PART II: LITERATURE REVIEW
3 LITERATURE REVIEW AND RESEARCH MODEL
3.1 Research questions
Após a breve passagem pelas transformações ocorridas na economia brasileira, notadamente da indústria de transformação e seu respectivo valor da transformação industrial, segundo as regiões e estados da federação brasileira, em diferentes períodos das décadas de 70, 80 e início dos anos 90, também, de forma suscinta, procuramos, nos anos de 2002 e 2003, proporcionar um reduzido panaroma do estado de São Paulo: na RMSP (Região Metropolitana de São Paulo), e no interior do estado, sob a ótica dos investimentos, segundo setores da atividade econômica, modalidade dos investimentos anunciados, bem como da sua distribuição espacial.
Acreditamos ter sido justificável esta abordagem (resumida como foi) sobre a rota dos investimentos no estado e pelo interior paulistano, pois, de alguma maneira, foi possível ainda que implicitamente compreendermos o porquê da preferência do investimento nesta ou naquela região, independentemente de entendermos a sua própria lógica explicitada sob a forma do tipo de investimento.
Uma das conclusões mais importantes a que se tem chegado nesses estudos é que quanto mais diversificada a atividade econômica de determinada região mais estável tende a ser o desempenho econômico. E o Estado de São Paulo possui grande diversificação da atividade econômica que vai desde setores de alta tecnologia (telecomunicações, informática, aeronáutica e equipamentos eletrônicos) até os segmentos mais tradicionais, como os setores têxtil, agrícola e alimentício. Assim, o desempenho positivo dos investimentos anunciados no Estado de São Paulo reflete a própria estrutura da economia paulista, diversificada, dinâmica e com enorme capacidade de adaptação nos períodos de crise75.
É oportuno lembrar que quanto mais diversificada a atividade econômica de determinada localidade, com certeza, esta diversificação, entre outros fatores, relaciona-se diretamente com a renda da população, uma vez que quanto maior for a renda da população de uma economia (região e/ou município) não apenas provavelmente o
percentual da renda destinado ao consumo será elevado, mas também diversificada será a cesta de bens de consumo e serviços desta mesma população, o que, por conseguinte, estimulará a instalação de diferentes empreendimentos naquela economia, possibilitando, assim, sua própria condução no sentido da diversificação.
Deste modo, não podemos nos esquecer de que como até o momento tratamos as regiões administrativas (do estado de São Paulo), enquanto espaços de produção, convém ressaltar que as referidas regiões, assim como, os seus respectivos municípios sede são também espaços de trabalho, de consumo, de habitação / residência, de educação, de relações, entre outros. Por este motivo, antes de examinarmos a questão dos investimentos no município e na região administrativa de Franca, por configurarem alguma aproximação, selecionamos os municípios sede de regiões administrativas: Bauru, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e Franca, para apurar em relação ao estado de São Paulo, a magnitude que estes municípios representam no que se refere ao PIB (Produto Interno Bruto) e ao consumo.
Quanto aos dados do PIB, comparamos dada a disponibilidade dos mesmos os municípios elencados nos anos de 1970,1980 e 1996 (todos convertidos em US$ 1,00 de 1998). Contudo, no que se relaciona ao consumo baseamo-nos nos dados do ano de 2000, publicados pela Revista Balanço Anual da Gazeta Mercantil “Índice do Potencial de Consumo”.
TABELA 47: Estado de São Paulo e municípios selecionados, PIB (Produto Interno
Bruto) em US$ - 1970, 1980 e 1996
PIB ( em US$ 1,00 de 1998)
Municípios 1970 1980 1996
Estado de São Paulo Bauru Franca Presidente Prudente Ribeirão Preto 97.206.722.801 526.500.428 307.844.540 417.831.389 806.884.550 212.424.834.844 983.887.317 874.321.941 612.288.328 1.900.918.021 296.434.982.188 2.100.064.513 1.262.268.564 1.318.197.651 3.729.390.709 Fonte: Elaborada pelo autor a partir dos dados do IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas)
Do conjunto de quatro municípios do interior do estado de São Paulo, nos três anos observados, a liderança de Ribeirão Preto é notória, seguida de Bauru, e depois de Presidente Prudente e Franca, quanto ao valor absoluto do PIB. Já em termos de participação relativa, verificamos que:
a) Ribeirão Preto: participou com 0,83% em 1970, 0,89% em 1980 e, no ano de 1996, sua participação relativa subira para 1,26%;
b) Bauru: em 1970, participara com 0,54%, no ano de 1980 sua participação reduziu para 0,46% e, em 1996, recupera-se da queda e atinge os 0,71% de participação relativa comparativamente ao PIB estadual;
c) Franca: 0,32% era a participação relativa apurada em 1970, já em 1980, mesmo com a quase duplicação do seu PIB, a participação relativa subiu para 0,41%, e, no ano de 1996, uma pequena recuperação permite que sua participação relativa sobre o PIB estadual suba para 0,43%; e
d) Presidente Prudente: no ano de 1970, sua participação era de 0,43%, contudo, em 1980 a mesma reduzira-se para 0,29%, e, em 1996 com pífia vantagem, supera o município de Franca, totalizando uma participação relativa de 0,44% no total do PIB do estado de São Paulo.
Com base nos dados divulgados pela Gazeta Mercantil (em parceria com levantamento realizado pela empresa Florenzano Marketing), no ano de 2000, que nos revelam o total em valores (R$ mil), referente ao consumo de 45 itens diversos de despesas (alimentação, higiene pessoal, educação, eletrodomésticos, médicos, planos de saúde etc), verificamos o consumo total e per capita do estado de São Paulo, e, dos quatro municípios anteriormente retratados.
TABELA 48: Estado de São Paulo, municípios selecionados segundo o consumo (em R$
mil) e consumo por habitante (em R$) – 2000
Município População (n.º habitantes) Consumo Total* (em R$ mil) Consumo por** Habitante (em R$)
Estado de São Paulo Bauru Franca Presidente Prudente Ribeirão Preto 36.391.212 320.769 297.936 187.959 478.831 136.633.204 1.392.506 906.633 774.418 2.820.147 3.754,57 4.341,15 3.043,06 4.120,14 5.889,65 Fonte: Elaborada pelo autor segundo dados da revista Balanço Anual / Gazeta Mercantil & Florenzano
Marketing
“Índice de Potencial de Consumo”
* Consumo total: refere-se ao valor total do consumo de 45 itens das despesas familiares ** Consumo por habitante: é o consumo em R$ por ano por habitante.
O município de Ribeirão Preto situou-se bem acima da média do estado, no que se refere ao consumo por habitante, ou ainda, o consumo por habitante neste município era de 1,5 vezes a média do estado de São Paulo no ano de 2000, em seguida, em menor proporção, mas, também acima da média estadual ficaram os municípios de Bauru e Presidente Prudente, e, abaixo da média do estado ficou o município de Franca.
Retomando a questão dos investimentos anunciados no estado de São Paulo, verificamos, a seguir, no ano de 2003: o valor, o setor de atividade, a empresa, a origem, o tipo, e o período do investimento, na RA (região administrativa) e no município de Franca.
TABELA 49: Município de Franca, Região Administrativa de Franca, investimentos anunciados por origem do capital, tipo de investimento e setor de atividade econômica – Janeiro – Junho / 2003
R.G. Franca