Kapittel 5: Regnskapsanalyse
5.5 Analyse av forholdstall
5.5.1 Risikoanalyse
5.5.2.2 Rentabilitetsanalyse
Apesar de já ter cerca de dez a quinze anos na profissão docente, a professora se sente despreparada para aplicar os conhecimentos e metodologias trabalhados no curso.
Tem dúvidas sobre a necessidade de ensinar determinados conteúdos, sobre o que deve ensinar e o que não deve. Ela afirma que muitos conteúdos
estão no Currículo, mas não tem certeza de até que profundidade deve trabalhar os conceitos. Também aponta que há conteúdos presentes no Currículo, que não estão no material didático do Governo, e que algumas propostas deste material são modificadas pelos professores, de acordo com a necessidade.
Ao mesmo tempo que a professora afirma não saber com certeza de que forma ensinar seus alunos os conceitos mais específicos e se estes devem ser trabalhados, a professora afirma que seus alunos devem ter conhecimentos bastante aprofundados do conteúdo, como por exemplo, saber quais organelas estão mais presentes em um tipo de célula do que em outras, as funções destas, relacionando o funcionamento da organela com a localização celular.
Tem como objetivos que seus alunos conheçam a estrutura dos diferentes seres vivos, dos tipos celulares, suas organelas, as funções destas, seu papel no funcionamento do corpo, quais são os seres unicelulares e multicelulares. Trabalha conhecimentos básicos de embriologia e histologia e durante a entrevista teve a ideia de utilizar o estudo das células totipotentes para trabalhar os tipos celulares. Afirma que o estudo da célula é a base para outros conteúdos
A professora também afirma ter dificuldades em trabalhar com alunos dos anos finais do Ensino Fundamental, diz que isso é um problema para ela, preferindo atuar em turmas do Ensino Médio.
A professora é bastante reticente ao falar sobre o que vai ensinar e o que não vai, dando a impressão de que isto não é um conceito claro para ela. Se confunde um pouco com os conteúdos que vai ensinar e o que não vai, diz que não vai ensinar mitose e meiose, mas depois afirma que este é um conteúdo importante, que os alunos devem saber a diferença entre estes processos, mas não precisam saber as fases.
Em alguns momentos, afirma que o aluno deve ter conhecimentos bastante aprofundados e específicos, mas em outros, apenas conhecimentos superficiais, levando mais conhecimentos relevantes para sua vida, pois não estão interessados em continuar sua formação. Também relata que seus alunos faltam muito, e com isso, não compreendem o significado completo dos conteúdos, pois estas ausências proporcionam lacunas no entendimento.
Não pretende trabalhar a parte de bioquímica com seus alunos, pois não se sente preparada e diz que seus alunos não têm pré-requisitos para compreender o assunto.
Afirma que quando começou a dar aula, há dez anos atrás, os alunos conseguiam compreender conceitos muito mais específicos, mas hoje os alunos não prestam atenção, e não sabe como abordar estes conceitos, e declara que os alunos não são capazes de compreender determinados conteúdos.
Seus alunos apresentam muitas concepções alternativas, com dificuldades bastante básicas, e ao mesmo tempo que a professora parece estar insatisfeita com a situação, também parece um tanto conformada, apesar de diagnosticar estes problemas em seus alunos.
Ela exemplifica o SARESP, que tem apresentado resultados frustrantes, onde os alunos, conforme o nível de ensino aumenta, pior é o resultado.
A professora afirma que por vezes os alunos não compreendem um conceito pela forma como é explicado, as palavras que são usadas durante a aula, porque é um vocabulário diferente do que estão habituados. Durante a entrevista a professora teve diversas ideias de novas formas de trabalhar conceitos específicos, o que é positivo, pois este é um dos objetivos do CoRe, estimular a reflexão nos sujeitos entrevistados, porém também reflete a necessidade desta professora analisar e avaliar sua prática, buscando novas formas de trabalhar determinado conteúdo. Estas ideias mostram que a mesma pode trabalhar de forma diferente, caso se dedique a isto.
Em determinado momento, a professora diz que o professor tem noção do que ele pode ensinar, mas ele acaba não ensinando, e trabalha conceitos de uma forma muito básica e resumida com seus alunos. Passo então a refletir quais seriam os motivos para isso, uma vez que o professor sabe que existem formas melhores, mais produtivas e interessantes de se trabalhar, por que não utilizá-las?
Assim como exposto anteriormente, Krasilchik (2009) destaca que muitos professores culpam as diversas esferas do ensino, como a estrutura da escola, a baixa remuneração, o desinteresse dos alunos, etc, porém muitos professores e pesquisadores têm revelado com suas práticas e pesquisas que a partir do momento em que o professor se empenha em modificar suas aulas,
levando seus alunos a uma nova forma de compreender os conceitos, isso torna-se possível. Portanto, já não há justificativa para manter-se numa prática infrutífera, exceto pela acomodação e falta de vontade de fazer o melhor que puder.
A professora apresenta alguns erros conceituais no que diz respeito ao conteúdo específico, e chega a ficar envergonhada pela situação. Afirma não saber muito mais do que aquilo que é trabalhado dentro de sala de aula. Também diz não saber o que vai deixar de ensinar. Sempre que vai trabalhar um conteúdo, prefere pesquisar e estudar antes de ensinar. No entanto, essa afirmação diverge do que foi apontado pela própria professora no mesmo documento, pois esta afirma que por ter uma carga de trabalho bastante sobrecarregada, não tem tempo para preparar suas aulas, sendo assim, dificilmente dispõe de tempo para estudar os conteúdos antes de lecionar.
Com a presença destes erros conceituais, a professora passa insegurança quanto aos próprios conhecimentos acerca do conteúdo, além de, em alguns momentos, demonstrar não ter claro para si o que deve ou não ensinar aos seus alunos e qual o tipo de abordagem deve utilizar, o que acaba por refletir uma falta de conhecimento acerca dos alunos e do contexto em que trabalha, o que prejudica sua prática.
Quando o professor não considera o contexto de sua prática, fica impossibilitado de diagnosticar os problemas, dificuldade se interesses de seus alunos. Este quadro dificulta a preparação de uma aula atraente, que traga uma aprendizagem significativa para seus alunos.
A mesma também não relatou conhecimentos relacionados à estrutura sintática dos conhecimentos do tema, o que nos leva a crer que não trabalhe os conceitos relacionados a pesquisa científica e à História da Biologia com seus alunos.
A professora vê como uma dificuldade a necessidade de transpor o conhecimento científico ao cotidiano dos alunos, aos fatos e situações presentes no dia-a-dia. Isso pode ser um indício do tipo de aprendizado que esta professora teve durante sua formação, revelando que a mesma sabe os conteúdos específicos de forma memorística, e não tem facilidade para refletir sobre o que está ensinando e como aplicar os conhecimentos, trazendo os mesmos para a realidade dos estudantes.
Também aponta como uma dificuldade o fato dos alunos não terem acesso a imagens das células, mas apenas aos esquemas dos livros.
Durante a aplicação da atividade em sala de aula, os alunos não conseguiram montar os modelos, mesmo já tendo trabalhado tais conceitos anteriormente. A professora afirma que muitos, mesmo depois de estudar determinado conteúdo, ainda preservam as concepções alternativas.
A professora afirma utilizar materiais alternativos e diversas estratégias para o ensino dos conteúdos, e gostaria de fazer aulas práticas em laboratórios de Ciências e de Informática, mas a escola não possui estes espaços, por isso algumas vezes utiliza vídeos de experimentos em suas aulas. O tempo de aula é curto para que a professora possa montar os equipamentos multimídia, e tendo apenas duas aulas semanais, a professora alega ser difícil cumprir com o cronograma. Também se queixa do grande número de alunos por sala, o que dificulta o atendimento a todos os alunos.
Reclama da falta de interesse e faltas frequentes dos alunos, e quando estes estão presentes, não prestam atenção no que o professor está desenvolvendo com a turma. Os alunos têm acesso fácil à informação através da internet, e por isso passaram a achar a escola desinteressante. Poucos recebem estímulos de suas famílias para continuar sua formação em uma graduação, por exemplo, e isto acaba influenciando a aula da professora, que percebe a necessidade de formar aquele aluno como cidadão, e não gerando conhecimentos básicos para o ingresso em universidades. Porém não apresenta conhecimentos relacionados ao contexto de distrito e comunidade, o que pode ser bastante prejudicial no momento de preparar suas aulas, ignorando o contexto em que vivem seus alunos, seus anseios, interesses e necessidades.
Sobre a avaliação de seus alunos, a professora se refere às questões que utilizaria, como uma hipótese, e não explica como faz atualmente, também não revela de que forma percebe que seus alunos compreenderam aquilo que está sendo trabalhado em sala.
Estas afirmações nos levam a inferir sobre a forma como a mesma avalia seus alunos. Durante o curso, foram trabalhados conceitos relativos às formas de avaliar, destacando a importância de avaliar os alunos contribuindo para sua aprendizagem, não sendo apenas memorísticas, mas objetivando a
reflexão, não levando os alunos a se sentirem depreciados a partir de seus erros. Talvez, por já ter participado dos encontros, a professora não tenha se sentido confortável ao expor que utiliza avaliações fechadas, baseadas na memorização.
Concluindo nossas observações acerca de P2, podemos resumir da seguinte maneira: a professora não apresenta conhecimentos sólidos acerca do conteúdo específico a ser ensinado. No que diz respeito ao conhecimento pedagógico, a própria docente percebe lacunas em sua formação, e assim como P1, não descreve aspectos como alunos e aprendizagem e a gestão de sala de aula.
Com relação ao contexto de sua prática, demonstra poucos conhecimentos, em sua maioria, queixas. Sobre o conhecimento pedagógico do conteúdo, no entanto, apresenta conhecimentos satisfatórios.