5. EMPIRICAL RESULTS
5.2. A DDITIONAL A NALYSIS : R EGRESSION
5.2.5. Impulse Response Functions
Frederic Gros73, em análise à situação do último curso de Foucault no Collège de
France, A Coragem da verdade (1984), aponta que Foucault, nos seus últimos estudos,
desenvolve um conceito de verdade de incomparável originalidade. Conforme Gros, o francês
72
A observação de Foucault acerca do discurso revolucionário tem um aspecto condicional, ou seja, “quando este assume a forma de uma crítica da sociedade existente”. Neste sentido, a análise o discurso revolucionário de modo algum anula a crítica de Foucaul a ideia de revolução.
73
Frédéric Gross é professor de Filosofia Política da Universidade de Paris-XII. Ensina também no Institut
d’études politiques de Paris e em sua última obra publicada, intitulada État de violence. Essai sur la fin de la Guerre, apresenta discussões cuja abordagem paradoxal mostra similaridades às que Foucault desenvolve sobre
o indivíduo em meio ao processo de subjetivação, isto é, do estado de violência à luta, à compreensão dos “jogos de verdade” e à efetivação do sujeito.
retoma a experiência de filósofos da antiguidade e consegue apresentar aspectos da filosofia antiga em sua forma mais genuína. Essa forma de investigação, proposta por Foucault, permite à filosofia antiga uma inscrição maior do que a tradição lhe rende, isto é, a inscrição viva do agir filosófico, que esteve oculta devido aos discursos e saberes das teorias filosóficas modernas. Gros (2011a, p. 304), afirma ainda sobre Foucault que:
[...] em suas primeiras aulas, torna a expor o tríptico da sua obra crítica: um estudo dos modos de veridicção (muito mais que uma epistemologia da verdade); uma análise das formas de governamentalidade (muito mais que uma teoria do poder); uma descrição das técnicas de subjetivação (muito mais que uma dedução do Sujeito) - consistindo a aposta em tomar como objeto de estudo um núcleo cultural determinado (a confissão, o cuidado de si etc.) que adquire justamente seu volume no cruzamento dessas três dimensões [...].
A partir do comentário de Gros, optamos por iniciar nossa investigação das relações de poder e técnicas de governamentalidade destacando que os modos de veridicção, as formas de governamentalidade e as técnicas de subjetivação não estão dissociadas, ao contrário, possuem um núcleo, a saber: o indivíduo. Assim, vale salientar que não é possível conceber no processo de subjetivação as condições, formas e modos de existência como esferas separadas. Elas são movidas e movem, pois são aspectos presentes nas relações de poder e força, nas relações do indivíduo em si mesmo e com o outro, as relações sociais e institucionais.
É neste movimento que Foucault associa a questão das técnicas de governamentalidade à parresía, na medida em que com o movimento parresiástico a questão do sujeito e da verdade, do ponto de vista da prática, aparece na sua dimensão mais genuína, isto é, no governo de si mesmo e dos outros.No momento inicial do curso de 1984, Foucault confessa ter analisado a parresía como uma noção política, muito embora, após analisar alguns elementos dos diálogos de Platão e de vivências antigas, ele venha a perceber que a noção abrange a dimensão política e se estende a outras noções, morais, éticas e mesmo técnicas74:
A noção de parresía - foi o que procurei lhes mostrar ano passado é, primeiro, fundamentalmente, uma noção política. E essa análise da parresía, como noção, conceito político, evidentemente me afastava um pouco do que era meu projeto
74
As abordagens referentes aos aspectos morais e éticos serão desenvolvidas nos tópicos seguintes deste capítulo, quando nos detivermos sobre modos como o indivíduo se constitui no processo de subjetivação. Contudo, quanto à possibilidade de compreensão do movimento parresiástico, segundo uma noção técnica, percebemos que esta trata de algo imprescindível a ser destacado neste momento em questão, a saber, em que se aborda a questão sobre as técnicas de governamentalidade.
imediato: a história antiga das práticas do dizer-a-verdade sobre si mesmo. Mas, por outro lado, esse inconveniente era compensado pelo fato de que, retomando ou empreendendo a análise da parresía no campo das práticas políticas, eu me aproximava um pouco de um tema que havia sido afinal de contas constantemente apresentado na análise que eu havia [empreendido] das relações entre sujeito e verdade: o das relações de poder e de seu papel no jogo entre o sujeito e a verdade [...] (FOUCAULT, 2011c, p. 9).
Em conformidade com o texto A Governamentalidade (1978), In: Ditos e escritos IV, Foucault opta pela noção de governamentalidade no sentido de diferenciá-la das significações usuais atribuídas pelas teorizações ao nível dos conceitos políticos, geralmente aplicadas às formas de governo ao longo da história como meras representações sociais ou como se não fizessem parte das experiências do indivíduo. Em Foucault, as técnicas de governamentalidade, associadas à noção de parresía, apresentam uma relação estreita com a análise dos modos de veridicção, de modo a permitir ao indivíduo a identificação das formas das prática de si.
[...] Com a noção de parresía, arraigada originariamente na prática política e na problematização da democracia, derivada depois para a esfera da ética pessoal e da constituição do sujeito moral, com essa noção dotada de arraigamento político e derivação moral, temos, para dizer as coisas muito esquematicamente - e é por isso que me interessei por ela, que me detive nela e torno a me deter -, a possibilidade de colocar a questão do sujeito e da verdade do ponto de vista da prática do que se pode chamar de governo de si mesmo e dos outros. E chegamos assim ao tema do governo que eu havia estudado anos atrás. Parece-me que examinando a noção de parresía podemos ver se ligarem entre si a análise dos modos de veridicção, o estudo das técnicas de governamentalidade e a identificação das formas de prática de si. A articulação entre os modos de veridicção, as técnicas de governamentalidade e as práticas de si é, no fundo, o que sempre procurei fazer (FOUCAULT, 2011c, p. 5).
Quando Foucault aborda a governamentalidade, ele está, ao mesmo tempo, apresentando a existência de uma forma de governo que perpassa todas as ações do indivíduo. Nesse sentido, existe uma técnica de governamentalidade que se constitui a partir do movimento deste, e daí a extensão para as demais relações com os outros, de modo que se estende do governo de si ao governo com os outros, sendo possível pensar a governamentalidade na família quando do governo dos filhos; na cidade quando do governo das representações políticas; na educação e outras formas de governo quando das finalidades das instituições sociais. Embora admita Foucault (2012a, p. 282), em A Governamentalidade (1978), Ditos e Escritos IV, que:
A arte do governo, tal como aparece em toda essa literatura, deve responder essencialmente a seguinte questão: como introduzir a economia, quer dizer, a maneira de gerir como se deve os indivíduos, os bens, as riquezas, tal como se pode fazer no interior de uma família, tal como pode fazê-lo um bom pai de família que
sabe dirigir sua mulher, seus filhos, seu empregados, que sabe fazer prosperar a fortuna de sua família, que sabe manejar, para ela, as alianças que convém, como introduzir essa atenção, essa meticulosidade, esse tipo de relação do pai de família para com sua família no interior da gestão de um Estado? [...] A introdução da economia no interior do exercício político, penso eu, a aposta essencial do governo. Isto já era assim no século XVI, e o será ainda no século XVIII.
Nessa perspectiva, o entendimento de Foucault da noção de governamentalidade se apresenta como algo que parece não ter espaço mesmo no século XIX, na medida em que nesses novos tempos o que se apresenta, via de regra, é uma concepção de história fechada ou modelos de representação de poder político nos quais impera a produção da massificação dos indivíduos. As próprias teorias filosóficas do pensamento político-filosófico do século XIX, em suas ideologias, por vezes comungam com uma forma de dominação e solidificam laços entre filosofia e Estado, como Foucault percebeu no uso das ideias de Rousseau pelo império napoleônico; no uso do pensamento de Hegel pelo Estado Prussiano; no uso das abordagens de Lênin e Marx pelo Estado Soviético; no uso da música de Wagner e de ideias de Heidegger pelo Estado Hitlerista.
Contudo, mesmo que o poder se apresente como apropriado por um pequeno grupo, ainda assim, é possível abordar a questão da governamentalidade ao nível do indivíduo. Em meio a tal perspectiva, as noções de Foucault sobre as técnicas de governamentalidade, associadas não somente à economia, mas principalmente ao governo de si e dos outros, ao indivíduo que faz uso de “práticas de liberdade” e faz emergir das relações de poder o cuidado de si no processo de subjetivação, é para os dias atuais uma noção por demais importante, a qual pode inicialmente ser considerada como algo paradoxal se considerarmos que nas ideologias, embora úteis à usurpação e eliminação da subjetividade do indivíduo, há elementos que possuem positividades e que o indivíduo pode utilizar como dispositivos para, a partir dos pressupostos ideológicos, apontar aspectos que se chocam e se contrapõem, negando-os, deslocando-os ou abrindo a janela para a descontinuidade das afirmações e legitimações ideológicas. Nesse sentido, no lugar onde se sedimentam as ideologias há espaço para transformação, na medida em que existe espaço para a liberdade. Nesse espaço, situa-se a noção de governamentalidade proposta por Foucault enquanto “governo de si e dos outros”.
Foucault, sobre a governamentalidade que se contitui no “governo de si e dos outros”, retoma vivências, diálogos e acontecimentos da antiguidade que possibilitam apresentar as relações de poder que se desenvolvem na existência própria do indivíduo. Conforme Foucault, a partir dessas relações surgem o que ele denomina de técnicas de governamentalidade.
Contudo, é preciso deixar claro que embora Foucault retome acontecimentos da antiguidade, o que o filósofo realiza é a análise do poder do seu momento presente, pois, concomitantemente, discute sobre as condições, formas e modos do indivíduo na manifestação de sua subjetivação e apresenta o jogo presente nas relações do indivíduo consigo ou do indivíduo quando se relaciona com os outros ou frente aos outros.
Por conseguinte, nas técnicas de governamentalidade, quando se refere à família ou aos pais, em atenção ao cuidado com os filhos, por exemplo, Foucault, em A coragem da
verdade, retorna a Lisímaco e Melésias, personagens que, embora imperceptíveis, alavancam
toda a trama do diálogo Laques, de Platão. Em verdade, são eles – Lisímaco e Melésias – que permitem a movimentação do diálogo a partir do momento em que põem em jogo a questão da educação dos filhos.
Lisímaco e Melésias, em um primeiro momento, olham para si mesmos e percebem que não fizeram nada de notável em suas vidas, embora pertencessem a famílias influentes e de elevada trajetória na cidade. Assim, insatisfeitos com o tipo de educação que lhes fora proporcionada e, ao mesmo tempo, preocupados com o cuidado com a educação dos seus próprios filhos, buscam a forma mais adequada para cuidar deles. Foucault apresenta, em A
Coragem da verdade, o debate inicial que é travado entre os dois:
[...] quando olhamos nossas vidas [...], percebemos que não fizemos nada de bom, nem de notável nelas. Claro, pertencemos a grandes famílias; claro, nossos ancestrais tinham grande renome; claro, nossos pais tiveram elevada trajetória na cidade. Mas temos de reconhecer que levamos uma vida no fim das contas obscura e medíocre [...] E Lisímaco acrescenta imediatamente: mas, na realidade, se nós efetivamente levamos uma vida tão obscura, não foi precisamente porque nossos pais cuidaram dos assuntos dos outros? Tão absortos estavam nos assuntos da cidade, tão ocupados em tratar tà tôn állon prágmata (dos assuntos dos outros), que não tiveram como não nos negligenciar. E é por termos sido negligenciados em nossa infância, é por não terem cuidado de nós que levamos uma vida obscura (FOUCAULT, 2011c, pp. 115-116).
Então, preocupados com a educação dos filhos, Lisímaco e Melésias convidam Nícias, líder político e Laques, general e conhecedor da arte militar, para assistirem à exibição do mestre de armas Estesilau e emitirem seu depoimento sobre a eficiência dos seus ensinamentos e método para só então decidirem se podem a ele confiar a educação dos filhos. A partir dessa relação entre as personagens, Foucault, ao realizar a análise do diálogo Laques, de Platão, apresenta, na técnica de governamentalidade, a relação que força os personagens em direção ao movimento parresiástico.
A parresia se apresenta desde o momento inicial da problemática proposta no diálogo e pode ser percebida, inicialmente, através do olhar de Lísimaco e Melésias focados sobre si
mesmos, sobre suas próprias vidas; em seguida, quando estes apresentam o sentimento de insatisfação com o tipo de vida que levavam e, ainda, depois deste exame e da constatação de que não receberam boa educação, se preocupam - naquele momento presente - com a educação dos próprios filhos. Assim, na cena inicial do diálogo, Foucault mostra os três aspectos importantes desse movimento parresiástico: a franqueza (fala franca), o exame e o cuidado.
Contudo, desse movimento desdobram-se vários procedimentos e atitudes que estão presentes no jogo das relações. Ora, na parresia há a necessidade da franqueza ou da fala franca, como observa Foucault. Contudo, Lisímaco e Melésias não foram de um todo francos com Laques e Nícias, pois, na medida em que os convidaram para fazer parte do exame de um método concernente à educação, ocultaram o sentimento de insatisfação e de negligência que sentiam em relação aos seus pais no que diz respeito à educação que ofereceram; convidaram para o exame duas pessoas que tinham as mesmas prerrogativas dos seus pais, isto é, desempenhavam certo destaque político e militar na cidade cujas preocupações e interesses estavam voltados muito mais ao cuidado com os outros.
Assim, se constituía na trama desse jogo o afastamento da problemática que movia o diálogo, isto é, o cuidado em relação à educação dos filhos. De fato, o que obtiveram de Laques e Nícias foram posições antípodas, pois, como afirma Foucault (2011a, p. 118): “Um é a favor, outro é contra”. Nesse impasse, Lisímaco e Melésias são forçados à fala franca:
Eles são obrigados portanto a dar essa explicação de sua própria preocupação. Eles são obrigados a dar essa explicação superando sua própria vergonha, seu próprio incômodo. E para isso são obrigados a recorrer a quê? Pois bem, à parresía (à franqueza, à fala franca). E o que diz Lisímaco: ‘De onde nos veio esse pensamento [recorrer a vocês para lhes pedir conselhos sobre a educação dos nossos filhos; M.F.], a coisa merece ser contada, embora o relato seja um pouco longo [...]. Como eu vos dizia a pouco, serei franco. Logo, cada um de nós encontra na vida de seu pai belas ações que ele pode contar aos dois jovens, ações realizadas na guerra e na paz, ações relativas aos assuntos da cidade; mas de nós dois pessoalmente não temos nada a contar [...]’ (FOUCAULT, 2011a, p. 116).
Foucault, nesta análise, percebe as personagens motrizes da problemática investigada engendradas no embate do jogo da verdade como que se desnudando, se revelando, dizendo a si mesmas, por outro lado, quando parece que voltaram ao ponto zero da investigação, pois estão diante do impasse entre posições contrárias – em tal situação surge, inclusive, como proposta para resolução da problemática, a proposta de decidir através do voto, o que certamente prejudicaria a investigação. Eis que percebem a presença de Sócrates e o apelo é o de recorrer a ele no sentido de esclarecer sobre a forma de educação adequada.
Conforme Foucault, Sócrates se esquiva, mas propõe uma transformação na forma de investigação, pois, na sua concepção, estava a se travar uma disputa no âmbito da política, mas movida por interesses pessoais. Enquanto Nísias, líder político, acreditava que o bom exercício do corpo consiste na educação adequada, por tratar-se de um método que proporciona o desenvolvimento de qualidades morais, da coragem e ousadia nos jovens que mais tarde estariam preparados para defender sua pátria, Lísias, por sua vez, combatente e general, tendo se deparado em batalha com Estesilau, o mestre de armas, afirma que ao mesmo tempo em que o mestre é muito corajoso é também muito desajeitado, a tal ponto que era motivo de risos para os demais combatentes, por não conseguir colocar em prática suas próprias lições. Assim, Sócrates afirma que o melhor modo de investigação seria realizar outro movimento e analisar a questão de uma outra forma.
A forma técnica já está presente na problemática, como se no interior da questão que se move outro movimento se instaurasse. Então, a forma política e a forma técnica parecem possuir a mesma relação existente entre governamentalidade e parresia. Esse movimento da noção política à forma técnica, deste modo, é a análise que Foucault considera importante na observação de Sócrates, pois o importante não é se Estesilau - o mestre de armas - possui um método adequado de educar; o que é indispensável no processo de investigação é a identificação na objetividade histórica dos resultados da técnica desenvolvida, isto é, quais os frutos dos ensinamentos são reais, e mais: são frutos de sabor aprazível, saudável e nutritivo? Essa presença real e objetiva do produto do trabalho do mestre é uma questão tanto política quanto técnica. Para identificar se a educação é útil, eficaz, Foucault observa que Sócrates propõe considerar a análise do problema também ao nível da tékhne:
[...] vocês estão vendo que passamos da veridicção de tipo político (a cena, uma Assembléia, um Conselho, uma boulé, opiniões que se enfrentam, um voto) a outra coisa. Essa outra cena é a veridicção técnica de que eu tinha falado e que vocês veem é bem definida aqui como havíamos visto da última vez: ela se apóia essencialmente na tradicionalidade de um saber que vai do mestre ao discípulo e se manifesta [por obras]. A veridicção da técnica, a veridicção do ensino é a que pode ser autorizada a partir dessa dupla relação à mestria e à obra (FOUCAULT, 2011a, p. 119).
Desta forma, o diálogo continua e são muitos os deslocamentos que Foucault percebe, pois no interior de cada um deles movem-se muitos outros. Neste sentido, as relações de poder e as técnicas de governamentalidade não envolvem de forma particular somente a questão do problema político, mas a problemática política e econômica se estende a todos os sujeitos de direito, éticos, morais. Uma veridicção que extrapola a razão de Estado e da
população para a questão da educação e do indivíduo. É essa a noção que Foucault (2008a, p. 29-30) desenvolve em Nascimento da Biopolítica:
Eu tinha pensado lhes dar este ano um curso sobre a biopolítica. Procurarei lhes mostrar como todos os problemas que procuro identificar atualmente, como todos esses problemas tem como núcleo central claro, esse algo que se chama população. Por conseguinte, e a partir dai que algo como a biopolítica poderá se formar. Parece- me, contudo, que a análise da biopolítica só poderá ser feita quando se compreender o regime geral dessa razão governamental de que lhes falo, esse regime geral que podemos chamar de questão de verdade [...] no interior da razão governamental [...].
Conforme Foucault, o objeto construído na gestão política global da vida dos indivíduos (biopolítica) envolve não só a gestão, mas estratégias de controle e técnicas de governamentalidade que os indivíduos, em sua liberdade, podem adotar em relação a si mesmos e de uns para com outros. Deste modo, conforme Foucault, as técnicas de governamentalidade estão presentes nas ações do governo, das instituições, da educação e na transformação dos indivíduos nas relações familiares, sociais e nas instituições.
É por isso que Foucault estende a análise das técnicas de governamentalidade para uma análise mesma do auto-governo, de indivíduo em indivíduo, em todos e em cada um, havendo uma reunião de governamentalidades. Nesse sentido é que se pode pensar a relação