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1) Resultatene gjelder hele landet unntatt forsurningsområdene på Sørlandet. Definisjon av region se vedlegg 1
Neste tópico, focamos a prática em sala de aula no ensino de língua portuguesa objetivando conhecer seus desafios, as prioridades e quesitos do processo de ensino-aprendizagem que envolvem o trabalho com a língua materna.
1) Relacionamento professor-aluno
Com o objetivo de conhecer as dificuldades, muitas vezes, que envolvem professor e o aluno, considerando a importância da interação e confiança entre as partes envolvidas no processo ensino-aprendizagem, perguntamos: Quais as dificuldades encontradas no relacionamento professor-aluno?
137 P1: A apatia, falta de perspectiva, a impaciência, a agressividade,etc. P2: Ser um bom professor é acima de tudo gostar e ter paixão pelo o que faz, é ser humilde e confiante, ter esperança que todos os seus alunos sejam capazes de desenvolverem-se e assim conquistarem uma aprendizagem significativa com a qual fará diferença em suas vidas; o professor é também um conselheiro, um ombro amigo, atento para os problemas de seus alunos, é aquele que zela, cuida e estima todos que estão sobre sua responsabilidade, por isso precisa ter um olhar de compaixão, de afetividade e cumplicidade. Se o professor for arrogante e autoritário dificilmente conquistará o seu aluno, os laços de relacionamentos ficarão estreitos e o ensino ficará comprometido.
De uma forma objetiva, P1 aponta como dificuldades no relacionamento professor-aluno, a apatia, a falta de perspectiva, a impaciência, a agressividade atribuindo a responsabilidade aos estudantes, eximindo-se de qualquer participação nessa situação. P2 direciona sua resposta para a importante função de professor, que a seu ver, deve amar a profissão, ser amigo, acreditar em seus alunos, em uma aprendizagem significativa e que não deve ser autoritário para assim estabelecer interação com os estudantes.
Em relação ao que destaca P2 na concepção de que o professor deve ser amigo dos alunos, é importante destacarmos que, pelas aulas que observamos, a docente tende a direcionar o ser amigo a uma relação de atenção com os estudantes valorizando-os como sujeitos em sala de aula.
Sabemos que onde há seres humanos há diferentes formas de pensar, agir, comportar-se, enfim, onde há seres humanos há diferentes personalidades. Diante desse cenário, considerando a heterogeneidade de uma sala de aula e o número de alunos que a compõe, torna-se um desafio para o professor estabelecer a interação com os alunos.
Desafio que tem de ser vencido e superado pela equipe de docentes por meio da busca de estratégias de ensino que forneçam a possibilidade de aproximação com os estudantes, de confiança e de aprendizagem. Segundo Almeida,
138 Muitas vezes a escola esquece que educação é um problema social, e encara-o como problema pedagógico. Sem o menor respeito pelas condições de vida de seus frequentadores, impõe-lhes modelos de ensino e conteúdos justamente produzidos para a conservação dessa situação injusta. Sem fazer a crítica verdadeira, histórica, do saber que coloca aos alunos, a escola considera todo e qualquer conteúdo válido, muitas vezes baseado em preconceitos, ignorâncias, verdades incontestáveis, dogmáticas. (ALMEIDA, 2006:16)
Todo o processo de ensino deve ser significativo e atender às necessidades do público aprendente, pois cada aluno é um sujeito no processo de aprendizagem e cada sala de aula tem características que as diferem uma das outras.
2) A realidade: salas heterogêneas
Com o objetivo de entendermos o posicionamento das professoras em relação às dificuldades em trabalhar com a realidade de salas heterogêneas, perguntamos: Quais os desafios do ensino de Língua Portuguesa em uma sala heterogênea?
P1: Chegar num consenso de abordagem do conteúdo que não pareça desestimulante para ninguém: se for muito simples, não há interesse dos mais adiantados; se for muito complexo, não há participação dos mais defasados.
P2: Os desafios são atender a todos sem discriminação, dar condições e recursos necessários para que todos os alunos, respeitadas as suas diferenças e singularidades, possam adquirir as ferramentas de inserção social ( leitura e escrita) para exercerem suas cidadanias neste mundo tão complexo e exigente.
Constatamos que P1 aponta como desafios do ensino de Língua Portuguesa em uma sala heterogênea a adequação dos conteúdos em relação aos graus de dificuldade e P2 aponta a necessidade de atender a todos sem discriminação para que possam ser inseridos na sociedade.
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Considerando as aulas a que assistimos, verificamos que P1, embora destaque a importância da adequação de conteúdos, aplicou as mesmas atividades a todos os estudantes e P2, embora destaque a importância da inserção social (leitura e escrita), acabou por desenvolver atividades apenas por meio de frases.
Diante de salas heterogêneas, faz-se necessário um trabalho de dedicação e busca de alternativas de estímulo à aprendizagem por parte dos docentes. Porém, muitas vezes, o que se vê é a aplicação da mesma metodologia de ensino, das mesmas atividades, tanto em uma sala de aula, quanto nas demais salas da mesma série.
Segundo Coll & Solé (2009:18),
A educação escolar promove o desenvolvimento da medida em que promove a atividade mental construtiva do aluno, responsável por transformá-lo em uma pessoa única, irrepetível, no contexto de um grupo social determinado.
Nesse cenário, em que não somente se deixa de considerar as necessidades do sujeito-aprendente mas também passa-se a ministrar um ensino de língua sem sentido e significação, impede-se o desenvolvimento das competências e habilidades nos estudantes inseridos em um contexto social.
3) A prioridade no ensino de língua portuguesa
Com o objetivo de conhecermos o que os docentes priorizam no ensino de língua portuguesa, perguntamos: O que você prioriza no ensino de Língua Portuguesa? Por quê?
P1: Como já havia respondido no questionário anterior6, para mim, um pouco de tudo tem que ser praticado: leitura, escrita, fala, escuta, gramática etc, porque nossos alunos precisam desenvolver todos os tipos de competência. O ideal seria dar ênfase à reescrita, mas o modelo educacional do Estado de São Paulo impossibilita essa prática devido à grande quantidade de alunos em sala de aula e o não pagamento da quantidade de horas necessárias fora da sala de aula para uma correção elaborada das redações.
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140 P2: A leitura contextualizada para estabelecer a compreensão leitora, ajudando o aluno a entender o texto por meio de um processo de reflexão e exploração textual.
Contatamos que P1 destaca a importância de um trabalho que contemple um pouco de cada item para o desenvolvimento da competência nos alunos. Destaca ainda a importância do trabalho com o processo de reescrita, mas evidencia a dificuldade de se colocar em prática esse tipo de trabalho devido ao número de alunos nas salas de aula e a não remuneração por horas de trabalho que esse tipo de atividade exige. A professora P2 destaca a importância do trabalho com a leitura, a reflexão e a exploração do texto.
Em relação ao trabalho prático das docentes, verificamos as dificuldades em realmente colocar em prática o que teoricamente se sabe, ou seja, trazer para a sala de aula um ensino de língua portuguesa que seja desafiador, reflexivo, funcional e, assim, sair dos moldes da gramática normativa abordada por meio de frases soltas e aleatórias como se o que se aprende na escola fosse de utilidade alguma.
Nesse sentido, Os PCNs destacam
Toda educação verdadeiramente comprometida com o exercício da cidadania precisa criar condições para o desenvolvimento da capacidade de uso eficaz da linguagem que satisfaça necessidades pessoais — que podem estar relacionadas às ações efetivas do cotidiano, à transmissão e busca de informação, ao exercício da reflexão. De modo geral, os textos são produzidos, lidos e ouvidos em razão de finalidades desse tipo. Sem negar a importância dos que respondem a exigências práticas da vida diária, são os textos que favorecem a reflexão crítica e imaginativa, o exercício de formas de pensamento mais elaboradas e abstratas, os mais vitais para a plena participação numa sociedade letrada. (BRASIL, 1997:25-26)
De acordo com o documento oficial, o ensino de língua portuguesa deve contemplar o trabalho com a escrita, a oralidade, a gramática, a leitura, a reflexão, conforme elencados pelas docentes P1 e P2, para que assim, haja a possibilidade de desenvolvimento da competência comunicativa no falante.
É importante ressaltar a necessidade de um trabalho com a escrita como processo, mas também é importante não negar a realidade de salas
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numerosas e a falta de tempo dos docentes para a correção das produções de texto, como afirma a professora P1. Nesse cenário, ao professor incumbe-se mais uma vez a responsabilidade de busca de alternativas que não deixe de contemplar o processo de aprendizagem da língua escrita.
4. As estratégias de ensino perante as dificuldades
Com o objetivo de conhecer os procedimentos das docentes em relação às atitudes quando os estudantes não correspondem às expectativas no decorrer do processo de aprendizagem, perguntamos: O que você faz para aprimorar o processo ensino-aprendizagem quando a clientela não corresponde às suas expectativas?
P1: Tento me informar das novidades culturais e comportamentais seguidas pelos adolescentes e busco propor atividades que tenham, ao mesmo tempo, relação com tais interesses e com o conteúdo a ser ministrado.
P2: Quando percebo que a minha metodologia de ensino não está atingindo os meus alunos, mudo o foco do conteúdo, procuro estabelecer uma relação mais dinâmica e proponho a participação dos alunos para a aula ficar mais interativa.
Nessa questão, P1 destaca que, para aprimorar o processo de ensino- aprendizagem quando a clientela não corresponde às suas expectativas, busca propor atividades que se relacionem aos interesses dos alunos e com os conteúdos programados. P2 busca também a mudança de metodologia por meio de uma relação dinâmica, interativa com a participação dos alunos na aula.
Em relação a essa questão, ambos os professores afirmam buscar novas metodologias para o ensino de língua portuguesa tornando-o interessante, dinâmico e mais próximo dos aprendentes. Uma das formas de despertar o interesse da clientela seria tornar o ensino dinâmico e desafiador em que o
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estudante se vê como sujeito desse processo de ensino-aprendizagem. Como afirma Neves (2008:115),
Privilegiar a reflexão é exatamente a razão de preconizar-se um tratamento da gramática que vise ao uso linguístico. Não apenas o estudioso da língua portuguesa, mas também o falante comum, conduzido na reflexão sobe o uso da linguagem, vai poder orientar- se para a utilização eficiente dos recursos do processamento discursivo, e, a partir daí, chegar a uma sistematização dos fatos da língua legitimada pelo efetivo funcionamento da linguagem.
O despertar do interesse pela aprendizagem de língua portuguesa pode vir à tona quando os aprendentes estabelecerem sentido nessa aprendizagem, aplicando-a em circunstâncias que envolvem suas vidas cotidianas. Moran (2000:23) destaca algumas formas pelas quais aprendemos:
Aprendemos quando descobrimos novas dimensões de significação que antes se nos escapavam, quando vamos ampliando o círculo de compreensão que nos rodeia, quando, como numa cebola, vamos descascando novas camadas que antes permaneciam ocultas à nossa percepção, o que nos faz perceber de uma outra forma. Aprendemos mais quando estabelecemos pontes entre a reflexão e a ação, entre a experiência e a conceituação, entre a teoria e a prática; quando ambas se alimentam mutuamente.
Desse modo, um dos desafios dos professores na presente época é buscar meios para um ensino motivador em que os estudantes tornam-se sujeitos ativos da aprendizagem e não meros reprodutores de informações consequentemente esquecidas em situações posteriores.
5) O cumprimento do planejamento anual dos docentes
Com o objetivo de sabermos sobre o planejamento anual e seu cumprimento regular, perguntamos: Você consegue cumprir todas as etapas do Planejamento Anual de Língua Portuguesa?
P1: Isso depende muito do ritmo de cada turma, mas, pelo menos, 95% do que eu planejo sempre é executado até o final do ano.
P2: Acredito que não, sempre ocorrem situações inusitadas que merecem ser transformadas em um projeto para trabalhar com os alunos, por exemplo,
143 neste ano em virtude da violência escolar, houve a necessidade de mudar o rumo das minhas aulas e trabalhar a temática do Bullying.
Em relação ao cumprimento de todas as etapas do Planejamento Anual, P1 destaca que isso depende de cada turma, mas afirma conseguir cumprir quase todo o planejamento; P2 destaca a necessidade de, dependendo da turma, alterar o foco do ensino e assim afirma, muitas vezes, não conseguir cumprir o planejado no documento. Em suma, tanto P1 quanto P2 apresentam flexibilidade nas alterações do planejamento anual no decorrer do ano letivo.
O planejamento anual dos docentes tem a função, assim que conhecidos os perfis e necessidades dos alunos, de direcionar o cronograma de conteúdos a serem ministrados durante o ano letivo, porém, apresenta-se como flexível diante das mais variadas realidades que compõem as instituições escolares.
Segundo afirma Guimarães, na revista Nova Escola (2009),
Por mais bem fundamentado que seja o planejamento escolar, o professor precisa ter consciência de que alguns imprevistos podem surgir ao longo do ano letivo (e esses sinais não devem ser ignorados). É importante que haja uma avaliação constante do processo de ensino, com o educador sempre alerta para diagnosticar obstáculos encontrados e medir o ritmo de avanço das atividades sobre os temas programados.
Nesse cenário, tem-se estabelecido as chamadas situações didáticas e a- didáticas, considerando que a aprendizagem se dá tanto por meio de situações que, muitas vezes, não estão sob o controle do docente quanto por questões que são, de certa forma, controláveis pelas situações didáticas. Brousseau, segundo Freitas (2010:84), apresenta a noção de uma situação adidática como aquela que independe do controle do professor e proporciona um trabalho independente do aluno no processo da aprendizagem caracterizando a aquisição do conhecimento.
Nesse sentido, o professor deve pautar seu trabalho pela reflexão diária não somente sobre sua própria prática de ensino mas também pelas necessidades apresentadas pelos estudantes, pela efetiva apropriação do conhecimento e pelo direcionamento de novas possibilidades de ensino e prática em sala de aula.
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6. Os PCN na preparação das aulas
Com o objetivo de verificar se as docentes consideram os direcionamentos propostos para o ensino nos Parâmetros Curriculares Nacionais na preparação de suas aulas, perguntamos: Você considera o direcionamento dos PCNs do Ensino Fundamental na preparação das suas aulas?
P1: Sim. Quando eu fazia licenciatura e estudava Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa, os PCNs eram material obrigatório de aula, que serviam como base para elaboração de atividades linguísticas e epilinguísticas.
P2: Sim; ele serve como um referencial para que eu não me distancie da base curricular do país, e assim, proporcione um ensino com equidade para todos os alunos diminuindo possíveis desigualdades culturais.
Constatamos que tanto P1 quanto P2 afirmam considerar o direcionamento dos Parâmetros Curriculares Nacionais na preparação de suas aulas. Sendo assim, é importante destacarmos o que afirma esse documento na parte Ao professor
Nosso objetivo é auxiliá-lo na execução de seu trabalho, compartilhando seu esforço diário de fazer com que as crianças dominem os conhecimentos de que necessitam para crescerem como cidadãos plenamente reconhecidos e conscientes de seu papel em nossa sociedade.
Sabemos que isto só será alcançado se oferecermos à criança brasileira pleno acesso aos recursos culturais relevantes para a conquista de sua cidadania. Tais recursos incluem tanto os domínios do saber tradicionalmente presentes no trabalho escolar quanto as preocupações contemporâneas com o meio ambiente, com a saúde, com a sexualidade e com as questões éticas relativas à igualdade de direitos, à dignidade do ser humano e à solidariedade.
Nesse sentido, o propósito do Ministério da Educação e do Desporto, ao consolidar os Parâmetros, é apontar metas de qualidade que ajudem o aluno a enfrentar o mundo atual como cidadão participativo, reflexivo e autônomo, conhecedor de seus direitos e deveres.
Embora as docentes afirmem considerar os direcionamentos dos Parâmetros Curriculares Nacionais em suas aulas, notamos que tanto P1
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quanto P2 não direcionaram os conteúdos das aulas a que assistimos tendo em vista as orientações do documento oficial.
7) Os recursos utilizados para ministração das aulas
Com o objetivo de sabermos se utilizam e quais recursos utilizam para a ministração das aulas de língua portuguesa, perguntamos: Você utiliza algum recurso extra para a explanação dos conteúdos em sala de aula?
P1: Em sala de aula utilizo suportes impressos, como jornais e revistas. Quando necessário, utilizo outros espaços da escola onde se encontram equipamentos de mídia, como aparelho de som e projetor de vídeo.
P2: O recurso que utilizo são: aulas diferenciadas com encenações teatrais, leitura dramática de textos narrativos, projetos de confecções de livros manuscritos para trabalhar a escrita e a gramática, atividades de vivência( os alunos retratam suas histórias de vidas e as compartilham com seus amigos), assim estimulo a oratória e intervenho com questionamentos que os levem a refletir e desenvolver seus raciocínios críticos e analíticos.
Constatamos que P1 utiliza em suas aulas recursos impressos e, quando necessário, equipamentos de mídia e P2 utiliza encenações teatrais, estímulo à oratória, projetos de confecção de livros, leituras dramáticas, questionamentos que estimulem a reflexão e outros. Em suma, tanto P1 quanto P2 afirmam utilizar recursos extras e disponíveis para a execução das aulas de língua portuguesa, distanciando-se de metodologias apenas tradicionais de ensino.
Considerando as aulas a que assistimos, verificamos que as professoras tendem, no dia a dia de suas aulas, a realizar um trabalho que se aproxima de metodologias tradicionais de ensino não se valendo de práticas inovadoras para o trabalho com a língua materna.
Sabemos que, diante de um novo perfil de estudante, fruto de um meio tecnológico cujas informações são adquiridas de forma muito rápida, ministrar aulas de maneira tradicional em que o professor fala, escreve na lousa e o aluno ouve e registra no caderno, não pode ser o único meio de ensino, pois
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para um ensino motivador faz-se necessário o uso de diversos recursos disponíveis, sejam os tecnológicos ou não. Segundo Moran,
Com ou sem tecnologias avançadas podemos vivenciar processos participativos de compartilhamento de ensinar e aprender (poder distribuído) por meio da comunicação mais aberta, confiante, de motivação constante, de integração de todas as possibilidades da aula-pesquisa/aula-comunicação, num processo dinâmico e amplo de informação inovadora, reelaborada pessoalmente e em grupo, de integração do objeto de estudo em todas as dimensões pessoais: cognitivas, emotivas, sociais, éticas e utilizando todas as habilidades disponíveis do professor e do aluno. (MORAN, 2000: 27)
Desse modo, cabe ao professor enquadrar-se na realidade de sua instituição de ensino e utilizar os mais variados e disponíveis recursos para o despertamento da motivação dos estudantes no processo ensino- aprendizagem.
8) A ação perante a dificuldade do aluno
Com o objetivo de conhecer o que fazem as docentes e quais procedimentos utilizam quando um de seus alunos não atinge um nível de compreensão do conteúdo ministrado, perguntamos: Como age quando seu aluno não consegue compreender um conteúdo?
P1: Explico, explico, explico... dou exemplos cotidianos, peço que outro aluno que compreendeu fale para a sala o que entendeu e, se a dúvida persistir, enquanto a maioria realiza a atividade proposta, ajudo individualmente àqueles que estão tendo maior dificuldade.
P2: Quando percebo a dificuldade procuro explicar de forma diferenciada, citar outros exemplos e aplicabilidade do conteúdo no dia-dia do aluno, quando finalmente ele atribui sentido naquilo em que se está aprendendo, então compreenderá o conteúdo que se transformará em conhecimento para toda a sua vida.
Tanto P1 quanto P2 destacam que, para a melhor compreensão de um conteúdo, utilizam exemplos próximos dos alunos. P1 destaca também que como estratégia, solicita a um outro aluno que explique o que entendeu sobre o
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conteúdo e fornece atendimento individual para aqueles cujas dúvidas ainda persistem.
Em uma situação em que o estudante não atinge os objetivos pretendidos em relação à aprendizagem de um determinado conteúdo, a atitude do docente pode ser decisiva para a mudança de cenário, pois a consciência da necessidade de busca de alternativas para o ensino direciona a abertura de possibilidades para aquisição de novas estratégias e metodologias.
9. O trabalho com a gramática
Com o objetivo de conhecer como as docentes afirmam trabalhar a gramática, no caso a normativa, em sala de aula, perguntamos: Como você trabalha o ensino de gramática?
P1: Com atividades epilinguísticas de dificuldade crescente até chegar ao nível daquilo estar tão fácil e internalizado que eu possa denominar o conteúdo com a classificação da gramática normativa.
P2: Antes de abordar a gramática normativa, tomo como base um texto