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Analisar a navegabilidade significa a capacidade do sistema oferecer meios para uma interação rápida e eficaz para usuários com ou sem experiência. O número de passos de navegação necessários para alcançar um determinado objetivo deve ser minimizado ao máximo. Nesse processo, diferentes modelos mentais, estratégias de navegação e as tarefas do usuário são levados em conta. (9241-151, 2008, p. 17).

Devido ao seu caráter não-linear das informações dentro uma página Web, o usuário pode sentir desorientado. Por isso, é importante que o website possa informar o usuário em “que contexto ele se encontra, o que a página faz e demarque claramente a navegação”

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(BRASIL, 2010, p. 12). Complementar a isso, Krug (2008) comenta que as pessoas não gostam de ter que descobrir como fazer algo, gastando seu tempo, e por isso é fundamental evitar que o usuário questione: “onde estou? Onde devo começar? O que isto significa? Onde colocaram o “xxxx”?

Conforme constatado, os sistemas analisados, website e blog, não atendem completamente a este requisito. Isso por que o website peca na distribuição da informação e categorização de seus elementos de navegação, enquanto o blog mostra caminhos para um conteúdo que não existe. Além de que, nem sempre o usuário é informado com clareza sobre o que acontecendo ou sobre a área que está explorando. Se o usuário quiser retorna à página anterior, ele terá que utilizar o botão de retorno do navegador, mas se o desejo for retornar à página principal, o usuário poderá acionar, tanto no website quanto no blog, o menu “Início” localizado em na barra de menus.

Vários problemas já relatados na análise do critério anterior refletem na navegabilidade do ambiente informacional pesquisado, entre eles a falta de identificação adequada que provoca desorientação. Nesse sentido, se o usuário é capaz de reconhecer imediatamente um elemento da página ou o caminho a ser seguido, dificilmente ele se sentirá perdido ao navegar.

Uma página inicial bem estruturada permite que o usuário facilmente identifique o item que procura, para isso ela precisa revelar tanto quanto puder aquilo que está por baixo dela (KRUG, 2008), permitindo ao usuário ser capaz de responder às perguntas “onde estou?”, “o que este site contém?” “Aonde vou?”.

No website, a página inicial omite conteúdos importantes, sem que haja sinalização de como chagar até eles. No blog, esse problema é amenizado, mas também não é possível identificar o conteúdo geral através de sua página inicial ou nos menus ou links de acesso nela disponíveis por que não há especificação dos assuntos contidos nos menus. Também não há uma demarcação entre as áreas de navegação local e global do website, isto por que os menus são estruturados de forma homogênea e agrupados de forma aleatória sem seguir um critério de relação e de importância entre os assuntos que eles representam (Figura 19). Nota-se, portanto, que não há hierarquização das informações em decorrência de uma má divisão entre seções e subseções do website, uma vez que inexiste uma demarcação entre o que é primário e o que é secundário, e assim sucessivamente. No blog, os itens da área de navegação também não aparecem agrupados por categorias relacionadas, as informações são hierarquizadas apenas por data (Figura 20).

No blog, os elementos de navegação são distribuídos de maneira uniforme (datas, bloco informativo, links sempre no mesmo lugar). As páginas do website do CH são parcialmente consistentes à medida que a estrutura navegacional é a mesma para todas as páginas, contando com exceções a exemplo da página do webmail. No entanto, alguns dos pontos de acesso ao conteúdo principal não estão na área comum de menus, mas sim dentro da área de navegação contextual, como mostra o detalhe da Figura 19.

O número de menus/botões/links aparece em quantidade razoável. O formato e os rótulos dos menus pertencentes ao ambiente informacional pesquisado não apresentam problemas em si. Em sua maioria, eles estão bem localizados, são descritos por termos concisos e alinhados adequadamente (à esquerda ou centralizados). Todavia, alguns desses menus são desnecessários, a exemplo do menu “site antigo” presente no website do CH, que não cumpre função alguma. Seria interessante a substituição dos menus desnecessários por menus direcionados a páginas de conteúdos considerados essenciais pelos usuários. E ainda mais importante seria a inclusão de submenus orientando a categorização do conteúdo existente em todo o website, pois não se percebe uma hierarquia, o que dificulta a busca de informação. Isso reduziria a incidência do usuário deixar de utilizar o website por achar que o conteúdo que procura não esteja lá, fato que incide principalmente sobre os usuários inexperientes ou aqueles que nunca utilizaram o website do CH, pois eles dificilmente poderiam relacionar que a obtenção de documentos estará disponível no menu “Administração”, como de fato está, por exemplo.

Os links aparecem como elementos mais e melhores empregados nas páginas do website e blog do CH. Eles estão padronizados e de acordo com as recomendações: marcados pela cor azul; descritos em formato textual, evitando-se o uso de números, símbolos ou cores; links visitados são diferenciados. Também não foram encontrados links quebrados ou mortos. O único problema é que eles não recebem rótulos descritivos, conforme discutido no critério anterior. No website, alguns links poderiam ser substituídos por botões ou menus (Figura 19). As páginas mais longas do blog poderiam trazer na sua parte inferior links de indexação ou botões do tipo de “voltar, página inicial e topo”. Ainda no blog, os links repetidos ou sem conteúdo poderiam ser excluídos, a exemplo dos links mostrados na Figura 20.

Sabe-se que o rótulo é um importante elemento utilizado em websites para comunicar a informação de forma rápida e eficiente. Quanto a isso, não foram detectados, no website pesquisado, rótulos que chamem a atenção do usuário ou o auxilie de modo diferenciado na navegação. Existe apenas a rotulação dos menus sob formato textual e com a mesma tonalidade de cores. Apesar de tudo, os rótulos existentes no website não apresentam

ambiguidade ou incoerência nos seus significados. Os rótulos contidos no blog são aqueles comumente encontrados em blogs, disponibilizados como modelo padrão pela própria ferramenta de edição, são rótulos que já vêm no modelo de página cedido pelo editor de blogs. Um exemplo foi mostrado na Figura 18 (critério visibilidade).

O sistema de busca se configura numa ferramenta de navegação muito utilizada entre os usuários que procuram não perder tempo entre os menus. No website pesquisado, O campo de pesquisa está localizado num espaço de destaque (de acordo com o padrão que determina que fique no topo da página, próximo ao menu de navegação principal), permanecendo visível em todas as páginas. O motor de busca não permite buscas avançadas e sua caixa de texto não contém recurso de verificação ortográfica, mas contêm espaço suficiente para a digitação de caracteres, incluindo recurso que memoriza palavras buscadas a fim de facilitar o seu reconhecimento em buscas futuras, como foi mostrado na Figura 17, item 6, exposta no critério Visibilidade.

O resultado de busca obtido inclui resultados referentes a todo conteúdo do website, ressaltando os termos que buscados no campo de pesquisa (Figura 19). Há apenas uma inconsistência referente aos botões repetidos, nomeados de “Ir”, “pesquisar” (Figura 19, item 5) que confundem o usuário. Sem rótulo explicativo, o link “Entrar” (responsável pela adição de palavras ao ambiente Wiki do CH) confunde o usuário ao pensar que se trata de um link que leva aos resultados da pesquisa, Quanto ao blog, não foram identificados mecanismos de busca/pesquisa.

Figura 18 - Aspectos do website relacionados à navegabilidade

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1: Os itens da área de navegação não aparecem agrupados por categorias semelhantes ou relacionadas. 2: Recurso de navegação local bastante utilizado nas páginas para exploração de seu conteúdo. O problema é que não há meio de retorno para esta área de navegação a não ser movimentar a página. 3: “Graduação” e “Pós-Graduação” não categorizam Unidades Acadêmicas.

4:Permite retorno à página inicial a partir de qualquer página acessada

5: Apresenta ferramenta de busca que permanece presente em todas as páginas, facilitando a navegação.

6: Rótulos que confundem o usuário.

7: O Resultado de busca ressalta os termos procurados. 8: Presença de links mortos ou inutilizados.

Fonte: Website do CH 8 5 8 6 4 7 3

Figura 19 - Aspectos do website relacionados à navegabilidade

1: O blog apresenta esquema exato cronológico para agrupar as postagens publicadas, ou seja, as informações são hierarquizados por tempo de postagem, em categorias de ano e mês.

2: links diferentes para a mesma função: conduzir à página inacabada que trata do perfil do blog. 3: Permite o retorno à página inicial a partir de qualquer página acessada

4: Todos os menus estão ativos, porém alguns deles estão direcionados à páginas vazias.

Fonte: Blog do CH