v e n t r i c u l a r e s u b c o r t ic a l

As lesões periventriculares resultam num quadro de afasia transcortical m o­ tora, m ais pura ou menos pura (consultar supra). U m a lesão no istm o tem po­ ral pode causar um distúrbio de com preensão ou até apresentar um quadro sem elhante à afasia transcortical sensorial: um a lesão do istm o frontal, sob o opérculo frontal, pode acarretar um quadro de afasia de condução.

• A f a s ia s ta l â m i c a s e c á p s u lo - e s t r ia d a s

Às vezes parecidas com as afasias transcorticais por causa da preservação da repetição, elas oferecem um a sem iologia variada e deve-se suspeitar da sua existência quando:

- um a afasia sem elhante a um a afasia de W ernicke é acom panhada de um a hem iplegia direita,

I

- distúrbios ártricos ou um a redução da fluência verbal associam -se a para fasias verbais,

- existem parafasias “extravagantes” , perseverações e incoerência do discui so (espigas de milho —» liames de juntura fixa em genuflexão; gaifo —> c

uma coisa que assume ares de “milhões". Pergunta: “Em que se parecem o

ar e a água?” Resposta: “...um dos meios para se fa zer uma arma cortan­

te").

A m etade dos casos de afasia subcortical form a o quadro de “afasias dissi

dentes" de Puel e seus colaboradores, associando um a hipofonia, um a re

dução do volum e verbal, parafasias verbais, em geral estranhas e até extra­ vagantes, perseverações que chegam a palavras incoerentes e um a com ­ preensão da linguagem oral totalm ente ou bastante preservada. Essas afasias correspondem , na m aioria das vezes, a afasias talâm icas, quer se trate de hem orragias ou de infartos concernentes ao território tubero-talâm ico (ou polar anterior) ou, m ais excepcionalm ente, concernentes ao território pa- ram ediano. Há um a associação de um déficit im portante da m em ória verbal. O s distúrbios da linguagem ligados a um infarto do território da artéria corióidea anterior esquerda tam bém apresentam o quadro de um a afasia talâm ica. As afasias estriado-caudadas por hem orragia ou infarto das arté­ rias lentifo-estriadas resultam em afasias que se aproxim am das afasias clás­ sicas de B roca ou de W ernicke, em afasias globais ou transcorticais m istas em caso de lesões extensas, em dissidentes com ou sem distúrbios ártricos. Produções verbais prolixas, extravagantes, ricas em perseverações e em escorregões sem ânticos que fazem perder “o fio do discurso” que passa a ser incoerente, contam inando, tam bém , a expressão gráfica, podem consti­ tuir o elem ento essencial de certas afasias lentiform es-caudadas ou lim ita­ das ao núcleo caudado. Elas podem ser enriquecidas de “sinais frontais” (com portam ento de preensão, perseverações nas séries gestuais). Lesões estritam ente putam inais podem resultarem perturbações do m odo de articu­ lar as palavras com pseudo-gagueira e palilalia, isoladas ou associadas a um a redução da fluência e um a falta da palavra.

50 /4s a fa s ia s

E studos isotópicos do débito sangüíneo ou do consum o de oxigênio conse­ guiram objetivar, por ocasião de afasias subcorticais, um déficit fun-cional m ais ou m enos extenso do córtex e as experiências de estim ulação co n fir­ m am a hipótese de um papel específico dos núcleos cinzentos centrais na im p lem entação das capacidades da linguagem : esse papel seria exercido por um a m ultidão de circuitos córtico-estriado-pálido-talâm icos, cujas le­ sões causariam distúrbios, segundo Cam bier, na dinâm ica da atenção e da intenção na com unicação, na escolha lexical e na coerência sem ântica, na execução da palavra, nos seus aspectos vocais e articulatórios. A ssim , segundo C rosson, a program ação m otora e a form ulação lexical d epende­ riam das áreas têm poro-parietais que exerceriam , além do m ais, um pré- controle nas áreas anteriores, em razão das influências facilitadoras ou inibidoras dos núcleos cinzentos centrais e do tálam o.

A s a fa sia s 51 I I / \ l , i ’i!a d o s c a n h o to s e d o s a m b id e s tr o s

No canhoto e no am bidestro existe, mais freqüentem ente e de modo mais ncdntuado do que no destro, um a dom inância “partilhada” na linguagem . Acontece que um a afasia pode sobrevir tanto depois de um a lesão direita, (|mmto de um a lesão esquerda: são afasias em geral m oderadas e regressivas, com perturbações da com preensão, na m aioria das vezes não m uito intensas

i i A l.is ía s c r u z a d a s

( 'om esse term o, designam os as afasias causadas por lesão do hem isfério direito no destro, com a condição de que não haja nenhum canhotism o fam i­ liar c que a integridade do hem isfério esquerdo possa ser solidam ente docu­ mentada. A freqüência desse tipo de afasia é de 1%. O quadro considerado mais habitual é o de um a afasia de expressão com redução do volum e verbal,

1'Nlcreotipias, parafasias, sobretudo fonêm icas, agram atism os, com expres-

sílo escrita agram ática ou jargonagráfica, sendo que a com preensão é poupa­ da ou m odestam ente atingida. Os distúrbios associados podem m isturar os sinais de um dano do hem isfério maior (com certos elementos de um a síndrome t li • ( ierlsmann) com o do hem isfério menor (sobretudo com perturbações visuo- f.paciais). As lesões subcorticais são consideradas freqüentes. Entretanto, esse quadro está m uito longe de ser constante: de fato, observam os afasias de H mca e afasias de W ernicke com os mesmos sérios distúrbios de com preen­ são observados nos seus hom ólogos hem isféricos esquerdos, afasias de con- dtiçfio, surdez verbal e até afasias globais. Do m esm o modo, a reputação de benignidade evolutiva das afasias cruzadas está longe de ser constante. A sem iologia das afasias pode ou não corresponder com as localizações das IrsOes: uma lesão anterior pode resultar num a afasia não fluente, até m esm o numa de "B roca”, e tam bém pode resultar num a afasia fluente com parafasias. Tnls alipicidades acontecem em torno de um terço dos casos.

líssns constatações sugerem que as dom inâncias hem isférica direita para a linguagem e hem isférica direita para a m ão possam ser dissociadas; tam ­ bém sugerem que a lateralidade direita da linguagem pode ser m ais ou m e­ nos com pleta, o que pode explicar o caráter m ais ou m enos benigno da idiisia cruzada. Se a assim etria das inform ações anatôm icas e, em particular um m aior desenvolvim ento do plano tem poral esquerdo (que pode ser e v i­ denciado desde a 31a sem ana de gestação) tenha sido invocado com o fun­ dam ento da dom inância hem isférica esquerda, nada prova que um a as­ sim etria inversa exista, no caso de afasia cruzada. E, além do m ais, um a assim etria anatôm ica com parável à de um “destro” pode ser observada.