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Responsabilités Institutionnelles dans la gestion de la QA

O Quadro 17, a seguir, reúne as manifestações dos alunos nas entrevistas, sobre o que afirmam terem lido – autores e leituras de que se lembram – e aprendido nas diferentes aulas.

QUADRO 17: Leituras e Autores postos em destaque pelos alunos

Aluna 01 A Délia Lerner e Emília Ferreiro também, eu gostei. Inclusive a profa. Rosa também sempre bateu na tecla que elas são importantes. Essas duas.

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Aluna 02 – Não sei se vai ficar meio clichê assim falar, porque acho que a maioria das pessoas fala assim, mas não tem como não falar em Paulo Freire, eu não tenho como não falar em Paulo Freire e Maria da Glória Gohn, embora eu não li ela no curso, não foi um pedido do curso, mas eu li porque eu acredito na educação não formal e ela é uma escritora que fala muito da parte de educação não formal. (...) Meu TCC é sobre a lei n. 11.645, sobre o ensino do afrodescendente, indígena, embora você perceba que isso só acontece mesmo nos espaços não formais, que é o que eu quero tentar falar depois, mas enfim (...) é Paulo Freire, total. (...) não tem a ver com a questão da Educação Popular, o cara tem a ver porque ele me mostrou uma docência que está ligada à prática. Eu me identifiquei com esse cara porque ele tem me mostrado, porque de fato tem, porque no livro eu realmente eu bebo o que ele fala, ele tem me mostrado que não adianta eu falar e não fazer. Uma educação, de fato, uma educação que acontece com um discurso verdadeiro, eu não posso fazer um discurso falso. --- ---

Aluna 03 – Vygotsky é a minha paixão. Concordo muito com o que ele diz, é o meio. O Paulo Freire e Montessori. (...) Vi em Filosofia. Foi um trabalho que nós fizemos.

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Aluna 04 Ah, esse último aí, não sei o primeiro ano, o Zabala. Ele fala muito, é o que mais eu guardei, ele fala do conhecimento mesmo, do conhecimento prévio, do atitudinal (...). E a Aranha54, de História da Educação e tinha um pouco

de Filosofia. Aristóteles, Platão, e todo aquele pessoal lá da Grécia.

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Aluna 05 Eu gostei de Délia Lerner e acho que Paulo Freire. (...) O Paulo Freire ele é muito humano, ele é muito realista, ele trabalha com a realidade do ser humano. Ele não fala daquele ser humano longe, ele vai lá no trabalhador, aquele que tá encarando todo o dia, o trem, o metrô, que passa sufoco pra aprender, que passa mais tarde por uma escola pra aprender. Délia Lerner, a forma, com muita clareza tudo o que ela explica, eu achei bem interessante o livro dela.

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Aluna 06 Henri Wallon, vamos ver mais, Piaget eu gostei bastante do Piaget. Eu gostei da Isabel Alarcão, com certeza, vi na Didática. Vamos ver (...) também um que eu falei: Olha, que moço! O Zabala, nossa eu gostei muito do Zabala, bastante. Deixa ver mais, têm uns autores que não apareceram na aula, mas que seriam muito bem usados, como um cara chamado Neira Matos, que ele fala muito sobre a construção de um movimento na escola que não engloba só o movimento físico, engloba todas as disciplinas, que tem a ver com o projeto que a gente tá elaborando agora e que é muito bom. Tive contato com ele por causa da Iniciação Científica que eu fiz e ele veio em minhas mãos esse autor, porque eu tava fazendo uma pesquisa mesmo na biblioteca geral da faculdade. (...) O tema da minha IC foi “A importância do movimento na escola de Educação Infantil”. Por isso que esse autor foi imprescindível, tem textos do Henri Wallon que ele cita no livro dele. Foi um autor que me ajudou.

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Aluna 07 - Então, eu gosto muito dos teóricos de Psicologia. Apesar de, têm uns da Pedagogia que seguem a linha que usam as duas coisas. Então, Piaget eu gosto muito, quem a gente está aprendendo agora, a Montessori eu também me identifiquei, apesar de não conhecer muito, mas pelo o que a professora está ensinando para gente, é muito legal (...) que mais.

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Aluno 08 Vygotsky foi o que eu li muito e Piaget. Piaget nem tanto (...) mais os dois Vygotsky e Paulo Freire. Paulo Freire me deixou marcado muito aquela questão da EJA, eu li algumas coisas e tal (...) e tava lendo até pouco, Pedagogia do Oprimido, eu tive que interromper ia até colocar no meu TCC, mas eu não consegui, e depois li bastante Piaget também, sobre as fases das crianças. (...) Bourdieu foi muito pouco, que falava sobre currículo eu não lembro muito bem, mas eu li também e acho que a professora que me deu aula no 1º semestre, não me lembro nem o nome da disciplina que ela me deu, que falou sobre Bourdieu, eu não tive um proveito muito grande pela metodologia dela. Às vezes, a professora era muito boa, mas não consegue passar pra você e, às vezes, você por um detalhe físico você acaba não tendo uma simpatia pela professora e isso te bloqueia, mas acho que esses autores, Paulo Freire, Vygotsky, Piaget, foram os mais marcantes, os que mais foram trabalhados, por isso, mais marcantes. (...) Usei Vygotsky, Piaget e Paulo Freire, usei a Délia Lerner, (...) eu não li muito sobre ela, só coloquei alguma coisa pra falar sobre alfabetização, que vai muito além de ensinar a ler e escrever, e sim uma visão de mundo, saber lidar com as situações como um todo e (...) conheci atualmente fazendo concurso para

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Santo André, concurso público para professor, Kátia Smole, que eu não conhecia. Eu conheci, falaram muito dela sobre a Matemática, eu li um pouquinho coisas sobre ela, mas é uma autora que a gente não trabalhou no curso né, e depois eu vou até procurar saber um pouquinho mais sobre ela. Esses foram os que eu conhecia e me lembrava. (...) Meu TCC será sobre “A” Influência da Matemática na Alfabetização.

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Aluna 09 A Délia Lerner por ela ter uma visão muito do que é ler e escrever, ela tem uma visão que nos abre os olhos para muita coisa, eu tenho a Délia Lerner. Ah, me esqueci de Sociologia que eu adoro. Não lembro o nome dele, não é o Bourdieu, é o Foucault. Eu li muito Foucault, sua obra “Microfísica do Poder” também muito bom, e outro que eu gosto muito é o Celso Antunes. Não foi uma indicação da instituição, mas é um autor que eu adoro. Eu descobri quando fui a uma palestra dele há um tempo, lá no Maranhão. (...) No Maranhão, então eu fiquei encantada da forma como ele falava, do amor com o qual ele fala da profissão sendo um professor de Geografia que totalmente, hoje ele vê a educação como um todo não, focado na Geografia dele como professor de Geografia que ele é, mas focado no todo, na educação como um todo. Ele fala sobre como fazer projetos, como transformar informação em conhecimento, em como transformar valores em virtudes. Então, têm varias coisas dele. Tantos autores e agora não me vêm à cabeça outro nome.

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Aluno 10 Ah! São tantos: Marx, Comte, tem Durkheim, só sociólogo e filósofo. Mas, principalmente o Marx e Durkheim. Durkheim é um gênio, para mim é um gênio. E teve mais um também que a gente viu bastante em vídeo, agora esqueci o nome, ele é um velhinho. (...) A gente viu vídeo, mas vídeo recente. Ele ainda é vivo, foi o que me deixou mais feliz estudar alguém vivo55. Esqueci o nome dele. A gente viu em Matemática alguns vídeos dele. É um carequinha, esqueci

o nome dele. Um velhinho carequinha. Ele falando, até prende, faz esquecer e faz pensar. “Nossa! Que legal ele está falando isso”. O jeito de falar, agora esqueci. Não acredito que esqueci o nome. Foi em Matemática, agora no quinto semestre. (...) Não cheguei a ler nada dele, apenas assisti os vídeos.

Em relação aos dados presentes no Quadro 17, as respostas dos alunos sobre leituras e aprendizagens que tiveram no curso permitem algumas inferências:

Os autores mais referenciados pelos alunos foram: Delia Lerner, Paulo Freire, Piaget, Vygotsky e Wallon. Fora esses, foram citados por mais de um aluno: Montessori, Zabala e Bourdieu;

Sobre as autoras Délia Lerner e a também citada Emília Ferreiro, atribui-se ao Projeto Ler e Escrever56, o qual fundamenta a base teórica da disciplina Fundamentos da Alfabetização. Paulo Freire foi bastante referenciado, por constituir base teórica da disciplina Educação de Jovens e Adultos e, como já foi visto, esta foi uma das disciplinas citadas como preferida dos alunos. E, por fim, os autores constituintes o tripé da área da Psicologia da Educação – na Matriz têm 160h dessa disciplina: Psicologia da Educação I (80h) e Psicologia da Educação II (80h), as quais também foram elencadas no rol das preferências dos alunos. Isso nos faz perceber a intrínseca relação entre a referência do autor com a área de conhecimento de predileção dos estudantes;

Aponta-se também o interesse dos alunos por determinados autores atrelado a experiências de estudo fora da IES, como o caso do autor Celso Antunes;

 E, por fim, o destaque a certos autores relaciona-se a algumas experiências

vivenciadas no curso, dentre elas:

55 O aluno se refere ao autor Rubem Alves.

56 O Projeto Ler e Escrever resulta da parceria da IES com as escolas estaduais e municipais. Délia Lerner e

Emília Ferreiro constituem o referencial teórico de base do Projeto, refletindo-se nas leituras e estudos feitos na disciplina de Fundamentos da Alfabetização, onde a maior parte dos professores que ministra essa disciplina participa do Projeto Ler e Escrever.

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Programa de Monitoria57: os Alunos 09 e 10, respectivamente, foram monitores por dois semestres consecutivos da disciplina Sociologia da Educação, o que os aproximou, obviamente, dos autores desta área, no caso: Marx, Bourdieu, Durkheim e Foucault;

Projeto de Extensão: considerando a participação no Projeto Ler e Escrever (Aluna 03), familiarizando com os estudos sobre Délia Lerner na área da alfabetização;

Projeto de Iniciação Científica: dos 10 alunos, as Alunas 02 e 06 participaram da IC, proporcionando a leitura de outros autores trabalhados no curso, como no caso Maria da Glória Gohn, no campo da Educação Não Formal.

Experiências frutíferas para o processo formativo desses alunos, entretanto com

reduzida participação, justificada, em parte, pelas condições objetivas desses alunos, onde a maioria deles são trabalhadores e têm pouco tempo para se dedicar a outras atividades, além das solicitadas nas disciplinas cotidianamente, como visto no Capítulo II.