Em termos de dimensão ambiental, e através das palavras proferidas pelo entrevistado, é importante realçar o facto de que para o ambiente, estes produtos têm um impacto médio baixo, porque são utilizados em pequena escala, contudo para a saúde pública terão um impacto colossal para os aplicadores se não usarem o equipamento adequado de proteção individual e para os consumidores apenas se ultrapassarem as dosagens específicas. Os tratamentos que se podem tornar mais
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tóxicos são os inseticidas para o bichado, tal como faz questão de realçar o engenheiro afirmando que o tia lop ide o ais tó i o . Este pode to a -se um verdadeiro vilão quando não é respeitado o espaço de segurança de aplicação com um prazo de pelo menos 30 dias antes da época colheita. Diflubenzurão é outro inseticida, mas que recentemente é menos utilizado, pois provoca doenças degenerativas, polui o ambiente e desequilibra os ecossistemas. Torna-se importante referir também que só quem possui o cartão de aplicador é que pode aplicar, devendo ser pessoas cada vez mais conscientes e por isso têm algumas exigências associadas como fazer o curso e numa fase posterior realizar o exame.
Apesa disto e iste alte ati as ais a igas do a ie te ue s o o SPINTOR ue um inseticida menos nocivo que também mata os insetos, com substância ativa spinosad) e o cobre. Mas atenção, pois existe uma diferença de cerca de 30% a 40% ou mais no que toca à opção por estes produtos. Claramente que isto pode e influencia a tomada de decisão por parte dos produtores, que ambicionam gastar menos e pouco pensam nas consequências ambientais. Apesar disso há confiança nas pessoas que decidem integrar o modo de produção biológica, que por o fazerem por opção deliberada, somente podem aplicar estes produtos.
Uma vez aqui tocado nos modos de produção, importa referir que, através do engenheiro, é sabido que existem três tipos para corresponderem a todas as diferentes escolhas: a produção convencional, a produção integrada e a produção biológica.
Figura 10 – Tipos de Produção
Fonte: Elaborado pela própria, tendo em conta a informação proferida ao longo da entrevista feita ao
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Assim e como observado na imagem supracitada, pode ver-se a ordem intencional em que demonstrado a preocupação por parte dos produtores para com o ambiente. Assim foi percebido que a produção convencional (tradicional) continua a ser a mais usual e é selecionada ou porque a parcela de souto não tem dimensão suficiente de parcela, ou porque não estão para seguir regras, e em caso de incumprimento não ter problemas, recebendo em termos monetários apenas as denominadas indeminizações compensatórias (manutenção da atividade agrícola em zona desfavorecida). De seguida, e como intermediária das outras duas produções temos a produção integrada que é escolhida por atribuir um subsídio mais atrativo, e porque têm uma preocupação ligeira para com o ambiente. Por último temos então a produção biológica que fornece o subsídio mais generoso, mas que também implica regras e custos maiores que as pessoas não estão dispostas a cumprir e a incorrer. Claro que apesar dos produtos terem um preço maior, a utilização de quantidade e de variedade dos mesmos também vai ser menor. Por outro lado, esta escolha pode originar uma produção um pouco menos avultada e ligeiramente mais bichosa, mas tem uma boa qualidade, e podem vender 20% mais caro que os outros, porém só alguns compradores específicos dão valor a essa eleição. Importa ainda dizer que dentro da produção integrada e da biológica existem ainda subpontos que podem ser adicionados, acrescendo mais valor ao subsídio e em consonância mais normas. Um dos exemplos é o enrelvamento que beneficia a captura de carbono e libertação de oxigénio, e por isso ajuda no ambiente. É visível, portanto que interceder pelo meio ambiente só acarreta benefícios.
E como com os direitos vêm sempre abraçados os deveres, e este caso não é exceção, para que os produtores não tenham problemas com a entidade certificadora dos subsídios têm que cumprir diversas regras subjacentes.
No caso da produção integrada, que é a mais usual em relação à biológica (que ainda não possui grande poder), os agricultores nela inseridos devem não possuir vegetação não superior a 50 cm, as árvores têm que ser podadas e limpas de forma que consigam produzir frutos de bom calibre e deve ser evitada a mobilização dos terrenos inclinados por causa da erosão. Já para não falar no facto de existirem tabelas com os produtos que devem ser usados para cada problema, sujeitando-se à utilização destes em vez de outros que só poderiam ser usados na produção convencional, como podemos verificar nas tabelas que
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se seguem.
Tabela 4 - Produtos fitofarmacêuticos homologados para a cultura do castanheiro em modo de Produção Integrada
Nº PRAGA ou DOENÇA MARCA COMERCIAL Substância ativa
FUNÇÃO EMPRESA Intervalo de Segurança
APV REQUERENTE Concentração Dose
1 Bichado
Cydia splendana
DIMILIN WP 75 diflubenzurão
INSETICIDA CHEMTURA 28 dias 2241 APPITAD 15/02/2006 Fora de validade 2 Bichado Cydia splendana CALYPSO tiaclopride
INSETICIDA BAYER 14 dias 71 Coop. Penela da Beira 02/11/2011 25 ml/Hl 250 ml/Ha 3 Cancro do castanheiro Cryphonectria parasitica CUPROCAFFARO oxicloreto de cobre FUNGICIDA ISAGRO COPPER 7 dias 3464 DRATM 21/10/2004 Fora de validade 4 Tinta Phytophtora cinnamomi ALIETTE FLASH fosetil de aluminio
FUNGICIDA BAYER 28 dias 0506 Escrito no rótulo castanheiro 250 gramas/Hl 2,5 Kgs/ha 5 Cancro do castanheiro Cryphonectria parasitica COBRE NORDOX SUPER 75 WG oxido-cuproso
FUNGICIDA MASSÓ 7 dias 3468 ARATM
18/01/2010 200 gramas/Hl 5 Septoriose ou antracnose Micosphaerella maculifornis COBRE NORDOX SUPER 75 WG oxido-cuproso
FUNGICIDA MASSÓ 7 dias 3468 REFCAST 16/03/2016 270 gramas/Hl 6 Septoriose ou antracnose Micosphaerella maculifornis KATANGA DUPLO fosetil de alumínio e mancozebe FUNGICIDA PROPLAN GENYEN 44 dias 0609 ARATM 30/07/2015 400 gramas/Hl 2,8 Kgs/Ha 7 Cancro do castanheiro Cryphonectria parasitica CALDA BORDALESA VALLÈS Sulfato de cobre e cálcio
FUNGICIDA IQV 7 dias 3339 ARATM
2017 0,5 Kg a 1Kg/Hl 5 a 10 Kgs/Ha 8 Tinta Phytophtora cinnamomi CURENOX 50 oxicloreto de cobre
FUNGICIDA IQV 20 dias 3320 ARATM
2017
0,5 Kg a 1,33 kgs/Hl 2 a 5 Kgs/Ha
Nota adicional: Não se pode utilizar outros produtos fitofarmacêuticos para além dos supra referidos, é de recordar que todos os
adubos foliares são permitidos.
107 Tabela 5 - Herbicidas homologados para a cultura do castanheiro em modo de Produção
Integrada.
Para um maior controlo, para além das visitas regulares aos soutos, existe ainda uma plataforma com fotografias aéreas para remotamente aferir a limpeza das parcelas e cumprimento das regras subjacentes (que se designam por boas práticas agrícolas), se isso não for cumprido há penalização de 10, 15 ou 20%, ou ainda em casos mais graves não receber absolutamente nada naquele ano, sendo que se o compromisso for de 5 anos para além de não receber, terá que devolver tudo o que recebeu nos anos anteriores. A CERTIS é a entidade responsável pelo controlo das certificações. O IFAP (Instituto de Financiamento à Agricultura e Pescas), em conjunto com Ministério da Agricultura são os
Nº PRAGA ou DOENÇA MARCA COMERCIAL Substância ativa
FUNÇÃO EMPRESA Intervalo de Segurança
APV REQUERENTE Concentração Dose 1 Infestantes anuais e vivazes ou ervas daninhas DIQUE diquato /sal de dibrometo
HERBICIDA AGROTOTAL 0063 Escrito no
rótulo castanheiro 0,5 Litros/Hl 1,5 a 4 Litros/Ha 2 Infestantes anuais e vivazes ou ervas daninhas ENVISION 45 glifosato / sal de isopropilamónio
HERBICIDA EPAGRO 28 dias 0158 Escrito no rótulo castanheiro 0,5 a 1,5 Litro/Hl 1,6 a 8 Litros/Ha 3 Infestantes anuais e vivazes ou ervas daninhas PREMIER glifosato / sal de isopropilamónio HERBICIDA CHEMINOVA CADUBAL 28 dias 0053 Escrito no rótulo castanheiro 0,5 a 1,5 Litro/Hl 2 a 10 Litros/Ha 4 Infestantes anuais e vivazes ou ervas daninhas REGLONE diquato/sal de dibrometo
HERBICIDA SYNGENTA 0023 Escrito no
rótulo castanheiro 0,5 Litros/Hl 1,5 a 4 Litros/Ha 5 Infestantes anuais e vivazes ou ervas daninhas RUMBO VALLÉS glifosato / sal de isopropilamónio
HERBICIDA IQV 28dias 0076 APPITAD
01-02-2006 Fora de validade 6 Infestantes anuais e vivazes ou ervas daninhas SATELITE glifosato / sal de isopropilamónio
HERBICIDA EPAGRO 28 dias 0227 Escrito no rótulo castanheiro 0,5 a 1,5 Litros/Hl 2 a 10 Litros/Ha 7 Infestantes anuais e vivazes ou ervas daninhas TOUCHDOWN PREMIUM glifosato / sal de amónio
HERBICIDA SYNGENTA 28 dias 0022 Escrito no rótulo castanheiro 0,5 a 1,5 Litros/Hl 2 a 7 Litros/Ha 8 Infestantes anuais e vivazes ou ervas daninhas HELOSATE PLUS glifosato / sal de isopropilamónio HERBICIDA BELCHIM Crop Protection 28 dias 00867 Escrito no rótulo castanheiro 0,4 a 1 Litro/Hl 2,4 a 6,4 Litros/Ha
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principais responsáveis por pagar os subsídios.
Só para que seja tida uma noção, e baseado em dados documentais apresentados pela ARATM, dos 500 associados, 292 estão dentro da produção convencional, 200 estão inseridos na integrada, e espantosamente, somente 8 estão em agricultura biológica.
11.8.3 Identificação dos problemas no negócio da castanha e possíveis soluções
As difi uldades ue t su gido o o as p agas e doe ças, e o o as alte ações climáticas podem fazer quebrar a produção a pique, e havendo falta de rendimento a intensificação da desertificação e o êxodo rural são uma realidade. As pessoas i e da castanha e se não tiverem castanha é um descalabro total, porque aqui na zona existe monocultura e a dependência das pessoas da castanha é brutesca. Apesar disso, e como esta agricultura é rentável, quando morrem os pais os filhos vêm tomar conta ou vendem os terrenos, arranjando-se rapidamente sucessores por causa da valorização do produto, o
ue out as ultu as o a o te e o ta ta fa ilidade E ge hei o Ag ó o o . 11.8.3.1 Pragas/Doenças
Antes de serem mencionadas as doenças e as pragas, o engenheiro agrónomo fez questão de disti gui a dife e ça dize do ue as doe ças s o p o o adas po u se ue o vemos, são fungos vírus e bactérias, enquanto que as pragas são provocadas por insetos, oedo es ou a i ais sel age s . Após esta distinção, foram referidas como doenças o cancro e a tinta, e como pragas a vespa-das-galhas do castanheiro, o Xyleborus, cabras bravas e javalis, o bichado da castanha e a broca (que consiste em fazer grandes buracos no castanheiro mas não tem grande impacto).
Como possíveis tratamentos destas doenças, de uma forma sucinta, o engenheiro p ofe iu ue pa a o a o a e i a o se de e e ita o tes ou fe idas de g a des dimensões, e fazendo cortes é importante desinfetar as ferramentas com lixivia antes de passar de um castanheiro para o outro, e se por ventura a doença tiver instalada trata-se com um produto milagroso fabricado na Escola Superior Agrária de Bragança, e que é biológico, devendo conservar-se no frigorífico pois contém um ser vivo (fungo) lá dentro, carregado com vírus que vai destruir o fungo mau que faz o cancro, e que se desig a Di tis . Pa a a ti ta de e-se e ita o ilizações de solo, u a ez ue as lavouras podem disseminar a doença, sendo o ideal cortar a relva com um triturador
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de martelos ou capinadeira de correntes e podendo ainda aplicar-se o Aliette Flash para prevenção. Caso esta apareça não há nada a fazer. Existe ainda outro produto, mas é mais caro e por isso as pessoas não usam, que se chama Ridomil GOLD SL, para aplicar na terra onde est o as aízes, po ue a ti ta o apod e i e to das aízes . A vespa-das-galhas o atida o ta do e dest ui do o fogo as galhas, o ue e castanheiros de grande porte isso é inconcebível e ainda com largadas do predador natural que se chama Torymus sinensis. Existe ainda o caulino funciona como repelente, não a mata, mas protege o castanheiro do calor e funciona como repelente espa . Pa a o ate o Xyleborus, que ataca mais as plantações com idade inferior a 10 anos porque tem a casca mais mole, o engenheiro explica, que se deve proceder à utilização de armadilhas tipo Rebell rosso fabricadas na Suíça, atraindo este ser através de um atrativo visual e de cheiro, ficando lá preso na cola ou afogando-se no álcool. Devem ser colocadas uma ou duas armadilhas por hectare, ficando um pouco dispe dioso, pois ada a adilha fi a po e a de ,9 €. Relati a e te s a as bravas e javalis Corsas ou javalis deve-se aplicar redes ou protetores à volta do tronco das plantações novas, em que normalmente deve circundar um metro. Para o bichado da castanha deve-se utilizar e aplicar inseticidas (tiaclopride) mais ou menos em início de agosto. Por fim, a broca, apesar de não ter grande expressão, deve ser eliminada usando arames para esmagá-las nos seus buracos, ou abafá-las tapando com silicone esses mesmos buracos. Apesar de existirem soluções para quase todas as ameaças, elas o s o % efi azes .
11.8.3.2 Alterações climáticas
Ai da de t o da di e s o a ie tal, as alte ações a ie tais s o istas o o u pro le a g a íssi o se do de u iadas as segui tes p eo upações: "di i uiç o dos recursos de água e por conseguinte aumento do stress hídrico das plantas, fenómenos naturais extraordinários cada vez mais frequentes, tais como tempestades, granizo, ventos ciclónicos e escaldão. Deve contornar-se estas dificuldades da forma mais eficazmente possível. Para tentar controlar a seca ou pelo menos minimizar os impactos resultantes da mesma deve implementar-se sistemas de regadio, apesar de um pouco custoso, uma vez que quando o castanheiro está seco precisa de bastante água, normalmente 500 litros por
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planta quando tem mais de 15 anos e se encontra na fase adulta.
11.8.3.3 Mão-de-obra
Esta problemática resulta do êxodo rural e consequente desertificação do interior.
11.8.4 Certificação DOP
A DOP pode ser usada como uma excelente vantagem competitiva, como se pode verificar ao longo deste trabalho. Aquilo que não era sabido e se torna importante de adicionar à informação é que, segundo a ARATM, o encargo financeiro suportado pelo utilizado de . €/KG pa a o o ga is o e tifi ado CERTIS ais . €/KG pa a a dete to a da DOP ARATM este aso , totaliza do o o usto u alo de . €/KG. Atenção que se a quantidade de castanha certificada for superior a 100 toneladas, os dispê dios o de es e do, pode do assi o usto ati gi u í i o de . €/KG. Estes intervenientes realizam testes, observando o calibre, a variedade, os aspetos e a sa idade da asta ha. A DOP ga a te ge ui idade e p o e i ia da zo a do p oduto .
Dentro das DOP’s e iste tes, a ossa a ú i a ue te po h ito faze t ata e tos fitossa it ios, as out as uito a o e os ag i ulto es a faze isso . Talvez isto se deva à dependência existente desta monocultura nesta região, dando o máximo de empenhamento para com a mesma que é, na maioria dos casos, a única fonte de rendimento.
11.8.5 Perspetivas futuras
O futuro esperado, é que devido à sua escassez na europa e no mundo, este é um fruto que ainda não caiu e já está vendido, e devido a este fator é um produto economicamente valorizado, sendo neste momento uma das culturas mais rentáveis do país e que gera mais i ueza. Pa a fi aliza o E ge hei o e ata ue o o apa e i e to destas últi as pragas, aquilo que estava em fase de crescimento, vai estar agora em fase de decréscimo, prevendo-se uma curva com duração de 7 anos em que 3 ou deles vai com direção abaixo e os esta tes o ue de o a a su i pa a olta o alidade .
Uma vez que as perspetivas futuras são muito mencionadas, e tentar prever a produção é algo inevitável achei por bem incluir aqui uma tabela que relata a evolução das produções
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por toneladas e hectares nos anos de 2015, 2016 e 2017.
Tabela 6 – Cultura da Castanha/Ano Cultura da Castanha/Ano Superfície Produção 2015 2016 2017 2015 2016 2017 Hectare Tonelada 35 595 35 718 36 759 27 628 26 780 29 875 11.9 Conclusão de Resultados
Desta forma e após a verificação da realidade entre todos os entrevistados, está perfeitamente enquadrado aquilo que está descrito na revisão de literatura, aliás todas as problemáticas e características são evidenciadas ainda mais quando observamos na realidade, aquilo que estava em papel.
Importa ainda acrescentar pequenas conclusões de resultados, percebidas quando elaborado o trabalho de campo, através de conversas informais e apuramento de informação com os agricultores, comércios locais, empresas, consumidores e outros operadores da cadeia de valor da castanha e até mesmo reuniões de debate com direito a visitas aos soutos e a empresas da região, e que vêm realçar e acrescentar informação e que permitirá ainda explicar a parte da cadeia de abastecimento que toca ao retalhista e ao consumidor final. Essas conclusões são as seguintes:
✓ A produção da castanha, como foi demonstrado ao longo deste estudo, pertence a uma cadeia de valor constituída por inúmeros produtores com dimensão média das explorações, e por isso exige um notável número de intermediários, o que baixa automaticamente a rentabilidade desta atividade, já para não falar no limitado poder negocial do agricultor perante outros concorrentes de maior dimensão e na sua baixa capacidade de investimento.
✓ Cada vez mais os soutos são ameaçados com doenças e pragas, o que reduz a produtividade das áreas cultivadas, sendo destacados a tinta, o cancro e a vespa asiática mais recentemente. Já existem alguns meios de combate a estas ameaças, Fonte: INE I.P., Estatísticas da Produção Vegetal
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porém é necessário uma maior aposta na investigação e desenvolvimento, nomeadamente entre o meio académico e o setor privado.
✓ A grande parte dos agricultores de castanha tem mais de 50 anos e um nível de instrução baixo, o que provoca um entrave à inovação e ao investimento, dado o reduzido conhecimento de novas técnicas, a dificuldade no acesso a programas de financiamento e a maior resistência à mudança. Existe muitas vezes uma tei osia po pa te do ag i ulto e a eita edidas i o ado as, o ue p o o a muitas vezes conflitos entre aquilo que deve ser feito e aquilo que realmente é feito. É preciso existir uma maior compreensão, união e colaboração entre os agricultores para que caminhem todos na mesma direção, pois não é cada um fazendo à sua maneira que as coisas vão seguir adiante. Importa ainda apoiar e prestar assistência técnica aos produtores atuais e fomentar o aparecimento de jovens produtores.
✓ A falta de conhecimento sobre a existência das diferentes espécies de castanha, os seus tamanhos, aspeto, qualidade e sabor, por parte do cliente final é outra problemática que de certa forma desequilibra a produção da castanha no que diz respeito às variedades, e faz com que a castanha em vez de ser diferenciada pela sua qualidade, seja avaliada pelo seu calibre/tamanho e aspeto exterior. A verdade é que quando o consumidor se dirige ao supermercado e olha para a castanha, aquilo que lhe salta à vista é o tamanho da castanha e o brilho porque pensam que é a melhor, porém essa é uma atitude que está errada e que trás consequências para toda a cadeia de abastecimento da castanha, começando pelos produtores. Como a castanha que é mais valorizada pelo cliente é a com um maior calibre, como a judia ou a boa ventura, o produtor opta por produzir essas variedades em maior escala ou até mesmo toma a medida drástica de as produzir a elas somente. Isso faz com que, por outro lado, os produtores percam o foco na qualidade e deixem de investir em variedades de menor calibre tais como a longal que tem melhor sabor, são mais fáceis de descascar, o que traz imensos benefícios quer para o seu consumo em fresco como para transformação.
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✓ Muitas vezes os problemas e as ameaças existentes na cultura do castanheiro provêm juntamente com o mesmo desde a sua compra no viveiro, acompanhando-o até à sua instalação no souto. Desta forma, é essencial aumentar e reforçar a obrigatoriedade, o controlo e o rigor do sistema de certificação e registo de viveiros e viveiristas, para melhorar e tornar efetivo o controlo e sanidade dos castanheiros comercializados.
✓ Existe dificuldade em saber ao certo a quantidade de castanha produzida uma vez que alguma dela é para autoconsumo e outra é desviada para o mercado paralelo, ais espe ifi a e te e da a e a da est ada , o e t a do os a ais de comercialização e por isso não havendo conhecimento acerca da existência da mesma, reduzindo assim o valor económico percebido. Normalmente a castanha é comprada ao produtor com o ajuntador a ir de porta em porta carregar a mercadoria e pagando posteriormente ou no ato da compra, porém a atratividade do mercado paralelo, no qual o produtor é beneficiado através da isenção de impostos, é um entrave à aposta num crescimento sustentado da produção e à profissionalização do sector, bem como ao trabalho dos intermediários entre os produtores e os comerciantes ou transformadores.
✓ A transformação de produtos de alto valor acrescentado (2ª transformação) é quase inexistente, sendo apenas a castanha congelada (1ª transformação) o único produto transformado com importância significativa.
✓ Não existe grande esforço por parte da comunicação no que respeita à divulgação dos benefícios, características e usos da castanha que permita modificar o posicionamento do fruto na mente dos consumidores. Assim, em Portugal, esta é consumida essencialmente na época da colheita, no seu estado fresco, não havendo uma visão sobre a mesma como uma substituta de outros alimentos essenciais à alimentação como os hidratos de carbono, tais como de batata, arroz,