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4. BOSTEDSLØSE PERSONERS PLASS I DET OFFENTLIGE ROM

4.5 G RENSEKONTROLL OG DISIPLIN

Quando se pretende executar estudos econométricos envolvendo séries de tempo, como já foi dito, é necessária a preocupação com a estacionariedade ou não das séries, já que se estas forem não estacionárias, o resultado de tal regressão poderá ser espúrio, ou seja, não terá sentido econométrico. Entretanto, duas ou mais séries não estacionárias de mesma ordem I(n), isto é, que possuam o mesmo número n de raiz unitária, poderão ser cointegradas9. Os testes de cointegração têm a finalidade de identificar quando duas ou mais séries são cointegradas ou não.

Quando se pretende identificar o equilíbrio de longo prazo entre duas ou mais séries, o teste de cointegração identificará tal equilíbrio. Em outras palavras, haverá equilíbrio de longo prazo entre duas ou mais séries quando estas forem cointegradas de ordem CI(n), onde n é o número de raízes unitárias de cada série. Nesse caso, haverá uma combinação linear dessas

9 A interpretação econômica da cointegração é que se duas (ou mais) variáveis possuem uma relação de equilíbrio de longo prazo, então, mesmo que as séries possam conter tendências estocásticas (isto é, serem não estacionárias), elas irão mover-se juntas no tempo, e a diferença entre elas será estável (isto é, estacionária). Em suma, o conceito de cointegração indica a existência de um equilíbrio em longo prazo, para o qual o sistema econômico converge no tempo (HARRIS, 1995).

séries, que será estacionária. O vetor que proporciona essa cointegração é chamado de vetor co- integrante.

No presente estudo, deu-se atenção às metodologias de testes de cointegração de Johansen et alii (2000), que testa a cointegração de séries temporais com quebras estruturais endógenas, e de Saikkonen e Lutkepohl (2000a; 2000b; 2000c) que testa a cointegração de séries temporais com quebras estruturais exógenas.

3.1.2.1 Metodologia de Johansen

Na metodologia de Johansen et alii (2000), o modelo é ajustado para algum pré- especificado número de períodos da amostra, dito q, de extensão para e , considerando a última observação na j-ésima amostra sendo quando é a primeira observação da amostra de período número . Um modelo de vetor autorregressivo de ordem k é definido. O modelo é formulado, condicionalmente, pelas k primeiras observações de cada sub-amostra , dado pela equação (11) abaixo:

(11)

Onde e . O erro é assumido como não correlacionado e identicamente normalmente distribuído com média zero e variância . Os parâmetros variam livremente. Desse modo, , e que se relacionam aos componentes estocásticos das séries temporais, são os mesmos em todas as sub-amostras e de dimensão (p x p), sendo uma matriz simétrica e positiva definida, enquanto os p-vetores , se relacionam com os componentes determinísticos e podem ser diferentes em diferentes períodos da amostra.

Uma hipótese de cointegração pode ser formulada em termos do posto da matriz isoladamente ou em conjunto com , ... , . São três propriedades que sustentam as hipóteses de cointegração , e , definidas a seguir:

i) indica que em cada sub-amostra a componente determinística é linear em ambas as situações: não-estacionariedade e na relação de cointegração:

ou

Onde e são parâmetros que variam livremente e são de dimensão (p x r), enquanto é de dimensão (1 x r);

ii) indica que não há tendência linear nas sub-amostras, mas uma quebra de nível constante:

ou

iii) hipótese alternativa aos modelos indica e , que pode ser formulado com o posto da matriz isolada, como segue:

ou

As hipóteses são relacionadas, tais que .

Segundo Johansen et alii (2000), a hipótese “é menos atrativa” do que as hipóteses para determinar o posto de cointegração, por duas razões, a saber: a) a hipótese implica que a relação de não estacionariedade tem uma tendência linear de quebra, enquanto a relação de cointegração tem uma quebra de nível constante; b) sob a hipótese , a tendência determinística de uma componente depende das propriedades de cointegração, enquanto sob a hipótese o comportamento determinístico do processo é o mesmo – uma tendência linear em todas as direções independente da propriedade de cointegração.

3.1.2.2 Metodologia de Saikkonen e Lutkepohl

A metodologia de Saikkonen e Lutkepohl proposta pelos mesmos autores em Saikkonen e Lutkepohl (2000a), Saikkonen e Lutkepohl (2000b) e Saikkonen e Lutkepohl (2000c), propõem um teste para análise de cointegração que permite a possibilidade de mudança da média no processo de geração dos dados. Devido à existência de muitos padrões diferentes no processo de geração dos dados exibindo quebras causadas por eventos externos, que ocorreram durante o

período de observação, aqueles autores recomendam levar em conta o nível de mudança na série a fim de propor inferências no posto de cointegração do sistema.

O teste de Saikkonen e Lutkepohl (SL) investiga as conseqüências de quebras estruturais em um sistema baseado no modelo de múltiplas equações de Johansen e Joselius (1990). De acordo com Saikkonen and Lutkepohl (2000b), uma série observada n-dimensional , tal que é o vetor de variáveis observadas é gerado pelo

seguinte processo:

(11)

Onde e são dummies de impulsos e de mudanças, respectivamente, de acordo com a existência de quebras estruturais. A variável é igual a um quando , e é igual a zero para outros casos. Os parâmetros , , e são associados com os termos determinísticos. As variáveis , e são dummies sazonais. O termo é um processo de erro não observado que é assumido ser um VAR(p), seguindo a seguinte representação:

(12)

Subtraindo em ambos os lados da equação (12) e re-escrevendo os termos, resulta na conhecida forma de correção de erros (13), a seguir, que especifica as propriedades de cointegração do sistema:

(13)

Onde , e é um termo de tendência determinística estimado e é um processo de ruído branco. O posto da matriz é o posto de cointegração de e de .

Formalmente, a hipótese a ser testada será:

(14) Onde é a hipótese de cointegração, é a hipótese alternativa de não cointegração e é o posto da matriz assumindo que , sendo n a ordem da matriz .

As possíveis opções do teste SL, semelhantes à Johansen e Joselius (1990), são modelos que incluem: i) constante; ii) constante e tendência linear; e, iii) tendência ortogonal na relação de cointegração. Também semelhantes à Johansen e Joselius (1990), a seleção de defasagem do modelo segue os critérios de Akaike, de Schwarz e de Hannan-Quinn, que são disponibilizados para decidir pela ordem do VAR.