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Projeto.

Apresentação do tema central que será desenvolvido e da metodologia que será utilizada.. Não se aplica. 2 Levantamento dos conhecimentos e experiências.

Levantamento dos conhecimentos e experiências a respeito do tema central do projeto, “A Energia e Suas Transformações”, utilizando-se de um vídeo Reflexão/ação, Sistematização 3 Escolha dos Subtemas e formação dos grupos de trabalho.

Escolha de subtemas associados ao tema central, dos quais os estudantes tivessem dúvidas e/ou curiosidades que precisassem ser sanadas. Reflexão/ação 4 e 5 Aspectos metodológicos para o desenvolvimento do trabalho.

Agrupar por afinidade os subtemas propostos pelos alunos, para desenvolverem um projeto de pesquisa com o objetivo de responderem as dúvidas colocadas pelos mesmos.

Preencher formulário do Projeto de Pesquisa. Discutir a respeito dos conceitos formais relacionados ao tema central.

Reflexão/ação, Sistematização, Colaboração, Cooperação, Comunicação 6, 7 e 8 Execução das pesquisas e orientação conceitual.

Pesquisar sobre seu subtema Socializar as pesquisas feitas pelos integrantes da equipe

Discutir o material levado pelos integrantes da equipe

Orientação conceitual

Elaborar atividades experimentais Construir maquetes Construir paródias Iniciativa/atitude, Reflexão/ação Sistematização, Colaboração Cooperação, Comunicação, Experiência, Integração 9, 10, 11 e 1218 Produção e apresentação do Relatório Final.

Elaborar relatório de pesquisa Elaborar slides para apresentação Apresentar resultados obtidos

Iniciativa/atitude, Reflexão/ação, Sistematização, Colaboração, Cooperação, Comunicação, Experiência, Integração Apresentação do Projeto.

Nesta etapa faz-se o convite aos alunos para que participem do projeto, explicando- lhes as particularidades do mesmo. Faz-se também a apresentação de informações básicas

18 O décimo segundo encontro aconteceu apenas na Turma 02 em virtude do maior número de equipes a se

sobre o Projeto tais como o Título, a metodologia que seria utilizada (baseada na Pedagogia de Projetos) bem como as características relacionadas a esta metodologia, pois ―o que se deve desejar nos educandos é o inteligente desempenho das atividades com intenções definidas ou integradas por propósitos pessoais‖ (DEWEY, 1959, apud QUEIROZ, 2005).

Na sequência, pergunta-se aos alunos se eles têm a vontade de participar do projeto e se os mesmos aceitam desenvolver as atividades previstas. Ainda nesta etapa, informa-se aos alunos que o tema central deste projeto é ―A Energia e suas Transformações‖, ou em caso de se trabalhar com outro tema, faça-se o mesmo. O tema aqui escolhido pode ser justificado, de acordo com Assis e Teixeira (2003), por ser um dos mais potentes, frutíferos e unificadores da Física Clássica. Além disso, ―a categoria unificadora do conceito de energia reúne potencial para articular tópicos de uma área intradisciplinar, bem como favorece que sejam estabelecidas relações com temas de outras áreas, em nível interdisciplinar‖ (AUTH; ANGOTTI, 2001, p. 214 apud ASSIS; TEIXEIRA, 2003).

Justifica-se ainda a escolha deste tema por fazer parte dos conteúdos programáticos da disciplina Física para a primeira série do ensino médio, por ser um tema interdisciplinar e transversal, e pela existência de um complexo eólico na região. Tal escolha é completamente pertinente ao trabalho com projetos, como afirma Masson et al (2012):

A escolha do projeto a ser desenvolvido nas disciplinas é fundamental na aplicação de PBL, pois o mesmo deve motivar e conduzir o aprendiz a novas descobertas, abrangendo minimamente, o conteúdo programático definido para o curso (MASSON et al, 2012).

Moura (2007) ao falar sobre o trabalho com projetos e sua relação com os conteúdos, faz a seguinte observação:

Trabalhar com projetos não significa extinguir o currículo escolar, ao contrário, este é o ponto de partida para o desenvolvimento dos projetos ao longo do processo e deve ser sempre entendido como eixo norteador. É com base no currículo que os projetos devem tomar forma e não se deve esquecer que não seria possível a elaboração e execução de projetos sem a vinculação direta aos conteúdos (MOURA; 2007, p. 62).

Mützemberg (2005, p. 43), refletindo sobre a escolha de temas para projetos trimestrais baseados na Pedagogia de Projetos, diz que o tema a ser escolhido dependerá muito de como o professor encaminhará e conduzirá o seu trabalho, podendo essa escolha ser feita pelo aluno ou pelo próprio professor, embora para cada uma dessas escolhas haja pontos nos quais se deve ter bastante cuidado e atenção, pois quando o professor escolhe o assunto corre o risco de não optar por um tema interessante para os alunos, porém, quando os próprios

alunos escolhem o tema, correm o risco de demorarem muito tempo para encontrarem um tema de interesse de todos ou, pior ainda, de nunca chegarem a um consenso.

Mützemberg (2005) afirma ainda que:

No Guia do Aluno é mencionada a possibilidade de deixar a escolha do assunto do Trabalho Trimestral a critério dos alunos. Entretanto Barry Schwartz argumenta que o excesso de possibilidades de escolha gera ansiedade e contribui para a infelicidade (2004). Esta informação contraria as idéias de Carl Rogers (1973) e mostra que a necessidade que ele sentiu, de prover limites e exigências, sempre fará parte da educação (MÜTZEMBERG; 2005, p. 11).

A partir dos parágrafos anteriores, percebe-se que a escolha do Tema Central pode ser feita pelo Professor sem que provoque qualquer tipo de perda na qualidade do trabalho e no desenvolvimento da autonomia do aluno que esteja participando de atividades pedagógicas via Pedagogia de Projetos.

Levantamento dos conhecimentos e experiências.

Nesta segunda etapa, faz-se o levantamento dos conhecimentos e experiências dos alunos a respeito do tema central do projeto, ―A Energia e Suas Transformações‖, utilizando- se de um vídeo19. O objetivo da utilização deste vídeo é o de servir como deflagrador para a discussão sobre o tema escolhido. O vídeo está disponível na web e pode ser acessado de um notebook durante a aula.

Antes de dar início a exibição do vídeo, sugere-se pedir aos alunos que prestem bastante atenção ao mesmo, que façam silêncio para que todos possam ouvir sem problemas o

19Vídeo disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=mo7sUBz-JyQ. Acesso em: 08/08/2014

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que será apresentado. Além disso, sugere-se pedir para eles anotarem em seus cadernos tudo o que lhe chamem a atenção, pois ao terminar o vídeo, deve-se realizar uma discussão a respeito do mesmo.

O vídeo aqui sugerido tem uma duração de 10min 38s (dez minutos e trinta e oito segundos). Após a exibição do vídeo citado, dá-se início à discussão relacionada ao que fora apresentado pelo mesmo, e à medida que os alunos apresentem suas opiniões a respeito do vídeo e do tema discutido no mesmo, pode-se ter ideia a respeito do que cada um dos alunos pensa e domina sobre o tema central do projeto. Recomenda-se que seja anotado no quadro as ideias principais levantadas pelos alunos para facilitar a discussão e para que não se perca nenhuma das ideias levantadas pelos mesmos. Além disso, tal procedimento facilita na hora de fazer as análises dos conhecimentos e experiências dos estudantes que participaram das discussões.

Vale salientar que no referido vídeo estão presentes vários aspectos relacionados à geração da energia tais como os aspectos político, econômico, social e ambiental, o que permite uma discussão rica e interdisciplinar.

Na medida em que os alunos vão fazendo suas colocações e questionamentos, cada um desses aspectos são evidenciados e, juntamente com eles, brotam as ideias, conhecimentos e experiências que os mesmos trazem consigo a respeito de tais aspectos. É um momento bastante rico e interessante e por isso o professor deverá ter sua atenção e seus cuidados redobrados para que nenhuma informação seja negligenciada e para que o mesmo não interfira de maneira desmesurada.

Escolha dos Subtemas e formação dos grupos de trabalho.

A terceira etapa consiste na escolha, entre os alunos, de subtemas associados ao tema central, dos quais os estudantes tenham dúvidas e/ou curiosidades que julgam precisar ser sanadas.

Nesta etapa, solicita-se aos alunos que expressem o que eles gostariam de pesquisar, de investigar, a respeito do tema ―A energia e suas transformações‖. Pede-se a eles que pensem a respeito de uma pergunta que gostariam de responder por meio de uma Atividade Investigativa.

É ainda neste momento que os alunos devem manifestar suas declarações a respeito dos temas que pretendem pesquisar. Esse momento costuma ser marcado por um grande alvoroço entre os alunos. Em seguida, os alunos devem se reunir de acordo com a natureza

dos temas de suas propostas; assim, as equipes serão formadas de acordo com a afinidade dos alunos em relação aos subtemas sugeridos por eles mesmos.

Para as equipes que ficarem com temas parecidos, sugere-se que cada uma dê um enfoque diferente. Depois de distribuídos os subtemas, pede-se às equipes que se agrupem e em seguida distribuiu-se um Roteiro para a elaboração do Projeto de Pesquisa. Este formulário encontra-se no Apêndice A.

Nesta etapa, os alunos terão a oportunidade de refletir sobre o tema central para escolher seu tema específico, além de terem as primeiras interações enquanto equipe formada.

Aspectos metodológicos para o desenvolvimento do trabalho.

Na quarta etapa, os alunos já se agruparam por afinidades em relação aos subtemas propostos pelos mesmos, para desenvolverem um projeto de pesquisa com o objetivo de responderem as dúvidas colocadas pelos mesmos.

Evidencia-se aos alunos que de agora em diante eles irão se tornar mais responsáveis, mais sujeitos de seu próprio aprendizado, pois darão início às suas atividades investigativas, elaborando um projeto de pesquisa no qual devem propor uma pergunta e elaborar estratégias teóricas e práticas para encontrar a(s) resposta(s). Informa-se também que, ao final da pesquisa, deverão elaborar um relatório a respeito de tudo que será pesquisado, investigado, produzido, construído e, além disso, que todas essas atividades, as aprendizagens adquiridas e conclusões obtidas durante as etapas de desenvolvimento dos projetos deverão ser sistematizadas e consolidadas em texto, slides ou vídeos, e apresentadas oralmente ao grupo em forma de seminários.

Ainda nesta etapa, sugere-se fazer a explicação sobre o preenchimento do caderno de pesquisa, ou caderno de campo. O caderno de pesquisa é uma ferramenta importante tanto para a execução do projeto, em virtude dos registros presentes nos mesmos, quanto na hora da avaliação da evolução das competências adquiridas e/ou desenvolvidas ao longo da realização do projeto. Sobre os cadernos de pesquisa, Mützemberg (2005) afirma que:

O Caderno de Campo tem a finalidade de manter registros do desenvolvimento [...]. Ele contém a evolução da pesquisa e permite fazer uma avaliação do volume de atividades que foram desenvolvidas pelo grupo. É importante que o registro destas atividades seja organizado para que todos os componentes do grupo e também o professor possam entender o seu conteúdo. (MÜTZEMBERG; 2005, p. 49).

Execução das pesquisas e orientação conceitual.

Na quinta etapa os alunos executam, na prática, as atividades propostas e previstas em seus projetos. Em cada um dos encontros desta etapa, solicita-se que os alunos reúnam suas equipes, para que possam discutir tudo que porventura cada componente leve de novidade, seja um novo texto, uma nova pesquisa, uma nova observação, enfim, algo que possa ser discutido no grupo. Em cada um desses encontros, as equipes devem ser visitadas para que possam ter o seu momento de orientação conceitual com o professor. Além disso, estes momentos servem para acompanhar a produção da equipe – pensada como um todo – e também as dificuldades e conquistas individuais.

Este ato de passar pelas equipes, verificando o que já fizeram e ouvindo suas dúvidas, dificuldades e conquistas, pode ser interpretado como o momento de orientação que deve existir em atividades que se utilizam da pedagogia por projetos. Segundo Mützemberg (2005): O Momento de Orientação normalmente inicia com o professor olhando o Caderno de Campo, em seguida ele faz um comentário sobre o projeto, procurando ressaltar aspectos positivos, inovações e idéias que podem gerar bons resultados. O professor também pode dar orientações parar e pensar pontos que não ficaram claros ou que contêm erros. No segundo momento o grupo expõe o andamento do projeto, quais etapas já foram realizadas, quais dificuldades estão sendo encontradas. (MÜTZEMBEG; 2005, p. 47).

Ao acompanhar os discentes reunidos em equipes, discutindo suas pesquisas e dividindo entre si as ações a serem desenvolvidas e organizando suas atividades, pode-se perceber que esse é um momento bastante interessante para os alunos, pois percebe-se o empenho dos mesmos em participarem das discussões, em darem suas opiniões e sugestões para o desenvolvimento das atividades referentes aos seus respectivos projetos. Assim, essa atividade pode criar um momento de bastante motivação entre as equipes. Tal motivação pode ser associada ao fato de estarem pesquisando conteúdos de seu interesse e também por que eles mesmos teriam pesquisado e levado suas fontes de pesquisa para ser avaliado pela equipe. Sobre esta motivação que se percebeu nos alunos, Gil e colaboradores (2012) afirmam que:

Em sala de aula, a motivação implica em efeitos imediatos, como o desenvolvimento ativo nas tarefas do processo de aprendizagem. Sem ela, esse processo está, no mínimo, comprometido, já que representa uma queda no investimento pessoal, na qualidade e no desempenho das tarefas da aprendizagem. [...] Aprender exige tempo e esforço, os quais dependem da motivação (GIL et al, 2012).