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Centre de Gestion de la Qualité de l’Air (CGQA)

4 Organisation de la gestion de la qualité de l’air proposée au Sénégal

4.3 Centre de Gestion de la Qualité de l’Air (CGQA)

E em relação ao que dizem os alunos sobre os docentes do curso o Quadro 18, a seguir, traz essas informações, com destaque as falas sobre os que foram marcantes ao longo da trajetória formativa.

QUADRO 18: Professores Marcantes

Aluna 01 – As profas. Rosa e Begônia.

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Aluna 02 Por que são professores que acreditavam na educação, foi por isso, total. Todos que eu falei eles acreditavam, não é só a metodologia, é porque eles acreditaram, tanto que o discurso deles me inflamou, foram esses discursos que me inflamaram. Eles tinham o discurso e a prática e me fizeram ter o discurso e a prática, eles acreditam na educação. E acreditam que vão (...) esse que eu achei o melhor de tudo, porque eles acreditam que daqui, da IES, dessa sala que dizem ter problemas, eles acreditam que dali pode sair bons professores. Eles acreditam nisso, e muitos não, já sabem que é perdido.

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Aluna 03 – A profa. Rosa, ela vai ser sempre marcante na minha vida, porque eu tinha muita dificuldade e até hoje ainda tenho, e a Rosa sempre falava: “A gente só aprende fazer, fazendo”. Uma coisa que ela sempre fala e é uma pessoa que acredita. Ainda nesse semestre, ela olhou pra mim, quando ela foi entregar minha prova e me disse na chamada: “Você melhorou muito, você cresceu muito”. E no dia de entregar a prova ela falou: “Viu como meu olho não erra”. E a profa. Miosótis, de Gestão. (...) A personalidade dela. A vontade dela que os alunos aprendessem. Isso me marcou muito. --- ---

Aluna 04 – Com certeza, a professora Hortência, é uma das que eu faço questão de ver na nossa colação de grau. Ela é muito fofa. E a professora Dália (se emocionou). A Dália foi uma coisa pessoal. Eu tive um problema pessoal muito sério.

57 Consiste em um Projeto Institucional, oferecido, sobretudo, aos alunos do 1º e 2º semestres. Os alunos, a partir

do 3º semestre, com interesse e rendimento acadêmico satisfatório em determinadas disciplinas, associado a disponibilidade de tempo, participam desse Projeto na condição de monitores, auxiliam e orientam os alunos dos dois primeiros semestres, nos horários de pó-aula (período diurno) e pré-aula (período noturno), no caso os monitorandos, orientados por um professor da área, chamado de tutor.

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Aluna 05 – O Cravo foi muito marcante, a aula dele é muito boa, é clara, sempre faz sentido. A aula da Rosa, ela é ótima. Também é uma aula que faz sentido, não que as outras não façam, mas trazer a realidade, um exemplo do nosso dia a dia facilita muito o entendimento e tem na aula dos dois. A aula dos dois é ótima.

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Aluna 06 Professora Gérbera. A dinâmica da aula dela era tão clara, ela falava e a gente entendia. Nossa a Primavera, não lembro o sobrenome dela, mas ela dava aula de coordenação, coordenador pedagógico, foi muito bom, pela clareza, aula dinâmica, descontraída (...) a gente tava descontraído, mas tava aprendendo ao mesmo tempo. Eu gosto da brincadeira do negócio, eu to brincando, mas eu to aprendendo.

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Aluna 07 - É. Não é nem pela matéria era pela pessoa, pela professora, porque eu a acho (...) primeiro de tudo, quando eu vim fazer a primeira semana de Pedagogia quando eu estava aqui, eu vi na semana da Pedagogia. Ela ainda não era minha professora, a Begônia. É que ela tem essa coisa com música. (...) Eu amei a palestra dela, eu fiquei apaixonada pela palestra dela e, assim, as aulas dela quando ela citava exemplos pessoais (...) eu gostei muito, infelizmente a matéria eu não gostava muito que era de leis. Eu acho que ela devia ter dado outra matéria para gente para ficar perfeito. Ela foi alguém que eu achei muito legal assim, que acrescentava bastante. Foi uma referência como pessoa porque como pela profissão assim eu não (...), talvez muito pela música. (...) Ah, O professor de Jogos e Brinquedos eu achei ele muito sensível também, o Girassol. Ele está esse semestre também na disciplina on-line. Porque eu gosto dessa coisa sensível, não mais pela matéria, pela parte profissional. Eu vejo muito a parte sensível, pessoal assim. Eu gostei muito deles, muito deles dois.

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Aluno 08 – Olha foram vários professores que foram marcantes assim, mas eu me surpreendi bastante nesse último semestre porque eu adorei né, o professor Gerânio. Foi um cara excepcional, muito jovem e com uma bagagem muito grande de experiência e conhecimento. A professora Miosótis, uma professora excepcional, gostei muito de ter conversado com ela e gostaria de ter conhecido ela anteriormente. E a professora Alfazema, também muito gente boa, nos entende. Eles são profissionais e nos tratam como adultos, né, porque muitos professores, às vezes, gostam de impor sua posição e acabam nos tratando como se fossemos crianças. Não somos mais crianças, alguns como eu, podem ser muito jovens, mas também não é mais criança. Já adquirimos uma experiência, sabemos conversar tão bem quanto uma pessoa de 50 anos sobre determinado assunto e, porque se interessaram e tal, mas além de nos respeitar como, como formandos, como professores, é, tem o domínio sobre o conhecimento, tem muito forte aquilo sabe, consegue passar pra você de cinco maneiras diferentes o conteúdo. Então tem um domínio muito grande, nos trata com respeito, nos entende, assume responsabilidades, não é só: “Vamos falar com a coordenadora”. Diziam: “Pessoal vamos sentar, vamos conversar que ai eu resumo e levo pra coordenadora”. Como foi com a Alfazema, como foi com o professor Gerânio e com a professora Miosótis. Teve um momento que ela até se retirou da sala pra gente discutir a questão de: “Fica na sala, não fica” o carinha lá, o (aluno Y da sala) até falou: “Professora, tem de participar disso”. E, ela falou: “Querido, não vou participar, porque não compete a mim é uma coisa de vocês, é particular de vocês, não tenho que está aqui pra ouvir”. Ela saiu da sala, foi beber uma água e disse: “Vou beber uma água e em cinco minutinhos já volto”. Então acho que isso é uma característica dos professores que são marcantes.

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Aluna 09 Professoras Orquídea, Miosótis, Palma e Alfazema. Também a Begônia e o professor Alecrim. Eles tiveram disciplina, postura, conhecimento, porque querendo ou não quando você já chega à Universidade você já tem outro olhar, você já sabe aquele professor que está ali que, às vezes, precisa recorrer ao livro, e sabe aquele que por uma experiência, ele já vai sem precisar recorrer, tem a experiência dele. Ele te dá uma segurança muito maior. Então por tabela parece que são os professores de mais idade.

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Aluno 10 – Eu poderia, nossa, foram vários e acredito que a maioria do primeiro semestre. (...) Sim, a maioria do primeiro semestre, entre o primeiro e terceiro, mas assim eu poderia citar nomes como a Magnólia, o Antúrio, o próprio Alecrim, todos eles da área, e claro, a Orquídea. Ela é lenda, né? É mito. Ela não pode aposentar tão cedo, ela quer aposentar, mas ela ainda tem muita lenha pra queimar não é ainda? E a professora Alfazema, nossa a Alfazema me apaixonei por ela. Ela é uma professora, é aquela coisa da amizade, ela assim na gíria, ela fechou com a gente bonito. A Alfazema e o Gerânio. Todos tiveram metodologia. Aquela coisa que é, te assusta, mas te assusta por um lado positivo sabe, te assusta: “Nossa eu não acredito que eu tava tão fechado na minha caverna, e agora que eu estou saindo” né? Pra mim aquele negócio eu tinha vivência até o Ensino Médio e não sabia o que era a vida acadêmica, não sabia quais eram os bastidores e como que era dentro de uma universidade e descobrir isso pra mim foi uma experiência maravilhosa. Descobri outro mundo. Então a Alfazema sempre muito parceira, a Magnólia, o Antúrio e o Alecrim são professores assim que eu acho que não poderiam faltar em uma universidade. O Gerânio, nossa, como é que eu posso descrever? É especial, é um professor especial, sabe um professor, sabe aquela coisa da nova guarda, tem aquele da velha guarda. (...) É da nova guarda, não é nem jovem guarda, é nova guarda, é uma coisa, sei lá, é muito bom. O bom é que pudemos ter parâmetros bem diferentes de professores.

O corpo docente do curso tem, aproximadamente, 100 professores, os quais, na condição de funcionários da instituição, atuam em todos os campi e nas duas modalidades de

180 ensino neste curso (presencial e à distância). Ao fim de semestre letivo, os professores preenchem pela Central do Professor (campo de acesso institucional) e também por e-mail enviado pela coordenação do curso, um formulário de disponibilidade, indicando horários, dias e campus de preferência para atuar. A indicação do campus se faz necessária, pois pelo fato do curso ser oferecido em todos os campi da instituição, distribuídos em diferentes áreas da região metropolitana de São Paulo, se alocados em campi distantes da moradia ou do local de trabalho (especialmente os que trabalham em outro espaço, além da referida universidade), terão dificuldades de locomoção, podendo gerar atrasos ou até faltas – fator esse que busca ser considerado, na medida do possível, pelos gestores do curso.

Em sua maioria, os professores têm titulação de mestrado ou doutorado e trabalham em regime de dedicação parcial, boa parte, na condição de horistas. Do corpo docente, há um percentual que atua, concomitantemente, na pós-graduação Lato Sensu, há os participam de projetos institucionais, como o Ler e Escrever, Bolsa Alfabetização e no Programa de Monitoria, como professores tutores. Há, também, os que têm Projetos de Pesquisa, orientando Iniciação Científica e, grande parte, atua também na supervisão de Estágio e acompanhamento de TCC. E, ao fim, um grupo, em média, 12 professores compõe o NDE do curso – Núcleo Docente Estruturante (já citado em item anterior).

É um grupo bem heterogêneo, em vários aspectos: gênero (apesar de prevalecer mulheres), idade, tempo de instituição, experiências profissionais e áreas de formação acadêmica. Vale acrescentar que a IES oferece um Programa chamado Formação do Futuro Professor, o qual tem uma formatação similar à de um curso de especialização, estimulando egressos dos cursos de graduação a seguirem a carreira acadêmica. Os alunos aprovados nesse Programa, após entrevista com os coordenadores de área e realização de estágio, serão contratados para atuar como professores da instituição. No curso de Pedagogia, há professores formados nesse curso, única condição de ingresso como docente na IES com a titulação de especialista.

Seguem algumas considerações baseadas nas falas dos alunos entrevistados, relativa aos professores do curso:

 As características atribuídas aos professores, quase de forma unânime, referem-se a aspectos mais subjetivos, tais como: personalidade forte, vontade, sensibilidade, respeito, ética, postura, segurança e parceria. Fica patente a valorização da imagem de um professor mais “amigo”;

181  Alguns alunos apresentaram a referência do bom professor por traços mais tangíveis: clareza, dinâmico, dá exemplos, experiência, conhecimento, domínio do conteúdo, assume responsabilidades, disciplina, metodologia. Vale ressaltar que poucos alunos evidenciaram conhecimento e domínio do conteúdo como características marcantes dos seus docentes formadores;

 Chamam a atenção certos comentários tecidos sobre os professores, tidos como marcantes no processo formativo: “Muito fofa; Trata como adultos e não como crianças; Apaixonei por ela; Fechou com a gente; Discursos e práticas que demonstram acreditar na educação; Aula que faz sentido; Assusta pelo lado positivo”.

Em meio aos atributos elencados que qualificam o “bom docente”, observa-se a preponderância da dimensão afetiva (características pessoais), em relação às dimensões técnica e política (características culturais e intelectuais) – o que se coaduna com as manifestações dos alunos sobre o curso, nas quais também se evidenciam aspectos mais voltados à afetividade.

Cabe também destacar, neste item sobre o corpo docente da instituição, que este trabalho não apresentará elementos suficientes que permitam mapear os aspectos constituintes da cultura docente, mesmo porque, os sujeitos investigados foram os alunos e não os professores. No entanto é fundamental evidenciar que a cultura docente está impregnada das marcas institucionais, manifesta em suas práticas e ações, como fica evidente nas falas dos alunos, da mesma forma que a cultura dos discentes “(...) se encontra substancialmente mediada pelos valores, pelas rotinas e pelas normas que os docentes impõem. Inclusive, nos processos e nas situações de maior contestação (...)” (PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 165).

Neste sentido, pode-se afirmar a intrínseca relação que há entre cultura institucional, cultura docente e cultura discente. Resta saber em que medida esse modelo de organização escolar respinga e afeta as concepções dos alunos sobre a docência, repercutindo na construção de sua identidade profissional. Ponto de discussão do Capítulo IV.