• No results found

REPRESENTANTSKAPSMØTE OG ÅRSMØTE I DET NORSKE MYRSELSKAP

5.2.4.1 Detecção de CNV

A análise do protocolo de imagens nos 40 pacientes estudados mostrou que 37 pacientes apresentaram VRN, ausente em três pacientes. A exploração intra-operatória evidenciou que 38 dos 40 pacientes tinham CNV, estando ausente em dois pacientes.

Dos 37 casos com VRN suscetível à análise pelo protocolo de imagens, todos apresentaram CNV durante a exploração cirúrgica (Tabela 3), implicando na ausência de resultados falso-positivos. Dos três casos sem VRN na análise do protocolo de imagens, dois restaram sem evidências de CNV também durante a exploração cirúrgica (Tabela 3), implicando na presença de um resultado falso-negativo. Concluiu-se que a sensibilidade desse protocolo de imagem foi de 97,4% (37/38) e a especificidade de 100% (2/2), tomando-se como referência os achados cirúrgicos. Consequentemente, o valor preditivo positivo foi de 1, dado que as CNV foram encontradas em todos os casos cujo VRN foram identificados na análise do protocolo de imagem, enquanto o valor preditivo negativo foi de 0,66, já que dos três casos em que a análise do protocolo de imagem não identificou nenhum VRN, dois não tiveram CNV visualizadas durante a exploração cirúrgica.

5.2.4.2 Predição do Vaso Responsável pela Compressão

Em comparação aos achados cirúrgicos, a análise do protocolo de imagens identificou corretamente o vaso responsável pela compressão em 33 dos 37 casos que tinham uma compressão vascular visualizada durante a exploração cirúrgica (89,2%). O valor geral de CK foi de 0,882 (p<0,05; IC de 95%, 0,77-0,99) para estimar o vaso envolvido na CNV. O nível de concordância foi considerado Forte para a identificação da ACS (CK=0,926; IC de 95%, 0,74-1,0), da ACAI (CK=0,913; IC de 95%, 0,72-1,0), da AB (CK=1; IC de 95%, 0,81-1,0) e da VPT (CK=0,867; IC de 95%, 0,68-1,0). O nível de concordância foi considerado Moderado para a identificação da VPS (CK=0,739; IC de 95%, 0,55-0,92). Houve discrepâncias entre as análises dos observadores em quatro casos. O valor de CK para a correlação entre a análise do protocolo de imagem pelo observador 1 e os achados cirúrgicos foi de 0,909 (IC de 95%, 0,712-1,0); e o valor de CK para correlação entre a análise do protocolo de imagem pelo observador 2 e os achados cirúrgicos foi de 0,913 (IC de 95%, 0,72-1,0).

5.2.4.3 Predição da Localização da Compressão no Trajeto da Raiz

Em comparação aos achados cirúrgicos, a análise do protocolo de imagens identificou corretamente a localização da compressão em 33 dos 37 casos (89,2%). O valor geral de CK foi de 0,813 (p<0,05; IC de 95%, 0,67-0,95) para estimar a localização da compressão no trajeto da raiz trigeminal. O nível de concordância foi considerado Forte para determinar se a compressão estava situada na TREZ do nervo (CK=0,849; IC de 95%, 0,66-1,0) e no segmento MC (CK=0,837; IC de 95%, 0,65-1,0). O nível de concordância foi considerado Moderado para determinar se a compressão estava situada no segmento JP do nervo (CK=0,72; IC de 95%, 0,61-1,0). Houve discrepâncias entre as análises dos observadores em quatro casos. O valor de CK para a correlação entre a análise do protocolo de imagem pelo observador 1 e os achados cirúrgicos foi de 0,851 (IC de 95%, 0,61-1,0); e o valor de CK para

correlação entre a análise do protocolo de imagem pelo observador 2 e os achados cirúrgicos foi de 0,87 (IC de 95%, 0,629-1,0).

As compressões vasculares de origem arterial foram visualizadas mais proximais ao tronco encefálico do que as de origem venosa (p=0,0026; Teste Exato de Fisher; Figura 15). Dos 27 pacientes que tiveram CNV provocadas por artérias, 23 (85,2%) eram localizadas na TREZ. Dos 10 pacientes que tiveram CNV provocadas por veias, apenas três (30%) eram localizadas na TREZ (odds ratio 13,42; IC de 95%, 2,40-74,92).

5.2.4.4 Predição da Direção da Compressão ao Longo da Circunferência da Raiz

Em comparação aos achados cirúrgicos, a análise do protocolo de imagens identificou corretamente a direção da compressão em 35 dos 37 casos (94,5%). O valor geral de CK foi de 0,942 (p<0,05; IC de 95%, 0,80-1,0) para estimar a direção da compressão ao longo da circunferência da raiz. O nível de concordância foi considerado Forte para determinar se a compressão estava situada na porção SM da raiz (CK=0,928; IC de 95%, 0,74-1,0), na porção SL da raiz (CK=0,936; IC de 95%, 0,77-1,0) e na porção INF da raiz (CK=0,961; IC de 95%, 0,74-1,0). Houve discrepâncias entre as análises dos observadores em apenas um caso. O valor de CK para a correlação entre a análise do protocolo de imagem pelo observador 1 e os achados cirúrgicos foi de 0,914 (IC de 95%, 0,676-1,0); e o valor de CK para correlação entre a análise do protocolo de imagem pelo observador 2 e os achados cirúrgicos foi de 0,956 (IC de 95%, 0,716-1,0).

5.2.4.5 Predição do Grau de Intensidade da Compressão

Em comparação aos achados cirúrgicos, a análise do protocolo de imagens identificou corretamente o grau de intensidade da compressão em 31 dos 37 casos (83,8%). O valor geral de CK foi de 0,834 (p<0,05; IC de 95%, 0,70-0,96) para estimar o grau de intensidade da compressão. O nível de concordância foi considerado Forte para determinar se a compressão era de

Grau I (CK=0,813; IC de 95%, 0,62-1,0), de Grau II (CK=0,833; IC de 95%, 0,64-1,0) e de Grau III (CK=0,852; IC de 95%, 0,66-1,0). Houve discrepâncias entre as análises dos observadores em cinco casos. O valor de CK para a correlação entre a análise do protocolo de imagem pelo observador 1 e os achados cirúrgicos foi de 0,875 (IC de 95%, 0,646-1,0); e o valor de CK para correlação entre a análise do protocolo de imagem pelo observador 2 e os achados cirúrgicos foi de 0,835 (IC de 95%, 0,608-1,0).

A Figura 16 ilustra a correlação entre o grau de intensidade da compressão e a localização da compressão. As CNV de Graus II e III foram observadas em uma maior proporção na TREZ em comparação às CNV de Grau I (odds ratio 14,4; IC de 95%, 2,22-93,29). Dos 13 pacientes que tiveram CNV de Grau II e 16 pacientes que tiveram CNV de Grau III, 11 e 13 pacientes, respectivamente, eram localizadas próximas ao tronco encefálico (p=0,004; Teste Exato de Fisher).

5.3 Protocolo III – Estudo das Alterações Atróficas dos Nervos Trigêmeos de Pacientes com Neuralgia Trigeminal em Sequências de Ressonância Magnética em Alta Resolução (3,0 Teslas), Correlacionando-as às Características das Compressões Neurovasculares e ao Resultado Clínico Após 2 anos do Tratamento Cirúrgico

5.3.1 Dados Demográficos

Neste estudo, foram incluídos 50 pacientes submetidos à DVMC para tratamento da NT primária. As características dos pacientes encontram-se detalhadas na Tabela 4. O grupo incluiu 30 mulheres e 20 homens, com idades variando de 22 a 79 anos de idade (média de 56,42 anos). Vinte e nove pacientes tinham dor no lado direito da face e 21 no lado esquerdo da face. O território V1 foi afetado em 30% do pacientes, o território V2 em 72% e o território V3 em 60%, afetando na maioria dos pacientes mais de uma divisão. O período de duração dos sintomas dolorosos anterior à cirurgia foi, em média, de 54 meses (variando de 6 meses a 168 meses). Tabela 4 mostra as características e os resultados dos pacientes. Vinte voluntários (11 mulheres e 9 homens, com idades variando de 20 a 69 anos) foram incluídos no grupo controle deste estudo. Não houve diferença estatística entre as idades dos pacientes e dos voluntários (p>0,05).

5.3.2 Achados Cirúrgicos

Em dois de 50 pacientes (4%), não foi encontrada nenhuma CNV, apesar da exploração completa e cuidadosa de todo o trajeto do nTRI desde à TREZ até à entrada do cavum de Meckel. A ACS foi identificada como responsável pela compressão em 28 casos, a ACAI em cinco casos e a AB em dois casos. Foram evidenciadas compressões de origem venosa em 13 casos: a VPS em cinco casos e a VPT em oito casos.

As CNV foram localizadas ao nível da TREZ em 34 casos, no segmento MC da raiz em sete casos e no segmento JP da raiz em sete casos. A direção da compressão foi considerada na porção SM da raiz em 24 casos, na porção

SL da raiz em 10 casos e na porção INF da raiz em 14 casos. Nesta série, foram encontradas compressões de Grau I em nove casos, Grau II em 18 casos e Grau III em 21 casos.

5.3.3 Medidas de Volume e Área Seccional

A média de V dos nTRI do grupo ipsilateralNT (60,35 ± 21,74 mm3; IC

de 95%, 24,83-129,2) foi menor (p<0,05) do que a média de V do grupo

contralateralNT (78,62 ± 24,62 mm3; IC de 95%, 31,16-148,8) e do que a média

de V de ambos os lados do grupo controle (89,09 ± 14,72 mm3; IC de 95%, 64,0-116,0) (Figura 17A). Por sua vez, não houve diferença (p>0,05) entre a média de V do grupo contralateralNT e a média de V de ambos os lados do

grupo controle, nem entre a média de V do lado direito (89,59 ± 14,52 mm3; IC

de 95%, 67,18-114,5) e do lado esquerdo (88,60 ± 15,28 mm3; IC de 95%, 64,0-116,0) no grupo controle. A diminuição de V na comparação entre os grupos ipsilateralNT e contralateralNT (23,2%) foi superior à diferença de V entre ambos os lados do grupo controle (1,1%). Em apenas quatro pacientes (nos. 24, 26, 27 e 46) de 50 pacientes, o V do grupo ipsilateralNT foi superior ao do grupo contralateralNT.

A média de AS dos nTRI do grupo ipsilateralNT (4,17 ± 1,74 mm2; IC de

95%, 1,77-10,08) foi menor (p<0,05) do que a média de AS do grupo

contralateralNT (5,41 ± 1,89 mm2; IC de 95%, 1,36-10,03) e do que a média de

AS entre ambos os lados do grupo controle (5,64 ± 0,85 mm2; IC de 95%, 2,89-

7,2) (Figura 17B). Por sua vez, não houve diferença significativa (p>0,05) entre a média de AS do grupo contralateralNT e a média de AS de ambos os lados

do grupo controle, nem entre a média de AS do lado direito (5,55 ± 1,09 mm2;

IC de 95%, 2,89-7,2) e do lado esquerdo (5,66 ± 0,42 mm2; IC de 95%, 4,9- 6,45) no grupo controle. A diminuição da AS na comparação entre os grupos ipsilateralNT e contralateralNT (22,9%) foi superior à diferença de AS entre ambos os lados do grupo controle (1,95%). Em apenas quatro pacientes (nos. 22, 27, 31 e 36) de 50 pacientes, a AS do grupo ipsilateralNT foi superior ao do grupo contralateralNT.

Os coeficientes de correlação de Pearson para os cálculos realizados pelos observadores foram 0,7559 (p<0,05) para a estimação do V e 0,9024 (p<0,05) para a estimação da AS.

5.3.4 Correlações entre os Parâmetros Anatômicos dos Nervos